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“A Mulher Descoberta” – Situações extremas da rotina de um casal

Dias 6, 13, 20 e 27 de setembro 22, terças-feiras, às 20h no Teatro Cândido Mendes

por Redação
A mulher descoberta

Casamentos longos, parcerias de vida em comum, compartilhadas, nem sempre são sinônimos de equilíbrio, felicidade e/ou companheirismo. As trincheiras podem ser criadas dentro de casa, ou dentro de cada um, de uma hora para outra. A partir das escolhas que fazemos – ou deixamos de fazer – corremos o risco de nos tornar prisioneiros de uma relação. Afinal, só a morte nos separa? Seria a morte a única possibilidade de libertação? E se, hipoteticamente, pudéssemos testemunhar o que acontece em nosso entorno nos instantes seguintes à nossa morte? O que testemunharíamos? Estaríamos satisfeitos ou incomodados com as decisões a serem tomadas pelos nossos entes queridos a nosso respeito?

O novo espetáculo de Walter Macedo Filho, que assina o texto e direção e Adriana Karla Rodrigues em cena, destrincha  a rotina de um casal  abalada por uma situação extrema.  A parceria diretor  e atriz ja se deu em outras encenações com “Encontros”, “Entre Quatro Paredes” e “O Fim da Psiquiatra”, sendo “A Mulher Descoberta” a quarta montagem que fazem juntos.  A direção de movimento é cuidada por Ana Amélia Vianna, bailarina com 25 anos de carreira ininterruptos com coreógrafos e companhias qualificadas da cena.

A proposta da direção de Walter Macedo Filho para  “A Mulher Descoberta” joga luz na atuação da atriz Adriana Karla. A força da atriz é claramente vista na expressão de seu corpo/voz. O director propõe um processo de maturação do trabalho da Adriana Karla na formação e descoberta da personagem onde voz, corpo, gestos, formas e tonalidades vão criando camadas sobre camadas nas cenas.

Trata-se de uma conversa ao mesmo tempo silenciosa e amorosa em que o bailado da direção de cena é claramente visto com a direção de movimento.   

Márcio sempre foi um marido preocupado e carinhoso. Mesmo depois de 39 anos de casados, ele segue a rotina de acordar sua mulher toda dia abrindo as cortinas com muito cuidado, servindo um café quente e dando um beijo em sua bochecha. Porém, em determinada manhã, essa hábito será quebrado para sempre. O fato é narrado pela mulher, que observa as reações e atitudes de Márcio a partir daquele momento. Ao mesmo tempo, ela faz um balanço da relação do casal nesses 39 anos de convivência.

O resultado é um convite ao público para entrar na intimidade desse casal da trama

Equipe:

Walter Macedo Filho

É diretor, dramaturgo, jornalista, roteirista, escritor, gestor cultural e fotógrafo. Integrou o Círculo de Dramaturgia do Centro de Pesquisa Teatral, coordenado por Antunes Filho, e participou da primeira turma do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, em São Paulo. Como gestor cultural, atuou no SESC São Paulo, Arena Carioca Dicró, Biblioteca Parque Estadual e Instituto Augusto Boal. Em 2012, publicou seu livro de contos, Nebulosos, pela Editora 7Letras. Em 2017, estreou seu espetáculo “Encontro” (autor e diretor), que esteve em cartaz no Rio de Janeiro, de maio a julho, com as atrizes Adriana Karla Rodrigues, Adriana Rabelo e Lis Maia. Também em 2017, seu conto “O fim da psiquiatria” foi selecionado para a edição especial “Civilização e Barbárie” (coletânea), da Revista Gueto.

Adriana Karla Rodrigues

É atriz, com mais de 20 anos de atuação em teatro e tv, autora, arte-terapeuta, psicóloga, professora, gestora cultural e ex diretora de equipamentos culturais. Foi diretora do Museu do Amanha, da Biblioteca Parque e do MAR – Museu de Arte do Rio. Como atriz, estudou na Escola de Artes Dramáticas de SP (EAD/USP), também no grupo de formação de atores – supervisão da Miriam Muniz – Funarte São Paulo e formação de atores na Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes – Belo Horizonte – MG. Em TV fez várias participações em novelas na Rede Globo e TV Manchete como elenco (Brida). É integrante do grupo “Tarja Preta” sob a direção de Walter Macedo Filho e com o grupo já está na quarta montagem: “Encontros” (Walter Macedo Filho). “Entre Quatro Paredes” (Jean Paul Sartre), “O Fim da Psiquiatra” (Walter Macedo Filho) e “A Mulher Descoberta”(Walter Macedo Filho).

