Exposição une realidade virtual e arte rupestre em experiência inédita no Rio de Janeiro

A partir de amanhã, 15 de agosto, o público carioca poderá atravessar 12 mil anos de história sem sair do Rio de Janeiro.  A exposição “Arte Rupestre e Realidade Virtual”, na Casa da Ciência da UFRJ, em botafogo, combina tecnologia imersiva, ciência e arte para recriar cavernas pré-históricas e revelar o fascinante patrimônio arqueológico brasileiro. Com óculos de realidade virtual, recursos de realidade aumentada, fotos e documentários, a mostra conduz o visitante a uma viagem que une pré-história e pós-modernidade, aproximando gerações da cultura e das histórias deixadas pelos primeiros habitantes do continente americano — registros que, segundo pesquisas recentes, podem ter deslocado em 30 mil anos a data estimada da chegada do homem às Américas.

Com patrocínio do Instituto Cultural Vale, a exposição é uma correalização da DDK Digital, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ e Casa da Ciência da UFRJ. A proposta é conduzir o visitante a uma viagem no tempo — da pré-história à pós-modernidade — explorando a necessidade ancestral de produzir arte e a força das primeiras expressões humanas, que resistem há milênios.

Além de experiências com realidade virtual e aumentada, o público poderá assistir a documentários, visitar uma galeria de fotos de três dos mais importantes sítios arqueológicos brasileiros — Serra da Capivara (PI), Peruaçu (MG) e Monte Alegre (PA) — e participar de ciclos de palestras, debates e atividades paralelas.

Uma experiência imersiva

O circuito expositivo é formado por quatro núcleos:

A Caverna – duas cavernas virtuais com pinturas rupestres da Serra da Capivara e de Monte Alegre, acessadas com óculos de realidade virtual;

O Mapa das Migrações Humanas – recurso de realidade aumentada que apresenta animações e textos sobre as teorias da ocupação das Américas;

Minidocumentários – O Último Chão da Terra (sobre as teorias do povoamento) e A Arte Rupestre de Monte Alegre (sobre os desenhos rupestres da região);

Galeria Fotográfica – imagens dos sítios da Serra da Capivara, Peruaçu e Monte Alegre.

Em quatro cavernas cenográficas construídas especialmente para a mostra, o visitante poderá se transportar para mais de 12 mil anos atrás, vivenciando uma imersão total nas formas e histórias registradas pelos primeiros habitantes do continente.

Arte, ciência e ancestralidade

Educar sobre a história e a arte dos primeiros habitantes do continente significa valorizar nossos povos originários e nossa matriz indígena, ainda tão presente nos rostos e costumes brasileiros. É resgatar e reconhecer um passado remoto que nos conecta como humanidade”, diz o cientista social e cineasta Adriano Espínola Filho, idealizador e curador da exposição.

Para além da estética, a arte rupestre brasileira guarda vestígios dos mais antigos registros da presença humana nas Américas, deslocando a chegada do homem ao continente em cerca de 30 mil anos antes do que se supunha. Nos traços gravados na pedra, encontram-se não apenas ícones e figuras, mas relatos vívidos sobre a natureza, a caça, a dança, a vida e a morte — histórias que atravessam os milênios.

Circuito Interativo – Ciência e Ancestralidade

 Como ação paralela, o Circuito Interativo propõe ao público a exploração e reflexão sobre a arte rupestre e as teorias do povoamento das Américas, com base nas tecnologias digitais da exposição. A ideia é ampliar a experiência por meio de atividades e debates que aprofundam o diálogo entre ciência e ancestralidade.

O curador:

Adriano Filho é formado em Ciências Sociais pela PUC do Rio de Janeiro e Cinema pela Futureworks School of Media, Manchester, Inglaterra. Na Inglaterra trabalhou como jornalista na revista Londrina Jungle Drums. Exerceu diversas funções no audiovisual como editor, produdor, diretor de fotografia, roteirista e diretor. Como diretor, realizou vários curta-metragens, entre eles Berenice, ganhador do prêmio de Melhor Piloto do Festival Internacional do Audiovisual, em 2016. Para TV, roteirizou e dirigiu a série ficcional Pela Fechadura (2019), para o canal Prime Box, além do longa-metragem documental Alternativos (2024), para o Canal Curta!.

Além do audiovisual, Adriano se especializou em exposições que utilizam tecnologias imersivas, com as exposições Fóssil Vivo e Arte Rupestre e Realidade Virtual, esta última com montagens no Museu Emílio Goeldi, no Palácio Quitandinha e agora no Casa da Ciência da UFRJ, com um público de mais de 200 mil pessoas até o momento.

Vídeo de apresentaçãohttps://vimeo.com/1105243747/9a6278aa5b?ts=0&share=copy

Serviço:

Exposição: Arte Rupestre e Realidade Virtual

Data: 15 de agosto a 14 de dezembro de 2025

Horário: Terça a sexta, 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, 10h às 17h

Local: Casa da Ciência da UFRJ – Rua Lauro Müller, 3, Botafogo, Rio de Janeiro

Entrada: Gratuita

Agendamento de escolas ou grupos: agendamento@casadaciencia.ufrj.br

Informações: casadaciencia@casadaciencia.ufrj.br

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