Ação promove oficinas e apresentações circenses grátis em quatro cidades da Baixada Santista

Tribus - Arte circense

A Cia de Artes Tribus está realizando esta semana o projeto “Equilibrando, do Picadeiro à Periferia”, que consiste numa série de eventos socioculturais com oficinas e apresentações gratuitas de circo em quatro cidades da Baixada Santista: Praia Grande, São Vicente, Peruíbe e  Itanhaém. O projeto foi selecionado em primeiro lugar pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (ProAC), na categoria de fomento cultural para periferias, e visa atender 1.730 crianças e adolescentes nas quatro cidades. O foco é a introdução, experimentação e difusão da arte circense.

A iniciativa prevê a realização de 16 eventos ao longo de 2025, nas quatro cidades, em institutos sociais (ONGs, Associações, Fundações) e escolas públicas. Nesta sexta-feira (1), o evento será realizado em São Vicente, na Associação CBP, às 14 horas.

As ações incluem oficinas de acrobacia aérea, equilíbrio de objetos, acrobacia de solo e confecção de equipamentos de malabares utilizando materiais recicláveis. Ao final das oficinas, será realizada uma apresentação artística com números de circo aéreo, malabares, acrobacias e performances humorísticas, envolvendo artistas com diferentes experiências e nacionalidades. O evento também contará com uma roda de conversa sobre o  universo circense, formação profissional e desafios da carreira artística.

De acordo com a Cia Tribus, a iniciativa busca não só ensinar técnicas circenses, mas também estimular a criatividade, a inclusão e o protagonismo dos participantes. “A proposta vai além de levar o circo às comunidades: ela busca envolver os jovens e crianças na arte, promovendo transformação social, autoestima e novas possibilidades de futuro”, afirma o produtor do projeto, Gustavo Rolim. “A pedagogia das atividades circenses têm reconhecimento não somente como conteúdo da cultura corporal de movimento, mas também como um meio para o desenvolvimento das habilidades motoras, além de ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação” completa Rolim.

As atividades são pensadas para serem acessíveis e inclusivas, com suporte de monitores especializados, intérpretes de LIBRAS e equipamentos ajustáveis, garantindo a participação de todos, inclusive pessoas com neurodiversidade e deficiências.

Tribus – A escolha das áreas periféricas está alinhada com o trabalho que a Companhia de Artes Tribus realiza há mais de uma década na região. O projeto reafirma o compromisso da Cia Tribus de usar a arte como ferramenta de inclusão e educação, promovendo o acesso às expressões culturais em áreas onde a vulnerabilidade social é mais presente.

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