Hanna Amim lança “Esculacho”: um hino à liberdade corporal e à autonomia feminina

Foto: Iasmin Pieratti

A cantora, compositora e DJ Hanna Amim, uma das vozes mais autênticas da cena independente, está de volta com um lançamento potente e cheio de atitude. No dia 9 de agosto, chega às plataformas digitais o single “Esculacho”, uma faixa que mistura pop, brega e eletrônico em uma produção vibrante e ousada. A canção é, nas palavras da própria artista, “uma ode à liberdade de se expressar”, e carrega um recado claro: ninguém dita como seu corpo deve ser usado ou como sua arte deve ser expressa.

Recém-chegada ao Rio de Janeiro, onde passa a residir para dar continuidade à sua trajetória artística, Hanna segue rompendo padrões e propondo novas formas de se pensar arte, corpo e performance. “Esculacho” é fruto de uma colaboração criativa com o artista Tiocafona, além de ter a produção musical assinada por Hanna e Rodrigo Rezende. A ideia surgiu a partir de um beat inicial, e logo se transformou em uma resposta direta às críticas que a artista tem recebido.

“Essa música nasceu como um deboche. Uma reação bem-humorada e crítica às tentativas de me colocarem em caixinhas conservadoras. Como se, por ser mulher, lésbica e feminista, eu tivesse que performar de um jeito específico. Em ‘Esculacho’, eu reivindico meu direito de dançar, de existir do meu jeito, com liberdade e sem julgamentos”, explica Hanna Amim.

O single chega acompanhado de clipe, com estética inspirada no icônico grupo “É o Tchan”. Gravado pela equipe da QUASQUE, parceira de longa data da artista na construção de seu universo visual, o vídeo traz leveza, humor e empoderamento, valores que permeiam toda a obra de Hanna.

Apesar do tom irreverente da faixa, Hanna Amim chama atenção para os desafios que enfrenta como artista independente no Brasil. “Falta espaço, falta equipe, falta respeito… e sobra censura. Muitas vezes, por conta do teor político das minhas composições, sou boicotada pelas plataformas. Sem grandes contatos ou influência, a gente acaba sendo silenciada”, desabafa.

Mesmo com todos os obstáculos, Hanna segue criando, resistindo e propondo um olhar mais livre, diverso e divertido sobre o pop nacional. Como ela mesma destaca, citando a cantora Pocah: “Ninguém manda nessa raba.”

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