Bibi Ferreira é celebrada em musical inédito no Teatro Sesc Ginástico

por Waleria de Carvalho
O céu de bibi Ferreira - foto: Guilherme Logullo

O musical “O Céu de Bibi Ferreira” estreia nesta quinta-feira (8/1) no Teatro Sesc Ginástico, no Centro do Rio de Janeiro, integrando a programação da recente reabertura do espaço. A montagem inédita celebra a vida e a obra de uma das maiores artistas do país e marca a chegada de um novo título à agenda do teatro em sua fase renovada.

A escolha do Ginástico para a estreia carrega um significado especial. Em 1983, quando o espaço ainda se chamava apenas Teatro Ginástico, Bibi Ferreira produziu e protagonizou ali a superprodução “Piaf”, que permaneceu um ano em cartaz e marcou a sua trajetória. Quatro décadas depois, o palco modernizado recebe uma homenagem à dama do teatro brasileiro, ampliando o simbolismo desta retomada.

Existem artistas que ultrapassam o tempo. Bibi Ferreira foi uma dessas presenças raras: sua voz ecoa, seus gestos iluminam e suas histórias permanecem como faróis de sensibilidade. Atriz, cantora, diretora, mulher à frente de seu tempo, ela transformou a arte em ofício sagrado e a vida em espetáculo.

Agora, “O Céu de Bibi Ferreira” nasce como uma celebração dessa mulher que foi muitas em uma só. Sob o texto de Gabriel Chalita, direção de Gustavo Barchilon e direção musical de Carlos Bauzys, quatro atrizes — Giulia Nadruz, Bárbara Sut, Luísa Vianna e Fernanda Biancamano — dão corpo, voz e alma às múltiplas facetas de Bibi: Piaf, Joana, Eliza e Amália.

Em cena, quatro mulheres diante de espelhos. Elas se olham, se reconhecem e se fundem à figura de Bibi num jogo poético entre memória, tempo e identidade. A dramaturgia costura canções em diversos idiomas, trechos de peças, relatos íntimos e reflexões sobre o amor, a arte e o feminino — um espetáculo que transita entre o real e o simbólico, entre o aplauso e o silêncio, entre o Brasil e o mundo.

A estreia integra a nova fase do Teatro Sesc Ginástico, reaberto em dezembro após uma modernização completa. O espaço recebeu novas poltronas, revestimentos acústicos, iluminação aprimorada e adequações às normas de acessibilidade e segurança. Esta reinauguração é a primeira etapa do projeto de retrofit que transformará o antigo Clube Ginástico Português em um complexo cultural, esportivo e de lazer moderno e integrado, com conclusão prevista para maio do próximo ano.

A programação de reabertura, em dezembro, contou com Fernanda Montenegro em “Fernanda Montenegro lê Simone de Beauvoir”, seguida de “Lady Tempestade”, estrelado por Andréa Beltrão, e do concerto especial pelos 80 anos de Wagner Tiso. A chegada de “O Céu de Bibi Ferreira” em janeiro dá continuidade a essa retomada e reforça o papel do Ginástico como palco central da cena cultural carioca.

A realização é da Luar de Abril Produções, sob direção de produção de Guilherme Logullo, com cenografia de Natália Lana, iluminação de Ana Luzia de Simoni, figurinos de Karen Brusttolin e direção de movimento de Roberta Serrado.

Ficha técnica

Texto: Gabriel Chalita
Direção: Gustavo Barchilon
Direção musical: Carlos Bauzys
Elenco: Giulia Nadruz, Bárbara Sut, Luísa Vianna, Fernanda Biancamano
Cenografia: Natália Lana
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Figurino: Karen Brusttolin
Direção de movimento: Roberta Serrado

Desenho de som: Gabriel D’Angelo
Figurino: Karen Brusttolin
Direção de movimento: Roberta Serrado
Direção de produção: Guilherme Logullo
Realização: Luar de Abril Produções Ltda.

SERVIÇO

O Céu de Bibi Ferreira

Teatro Sesc Ginástico

Avenida Graça Aranha, 187 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Estreia: 08 de janeiro

Temporada: 08 de janeiro a 08 de fevereiro

Quintas e sextas às 19h; sábados e domingos às 17h.

