O espetáculo utiliza a linguagem do teatro musical para narrar a trajetória de uma das mais importantes cantoras da MPB. Iniciaremos nossa jornada pela floresta amazônica, berço e cenário de origem da artista. Por meio das lendas e mitos dos povos da floresta — indígenas, ribeirinhos, marajoaras, entre outros — contaremos e cantaremos a saga da nossa cabocla Fafá. Ecologia, meio ambiente e MPB são ingredientes que compõem o nosso espetáculo em homenagem ao cinquentenário desta grande cidadã e artista brasileira. O musical fica em cartaz no Teatro Riachuelo Rio de 15 de janeiro a 8 de março.
A história será contada em três planos. O primeiro plano se passa no presente, durante a gravação de um documentário em homenagem aos 50 anos de carreira de Fafá de Belém. A partir de suas lembranças, vão surgindo os demais planos. O segundo plano representa a memória da infância, em uma Belém lírica — entre mitos e lendas. No terceiro plano, assistimos à construção da carreira da cantora — de Belém para o mundo.
Três atrizes interpretarão a cantora nas fases da infância, juventude e maturidade: Fafá-menina, Fafá-cantora e Fafá de Belém. No início da peça, os planos se estabelecem de forma independente; a partir de determinado momento, eles se atravessam e se completam.
Fafá de Belém
Em 2025, Maria de Fátima Palha de Figueiredo, mais conhecida como Fafá de Belém, completa 50 anos de carreira. A cabocla de voz sensual que invadiu a cena musical brasileira em meados dos anos 1970 quebrou padrões de comportamento, trazendo consigo toda a cultura da região Norte do país. Segundo o jornalista Arthur da Távola, foi através da voz da jovem Fafá, pela tela da TV, que ele pôde descobrir o Brasil profundo, amazônico, tão pouco conhecido, até então, pelos brasileiros das grandes capitais. A canção era “Filho da Bahia”, de Walter Queiroz, que fazia parte da trilha sonora da novela Gabriela, da TV Globo. E, assim, com apenas 18 anos, aquela menina que vinha da floresta entrou nas casas de todo o país com o seu sorriso aberto, sua gargalhada inconfundível, suas curvas, seus seios fartos, seu jeito espontâneo e livre de viver.
A partir de 1979, se torna uma porta voz na luta pelos direitos da mulher, cantando músicas com viés mais feminista, como: “Bilhete”, “Sob medida” e “Que me venha esse homem”. Foi a musa da campanha Diretas Já, viajando país afora e reivindicando o direito de os brasileiros votarem para presidente. A canção “Menestrel das Alagoas” virou o hino do movimento e, de fato, Fafá se aproximou mais do povo. Como consequência, passou a gravar um repertório mais popular: “Abandonada” e “Nuvem de lágrimas” – o que resultou em um aumento significativo na vendagem de seus discos. Como se já não bastasse tanta popularidade, a cantora coleciona hits em diversas trilhas de novelas. São mais de 70 canções!
Falar de Fafá é falar do Círio de Nazaré, maior evento religioso do mundo. É misturar a fé católica à fé cabocla. É religião com indigenismo. É cantar para os três papas que visitaram o Brasil e, também, cantar mambos, cúmbias, calipsos e carimbós – ritmos que formaram a sua identidade musical paraense.
E, seguindo o fluxo dos rios, a voz que veio da floresta desaguou em Portugal, onde reina absoluta entre fados e pimbas, tornando-se cidadã portuguesa. Com seu temperamento rasgado e passional, conquistou a comunidade LGBTQIA+, dialogou com as novas gerações e estourou mundialmente com o remix da canção “Emoriô”, feito pela jovem dupla francesa Trinix. A faixa virou hit nas baladas brasileiras e, também, nas pistas da Europa.
