Cometa interestelar 3I/ATLAS: estudos confirmam origem natural e liberação recorde de água

Observações conduzidas por radiotelescópios descartam sinais artificiais enquanto análises da NASA revelam composição química datada de até 14 bilhões de anos

por Redação
3I/ATLAS

Astrônomos confirmaram que o visitante interestelar 3I/ATLAS é um cometa de origem natural, encerrando especulações sobre possíveis sinais tecnológicos após a mais abrangente busca por rádio já realizada em um objeto externo ao Sistema Solar. Dados coletados pela iniciativa Breakthrough Listen e por agências espaciais indicam que o corpo celeste libera água em taxas extraordinárias e possui uma idade estimada entre 7 e 14 bilhões de anos, o que o torna significativamente mais antigo que o Sol.


Ausência de sinais artificiais em rádio

Resultados publicados pela iniciativa Breakthrough Listen demonstram que múltiplos radiotelescópios, incluindo o Telescópio Green Bank, não detectaram emissões tecnológicas durante a aproximação máxima do cometa com a Terra, ocorrida em 19 de dezembro de 2025.

As observações na instalação de Green Bank, a maior estrutura de rádio totalmente direcionável do mundo, descartaram a existência de transmissores com potência superior a 0,1 watts — uma intensidade dez vezes menor do que a de um dispositivo móvel comum. A análise técnica reforça a classificação do 3I/ATLAS como um fenômeno estritamente astrofísico.

Cometa interestelar 3I/ATLAS

Atividade hídrica fora dos padrões solares

Ao confirmar as origens naturais, pesquisadores documentaram um comportamento que desafia os modelos vigentes de atividade cometária. Observações da sonda Solar and Heliosphere Observatory (SOHO), da NASA, publicadas em 3 de janeiro, mediram a liberação de água em 40 quilogramas por segundo no início de novembro.

O fenômeno ocorreu a uma distância 1,4 vezes maior do Sol do que a Terra, região onde o gelo comumente não sublima com tal intensidade. Especialistas sugerem que a atividade é impulsionada por grãos de poeira revestidos de gelo ejetados do núcleo, que absorvem a radiação solar de forma mais eficiente do que a massa sólida central.

Composição química e ancestralidade galáctica

Dados obtidos pelo Telescópio Espacial James Webb revelaram uma assinatura química distinta dos corpos formados no Sistema Solar. O 3I/ATLAS apresenta uma proporção de dióxido de carbono em relação à água de 8:1, um dos índices mais elevados já registrados na astronomia.

Pesquisadores da Universidade de Canterbury propuseram que o cometa se originou no disco espesso da Via Láctea, região que abriga as estrelas mais antigas da galáxia. Se confirmada a hipótese, o objeto teria entre 7,6 e 14 bilhões de anos. Atualmente, o cometa apresenta uma coloração esverdeada devido à fluorescência do carbono diatômico sob radiação solar.

O 3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar confirmado a atravessar o Sistema Solar, seguindo o 1I/’Oumuamua (2017) e o 2I/Borisov (2019). A previsão é que o corpo celeste passe a 53 milhões de quilômetros de Júpiter em 16 de março de 2026, antes de abandonar definitivamente o sistema.


FAQ SEO

O que é o cometa 3I/ATLAS?
É o terceiro objeto interestelar confirmado a entrar no Sistema Solar, originário de fora da nossa vizinhança estelar.

O 3I/ATLAS é uma nave alienígena?
Não. Observações de rádio do Breakthrough Listen descartaram qualquer sinal artificial, confirmando sua natureza como um cometa de gelo e poeira.

Qual a idade do cometa 3I/ATLAS? Estima-se que ele tenha entre 7,6 e 14 bilhões de anos, sendo possivelmente mais antigo que o próprio Sol.

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