Venda online: pela plataforma Ingresso.com

Venda presencial: bilheteria do Teatro Sesc Ginástico (terça a sexta, das 11h às 20h, e sábado e domingo, das 10h às 18h)

Ingressos: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia-entrada) | R$ 15 (credencial plena Sesc e conveniados) | Gratuito (público cadastrado no PCG)

Classificação Etária: livre

Duração: 70 min

Haddad e Borghi cantam o teatro, Livres em Cena

Haddad e Borghi

Haddad e Borghi

Após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, no Teatro Adolpho Bloch (maio a junho de 2025), e em São Paulo, no Sesc Consolação (Teatro Anchieta) (agosto a setembro de 2025), esta é a terceira temporada da montagem que celebra a trajetória de dois gigantes do teatro brasileiro.

Em março de 2024, durante um jantar em homenagem a Borghi, na casa de Eduardo Barata, tendo Haddad como convidado, aconteceu o reencontro desses dois mestres das artes que não se viam pessoalmente havia anos. À mesa, eles começaram a contar histórias que não acabavam mais. Afinal, são 88 anos de idade e 70 de amizade. “Os dois começaram a conversar, e o encanto foi acontecendo, e eu, cada vez mais, me via embevecido e apaixonado pelas trajetórias. Borghi, carioca da gema, tijucano, classe média alta. Já Amir, filho de pai sírio que vendia rapadura, nasceu em Guaxupé, no sul de Minas Gerais, cresceu em Rancharia, interior de São Paulo, classe média baixa. Não tinha me caído a ficha de que, junto a Zé Celso, os três se conheceram e estudaram na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco — e entraram para a história quando criaram o, então, Grupo Oficina. Decidi, no jantar mesmo: os relatos sobre o teatro e o encontro desses gigantes da cena devem ser contados no palco. Agora, qual o tema deste espetáculo, além do teatro? O que norteia a dramaturgia deste encontro? A LIBERDADE. Afinal, este substantivo feminino conduziu — e conduz até hoje — a trajetória desta dupla”, conta o criador Eduardo Barata, sobre o espetáculo “Haddad e Borghi: Cantam o Teatro, Livres em Cena”, que estreia no dia 8 de janeiro no Teatro Sesc Copacabana, após uma temporada de sucesso em São Paulo.

Escrito a quatro mãos, por Barata e Elaine Moreira, a montagem foi concebida durante 10 encontros criativos presenciais entre os protagonistas e parte da ficha artística. “É uma narrativa em trânsito, em ebulição e com imensa liberdade artística, assim como a trajetória de Amir e Renato. Tudo para homenagear estes gigantes da cena”, conta Elaine.

O espetáculo marca também a estreia de Amir Haddad como ator em uma temporada paulista — como diretor ele não permanecia em cartaz na cidade desde os anos 1950, nos primórdios do Teatro Oficina — e agora retorna com força plena nesta temporada no Sesc Copacabana. “Construímos e desconstruímos a encenação, desafiando as perspectivas do espaço. Nossa ideia é narrar, cantar e apresentar ao público um panorama com recortes da cena nacional, pelos olhos de dois homens de teatro, dois operários, trabalhadores contemporâneos, dois pensadores das artes, que não separam vida e teatro, teatro e vida”, explica o diretor, Eduardo Barata.

Em cena, Amir e Renato discorrem sobre temas como a existência, o ofício do ator, os diversos “Brasis” que lhes habitam e, claro, momentos marcantes de suas trajetórias pessoais e profissionais que somam, a essa altura, quase 200 anos. O elenco provoca a dupla a cada sessão, a fim de trazer para a roda assuntos, referências e lembranças preciosas das vidas de Amir e Renato, dentro e fora dos palcos.

“Eu e o Renato convivemos mesmo por muito tempo. São 70 anos de bem-estar e alegria ao lado dele. Nenhuma vez tivemos qualquer destemperança nessa vida. Fizemos um grupo de teatro juntos, faculdade, e também desistimos dela juntos. Renato é parte integrante. Agora é muito bom estarmos aqui reunidos, sou feliz de tê-lo conhecido e por termos caminhado tanto pela vida cultural brasileira”, afirma Amir Haddad.

