A Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, recebe no dia 15 de maio de 2026 (sexta-feira), às 19h, o violonista Fábio Zanon, em apresentação da série Música de Câmara. Reconhecido internacionalmente como um dos principais intérpretes brasileiros de seu instrumento, Zanon apresenta recital solo dedicado à pluralidade histórica e estética do repertório para violão. A Temporada Artística da Sala Cecília Meireles 2026 é apresentada exclusivamente pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras e tem o patrocínio da State Grid Brazil Holding por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.
Com trajetória consolidada nos grandes palcos internacionais, Fábio Zanon destaca-se pela excelência técnica, profundidade interpretativa e repertório vasto, que articula tradição clássica e música contemporânea. Vencedor de importantes concursos internacionais, o músico desenvolve carreira que alia performance, pesquisa e difusão cultural.
Na abertura do recital, Valsa da Vida, de Paulinho da Viola, aproxima o universo da canção brasileira da linguagem instrumental, em gesto que reafirma a amplitude cultural do violão no Brasil.
Na sequência, Zanon interpreta a Suíte para Alaúde, BWV 997, de Johann Sebastian Bach, uma das obras centrais do repertório barroco adaptado ao violão. A peça combina rigor contrapontístico, densidade expressiva e refinamento formal, exigindo do intérprete grande domínio técnico e clareza de construção.
A presença latino-americana se expande em Cantos Yoruba de Cuba, de Héctor Angulo, ciclo inspirado em tradições afro-cubanas e marcado por forte dimensão rítmica e ritualística. O programa inclui ainda El Decameron Negro, de Leo Brouwer, uma das obras mais celebradas da literatura moderna para violão, baseada em narrativas africanas e construída com imaginação tímbrica singular.
Encerrando a noite, Peças Características, de Federico Moreno Torroba, traz o lirismo e as cores ibéricas de um compositor fundamental para a consolidação do repertório espanhol do século XX.
Ao reunir Bach, compositores latino-americanos e a sensibilidade melódica de Paulinho da Viola, o recital revela o violão como instrumento de múltiplas identidades, capaz de transitar entre épocas, estilos e tradições culturais distintas.
Localizada no coração da Lapa, a Sala Cecília Meireles é uma das mais importantes salas de concerto do país e figura entre os espaços mais singulares do panorama musical brasileiro. Sem corpos artísticos permanentes, mantém uma programação aberta que reúne intérpretes brasileiros e convidados internacionais ao longo de toda a temporada. Esse perfil consolidou o espaço como uma vitrine da produção musical do país e motivou o mote que acompanha sua atuação recente: “A Sala do Brasil”.
Em 2026, o edifício histórico que abriga a Sala Cecília Meireles celebra 130 anos. Instalado em um prédio inaugurado no final do século XIX, no coração da Lapa, o espaço tornou-se ao longo das décadas um dos principais palcos da música de concerto no país. A efeméride soma-se a outro marco recente: em 2025, a Sala Cecília Meireles completou 30 anos de funcionamento em sua configuração atual, consolidando-se como um dos centros mais ativos de difusão da música de concerto no Brasil.
Programa:
Paulinho da Viola (1942)
Valsa da Vida
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Suíte para Alaúde, BWV 997
I. Prelude
II. Fuga
III. Sarabande
IV. Gigue & Double
Héctor Angulo (1932 – 2018)
Cantos Yoruba de Cuba
I. Asokere I
II. Suayo
III. Iyá mi Ilé
IV. Borotiti
V. Asokere II
VI. Iyá mo dupé
VII. Yeye bi obi tosuo
VIII. E Iekua
IX. Asokere III
Leo Brouwer (1939)
El Decameron Negro
I. El Arpa del Guerrero
II. La Huida de los Amantes por el Valle de los Ecos
III. Ballada de la doncela enamorada
Federico Moreno Torroba (1891 – 1982)
Peças Características
I. Preámbulo
II. Oliveras
III. Melodía
IV. Los Mayos
V. Albada
VI. Panorama
Fabio Zanon
Fabio Zanon é um dos artistas brasileiros de maior prestígio internacional. É aclamado por interpretações que combinam imaginação, integridade e uma poderosa sonoridade. Suas atividades como regente, educador e difusor da música clássica têm contribuído para colocar o violão clássico numa perspectiva cultural mais ampla.
