Heloisa Périssé em curta temporada no Theatro Municipal de Niterói

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Heloisa Périssé faz uma curta temporada com a sua peça “A Iluminada”, nos dias 07, 08 e 09 de junho, no Theatro Municipal de Niterói. Em sua mais nova comédia, a autora e atriz, traz para deleite do público o universo da palestra quântica motivacional. Escrita após atravessar duas pandemias, a particular e a mundial. Heloisa teve a inspiração de falar de uma forma humorada sobre superação, vencer seus medos, ter coragem e confiança.

Depois de 2 anos afastada dos palcos, e convidada para fazer a sua peça de grande sucesso de crítica, público e bilheteria “E Foram quase Felizes Para Sempre”, um espetáculo solo, que estreou em 2013 e que está em seu repertório de grandes sucessos, a atriz, preferiu escrever algo novo, porque o momento pedia. E assim o fez, Tia Doro, que já é uma personagem que há muito tempo existe através de esquetes, cenas curtas, veio para ser seu mais novo e duradouro espetáculo solo.

TIA DORO, A ILUMINADA, faz uma alusão aos ted talks. Na palestra mais animada da face da terra, que além de ser motivacional é quântica, é oferecido ao público uma inusitada forma de ver o mundo. A palestrante, que quando nasceu foi batizada pelos pais como Dorotéia das Dores, é um exemplo de superação absoluta. Por ter tido uma família excêntrica, passou por bullying na escola, com os amigos, nos relacionamentos, e em todas as coisas que pudessem configurar sua existência. Até que um dia, ela chegou ao fundo do poço. Mas o que poderia ser seu fim, acaba sendo seu recomeço, pois ela percebe que essa coleção de fracassos é exatamente o que a poder levar ao sucesso. Quando seus olhos se abrem para o invisível, seu coração se enche de gratidão e ela se harmoniza com seu destino. Apoiada na lei matemática de que menos com menos dá mais ela passa pelo processo metamórfico de iluminação e se transforma definitivamente na Tia Doro! Revertendo o que seria maldição, em benção. Como ela mesma diz: “peguei a merda e fiz em adubo!”

Ficha Técnica

Texto Heloisa Périssé | Colaboração Alex Lerner I Direção Mauro Farias | Cenografia Clívia Cohen | Figurino Raquel Farias | Luz Paulo Cesar Medeiros |

 Programação Visual/Vídeos/Conteúdo Mauricio Tavares | Trilha Max Vianna e Heloisa Périssé

Produção Filomena Mancuzo e Heloisa Périssé

SERVIÇO

A Iluminada | Heloisa Périssé

Datas: 07, 08 e 09 de junho

Horário: Sexta e Sábado 20h | Domingo 19h

Sessão extra: Sábado, 08 de junho, às 17:30

Duração: 70 min

Classificação etária: 12 anos

Ingresso: R$ 140,00

Local: Theatro Municipal de Niterói

Endereço: Rua XV de novembro, 35, Centro, Niterói.

Comédia “Minha Futura Ex” discute a relação  no palco da Sala Nelson Pereira dos Santos

Minha Futura Ex
Minha Futura Ex

No fim de semana de 08 e 09 de junho, às 20h, a Sala Nelson Pereira dos Santos recebe em seu palco o espetáculo ‘Minha Futura Ex’, estrelado por Bianca Rinaldi e André Mattos.

A peça conta a história de um casal que se encontra no hall do prédio do advogado de ambos, no dia marcado para a assinatura do divórcio. Quando entram no elevador a luz acaba. Confinados pela situação, eles são obrigados a conversar sobre o que os levou à separação. Enquanto a energia não se restabelece, Marco e Ethel, mostram-se um para o outro como nunca antes. Com muito humor e emoção, o “discutir a relação”, tantas vezes adiado, os levará a um final surpreendente.

SERVIÇO

Noites de Humor: Minha Futura Ex

  • Datas: 08 e 09 de junho de 2024
  • Horário: Sábado e Domingo, às 20h
  • Classificação: 12 anos
  • Duração: 70min
  • Ingresso: R$ 50 (inteira)
  • Link para o evento no site da Sympla
  • Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
  • Endereço: Centro Petrobrás de Cinema, São Domingos

O Sinfonismo de Ouro da Música Brasileira de Concerto dos Séculos XIX e XX

O Sinfonismo de Ouro
O Sinfonismo de Ouro

Em junho, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro volta com a Série Música Brasileira em Foco com o tema ‘O Sinfonismo de Ouro da Música Brasileira de Concerto dos Séculos XIX e XX’, enaltecendo grandes compositores do nosso país, com a participação do Coro e Orquestra Sinfônica do Municipal, sob a regência do maestro Ricardo Rocha.