Já Renato Borghi relembra o pontapé inicial de ambas as carreiras. “Amir é muito importante para mim. Quando eu comecei a fazer teatro, ele me dirigiu na peça do Zé Celso, ‘A Incubadeira’. Era para termos feito apenas por 15 dias e acabamos ficando seis meses. Foi o primeiro sucesso da minha carreira. Amir ficou com a gente nesse período, e foi um acontecimento, um assombro, ainda era meio amador. Depois, ele veio para o Rio, mas continuamos sempre em sintonia”, lembra o ator.

“Haddad e Borghi: Cantam o Teatro, Livres em Cena” bebe da fonte de algumas expressões artísticas — ópera, circo, artes visuais e carnaval — inspiradas em nomes, como: Lygia Clark, Hélio Oiticica, Elis Regina, Zé Kéti, Braguinha, Emilinha Borba, Bizet, Donizetti e Charles Gounod. Nesta recepção do público, e durante o espetáculo, contamos com as participações da cantora lírica Ananda Gusmão; das palhaças Lenita Magalhães e Renata Maciel (também sanfoneira); mais 8 artistas de circo, e o Trio Júlio no restante da temporada. Além de executar músicas ao vivo, o trio também assina a direção musical.

O elenco, composto por Débora Duboc e Élcio Nogueira Seixas, Duda Barata e Máximo Cutrim, apresenta a obra de artistas fundamentais para a construção do universo haddad-borghiano, como: Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade, Arthur Miller (Um Panorama Visto da Ponte); Gianfrancesco Guarnieri (Eles Não Usam Black-tie); Oswald de Andrade (O Rei da Vela); e Bertolt Brecht (Galileu Galilei).

Em ritmo de Rádio Nacional, alguns sucessos do cancioneiro brasileiro — dos gêneros bossa-nova, samba-rancho, samba e tropicália — são apresentados ao público, muitos deles interpretados por nossos homenageados. “Ave Maria no Morro”; “Se Acaso”; “Vaidosa”; “Minha Terra”; “Alegria, Alegria” e “Carinhoso” fazem parte da trilha sonora da peça, ora em mono, ora em estéreo. Além disso, trazemos para a cena três músicas compostas para o teatro: “Canção do Jujuba”, musicada por Caetano Veloso para o “O Rei da Vela”; “Roda Viva”, de Chico Buarque, feita para o espetáculo de mesmo nome; e “Por Causa do Teatro”, de Jonathan Silva, composta para o espetáculo “O Que Nos Mantém Vivos”.

“Nossa abordagem para a direção musical partiu de uma busca afetiva. Queríamos criar uma trilha que fosse mais que acompanhamento. As memórias musicais de Amir e Renato, tão intimamente ligadas à Rádio Nacional, tornaram-se o coração do nosso processo criativo. A trilha sonora passeia por marchinhas, bossa nova, choro e sambas, com algumas composições instrumentais exclusivas para o espetáculo. Inspirados nas gravações clássicas da Rádio Nacional, desenvolvemos arranjos originais para violão de 7 cordas, bandolim e percussão”, conta Maycon, um dos integrantes do Trio Júlio, que assina a direção musical.

O espetáculo conta ainda com figurinos de Rute Alves, cenário de Rostand Albuquerque e iluminação de Ricardo Viana e Rodrigo Palmieri. Claudia Chaves assina a pesquisa e Marina Salomon, a direção de movimento.

Na montagem, dois grandes tronos móveis evocam a realeza e o brilho dos dois homenageados. “Assim, Amir Haddad e Renato Borghi são levados a visitar e contar suas histórias de vida e de teatro, por entre cortejos, músicas e atores encenando suas peças. O palco também serve de camarim aos dois atores, com detalhes realistas como fotografias e objetos pessoais e inspiração nas obras de Hélio Oiticica e Lígia Clark”, revela o cenógrafo Rostand Albuquerque.

