Carnaval seguro: médica alerta sobre os riscos das ISTs

Preservativo e testagem regular são fundamentais para prevenir infecções sexualmente transmissíveis

por Redação
infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

Seja nos blocos ou na Sapucaí, a festa tem que continuar. Por isso, é importante que em tempos de Carnaval, os foliões se conscientizem da necessidade do uso de preservativo sexual para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). De acordo com a ginecologista Jéssica Pâmela, que atende na Segmedic, maior rede de clínicas ambulatoriais da Baixada Fluminense (RJ), a camisinha, tanto masculina quanto feminina, é a principal forma de evitar a contração de doenças como sífilis, gonorreia, HPV, herpes genital, diversos tipos de hepatites e HIV. Esta última, como indica o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, aumentou em 4,5% o número de notificações de casos no país, que afetam principalmente a população masculina.

As maiores preocupações da ginecologista são o estigma e a falta de conscientização: “As pessoas têm medo de descobrir doenças e de se tratar por vergonha, impactando na saúde da população como um todo”, explica. No Brasil, cerca de 60% dos entrevistados na Pesquisa Nacional de Saúde afirmam nunca usar preservativo nas relações sexuais. “É necessário investir em palestras nas escolas, salas de espera ou ambulatório, propaganda na TV, Instagram, entre outros, principalmente para os jovens”.

Como saber se tenho alguma IST?

“Caso a pessoa ou o parceiro note lesões na região genital, corrimento, dor pélvica ou dor durante a relação, busque um especialista para realizar os exames necessários”, indica a médica. A depender da infecção, alguns sintomas iniciais, como febre e mal-estar também podem passar despercebidos. Por isso, além do uso de preservativo, outra forma de detectar ISTs e evitar a propagação é fazer testes regulares, que são oferecidos pela rede Segmedic.

\Segundo Jéssica, há cura para a maioria das infecções sexualmente transmissíveis, mas em algumas delas, como herpes, hepatite e HPV, o patógeno causador da doença pode continuar no organismo. “No caso do HIV, não há cura, apenas tratamento para não desenvolver AIDS”, finaliza.

Outros cuidados essenciais para os foliões:

“O uso correto do preservativo, em todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral) é a principal forma de prevenção” , ressalta Claudia Medina, professora de infectologia da Unigranrio Afya.

A especialista também destaca a importância da testagem regular para ISTs, fundamental para a detecção precoce e o tratamento adequado, reduzindo o risco de transmissão entre parceiros.

A médica acrescenta: “A vacina contra hepatite B está disponível para todas as faixas etárias no SUS. Além disso, o SUS oferece esquemas de profilaxia pré e pós-exposição para relações de risco”.

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