Com o Patrocínio Oficial Petrobras, serão dois concertos de enorme valor musical e histórico, ao apresentar um painel selecionado de obras-primas dos quatro mais geniais representantes do sinfonismo brasileiro dos séculos XIX e XX, começando com a Abertura da ópera Jupyra, de Francisco Braga, em seguida Alberto Nepomuceno com a Sinfonia em Sol menor e Leopoldo Miguez com o poema sinfônico ‘Ave Libertas’, uma ode ao advento da República. E representando o século XX, o programa será encerrado com Heitor Villa-Lobos, o mais importante compositor de nossa história, com o seu emblemático Choros n.10, o ‘Rasga Coração’, a maior expressão musical do modernismo brasileiro. Os concertos acontecerão nos dias 6 de junho, às 12h (Municipal ao Meio-Dia com preços populares a dois reais) e no dia 7 de junho, às 19h. Em solidariedade aos músicos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), o Municipal do Rio disponibiliza meia-entrada no Concerto do dia 7 de maio para quem levar alimento não perecível e/ou produtos de limpeza e higiene pessoal.

“Iniciamos o mês de junho trazendo de volta, pela primeira vez em 2024, o Municipal ao Meio-Dia, projeto com o Patrocínio Oficial Petrobras que dá a oportunidade de o público assistir a um Concerto de Música Brasileira, de alto nível, por apenas dois reais. É um programão para a hora do almoço, imperdível. Espero vocês” – convida a Presidente da Fundação Teatro Municipal, Clara Paulino.

 “Com a série Música Brasileira em Foco, temos resgatado obras que há muito não eram apresentadas ao público, seja na música de concerto, seja na ópera. Foi o caso de Arthemis, de Alberto Nepomuceno, além de Jupyra, de Francisco Braga, ou mesmo a Moema, de Delgado de Carvalho, primeira ópera apresentada na história do Theatro Municipal. Para este concerto de junho, tivemos também um importante trabalho do maestro Ricardo Rocha na revisão da Sinfonia em Sol Menor de Alberto Nepomuceno que poderemos contemplar ao lado de Braga e Villa-Lobos” – ressalta o diretor artístico da Fundação Teatro Municipal, Eric Herrero.

Este programa, dedicado à nossa música brasileira de concerto, atua como o cenário que abre uma janela importante para um público mais amplo, incluindo muitos dos que desconhecem a existência de um patrimônio nacional que não é menos que a expressão sofisticada do espírito de nosso povo. Assim, ele reúne os maiores nomes entre os que vieram construindo a ponte entre a música europeia e a brasileira, considerando que poucos sabem que o Brasil foi o responsável pela maior produção musical da história de todas as colônias, não só no âmbito popular, mas, de 300 anos pra cá, de uma música culta e erudita de grande envergadura, patrimônio que ainda não foi corretamente catalogado e mapeado, não passando, até hoje, de uma ilustre e desconhecida fonte de riqueza cultural. É com orgulho que vejo o Theatro Municipal contribuindo de forma efetiva na promoção e no cultivo de tão importante legado! ” – afirma o maestro Ricardo Rocha.

Programa:

Francisco Braga – Abertura da ópera Jupyra

Alberto Nepomuceno – Sinfonia em Sol menor

intervalo

Leopoldo Miguez – poema sinfônico ‘Ave Libertas’

Heitor Villa- Lobos – Choros n.10 – ‘Rasga Coração’

Ficha Técnica:

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Regência: Ricardo Rocha

Direção Artística do TMRJ: Eric Herrero 

Serviço:

Música Brasileira em Foco

O Sinfonismo de Ouro da Música Brasileira de Concerto dos séculos XIX e XX

Datas e horários:

6 de junho – quinta-feira (Municipal ao Meio-Dia) – 12h

7 de junho – sexta-feira – 19h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro

Classificação: Livre

Duração: 70 minutos + 15 de intervalo

Ingressos:

6/6 – R$2,00

7/6: Frisas e Camarotes – R$60,00 (ingresso individual) ou R$360,00 (6 lugares)

Plateia e Balcão Nobre – R$40,00

Balcão Superior – R$30,00

Balcão Superior Lateral – R$30,00

Galeria Central – R$15,00

Galeria Lateral – R$15,00 

Quem levar alimento não perecível e/ou produtos de limpeza e higiene pessoal pagará meia- entrada, somente no Concerto do dia 7 de junho.

Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.

Espetáculo “Petshop – O Musicão” chega a Santos com a santista Victória Ariante na direção

Petshop – O Musicão
Petshop – O Musicão

A diretora e atriz Victória Ariante assina a assistência de direção do espetáculo musical que chega ao Teatro Braz Cubas neste final de semana para únicas apresentações.

Após temporada de sucesso em São Paulo “Petshop – O Musicão” sai em turnê passando neste fim de semana por Santos, litoral de São Paulo, com apresentações sexta-feira (7) e sábado (8), tendo a santista Victória Ariante de volta a sua terra natal. “Este é um projeto especial em minha carreira. Depois de nascer, crescer e dar meus primeiros passos artísticos em Santos, como atriz, professora e bailarina, essa é a primeira produção a qual estou envolvida que virá para a cidade”, afirma a diretora.

Quando vem ao mundo, todo animalzinho recebe uma missão, uma missão que vem gravada em seu pequeno coração assim como seu nome na coleira. Alguns recebem a missão de guiar, outros recebem a missão de proteger, alguns vêm para fazer companhia e outros recebem até mesmo a missão de curar. Bom, é nisso que acredita M.C., a chihuahua que lidera todos os animaizinhos na Petshop da Dra. Maggie cuida para que tudo esteja sempre na mais perfeita ordem. O problema é que essa ordem parece estar com os dias contados depois da chegada de Mussarela, um cãozinho com nome de queijo que foi criado pelas ruas e que, depois de se envolver com o bando de cachorros errados, acabou precisando de abrigo e foi se esconder por lá. Como se não fosse o bastante para tirar o sono de MC, a notícia de que a Petshop poderá ser demolida para dar lugar a um estacionamento acerta todos em cheio. Agora, bichinhos adestrados e de rua vão precisar trabalhar juntos e superar suas diferenças se quiserem sair dessa!

Esse é o enredo de “Petshop, o Musicão”, uma comédia musical infanto-juvenil, destinada a entreter e a agradar toda família. O objetivo principal do espetáculo é transportar tutores de Pets, seus familiares e o público em geral, através de uma experiência única de entretenimento, que visa informar, educar e conscientizar sobre importantes questões a respeito do bem-estar dos animais.

Victoria Ariante é bacharel em artes cênicas pela Escola Superior de Artes Célia Helena, com formação em teatro musical na 4Act Performing Arts e especialização em Nova York, e bailarina clássica pela Royal Academy of Dance. No audiovisual, fez campanhas publicitárias para Banco do Brasil, Unilever, Bradesco e Hellmann ‘s, além de participação no filme Mamonas Assassinas. Dirigiu o premiado espetáculo “Se Essa Lua Fosse Minha”, com o qual foi indicada a melhor direção pelo Broadway World e eleita umas das melhores direções pelo portal Observatório do Teatro, além de indicação ao Prêmio APTR de 2024. Foi preparadora de elenco em “Pluft, o Fantasminha”, contemplado na Série Espetáculos Didáticos do Teatro Usiminas, em MG; diretora de movimento em “Cargas D’Água – Um Musical de Bolso” e diretora associada da referida montagem em Londres, sob o título de “Out of Water – A Brazilian Pocket Musical”. Em 2023, assinou direção de movimento no espetáculo inédito “Voz de Vó”, com direção de Sara Antunes e supervisão artística de Vera Holtz, indicado a 5 categorias no Prêmio APCA, incluindo melhor espetáculo infantil-juvenil; foi assistente de direção e coreografia no espetáculo “João e Maria”, no Teatro Santander, e coreógrafa residente de “Grease” e “O Guarda Costas – O Musical”, ambas no Teatro Claro. Atualmente, dirige o monólogo musical “Donatello”, de Vitor Rocha e com músicas de Elton Towersey; diretora e coreógrafa de “Alice – O Musical”, montagem acadêmica do Estúdio Broadway; e assistente de direção e diretora residente de “Petshop – O Musicão”, com direção de Fernanda Chamma.