Por fim, Fafá de Belém rodou o mundo, mas nunca se desconectou de suas raízes amazônicas. A mestiçagem e a miscigenação de povos, etnias e elementos culturais e religiosos são parte importante de sua obra musical e de sua visão de mundo. Nossa homenageada é embaixadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e da Fundação Amazônia Sustentável, além de ser uma das vozes que fomentou a escolha de Belém para sediar a mais recente edição da COP – Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.
Teatro Riachuelo Rio
Localizado no icônico edifício do antigo Cine Palácio, na Cinelândia, berço dos maiores movimentos sociais e culturais do país, o Teatro Riachuelo Rio é um dos mais tradicionais palcos do Brasil. Tombado como patrimônio histórico e arquitetônico, o espaço preserva sua fachada neomourisca e foi completamente revitalizado para atender aos mais altos padrões técnicos da cena cultural contemporânea.
Desde sua reinauguração, em 2016, o Instituto Evoé é responsável pela gestão do teatro, que hoje representa a união entre história, modernidade e pluralidade artística. Um retrofit completo devolveu vida ao prédio, mantendo detalhes originais da construção de 1890 e integrando elementos de design contemporâneo, como poltronas, iluminação cênica de última geração e estrutura técnica de padrão internacional.
Com capacidade para 999 espectadores, distribuídos entre plateia e dois balcões, o Teatro Riachuelo Rio ocupa cerca de 3.500m². Conta com palco de 280m², subpalco, fosso de orquestra, camarins, sala de ensaio e espaços de convivência que atendem a uma programação diversa.
Elenco:
- Lucinha Lins (atriz convidada)
- Helga Nemetik
- Laura Saab
- Ananda K
- Clarah Passos
- Daniel Carneiro
- Diego Luri
- Fernando Leite
- Gabriel Manitta
- Keren Silveira
- Mona Vilardo
- Naieme
- Sérgio Dalcin
- Thuca Soares
Ficha técnica
- Direção geral e idealização: Jô Santana
- Texto: Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche.
- Direção artística: Gustavo Gasparini
- Pesquisa: Rodrigo Faour
- Diretora assistente: Iléa Ferraz
- Direção musical: Marcelo Alonso Neves
- Assistente de direção musical e regente: Glauco Berçot
- Produtor/Responsável pelo espetáculo: Carmem Oliveira / Renato Araújo
- Coreografia: Renato Vieira
- Coreógrafa assistente: Soraya Bastos
- Cenografia: Ronald Teixeira
- Assistente de cenografia: Pedro Stamford
- Figurinista: Claudio Tovar
- Assistente de figurino: Paulo Raika
- Visagista: Beto Carramanhos
- Desenho de som: Bruno Pinho e Paulo Altafim
- Iluminador: Paulo Cesar Medeiros
- Fotos still: Leo Aversa
- Design gráfico: DOROTÉIA DESIGN / Adriana Campos, Flávia Pacheco, Pedro Cancelliero e Iara Moraes
- Marketing: Edu Santos
- Marketing cultural e parcerias: Gheu Tibério
- Assistente de marketing cultural e parcerias: Paula Rego e Pedro Ribeiro
- Assessoria de imprensa: amigos comunicação /Mauricio Aires e Rogério Alves
- Clipping: Top Clip
- Social media: Stace Mayka
- Performance: V2P
- Direção de produção: Carmem Oliveira / Renato Araujo
- Assistente de Produção: Thales Huebra
