Barcelona tenta elevar contrato com Spotify para € 120 milhões anuais

O FC Barcelona abriu conversações para revisar profundamente o patrocínio firmado com o Spotify. O clube deseja um acréscimo próximo de 60 %, elevando a remuneração anual para € 120 milhões, movimento amparado no crescimento de sua visibilidade global estimulada pelo jovem atacante Lamine Yamal. A negociação, porém, esbarra em cláusulas que favorecem a plataforma de streaming, detentora de opções unilaterais de prorrogação.

Contrato atual limita poder de barganha

Assinado em 2022, o acordo vigente vai até 30 de junho de 2026 e rende ao Barça € 65 milhões por temporada, com possibilidade de atingir € 70 milhões mediante bônus de desempenho. Há ainda € 5 milhões anuais pelos naming rights do Camp Nou — cifra que subirá para € 20 milhões quando as obras do estádio forem concluídas na próxima temporada.

O obstáculo principal está nas opções de extensão asseguradas à patrocinadora: o Spotify pode prolongar o vínculo até 2030 desembolsando apenas € 80 milhões por ano e, se desejar, estender novamente até 2034 por € 90 milhões anuais. Esses tetos pré‑fixados reduzem a margem de negociação do clube catalão.

“Efeito Yamal” impulsiona ambição

A diretoria blaugrana sustenta que o valor de mercado da instituição é muito maior do que em 2022, sobretudo após a explosão de Lamine Yamal. Nas primeiras 24 horas do lançamento oficial, a camisa do atacante de 18 anos registrou cerca de 70 mil unidades vendidas, gerando € 10 milhões em receita e respondendo por 34 % das personalizações. Os pedidos partiram de mais de 30 países, com destaque para Estados Unidos, Japão, Brasil e Arábia Saudita.

Além do fenômeno Yamal, a equipe masculina reúne talentos como Pedri e Raphinha, enquanto o time feminino ostenta estrelas consagradas como Aitana Bonmatí e Alexia Putellas, vencedoras da Bola de Ouro. O Barcelona argumenta que esse conjunto de fatores elevou o alcance global do escudo e justifica a nova cifra pretendida.

Precedente com Nike e pressões financeiras

O clube aposta em repetir a estratégia usada com a Nike, quando ameaçou romper o contrato anterior e acabou fechando novo compromisso avaliado em média em € 127 milhões por temporada até 2038. Dirigentes acreditam que eventual assédio de outros patrocinadores pode pressionar o Spotify a rever valores, como ocorreu com o interesse público da Puma no acordo de material esportivo.

Internamente, o Barcelona ainda lida com restrições orçamentárias derivadas do Fair Play Financeiro da La Liga. Em 2023‑24, a instituição arrecadou patrocínios recordes de € 210 milhões e vê a renegociação com o Spotify como peça‑chave para ampliar o limite salarial da equipe e reforçar a saúde financeira.

Próximos passos

As conversas devem avançar nos próximos meses. Resta saber se o Barcelona conseguirá superar as vantagens contratuais da gigante sueca e alcançar o patamar de € 120 milhões ao ano, considerado fundamental para sustentar seu projeto esportivo e financeiro de longo prazo.

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