Serviço:

“Petshop – O Musicão”

  • Únicas apresentações
  • Teatro Municipal Braz Cubas – Av. Senador Pinheiro Machado, 48 – Vila Matias, Santos – SP
  • Dias 7 e 8 de junho
  • Sexta-feira às 20h e Sábado às 15h e 18h
  • Ingressos entre R$ 40,00 e R$ 100,00

Vendas online: https://www.bilheteriaexpress.com.br/ingressos-para-petshop-o-musicao-teatro-municipal-braz-cubas-comedia-430484392586904.html

  • Classificação: Livre
  • Duração: 70 minutos

De Natal (RN), coreografia Bípede sem Pelo estreia em São Paulo, no Sesc Avenida Paulista

Bípede - Foto: Maria Antônia Queiroz (1)
Bípede – Foto: Maria Antônia Queiroz (1)

Bípede sem Pelo celebra dez anos do projeto do artista e pesquisador da dança contemporânea potiguar Alexandre Américo. A montagem, com direção de Pedro Vítor, nasceu a partir das inquietações do artista sobre a natureza da morte e o desejo de repensar a concepção do ser humano como ser cultural. Nesta busca, o espetáculo se lança nas manifestações encontradas nos sambas de nossas terras para buscar nossa capacidade de estarmos conectados ao piso do planeta. A estreia em São Paulo acontece no Sesc Avenida Paulista, no dia 7 de junho e segue em cartaz até 30 do mesmo mês, de sexta à domingo. Confira a programação completa abaixo.

Américo deu início à montagem em 2021, fabulando um ser que se compreende parte dos mistérios das coisas que são o mundo, na tentativa de não separar natureza e cultura, passado e futuro, céu e terra, dança e técnica, carne e espírito, arte e política, vida e morte. “Fazem parte do escopo de referências deste trabalho as imagens dos orixás Omolu e Iansã com suas palhas-da-costa e seus ventos, o culto aos Egun-eguns na Bahia, a dança dos orixás, estátuas de bronze encontradas no Egito Antigo, o Manto do Bispo do Rosário, a figura do Cronos devorando o filho, bem como do Atlas suspendendo a Terra, fotografias de pessoas em transe feitas por Pierre Verger e sonoridades advindas do Oriente”, adianta Alexandre Américo sobre a base da cena desta montagem.

Em Bípede sem Pelo, a direção do artista multimídia Pedro Vítor, contribui ético-político-esteticamente por pensar a dança desde sua experiência no cinema e na política, a partir de uma percepção sensível e singular devido a sua condição neurodivergente do Transtorno do Espectro Autista. Artista PCD – TEA – trouxe, além da conformação dos conceitos e a rota do trabalho, um olhar do audiovisual, que faz parte de sua formação, e, nesse sentido, contribuiu com essa dança que é produção de imagem e que tem muita semelhança com a produção do cinema. Também traz as experiências pessoais de sua própria vida, para contribuir com essa perspectiva de direção dramatúrgica.

O espetáculo torce a ideia do animal humano, o bípede sem pelo, revelando um evento estético que nos põe em continuidade com as coisas mundanas, em giros, saltos, cruzamentos e amarrações, devolvendo-nos um saber próprio das manifestações culturais da terra. “O que se apresenta é um compartilhamento profundo e sensível das práticas de danças tradicionais brasileiras das quais eu experiencio desde criança. O mundano, aqui, se refere às coisas materiais e tudo o que é concreto. Estou interessado naquilo que foi profanado, ou seja, em tudo o que desceu do púlpito lustroso e repousou sobre a terra. É dançar para o chão, para baixo, referenciando o corpo das manifestações populares do nordeste do Brasil, em especial, de Natal (RN)”, pontua Américo.

Em sua gênese, Bípede sem Pelo faz parte da pesquisa de movimento na qual o artista mergulhou a partir de 2012 por conviver com epilepsia mioclônica juvenil, uma síndrome epiléptica generalizada caracterizada por abalos involuntários nos membros, especialmente nos braços e nas mãos, além do TDAH. Desde então, Alexandre se debruçou em pesquisar um modo de se mover a partir desses movimentos involuntários típicos de sua condição. “Não consigo realizar frases de movimentos preestabelecidas. Tudo o que faço precisa ter um alto grau de liberdade de escolha. Cada dia da peça é uma apresentação única”, revela o artista.

Assim, sua pesquisa de movimento surge a partir de uma possível impossibilidade à dança. Para persistir na dança, precisou se entender como improvisador e a gestar seus trabalhos a partir de sua singularidade. “Danço improvisando assuntos corporais que variam entre os espasmos mais intensos vindos do TDAH a linhas mais pontuais e suavizadas. Danço alargando meu sentimento de liberdade para que eu não convulsione. Assim, este modo de se mover passa a percorrer toda a minha trajetória ao longo desses 10 anos”, revela.

Para o coreógrafo, é preciso admitir que a invenção do Homem ou Animal Humano individual e apartado da natureza é a receita para a catástrofe do planeta. Vale pensar que não são todas as culturas que o ser se percebe de maneira individualista. “O Homem é uma invenção moderna e por isso pretendo torcer essa noção, reinventá-la. Inventar um outro bípede sem pelo”, finaliza Alexandre Américo.

