Enquanto você voava, eu criava raízes

por Redação
Enquanto você voava, eu criava raízes

O espetáculo é uma experiência sensorial: sem o uso da palavra, constrói uma dramaturgia do corpo em diálogo com as artes visuais, o cinema, a dança e o teatro. Transitando entre o sonho e a realidade, traz à tona conteúdos do inconsciente coletivo como medo, solidão, alma, reconciliação, luz, cura, morte e vida.

Vencedor dos prêmios APTR de Melhor Espetáculo, Melhor Música Original e Melhor Cenário, e Shell de Melhor Cenário, além de indicações aos prêmios APCA e Cesgranrio, entre outros, o espetáculo é um marco da linguagem autoral da Cia Dos à Deux, que há mais de 25 anos emociona plateias em mais de 50 países.

Esta será a última temporada em 2026 deste espetáculo, até que a companhia estreie sua nova criação – “ConfuZo(s) – está escurecendo dentro de mim” -, ainda no primeiro semestre, no Rio de Janeiro. A cia também será homenageada com o lançamento de um documentário sobre sua história, dirigido por Roberto Bomtempo e produzido por Canal Curta! e Matizar Filmes.

Após cinco temporadas de sucesso na cidade do Rio de Janeiro, três em São Paulo (uma no Sesc Santo Amaro e duas Teatro Vivo), além de passagens marcantes pela França e pelo México — onde cerca de 16 mil espectadores vivenciaram sua poesia visual — o espetáculo ENQUANTO VOCÊ VOAVA, EU CRIAVA RAÍZES, da premiada Cia. Dos à Deux, retorna ao Teatro Adolpho Bloch para uma curta temporada, com oito únicas apresentações.

UMA POÉTICA DO CORPO, DA IMAGEM E DO SILÊNCIO

Segundo Artur Luanda Ribeiro, “É uma jornada sensorial e universal, onde cada espectador acessa suas próprias memórias e emoções.”.

Em cena, nenhuma palavra é dita, a dramaturgia é guiada pelos corpos em diálogo com as artes visuais, o cinema, a dança e o teatro. Nesse navegar por várias linguagens, os significados também se apresentam diversos e chegam ao público em camadas múltiplas e plurais, em que cada gesto e cada silêncio se tornam portadores de significado, simbolismo e poesia.

“Para mim, nesse espetáculo, ficamos à beira do abismo desde o início”, diz André Curti. “São os abismos que temos dentro de nós, essa sensação de vazio permanente, de que há algo dentro se abrindo e um outro eu está caindo dentro de si”, completa Artur Luanda Ribeiro.

A CRÍTICA

“Um retrato da exuberância e das possibilidades artísticas, uma miríade de imagens de rara beleza que desperta os sentidos do espectador” Gabriela Mellão, Revista Bravo

“A excelente Dos à Deux destaca-se neste perturbador teatro visual, onde convocou cinema, artes plásticas, artes digitais e dança sob iluminação em claro-escuro, a ponto de suspender o tempo à força de visões enigmáticas e oníricas…” Alain Pécoult, La Provence

“Uma coreografia afinada ao milímetro por mágicos artistas. Saímos atordoados, piscando um pouco as pálpebras, como acordar de um longo ritual iniciático. Extraordinário.” Sonia Garcia-Tahar, Provençal

“Uma espécie de ópera imagética onde os dois acrobatas se aproximam e parecem infinitamente diáfanos, quase dissolvidos em um material que os absorve. Uma obra original em que você tem que se deixar levar como num sonho.” Veronique Hotte, HOTELLO

“Durante os 55 minutos de duração do espetáculo, por parte do público, há um silêncio sepulcral e uma total ligação com o palco. Uma grande troca de energia. Todos parecem hipnotizados pelos dois artistas.” Gilberto Bartholo, O Teatro Me Representa

“É poesia em estado de pureza.” Felipe Mury, Teatro de Arte do Rio de Janeiro

Ao longo da encenação, podíamos sentir e ouvir o silêncio de uma plateia atenta, atônita, com a respiração suspensa, processando, cada um, o significado daquelas imagens. Era difícil olhar para o lado, mas dava para sentir que havia uma vibração que puxava tudo para frente, para o centro, para a metáfora do nosso inconsciente que era explorado de forma plástica, onírica, metafísica.” Pedro Alonso, Olhar Crítico