Aliado ao conceito do cenário e da direção de Barata, Marina Salomon cria uma atmosfera de liberdade para o grande encontro no tablado. “Mais do que uma preparação, a gente trabalhou em uma direção de movimento que tem a ver com a aura desses dois mestres: são estados de liberdade e sensibilidade para com a escuta, a percepção do outro e da cena. Livres para experimentar através de uma condução amorosa desses corpos-presenças maravilhosos no espaço cênico, onde a relação de Amir e Renato e suas histórias são contadas. Não fazemos de uma forma engessada. A plateia aqui é um personagem importante também para essa peça”, explica Salomon.

A figurinista Rute Alves faz uma grande imersão no universo teatral de ambos os mestres. “O Tá na Rua e o Teatro do Promíscuo logo vieram à minha cabeça e me guiaram. E também carnavalizamos e evocamos nos figurinos referências aos trabalhos de Lygia e Oiticica. Coloquei elementos de brilho, muitas cores. São senhores de 88 anos, que precisam estar o mais confortável e adequados possíveis em cena”, vibra ela.

Ícones das artes cênicas e do teatro moderno, Renato e Amir são personagens fundamentais do fazer teatral. Os dois homenageados, cada um à sua maneira, seguem sendo as mais potentes e comunicativas referências para o teatro brasileiro, inclusive internacionalmente, tendo em suas trajetórias espetáculos premiados e montagens antológicas.

FICHA TÉCNICA

  • Criação e direção: Eduardo Barata
  • Roteiro final: Eduardo Barata e Elaine Moreira
  • Pesquisa: Claudia Chaves
  • Elenco homenageado: Amir Haddad, Renato Borghi
  • Elenco convidado: Débora Duboc, Duda Barata, Elcio Nogueira Seixas e Máximo Cutrim
  • Cantora lírica: Ananda Gusmão
  • Palhaças: Lenita Magalhães e Nathalia Cantarino
  • Artistas de circo: 8 convidados
  • Coristas: 10 convidados
  • Direção musical / Música ao vivo: Trio Júlio
  • Direção de movimento: Marina Salomon
  • Preparação vocal: Jane Celeste e Julie Wein
  • Cenário: Rostand Albuquerque e Barbara Quadros
  • Cenotécnico: Beto Almeida
  • Fotos/Cenografia: Coleção Marcelo Del Cima
  • Assistente de Cenografia: Ricardo Barata
  • Figurinos: Rute Alves
  • Assistente de figurino e costura: Emerson Vianna
  • Macramê e fuxico: Amarrações Macramê
  • Adereços de palco: Fábio Costa
  • Visagismo: Alex Palmeira
  • Iluminação e operação de luz: Rogério Medeiros
  • Desenho de som e operação de som: Enrico Baraldi
  • Microfonista: Gutto Dutra
  • Diretores de palco: Tom Pires e Roy D’Peres
  • Camareiras: Ingrid dos Santos e Maria das Graças
  • Fotos: Cristina Granato e Daniella Nanni
  • Captação de vídeos: Ketrolin Rossetto e Louise Guima
  • Edição de vídeos: Ketrolin Rossetto
  • Programação visual / vídeo-exposição: Luciano Cian
  • Assessoria de Imprensa: Barata Comunicação e Dobbs Scarpa
  • Direção de produção: Elaine Moreira
  • Produção executiva/administrativo-financeiro: Bruno Luzes
  • Produção: Barata Produções
  • Realização: Sesc

SERVIÇO

Sesc Copacabana

Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana, RJ

De 8 de janeiro a 01 de fevereiro

Quinta a sábado – 20h

Domingos – 18h

Valores dos ingressos:

R$ 30,00 – inteira

R$ 15,00 – meia

R$ 10,00 – credencial plena

Livre. 100 min.

Habitat estreia no Teatro Estúdio em SP e propõe uma discussão sobre o julgamento popular na era das redes sociais

HABITAT

HABITAT – Foto de Sérgio Santoian

Os fenômenos do cancelamento, da manipulação da verdade e do julgamento popular podem trazer consequências extremamente perigosas na Era das Redes Sociais. Para trazer luz a essas discussões, Habitat, com dramaturgia de Rafael Primot (prêmios Shell, Cesgranrio e Cooperativa Paulista de Teatro), começa a temporada no Teatro Estúdio, 13 de janeiro e a peça pode ser vista até 5 de março de 2026. As apresentações acontecem de terça a quinta-feira, sempre às 20h.