Ana Amélia Viana

Bailarina com 25 anos de carreira ininterruptos. Formou-secomo bailarina em técnicas modernas e contemporâneas tendo sido treinada pelos mais importantes profissionais de sua área de atuação. Inicialmente em Brasília, sua cidade natal, estudou com mestrestais como: Yara de Cunto, Giselle Rodrigues, Denise Zenícola, Lúcia Toller, Giovanne Aguiar e David Zambrano. Obteve sólido treinamento também em dança clássica com Giselle Santoro e Regina Maura. Posteriormente, já estabelecida no Rio de Janeiro, deu continuidade a seu treinamento com Eloísa Menezes. Paralelamente, vem desempenhando profissionalmente em algumas das companhias de dança mais representativas do país: Basirah Núcleo de Pesquisas, Regina Miranda e Atores Bailarinos e Marcia Milhazes Cia de dança, onde permanece como bailarina até os dias atuais, tendo se apresentado em todo Brasil e em diversos países da Europa e Américas, além dos Estados Unidos. Em seu campo de conhecimento e de atuação como professora, agregamse também: curso de formação em Contato e Improvisação, técnica de barra ao s olo, Iyengar Yoga, consciência corporal além de larga experiência como assistente de direção e direção de movimento para peças teatrais e óperas. Curso superior em Fisioterapia. Este é o terceiro trabalho em parceria com Walter Macedo Filho e Adriana Karla Rodrigues

Ana Soter

Carioca e formada em Design Gráfico pela PUC-RJ, onde lecionou durante sete anos. Em 1992, abriu a Soter Design, onde realiza trabalhos em diversas áreas do design gráfico, editorial e expositivo. Foi coordenadora da ADG Brasil – Associação de Design Gráfico, de 2002 a 2004. Desde a sua criação, a Soter Design vem deixando sua marca na construção da imagem e da memória do Rio. São projetos como a sinalização do Parque do Flamengo e do Parque Madureira, além de uma coleção de livros sobre a cidade, dentre eles a Coleção de Guias de Arquitetura da Cidade do Rio de Janeiro. Foi responsável pela criação da nova identidade visual da OSB – Orquestra Sinfônica Brasileira. Desde 2002 trabalhou com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na criação de marcas como a dos VII Jogos Sul-americanos do Time Brasil, da identidade visual da candidatura do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016 e também pela elaboração, diagramação e produção do Dossiê de Candidatura da cidade para sediar os Jogos. Todos seus trabalhos têm em comum a busca pela elegância, sutileza simplicidade.

Mariama Furtado

Pós- Doutora em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, Psicóloga, psicoterapeuta diretora do Instituto Epokhé Clínica e Formação em Gestalt terapia.

Márcia Noleto

Mestranda em filosofia, psicóloga, especialista em fenomenologia, coordenadora da C-FEN e fundadora do grupo Mães Semnome.

Alexandre Trzan Ávila.

Psicólogo. Pós-Doutorando em Filosofia no Centro de Filosofia, Política e Cultura na Universidade de Évora (Portugal). Docente e supervisor de estágio na USU. Coordenador Geral do Núcleo de Clínica Ampliada Fenomenológica Existencial (NUCAFE).

Ficha Tecnica

  • Texto e direção: Walter Macedo Filho (@waltermacedofilho)
  • Com Adriana Karla Rodrigues (@adrianakarlarodrigues)
  • Direção de movimento: Ana Amélia Vianna (@aameliavianna)
  • Arte: Ana Soter (@ana_soter)

Serviço

A Mulher Descoberta (@amulherdescoberta)

Sinopse

No espetáculo, a rotina de um casal é abalada por uma situação extrema. O fato faz com que a personagem avalie os 39 anos de relacionamento, revendo os diversos papeis, escolhas e situações limítrofes do seu casamento.

  • Dias 6, 13, 20 e 27 de setembro de 2022, terças-feiras, às 20h
  • Teatro Cândido Mendes (@teatrocandido)
  • Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema
  • Ingressos: Sympla (@sympla)
  • R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia)
  • Contato com produção: whatsapp (21) 98966-0222

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