“A Cia Dos à Deux através do silêncio, fala para o mundo. […] Os dois artistas apresentam uma obra que fala ao homem, aos sentimentos que os cercam, com uma beleza estética incrível, diferenciada, algo que nossos olhos não estão habituados.” Paty Lopes, Artecult

“O que vemos é um resultado extraordinário […]. Seja do jeito que se pensar há a ousadia bem sucedida e perfeitamente executada dos grandes artistas.” Cláudia Chaves, Correio da Manhã

“E capaz, assim, de ecoar o emblemático mistério de Clarice Lispector – ‘Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa’…” Wagner Corrêa de Araújo, Escrituras Cênicas

TRAJETÓRIA E RECONHECIMENTO

Desde sua estreia em 2022, o espetáculo percorreu palcos importantes como o Festival de Avignon (França), o Festival Internacional Cervantino (México), o Festival de Teatro de Curitiba e o Cena Contemporânea (Brasília).

Em pouco mais de três anos, a montagem já contabiliza mais de 240 apresentações, consolidando-se como uma das obras mais emblemáticas da companhia.

CIA. DOS À DEUX – 27 ANOS DE CRIAÇÃO E POESIA VISUAL

Fundada em Paris, em 1998, por André Curti e Artur Luanda Ribeiro, a Cia. Dos à Deux nasceu de uma pesquisa inspirada na obra “Esperando Godot”, de Samuel Beckett. Descobertos no Festival de Avignon, os artistas conquistaram reconhecimento internacional e levaram suas criações a mais de 50 países.

Em 2015, após duas décadas na França, retornaram ao Brasil e criaram o Espaço Dos à Deux, na Glória, RJ — um casarão de 1846, restaurado pelos artistas e transformado em centro de criação, residência e formação artística.

EM 2026, NOVO ESPETÁCULO E UM DOCUMENTÁRIO SOBRE A CIA DOS A DEUX

Em 2026, a trajetória da companhia será celebrada com o lançamento de um documentário dirigido por Roberto Bomtempo, produzido pelo Canal Curta! e Matizar Filmes, revisitando o processo criativo e a estética interdisciplinar que consolidaram o grupo como uma das principais referências do teatro visual contemporâneo.

E a criação de um novo trabalho “ConfuZo(s) – está escurecendo dentro de mim” no Rio de Janeiro, patrocinado pelo Centro Cultural Banco do Brasil – o espetáculo percorrerá as unidades do Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. Em 2027, a Cia. Dos à Deux realizará uma nova itinerância nacional e internacional com seu repertório.

Serviço

ESTREIA: dia 07 de janeiro (4ªf), às 20h
ONDE: Teatro Adolpho Bloch – Rua do Russel, 804 – Glória / RJ
HORARIOS: quartas e quintas, às 20h / INGRESSOS: R$130 e R$65 (meia) em https://www.ingresso.com/evento/enquanto-voce-voava-eu-criava-raizes ou na bilheteria de 3ªf a sab das 12h às 20h; dom das 12h às 19h / CAPACIDADE: 359 espectadores / CLASSIFICAÇÃO: livre / DURAÇÃO: 55 min / TEMPORADA: até 05 de fevereiro

FICHA TÉCNICA

Direção, Dramaturgia, Cenografia e Performance: André Curti e Artur Luanda Ribeiro
Trilha Sonora Original: Federico Puppi
Iluminação: Artur Luanda Ribeiro
Figurino: Ticiana Passos
Criação de Objetos: Diirr
Preparação Percussiva: Chico Santana
Criação Videográfica e Mapping: Laura Fragoso
Imagens: Miguel Vassy e Laura Fragoso
Cenotécnica: Jessé Natan e VRS
Assistentes de Cenotécnica: Iuri Wander, Bruno Oliveira, Eduardo Martins, Rafael do Nascimento
Operação de Som e Vídeo: Gabriel Reis
Técnico e Operação de Luz: Leandro Barreto
Coordenação de Montagem e Contrarregragem: Iuri Wander
Costura da Caixa Preta: Cris Benigni e Riso
Costura de Figurinos: Atelier das Meninas
Design Gráfico: Tiago Ristow
Adaptação das Artes: Thiago Ristow
Coordenação Administrativo-financeira: Alex Nunes
Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela – Galharufa Produções
Realização: Cia. Dos à Deux
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

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