- Assessoria jurídica: FRANCEZ ADVOGADOS – Andrea Francez, Myrna Malanconi e João Pedro Batista
- Contabilidade: Yara Brasil
- Direção financeira e leis de incentivo: Janaína Reis
- Assistente Administrativo: Marcela Lima
- Direção técnica: Ricardo Santana
- Chef: Osmar Ribeiro
- Produção: Charge Produções e Fato Produções
SERVIÇO FAFA DE BELEM, O MUSICAL
- Temporada – 15 de janeiro a 08 de março de 2026
- Horários: quintas e sextas-feiras, às 20h / sábados e domingos, às 17h
- Classificação: 12 anos
- Duração: 2h40 (com intervalo de 15 min)
Ingressos: https://www.ingresso.com/espetaculos/fafa-de-belem-o-musical
Valores:
- Plateia VIP – R$ 200,00
- Plateia – R$ 180,00
- Balcão Nobre – R$ 100,00
- Balcão – R$ 40,00
Título das obras
“Amazônia” 02:20 Nilson Chaves
“Esse rio é minha rua” 01:40 Paulo André / Ruy Barata
“Bom dia, Belém” 00:45 Adalcinda / Edyr Proença
“Eu e a brisa” 01:10 Johnny Alf
“In the mood” 00:40 Glen Miller
“Fracasso” 00:40 Mário Lago
“Begin the beguine” 00:30 Cole Porter
“Rock around the clock” 00:30 Bil Harley a this comets
“Eu preciso aprender a ser só” 01:20 Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle
“Filho da Bahia” 02:10 Walter Queiroz
“Pauapixuna” 02:30 Paulo Andre /Ruy Barata
“Banho de cheiro” 01:00 Paulo André / Ruy Barata
“Sedução” 01:30 Milton Nascimento / Fernando Brant
“Vapor barato” 01:15 Jards Macalé / Waly Salomão
“Indauê Tupã” 01:30 Paulo André / Ruy Barata
“Foi assim” 01:50 Paulo André / Ruy Barata
Siriá – Salve mestre Cupijó” 01:30 (Pot-pourri com as canções tradicionais “Siriá”,
“Maçariquinho” e “Seu Rafael”)
“Que me venha este homem” 01:35 David Tygel / Bruna Lombardi
“Cavalgada” 01:30 Roberto Carlos / Erasmo Carlos
“Eu sou de lá” 01:30 Padre Fábio de Melo
“Ave Maria brasileira” 00:50 Vicente Paiva / Jayme Redondo
“Nossa Senhora” 00:30 Roberto Carlos / Erasmo Carlos
“Aprendizes da esperança” 01:00 Kleiton Ramil / Beto Fogaça
“Menestrel das Alagoas” 01:30 Milton Nascimento / Fernando Brant
“Revelação” 01:15 Clodô / Clésio
“Alinhamento energético” 00:50 Letícia Novaes
“Memórias” 01:20 Leonardo Sullivan
“Meu homem” 00:40 Nobody does it better) (Carole Bayer Sager / Marvin Hamlisch – versão: Fafá de Belém)
“Meu disfarce” 01:10 Chico Roque / Carlos Colla
“Meu dilema” 00:35 Michael Sullivan / Leonardo Sullivan
“Bandoleiro” 00:26 César Augusto / Fafá de Belém
“Sob medida” 00:36 Chico Buarque
“Abandonada” 01:40 Michael Sullivan / Paulo Sérgio Valle
“Nuvem de lágrimas” 01:30 Paulo Debétio / Paulinho Resende
“Nem às paredes confesso” 01:10 Artur Ribeiro / Francisco Ferrer Trindade / Maximiano de Souza
“Tudo isto é fado” 01:00 Fernando de Carvalho / Aníbal Nazareth
“Carimbó – Homenagem ao mestre Verequete” 01:10 Pot-pourri com canções
tradicionais “Chama Verequete”, “Ogum Balailê”, “Xô peru” e “Sereia do mar
“Coração do agreste” 01:40 Moacyr Luz / Aldir Blanc
“Meu coração é brega” 00:30 Veloso Dias
“Emoriô” 01:00 João Donato / Gilberto Gil
“Bilhete” 01:10 Ivan Lins / Vitor Martins
“Amazonas, meu rio” 02:40 Paulo André / Ruy Barata / Antônio Carlos Maranhão
“Vermelho” 01:30 Chico da Silva
