Tendência para eventos corporativos em 2026: simplificar não é o melhor caminho  

Especialista  destaca que esses encontros têm o objetivo de gerar conexão, engajamento e memória de marca, por isso o planejamento estratégico é essencial

por Redação

Agilidade, simplicidade e informalidade são marcas da comunicação nas redes sociais, que em 2025 bateram a marca de 144 milhões de usuários ativos no Brasil, segundo o relatório Digital 2025: Brasil. Esse estilo de comunicação tem ultrapassado as telas e começado a influenciar outras áreas, como o marketing e os eventos corporativos, despertando crescente atenção entre especialistas do setor que acreditam ser uma estratégia equivocada.

De acordo com Felipe Macedo, Co-Founder e CXO da Alternativa F, agência boutique especializada em eventos corporativos com 13 anos de experiência, com marcas como Tokio Marine, Sony, Adidas, Zurich e Claro no currículo, as produções estratégicas de eventos institucionais vêm perdendo complexidade ao longo dos anos.

Para ele, que já ganhou mais de 100 prêmios nacionais e internacionais, incluindo o Prêmio Caio, o FIP Argentina e reconhecimento em Cannes, o mercado tem caminhado para formatos cada vez mais rápidos e superficiais, refletindo a lógica predominante das redes sociais, em que o simples tende a ser mais valorizado. “Estamos vendo produções menores, ideias e execuções menos elaboradas e menos investimentos. Com painéis genéricos, cenografia mínima e pouca profundidade”, afirma.

Macedo já atendeu grandes marcas em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Cancún, Lisboa e África, e afirma que a simplificação excessiva gera resultados negativos para as empresas. “O impacto dessa escolha vai além da estética; ela afeta diretamente o engajamento interno, a retenção de talentos, a força da cultura organizacional, o branding e a diferenciação competitiva. Quando todos os eventos são iguais, todas as marcas soam iguais, isso em um cenário altamente competitivo é esconder sua marca em meio a todas as outras”, explica o executivo.

O especialista da Alternativa F, empresa reconhecida por prêmios como Caio, Latin Quality Awards e The Winner Award, reforça que eventos corporativos não existem apenas para informar, mas para criar conexão, engajamento e memória de marca. Quando esse propósito se perde, os encontros se tornam meramente protocolares.

O equívoco está em aplicar a lógica das redes sociais a formatos que possuem linguagens e funções próprias. “Não se trata de buscar culpados ou demonizar as redes sociais. O erro está em aplicar a mesma estratégia a meios radicalmente diferentes”, esclarece. “Cada formato de mídia carrega uma cultura, uma função e uma linguagem própria”, completa.

Para 2026, o caminho deve ser mais profundo

Olhando para 2026, o executivo acredita que será essencial diferenciar o que deve ser tratado com profundidade daquilo que pode ser mais simples. As estratégias de produção de eventos institucionais precisam partir de objetivos claros para que as marcas consigam se conectar de forma autêntica e alcançar resultados consistentes. “O desafio da comunicação contemporânea é recuperar a coragem de pensar mais, respeitando as especificidades de cada mídia. E, nos eventos institucionais, a inteligência criativa continua sendo fundamental”, conclui.

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