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A Cia de Ballet Dalal Achcar apresenta o ballet “Floresta Amazônica” na Cidade das Artes

A Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, RJ, recebe na Grande Sala, nos dias11, em duas sessões – uma às 16h e outra às 20h e 12 de maio, às 16h, a Cia de Ballet Dalal Achcar, com o Ballet em dois atos “Floresta Amazônica”, de Dalal Achcar, um dos maiores nomes que revolucionou a história da dança no Brasil. A montagem é apresentada pelo Ministério da Cultura, pela Associação de Ballet do Rio de Janeiro e tem o patrocínio master do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de incentivo à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal União e Reconstrução, com produção da Aventura. 

O espetáculo “Floresta Amazônica” foi inspirado na suíte sinfônica “A Floresta do Amazonas”, escrita pelo renomado compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, em 1958. Essa obra musical icônica retrata de forma única a exuberância da Amazônia. O espetáculo celebra não apenas a grandiosidade da região, mas também faz alusão aos 65 anos de falecimento de Villa-Lobos, um talentoso compositor, instrumentista e regente.

O Ballet contará com bailarinos e solistas, entre paraenses selecionados de audições, trazendo à cena a essência da brasilidade. Através dessa performance, busca-se reforçar o sentimento de pertencimento nacional e prestar reverência ao legado musical de Heitor Villa-Lobos.

A primeira versão da obra, criada pela coreógrafa Dalal Achcar, em 1975, estreou no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com os bailarinos da Associação de Ballet do Rio de Janeiro, tendo como protagonistas David Wall e a grande primeira-bailarina do Royal Ballet, Dame Margot Fonteyn. Agora, quarenta e nove anos depois de sua estreia, “Floresta Amazônica” faz temporada na Cidade das Artes, após uma montagem feita ano passado no Theatro da Paz, em Belém.

A montagem tem concepção, coreografia e mise en scène de Dalal Achcar – que trabalhou movimentos diferentes e inesperados dentro do universo do ballet clássico e inseriu ginástica natural e acrobacia – com cenários de Hélio Eichbauer, figurino de Jose Varona e Dalal Achcar e iluminação de Felício Mafra, a plateia é transportada para dentro do coração da floresta. 

Enredo

“Floresta Amazônica” é um ballet em dois atos, conta a história do romance entre um homem branco e uma deusa da floresta, que, por amor ao estrangeiro, transforma-se em mulher. A paixão entre eles é vista pelos indígenas como profana. Entretanto, é este amor que salvará a floresta da destruição causada por exploradores que invadem a aldeia em busca de plantas e aves raras.

A música de Heitor Villa-Lobos

Villa-Lobos foi inspirado por sua experiência pessoal na Região Amazônica, onde viveu por um período durante a juventude. De acordo com a biografia, ele ficou fascinado pelo ambiente exótico, a rica fauna e flora, e a cultura indígena que permeava a floresta. Essa admiração profunda levou o compositor a compor “A Floresta do Amazonas”, uma sinfonia que retrata a exuberância e a energia vital da maior floresta tropical do mundo.

A peça é dividida em várias partes, cada uma com uma atmosfera única e evocativa. Começa com uma seção chamada “Introdução”, que apresenta um tema majestoso, como uma preparação para a imersão nessa vasta floresta. Em seguida, vem a “Série dos Pássaros”, uma seção na qual Villa-Lobos utiliza instrumentos de percussão para imitar os diversos cantos e sons dos animais da Amazônia. Essa parte é considerada uma das mais impressionantes da obra, pois transmite a sensação de estar cercado pelos sons da natureza.

Outras seções notáveis incluem “Festa no Sertão”, um momento festivo, com referências à cultura popular brasileira, e “Danças”, que combina elementos folclóricos com a música clássica, criando um movimento animado e ritmicamente empolgante. A peça culmina com um final grandioso e triunfante, encerrando a jornada musical pela Floresta Amazônica.

“A Floresta do Amazonas” é uma obra única que destaca a capacidade de Villa-Lobos de fundir elementos da música erudita ocidental com os ritmos e melodias da música popular e folclórica brasileira. Representa uma busca em trazer a natureza e a cultura brasileira para as salas de concerto, uma das marcas distintivas do estilo composicional de Villa-Lobos.

A música de Villa-Lobos, e em particular “A Floresta do Amazonas”, foi fundamental para consolidar o reconhecimento e a importância da música brasileira no cenário internacional. A obra é considerada um ponto alto de seu legado, retratando a riqueza e a diversidade do Brasil e da Amazônia, de maneira vívida e emocionante.