O espetáculo tem ainda direção de Eric Lenate e Lavínia Pannunzio e, além de Primot, traz no elenco Fernanda de Freitas (Tapas e Beijos, Um Lugar ao Sol, O Sétimo Guardião) e Rogério Brito (Fuzuê, Nos Tempos do Imperador, 3%, Sintonia). Já a produção é da Enkapothado Artes.

Habitat é inspirada em fatos reais e acompanha o embate entre três personagens a partir de um crime ocorrido dentro de uma grande rede de supermercados: a jornalista investigativa Nádia, o trabalhador braçal Adailton e o gerente da loja Tite. Um incidente trágico dentro do estabelecimento entrelaça seus destinos e dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. Graças a sua relevância para os dias atuais, o texto recebeu o prêmio do Estado para montagens inéditas, Proac 2024.

A dramaturgia, segundo o autor e ator Rafael Primot, nasceu de sua observação das redes sociais e notícias e como muitas vezes as pessoas passam a julgar e a condenar umas às outras sem ouvir todos os lados das histórias. “Esse fenômeno contemporâneo do cancelamento e da desumanização me instigaram profundamente. Comecei a refletir sobre como estamos perdendo a capacidade de empatia, e o teatro, para mim, é o espaço ideal para debater isso e colocar uma lente de aumento sobre nossos comportamentos coletivos”, revela.

Além de ser uma obra artística relevante, Habitat é uma resposta ao momento atual, no qual a arte e a cultura enfrentam desafios significativos. Trata-se de uma obra provocativa sobre moralidade, responsabilidade e o poder destrutivo dos julgamentos virtuais. Em tempos de exposição total, o espetáculo convida o público a refletir sobre empatia, cancelamento, e a complexa verdade por trás de cada “vilão” digital.

“A força de Habitat está na palavra, nos diálogos que movem a ação e revelam as camadas psicológicas de cada personagem. É um texto sobre o que dizemos, mas principalmente sobre o que nossas palavras podem causar. E essa força ganha vida através do elenco, com enorme potência dramática, e a parceria inédita entre Éric Lenate e Lavínia Pannunzio na direção, que trouxe uma intensidade e um olhar sensível para esse embate humano”, acrescenta Primot.

Ficha técnica

  • Elenco: Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito
  • Direção: Lavínia Pannunzio e Eric Lenate
  • Texto: Rafael Primot
  • Trilha Sonora: LP Daniel
  • Figurinos e direção de arte: Carol Bertier
  • Cenário: Eric Lenate
  • Luz: Sarah Salgado
  • Visagismo: Alisson Rodrigues e Emi Sato
  • Designer gráfico: Patrícia Cividanes 
  • Mídias Sociais: Haroldo Miklos
  • Making of e captações: Otávio Pacheco
  • Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
  • Fotos de cena e palco: Kim Leekyung
  • Fotos de estúdio: Sérgio Santoian
  • Produção: Franz Keppler e Rafael Primot
  • Uma produção Enkapothado Artes
  • Realização através do Proac2024

Serviço

Habitat, de Rafael Primot

Temporada: 13 de janeiro a 5 de março de 2026*

às terças, quartas e quintas-feira, às 20h

* Não haverá sessões nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro

**Sessão exclusiva para convidados: 19 de janeiro

Teatro Estúdio –  Conselheiro Nébias, 891 – Campos Elíseos, São Paulo – SP, Metrô Santa Cecília 

Ingressos: R$100 (inteira) e R$50(meia-entrada)

Venda online Sympla

Bilheteria: 

Bilheteria física: Teatro Estúdio – tel: (11) 97474-1912

Horário de funcionamento: somente em dias de espetáculo, 2 horas antes do início da apresentação. 

Estacionamento na frente do teatro 

Telefone: (11) 97474-1912

Acessibilidade: Sim

Matilde pode ser vista até 25 de janeiro no CCBB de São Paulo

Matilde - Foto de Daniel Chiacos

Matilde – Foto de Daniel Chiacos

Malu Valle e Ivan Mendes estão fazendo história com “MATILDE”, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. O espetáculo esgotou em todas as apresentações da turnê. Com texto de Julia Spadaccini e direção de Gilberto Gawronski, a peça estreou no CCBB Rio de Janeiro, e seguiu para os CCBBs de Belo Horizonte, Brasília e Salvador. A próxima – e última parada da turnê – é em São Paulo: o espetáculo fará temporada CCBB São Paulo de 8 a 25 de janeiro.

