A atriz e cantora manauara Cella Bártholo vive um momento decisivo na carreira. Iniciou sua carreira na infância, e representou o Amazonas no programa “The Voice Kids”, em 2017. No ano seguinte, se mudou para o Rio de Janeiro, onde se dedicou ao teatro musical e se apresentou por todo o Brasil. Agora, aos 24 anos, ela celebra o sucesso no espetáculo “Fala sério, mãe! – Elas só mudam de endereço” ao lado de Thalita Rebouças.
Com direção geral de Abel Gomes, direção artística de Priscilla Mota, direção teatral de Tauã Delmiro e direção musical de Tony Lucchesi, a comédia musical está em cartaz no Roxy, em Copacabana, até 29 de março. Baseado no best-seller de Thalita Rebouças, que também já foi adaptado para o cinema, o espetáculo acompanha a divertida e conturbada relação entre a mãe superprotetora Ângela Cristina (vivida pela própria autora) e sua filha adolescente Maria de Lourdes, a Malu (papel de Cella), que foi interpretada por Larissa Manoela nos cinemas.
Cella Bártholo representa uma nova geração de artistas que amplia a presença amazônica nos grandes palcos do país.
Confira nosso pingue-pongue exclusivo com a artista.
Como foi o convite para participar do “Fala sério, mãe! – Elas só mudam de endereço”?
Participei de audições com outros artistas. Foi uma alegria muito grande passar por esse processo seletivo e interpretar a Malu, uma personagem que já vive na no imaginário de tanta gente que leu o livro da Thalita Rebouças e assistiu ao filme. Estar no palco do Roxy, um lugar tão icônico no Rio de Janeiro, também é muito especial. Trabalho como cantora e atriz desde nova, estudo muito, e estar em cena neste espetáculo, com a confiança desta equipe, é um sonho realizado e fruto desta dedicação.
Como tem sido a recepção do público?
O espetáculo tem muito humor, faz as pessoas rirem e se emocionarem ao mesmo tempo. E não tem nada mais gratificante do que encontrar as crianças com o brilho nos olhos no final. E as músicas também empolgam muito o público: a trilha sonora tem de Pedro Sampaio a Fabio Junior. Tem sido uma experiencia incrível.
Você vai lançar seu primeiro disco este ano, o “Efeito Borboleta”. Pode nos contar sobre seu trabalho como cantora e compositora?
Um dos meus propósitos como artista é levantar a bandeira do Amazonas no Brasil e no mundo. Em “Efeito Borboleta”, quero trazer os sons do Norte de uma forma diferente, criando uma musicalidade única que dialogue com a identidade brasileira. A música “Karma” por exemplo, tem timbres de carimbó, que é uma dança de roda típica do norte do país. É um estilo de música que sempre admirei e me diverti dançando e que quero trazer mais para o pop Brasil. Artistas como Joelma e Gaby Amarantos levaram o carimbó para o resto do país e eu queria fazer isso da minha forma. A gente convida o público a se envolver com a narrativa dançante da música e mostra a qualidade das influências da região. Alguns dos singles estão no meu canal do Youtube (https://www.youtube.com/c/
Você também é diretora artística da In Cena Produções, responsável por sucessos como o adulto “República Lee” e o infantil “Tumpatatum”. Quais os planos para 2026?
A In Cena procura fomentar os talentos nacionais com obras autorais, que unem entretenimento, identidade e reflexão. Desenvolvemos espetáculos para diferentes faixas etárias, para o público infantil ao adulto, sempre com estética forte, musicalidade e muito diálogo com a cultura brasileira. Queremos transformar ideias em experiências inéditas.