HEITOR VILLA-LOBOS  

Compositor (1887-1959)

Compositor, instrumentista, regente e professor brasileiro, começou a tocar violoncelo profissionalmente aos doze anos de idade.  Preferia os grupos musicais populares do Rio de Janeiro ao estudo acadêmico.  Viajou muito pelo Brasil antes de firmar-se como compositor, adotando em sua música a linguagem do modernismo europeu, ao lado de elementos folclóricos brasileiros.  Estadas em Paris (1923-30) consolidaram sua posição como a maior figura musical brasileira.  Dedicou-se durante quinze anos a revolucionar a educação musical no Brasil, de acordo com as tendências políticas da época. 

Foi extraordinariamente produtivo, inaugurando uma linguagem viva e folclórica, representadas pelas “9 Bachianas Brasileiras” (1930-45), uma síntese da música europeia e brasileira, “Uirapuru”, poema sinfônico, “Valsa da Dor”, tema para piano, série dos “Quartetos de Cordas” além de uma série de “12 Choros” e o célebre “Trenzinho Caipira”. Duas das principais músicas de Villa-Lobos, as suítes “O Descobrimento do Brasil” e “A Floresta do Amazonas”, foram escritas originalmente para o cinema.


DALAL ACHCAR

(Bailarina e coreógrafa)

Bailarina, professora e coreógrafa, Dalal nasceu no Rio de Janeiro. Iniciou os estudos de balé com Pierre Klimov e teve grande influência artística de Madame Maria Makarova. Aprimorou os conhecimentos em Paris, Nova York e Londres.

Dalal Achcar tornou-se, por suas diversas atividades e pelo trabalho dinâmico, a mais importante educadora de dança do Brasil. Como coreógrafa, sua carreira inclui balés apresentados em vários centros internacionais, como Los Angeles, São Francisco, Nova York, Hamburgo, Stuttgart, Tóquio, Havana e Santiago.  

À frente da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro e de seu Corpo de Balé, Dalal estabeleceu a tradição de apresentar produções de alta qualidade técnica e artística, como os Festivais de Inverno, O Quebra Nozes, Coppélia, Giselle, D. Quixote, Floresta Amazônica, entre outros tantos, além de ser responsável pela vinda de importantes companhias de dança do mundo, como o Royal Ballet de Londres e o Ballet da Ópera de Paris, formando um público de centenas de milhares de pessoas que regularmente comparecem aos espetáculos.

Dalal criou várias coreografias premiadas, entre as quais O Quebra Nozes (considerado pela crítica internacional uma das melhores montagens desse ballet). Don QuixoteAbelardo e Heloisa e Something Special, apresentada em vários centros culturais internacionais. Apaixonada pela dança e pela questão da educação, Dalal sempre viu o Brasil como um país com imensa capacidade para se tornar um expoente mundial.

CIA DE BALLET DALAL ACHCAR

A Cia de Ballet Dalal Achcar baseia a trajetória em mais de 50 anos de história ligada à dança de sua fundadora, a diretora e coreógrafa Dalal Achcar, começando em 2001 quando ela criou a Cia Jovem de Ballet do Rio de Janeiro, dando oportunidade aos jovens talentos de ingressar no mercado de trabalho nacional e internacional.

A Cia Jovem tornou-se a semente que, muito bem plantada, cresceu, deu frutos, sendo um deles o projeto “A Dança como Poder de Transformação”, onde a Cia de Ballet Dalal Achcar está trabalhando lado a lado com os jovens talentos do projeto social. 

A Cia BDA é formada por 20 bailarinos profissionais das mais variadas origens, que trazem em sua bagagem amor pela dança e muitas histórias para compartilhar e dançar.

No trabalho da companhia, Dalal une a técnica e a arte com personalidade, emoção e identidade, acreditando que todo o processo na humanidade passa pelo afeto. 

Afeto em sua forma ampla: infiltrando, despertando e levando as pessoas a aventurar-se nessa grande viagem que é a fruição.

O repertorio é trabalhado de forma universal, com Clássicos e Contemporâneos, criados por renomados coreógrafos nacionais e internacionais, sem esquecer do trabalho experimental que traz o futuro, o novo.

