Comemorando os 20 anos de carreira da Studio3 Cia. de Dança, o espetáculo ‘Bolero’ será apresentado, gratuitamente, no MASP Auditório dias 3 e 4 de junho

A montagem, que tem a concepção e direção cênica de Jorge Takla e direção artística e coreografia de Anselmo Zolla, também celebra os 150 anos do nascimento de Maurice Ravel, compositor do famoso ‘Bolero’

por Redação

A partir do dia 3 de junho, dezesseis bailarinos da Studio3 Cia. de Dança apresentam, no MASP Auditório, o espetáculo ‘Bolero’.

Elegante e intimista, o bolero é uma referência de romantismo e sofisticação no mundo da música e da dança. A fluidez e sensualidade dos passos, combina giros suaves e harmoniosos com um ritmo lento e marcado, criando uma atmosfera que transmite paixão e melancolia.

O ano de 2025 celebra os 150 anos do nascimento de Maurice Ravel, compositor do famoso ‘Bolero’. O mesmo período marca também os 150 anos da morte do músico francês Georges Bizet, compositor da Ópera ‘Carmen’.

Com direção artística e coreografia de Anselmo Zolla e concepção e direção cênica de Jorge Takla, a montagem alterna várias versões da obra de Ravel com alguns boleros clássicos da nossa memória e até com a Seguidilla da ópera ‘Carmen’, que, como Ravel, faz em 2025 150 anos. “O espetáculo Bolero é inspirado na criação de Ravel e passeia pela música de Bizet e por várias outras obras ligadas a este estilo nascido em Cuba”, conta Takla.

O ‘Bolero’, composto por Maurice Ravel em 1928, nos inspirou nesta marcha obsessiva e cíclica em direção à individuação e ao eterno retorno. Portanto, a música de Ravel consegue, conceitualmente e objetivamente, abraçar gêneros que parecem distantes, por terem compassos tão diferentes, mas que dialogam numa longa e multicultural teia de danças e ritmos.

“Esta é uma montagem em que há conexão intensa entre os bailarinos, enfatizando a expressividade e a emoção. É uma dança altamente interpretativa, que combina os movimentos com a melodia e a emoção da música”, resume Zolla.

Studio3 Cia. de Dança

A Studio3 Cia. de Dança é uma companhia brasileira de dança que tem representado o País no mundo todo em eventos significativos no cenário da dança, em cidades como Milão, na Itália, Paris, Lyon e Biarritz, na França, Regensburg, na Alemanha, Lisboa e Porto, em Portugal, e também nos palcos do Brasil. A criação da Studio3 Cia. de Dança representa a consolidação de um trabalho artístico cuidadosamente preparado pelo seu coreógrafo e diretor artístico Anselmo Zolla, sob a direção geral de Evelyn Baruque. Criada em 2005, a companhia hoje conta com 16 intérpretes em seu elenco, provenientes de diversas formações e origens profissionais.

Anselmo Zolla

Anselmo Zolla atuou como bailarino nos teatros alemães de Kaiserslautern e Wiesbaden. No exterior, onde permaneceu por oito anos, ele criou obras para as companhias Azet Dance Company, Teatro de Heidelberg, Teatro de Mannheim e Teatro de Kaiserslautern. No Brasil, trabalhou ao lado de Deborah Colker e também no Balé da Cidade de São Paulo e na Quasar Cia. de Dança. Atualmente é diretor artístico da Studio3 Cia. de Dança.

Jorge Takla

Diretor requintado, habilidoso em lidar com elencos numerosos, Jorge Takla tem 45 anos de carreira marcados por espetáculos de alta qualidade e refinamento. Encenou mais de 100 espetáculos de ópera, teatro e teatro musical, entre eles: O Rapto do Serralho, Rigoletto, Tosca, Don Quichotte, The Rake’s Progress, Candide, La Traviata, Carmen, La Boheme, Madama Butterfly, Il Tabarro, As Bodas de Fígaro, Cavalleria Rusticana, I Pagliacci, Os Contos de Hoffmann, A Viúva Alegre, Cartas Portuguesas, My Fair Lady, Vermelho, Evita, Jesus Cristo Superstar, O Rei e Eu, West Side Story, Mademoiselle Chanel, Vitor ou Vitória, Electra, Cabaret. Takla é Grande Oficial da Ordem do Ipiranga.

MASP

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), primeiro museu moderno do país, é uma instituição privada e sem fins lucrativos, fundada, em 1947, pelo empresário brasileiro Assis Chateaubriand. Entre os anos de 1947 e 1990, o crítico e marchand italiano Pietro Maria Bardi assumiu a direção do MASP a convite de Chateaubriand. As primeiras obras de arte do museu foram selecionadas por Bardi e adquiridas por doações da sociedade local, formando o mais importante acervo de arte europeia do Hemisfério Sul. Hoje, a coleção reúne mais de 11 mil obras. Inicialmente instalado na rua 7 de Abril, no centro da cidade, o museu foi transferido, em 1968, para a atual sede na avenida Paulista, arrojado projeto de Lina Bo Bardi e marco na história da arquitetura do século 20.

Ficha técnica

‘Bolero’

  • Direção artística e coreografia: Anselmo Zolla
  • Concepção e direção cênica: Jorge Takla
  • Direção musical: Joaquim Tomé
  • Figurinos: Fábio Namatame
  • Ensaiadora: Líris do Lago
  • Produção executiva: Noêmia Duarte
  • Assessoria de imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
  • Direção geral Studio3 Cia de Dança: Evelyn Baruque

Elenco – bailarinos Studio3 Cia. de Dança:

  • Alexandre Nascimento
  • André Neri
  • André Grippi
  • Dilênia Reis
  • Fernando Rocha
  • Irupé Sarmiento
  • Jefferson Damasceno
  • Joaquim Tomé
  • Jurandir Rodrigues
  • Kauê Ribeiro
  • Kênia Genaro
  • Malki Pinsag
  • Mara Mesquita
  • Naiane Rosa
  • Vera Lafer

Serviço

  • Local: MASP Auditório
  • Endereço: Av. Paulista, nº 1578, Bela Vista, São Paulo, SP
  • Datas: 3 e 4 de junho, terça e quarta-feira
  • Horário: 20h
  • Entrada franca
  • Ingressos na bilheteria 2 horas antes do espetáculo
  • Sujeito à lotação da sala
  • Telefone: (11) 3149-5959
  • Estação de metrô próxima: Trianon-Masp
  • Indicação etária: 07 anos
  • Duração: 60m
  • Capacidade de público por sessão: 344 pessoas

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