Gabriel Villela dirige o musical Auto da Compadecida na Arena do Sesc Copacabana

por Redação
Gabriel Villela dirige o musical Auto da Compadecida na Arena do Sesc Copacabana

O clássico AUTO DA COMPADECIDA, de Ariano Suassuna, ganha nova leitura na primeira parceria entre o Grupo Maria Cutia e o premiado diretor Gabriel Villela. A temporada carioca – a primeira na história do grupo – marca o início das comemorações pelos seus 20 anos de atividade. O espetáculo foi selecionado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar.

Nesta encenação, o Grupo Maria Cutia revisita o universo mítico do herói astuto e “sem caráter” tão caro à cultura popular brasileira, conectando-o ao cenário político e social atual do país.

“Apesar de Suassuna ter escrito a peça há mais de 70 anos, o Auto é uma história absolutamente atual. E a nossa adaptação torna a peça ainda mais contemporânea porque introduzimos no texto acontecimentos de agora, políticos, de comportamento, da nossa sociedade. Isso traz sempre a ideia de que a peça tem uma importância narrativa pra hoje – e também conecta o público mais ainda com a história.”, afirma Leonardo Rocha, ator do Grupo Maria Cutia.

SINOPSE

As aventuras de Chicó e João Grilo começam com o enterro e o testamento do cachorro do Padeiro e de sua Mulher, e acabam em uma epopéia milagrosa no sertão envolvendo o clero, o cangaço, Jesus, Maria e o Diabo.

A MONTAGEM

A direção de Gabriel Villela funde ao texto de Suassuna humor ácido e estética exuberante que acentua o caráter burlesco da obra. Com abordagem política – sem didatismo ou partidarismo –, o espetáculo revela novas camadas da dramaturgia original, destacando aspectos do Brasil contemporâneo.

“Tocamos e cantamos várias canções brasileiras inspiradas no carnaval e no tropicalismo. A ironia que já existe no texto original é carregada na tinta e o que as pessoas vão assistir é uma peça que reflete o momento atual do Brasil, com suas controvérsias e peculiaridades que fazem de nosso país esse caldeirão singular de culturas.”, conta o Leonardo Rocha.

Cenário e figurinos, também de Gabriel Villela, trazem a sua já conhecida e admirada riqueza de elementos, identificada como “estética barroca”. À beleza e riqueza visual, somou-se um novo elemento, a lama: “Vem na nossa pele a tragédia anunciada de Brumadinho e tantas outras que podem acontecer”, afirma Villela, lembrando o rompimento da barragem mineira no início de 2019, ano em que a peça estreou. O tom ferruginoso da lama faz parte dos figurinos, em especial dos dois protagonistas.

Vista por mais de 20.000 espectadores desde a sua estreia na Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, em 2019, a montagem já percorreu festivais em diferentes regiões do país e realizou temporada no Sesc Pompeia, em São Paulo, consolidando-se como uma das obras mais aclamadas do repertório do grupo.

Serviço

ESTREIA: dia 05 de março (5ªf) às 20h

ONDE: Arena do Sesc Copacabana

Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, RJ    Tel:  (21) 3180-5226

HORÁRIOS: 5ª a sab às 20h, dom às 18h / INGRESSOS: R$ 10 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira) em www.ingresso.com ou na bilheteria de 3ª a 6ª das 9h às 20h; sab, dom e feriados das 14h às 20h / DURAÇÃO: 80 min / GÊNERO: Comédia musical / CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos / CAPACIDADE: 140 espectadores / TEMPORADA: até 29 de março

FICHA TÉCNICA

  • Texto: Ariano Suassuna
  • Concepção e Direção Geral: Gabriel Villela
  • Com: Grupo Maria Cutia de Teatro

Elenco:

  • Leonardo Rocha – João Grilo
  • Hugo da Silva – Chicó e Severino do Aracaju
  • Mariana Arruda – Mulher do Padeiro e Nossa Senhora Compadecida
  • Dê Jota Torres – Palhaço, Padeiro e Manuel (Nosso Senhor Jesus Cristo)
  • Thiago Queiroz – Sacristão
  • Marcelo Veronez – Padre João e O Diabo
  • Polyana Horta – Antônio Morais e O Bispo
  • Direção Musical: Babaya, Fernando Muzzi e Hugo da Silva
  • Preparação Vocal: Babaya
  • Assistente de Direção: Lydia Del Picchia
  • Cenário e Figurino: Gabriel Villela
  • Assistente de Figurino: José Rosa
  • Coordenação do Ateliê Gabriel Villela: José Rosa
  • Pintura de Arte: Rai Bento
  • Iluminação: Richard Zaira
  • Desenho Sonoro e Operação de Som: Vinícius Alves
  • Fotografia: Tati Motta
  • Produção: Jorge Costa e Huemara Neves
  • Produção Local: Ana Sol
  • Coordenação de Comunicação: Rizoma Comunicação & Arte (Beatriz França)
  • Redes Sociais e Tráfego: Rizoma Comunicação & Arte (Letícia Leiva)
  • Design Gráfico: Cintia Marques
  • Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

GRUPO MARIA CUTIA DE TEATRO

Companhia de teatro que nasceu em Belo Horizonte em 2006, e desde então apresenta seus espetáculos em praças, parques, ruas e palcos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo. Nos últimos anos, aventurou-se em produções criadas para palcos e também adaptou suas obras de rua para teatros fechados.

Como frentes de pesquisa artística, o grupo trabalha com o diálogo entre música e teatro, numa investigação autoral que denomina música-em-cena. Em todos os seus espetáculos, a trilha é executada ao vivo pelos atores, em uma pesquisa que alia dramaturgia à canção.

O Grupo Maria Cutia busca espalhar teatro por praças e palcos, capitais e sertões, movido pela cumplicidade com o público e por uma poética popular, lúdica e musical. Tem como principais matrizes de investigação cênica o conceito da música-em-cena e da linguagem da palhaçaria para o teatro.

Em 2011, Maria Cutia inaugurou sua sede, a Toca da Cutia, em Belo Horizonte. Nesse espaço, além de escritório de produção e local de ensaios artísticos, a cia realiza oficinas brincantes, cursos e treinamentos de Palhaçaria. Desde 2011, fazem a temporada de cursos de verão, com oficinas intensivas de curta duração e, desde 2018, o Maria Cutia desenvolve o CURSAÇO (curso de palhaçaria anual). Em 2023, fizeram o Palhaçatório – Laboratório de Palhaçaria do Maria Cutia que aconteceu em BH, Sete Lagoas e Itabirito.

O Grupo já se apresentou em 6 países e 24 estados nacionais, totalizando mais de 250 cidades, para um público de mais de 800 mil espectadores em seus 20 anos de história.

GABRIEL VILLELA

Gabriel Villela, um dos mais requisitados diretores que surgem na década de 1990, é conhecido por sua teatralidade barroca e vigorosa, frequentemente apelando ao imaginário brasileiro. Formado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Villela estreou em 1989 com o espetáculo “Você Vai Ver o Que Você Vai Ver”, de Raymond Queneau, e rapidamente se destacou com “O Concílio do Amor” e “Romeu e Julieta”, com o Grupo Galpão. Sua carreira inclui mais de 45 espetáculos, incluindo montagens de Shakespeare como “Sua Incelença Ricardo III” e “Macbeth”, além de musicais de Chico Buarque. Villela também foi diretor artístico do Teatro Glória e do TBC, e participou de festivais internacionais.

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