Uma história que começou há 20 anos, quando Paulo Gustavo, na época estudante de Artes Cênicas da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), convidou Malu Valle para dirigir o espetáculo “INFRATURAS” (2005), um compilado de esquetes cômicas que marcou o início da carreira dele e de seu colega de cena Fábio Porchat, ganha em 2025 um novo e especial desfecho. O projeto que impulsionou a carreira de Paulo, consolidando uma amizade profunda entre ele e Malu, em 2015 ganhou novas proporções com a ideia do espetáculo “MATILDE”, quando o ator quis inverter os papeis e convidou Malu para estar em cena, sob sua direção. Agora, a peça celebra os 35 anos de carreira de Malu Valle e é dedicada ao revolucionário Paulo Gustavo.

“MATILDE” apresenta a história de uma mulher de 60 anos (Malu Valle), aposentada, que vê sua rotina pacata em Copacabana ser transformada ao alugar um quarto para Jonas (Ivan Mendes), um ator de 36 anos em busca de sua grande oportunidade. Com humor e sensibilidade, o texto de Julia Spadaccini aborda temas como envelhecimento, solidão, relações intergeracionais e os desafios da sociedade patriarcal. O espetáculo, dirigido por Gilberto Gawronski, investe na comédia para explorar os medos e anseios de Matilde e Jonas, personagens que se provocam, se desafiam e se transformam ao longo da narrativa, em reflexões sobre a discriminação etária e os estigmas sociais impostos às mulheres mais velhas, questionando tabus sobre sexualidade e identidade na terceira idade.

Um dos maiores artistas do Brasil, Paulo Gustavo, além de lotar os teatros por onde passava, enaltecia o espaço como poderosa arma de reflexão, que admite as contradições culturais e transpõe barreiras irreversíveis. Afinal, a crítica nasce quando a arte espelha a sociedade e faz valer seu poder de comunicação ao incorporar em uma mesma obra a multiplicidade de elementos que enriquecem o debate coletivo. “MATILDE” trata de temas de relevância mundial, repensando grandes certezas e questionando estereótipos como um caminho para uma sociedade mais positiva e menos discriminatória. Tudo com muita leveza que tem feito o público sair do teatro com desejo de voltar!

FICHA TÉCNICA
Direção de Movimento: Marcia Rubin
Cenário: Nello Marrese
Figurino: Carla Garan
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Direção Musical e Trilha Sonora: Cláudia Elizeu
Design Gráfico: Bady Cartier
Visagismo: Marcos Freire
Fotos de Divulgação: Daniel Chiacos
Camareira: Giulia Gomes
Cenotécnico: André Salles
Assistente de Cenografia: Avner Proba
Adereços da Maquete: Márcia Marques
Montagem de cenário: Leandro Brander
Montagem de luz: Thayssa Carvalho
Direção de Produção: Caio Bucker
Coordenação do Projeto: Renato Rangel
Produção Executiva SP: Gerardo Franco
Produtor Associado: Fábio Gonçalves
Assistência de Produção: Aline Monteiro
Assistência de Direção: Valeria Campos
Pesquisa Dramatúrgica: Márcia Brasil
Operação de Som: Aline Monteiro
Operação de Luz: Paty Emiko
Coordenação de Mídia: Rodrigo Medeiros | R+ Marketing
Criação de conteúdo audiovisual: Gustavo Trindade
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Assessoria Jurídica: Renan Nazário
Contadores: Cissa Freitas e Francisco Junior
Idealização: Malu Valle
Produção: Bucker Produções Artísticas

Serviço

Matilde

Temporada: 

de 08 a 25 de janeiro de 2026

Horário: Quintas e sextas às 19h e sábados e domingos às 17h

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 80 minutos

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada), disponíveis no site bb.com.br/cultura e

na bilheteria do CCBB São Paulo. Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana

anterior de cada semana às 12h.

Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada

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