Alexandre Américo

Artista e pesquisador da Dança com Licenciatura em Dança e Mestrado pelo PPGARC, ambas pela UFRN, foi aluno especial de Doutorado em Estudos da Mídia (UFRN) e Diretor Artístico da Cia GiraDança de 2018 a 2023 (Natal/RN). No momento, dirige a Corpo Mudança (Fortaleza-CE) e é atuante na área da investigação em Arte Contemporânea, com enfoque em estruturas performativas, improvisação, Cripstemologia (teoria aleijada) e seus desdobramentos dramatúrgicos. Com um perfil que transita com facilidade entre a academia e o palco, Alexandre acredita que teoria e prática caminham de mãos dadas, uma servindo à outra.

“Toda a minha formação no universo da dança cênica se deu, simultaneamente, dentro e fora dos espaços acadêmicos, e por isso me empenho em borrar as fronteiras entre o que é e o que não é academia. Penso que fazer dança é fazer conhecimento, e por isso me interesso em tecer um diálogo constante entre autores dentro de minhas criações. Para esta peça, em especial, tenho como suporte teórico o texto ‘Bípedes Sem Pelo: o caso das emoções, do Prof. Dr. Marcos Bragato, para me ajudar a pensar o que é esse humano dentro da ciência em relação à dança. E com o Michel Maffesoli e seu livro ‘Ecosofia: uma ecologia para nosso tempo’, que me auxilia no entendimento desse humano contemporâneo que busca se relacionar de maneira a não se separar da natureza e seus processos”, reflete Américo.

O coreógrafo deseja também que este trabalho alcance os segmentos LGBTQIAPN+, PCD, negro, pessoas marginalizadas e periféricas, e quer fazer compreender que a vida sem um senso de comunidade não vale a luta. “Devemos nos voltar profundamente à nossa relação com a terra, com a ancestralidade viva que nos rege. Entender que, ao refletir sobre a morte, podemos descobrir outros modos de encarar a vida para além daqueles impostos pela máquina capitalista que tanto devora nosso axé, nosso pulso de vida. Faço uma dança para alargar a liberdade de nossas ínfimas e poderosas existências. Para reelaborarmos, coletivamente, quem somos a partir de uma noção de corresponsabilidade com o decurso do mundo”, finaliza.

Sinopse

“O Bípede perdeu os pelos, o cérebro, a razão. Ele gira e na gira faz do mundo a carne de seu corpo”.

Esta peça torce a ideia do animal humano, o Bípede Sem Pelo, e revela, assim, feito um corpo-que-dança-em-transe-que-dança-corpo, um evento estético que nos põe em continuidade com as coisas mundanas, em giros, saltos cruzamentos e amarrações, devolvendo-nos um saber próprio das manifestações culturais da terra.

FICHA TÉCNICA

  • Dança e Coreografia: Alexandre Américo
  • Direção: Pedro Vitor
  • Interlocução Cênica: Laura Figueiredo
  • Interlocução Coreográfica: Elisabete Finger
  • Cenografia: Ana Vieira e Jô Bomfim
  • Luz: Camila Tiago
  • Montagem de luz: David Costa
  • Operação de Luz: Nicholas Matheus e Pedro Vitor
  • Fotografia divulgação: Carol Pires, Cayo Vieira, JAN e Maria Antônia Queiroz
  • Design Gráfico: Yan Soares e Maria Antônia Queiroz
  • Produção: Listo Produções – Celso Filho e Corpo Rastreado – Lucas Cardoso
  • Comunicação: Paulo Nascimento
  • Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes

SERVIÇO

Bípede sem Pelo

  • Com Alexandre Américo (RN)
  • De 7 a 30 de junho de 2024.
  • Sextas e sábados, às 20h30. Domingos e feriados, às 18h30.
  • Duração: 60 minutos.
  • Local: SESC AVENIDA PAULISTA/ Estúdio (4º andar).
  • Classificação indicativa: 16 anos.
  • Ingressos: R$40 (inteira), R$20 (Meia) e R$12 (Credencial plena).
  • Vendas a partir de 28 de maio, às 14h, online e nas bilheterias das unidades do Sesc SP, a partir das 14h do dia 29 de maio.

SESC AVENIDA PAULISTA

  • Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo/ SP
  • Fone: (11) 3170-0800
  • Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m
  • Horário de funcionamento da unidade:
  • Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, das 10h às 19h30. Domingos e feriados, das 10h às 18h30.

 

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