Instituto Cultural Vale

O Instituto Cultural Vale parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem a visão de mundo e criarem perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Nos anos 2020-2022, o Instituto Cultural Vale patrocinou mais de 600 projetos em mais de 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org

Aventura

Fundada em 2008, e liderada por Aniela Jordan, diretora artistica e produção e geral, e por Luiz Calainho, diretor de marketing e negócios, a Aventura é referência na produção de espetáculos de altíssima qualidade, que tornou o mercado de teatro musical um dos principais segmentos da economia criativa no Brasil. A empresa se estabeleceu como uma grande aliada da multiplicidade artística, fundamental para o desenvolvimento social, econômico e cultural. A sua missão é transformar grandes ideias em realidade, criando fortes conexões entre marcas e projetos. São mais de 40 produções, de espetáculos inéditos e de versões da Broadway, como “Elis, a musical”, “A Noviça Rebelde”, “Sete”, “O Mágico de Oz”, “SamBRA”, “Chacrinha, o musical”, “Romeu & Julieta, ao som de Marisa Monte”, “Merlin e Arthur, um sonho de liberdade” e o infantil “Zaquim”. Em 2022, a produtora inovou com o primeiro musical em formato de série do país, o “Vozes Negras – A Força do Canto Feminino”, e com o musical “Seu Neyla”, apresentado em dois palcos com o uso da internet para criar uma experiência diferenciada no espectador, além de estrear uma parceria com a Disney – Pixar com o espetáculo “Pixar in Concert”. Com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, criou a Cia Stone de Teatro, projeto de teatro itinerante no interior do Brasil e é a responsável pela produção da Cia de Ballet Dallal Achcar. Ao todo, foram mais de 3,8 mil apresentações e cerca de 4,5 milhões de espectadores, números que não param de crescer.

SERVIÇO:

Dia 11 de maio às 16h e  às 20h

Dia 12 de maio às 16h

Cidade das Artes – Avenida das Américas, 5.300, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – Telefone: (21) 3328-5300

Ingressos:

Inteira – R$ 70,00 / 50,00 / 35,00*

Meia – R$ 35,00 / 25,00 / 17,50*

*valor aplicado a 20% da casa conforme IN

Vendas no site:

https://bileto.sympla.com.br/event/92593?share_id=1-copiarlink

Capacidade: 1.229 lugares

FICHA TÉCNICA:

Música: Heitor Villa-Lobos

Concepção, Coreografia e Mise-en-Scène: Dalal Achcar

Iluminação: Felício Mafra

Cenografia: Helio Eichbauer

Figurino: José Varona e Dalal Achcar

Produção: Aventura

Realização: Associação de Ballet do Rio de Janeiro

 

FICHA TÉCNICA – CIA DE BALLET DALAL ACHCAR:

Diretora Artística: Dalal Achcar

Diretora Técnica: Mariza Estrella

Maitre de Ballet: Éric Frédéric

Ensaiadora, Remontadora e Professora: Cristiane Quintan

Coordenadora de Produção / Produtora Sênior: Sonja Figueiredo

Produtora Jr: Paula Trovão

Coordenadora Projeto Social: Camila Pinheiro

Professores Projeto Social: Aline Nascimento, Paula Albuquerque e Jefferson Florêncio

Professoras convidadas da Cia: Cristina Martinelli, Nora Esteves, Norma Pinna, Priscila Albuquerque e Rosalia Verlangieri.

Pianista: Eduardo Neves

Coordenadora Técnica: Gláucia Avanzini

Camareiras: Graziele Freitas e Rosi Ferreira

 

FICHA TÉCNICA – FLORESTA AMAZÔNICA:

Ensaiadora Convidada: Márcia Jaqueline

Coordenadora Técnica: Simone Lima

Perucaria: Divina Suarez

Adereços de Cena e Contrarregra: Penha Maria de Lima

Visagismo: Fernando Mendonça

 

ELENCO:

CIA DE BALLET DALAL ACHCAR

Beatriz Loureiro, Camila Lino, Débora Gomes, Edson Machado, Fernando Mendonça, Gabriel Diniz, Gabriela Sisto, Jean Pires, João da Matta, Lais Lourenço, Lívia de Castro, Luana Gali, Matheus Benevides, Matheus Brito, Mariana Rodrigues, Thaís Cabral, Vinicius Vasconcelos e Victoria Bellei.

 

BAILARINO CONVIDADO:

Filipe Moreira – 1º Bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

 

BAILARINOS CONTRATADOS:

Abraão Hugo, Allan Henrique, Allane Nobre, Amanda Marinho, Ana Clara Cayres, Ana Clara Lyra, Ariany Coelho, Fernanda Rodrigues, Gabriela Mendes, Gabriela Rodrigues, Giovanna Oliveira, Inês Alcantara, Isabela Luz, Izabela Romanizio, Johny Klismann, Karen Rodrigues, Marielson Barbosa, Matheus Amarall, Natan Carvalho, Rayanna Goubran e Victor R. Lacerda.

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