Vencedor dos maiores concursos internacionais de violão, como o GFA nos EUA, o Francisco Tárrega na Espanha e Alessandria na Itália, Fabio já se apresentou em mais de 50 países, em salas como o Royal Festival Hall em Londres, Philharmonie em Berlim, Sala Tchaikovsky em Moscou e Concertgebouw em Amsterdã, junto a orquestras como a Filarmônica de Londres, Orquestra Estatal Russa, Berliner Camerata, Orquestra de Câmara de Israel e Sinfônica da Rádio de Dublin. Seu repertório inclui mais de 40 concertos para violão e orquestra, muitos dos quais tocados em estreia mundial, e dedica-se com afinco à música de câmara, em uma enorme variedade de combinações e gêneros.
É autor do livro Villa-Lobos. Concebeu e apresentou os programas A Arte do Violão e O Violão Brasileiro, na Rádio Cultura em São Paulo, e o podcast Lira. Fabio é professor e Fellow da Royal Academy of Music em Londres e coordenador artístico e pedagógico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.
Sala Cecília Meireles
A Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, é uma das casas de concerto mais tradicionais do Brasil e um dos principais espaços dedicados à música de concerto no país. Inaugurada em 1965, no coração da Lapa, consolidou-se como importante centro de difusão, formação de público e circulação da música de concerto, recebendo ao longo de sua trajetória intérpretes brasileiros e internacionais de destaque.
O espaço ocupa um edifício histórico do final do século XIX, originalmente construído como o Grande Hotel da Lapa, que posteriormente funcionou como o Cine Colonial antes de ser transformado em sala de concertos. A criação da Sala respondeu à demanda por um espaço dedicado à música de câmara no Rio de Janeiro, defendida pelo crítico musical Andrade Muricy.
O projeto foi viabilizado pelo então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, e contou com a participação do maestro Henrique Morelenbaum, responsável por acompanhar as obras de adaptação do antigo cinema para a nova função cultural. A sala recebeu o nome da poeta Cecília Meireles, cuja obra mantém profunda relação com a musicalidade da língua portuguesa.
Hoje, a Sala Cecília Meireles integra a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ) e mantém programação regular de concertos, recitais e atividades formativas. Após processos de restauro e modernização, o espaço ganhou melhorias de infraestrutura, acessibilidade e novos ambientes, como o Espaço Guiomar Novaes, dedicado a atividades musicais e educativas. Em 2026, o edifício histórico que abriga a instituição celebra 130 anos.
Petrobras
A Petrobras é uma das principais empresas do país. Atua de forma integrada e especializada na indústria de óleo, gás natural e energia, tendo como compromisso o desenvolvimento sustentável para uma transição energética justa e inclusiva. A Cultura é também uma energia na qual a companhia investe, patrocinando há mais de 40 anos projetos que contribuem para a cultura brasileira e se fazem presentes em todos os Estados brasileiros.
SERVIÇO:
Fabio Zanon | Música de Câmara
Dia 15 de maio de 2026, sexta-feira, às 19h
Ingressos: R$ 40
Ingressos a venda pelo site: Eleven Tickets (FUNARJ)
Local: Sala Cecília Meireles
End: Rua da Lapa, 47 – Lapa
Rio de Janeiro | RJ
Site: https://salaceciliameireles.rj.gov.br/
Instagram: @salaceciliameireles
Horário de Funcionamento da bilheteria da Sala:
Segunda a sexta, das 12h às 17h (ou até início do concerto).
Sábados, quando houver concerto, das 13h até o início da apresentação.
Concertos pela manhã/tarde: desde 2h antes do início da apresentação
Domingos e feriados, quando houver concerto, desde 2h antes da apresentação.
Estacionamento rotativo: acesso pela Rua Teotônio Regadas
