Histórias que inspiram com Caçadores de Bons Exemplos

 

Hoje o casal Iara e Eduardo compartilham a história da Fátima Dourado fundadora da Casa da Esperança em Fortaleza- CE:

“Sou médica, mãe de seis filhos. Em 1993, eu tinha quatro, dois deles com autismo. Naquela época, não se conhecia tão bem o autismo como hoje, embora essa condição ainda hoje seja um grande desafio para quem tem a doença, para quem convive com ela e para quem trata dela.

Na cidade de Fortaleza, onde moramos, só havia uma escola que aceitava crianças autistas. Na década de 1990, era comum crianças com esse diagnóstico serem convidadas a se retirar das escolas regulares. Elas não podiam permanecer na mesma sala que seus pares cronológicos, como se não tivessem direito à educação. Iam para escolas especiais, e esse foi o rumo que meus dois filhos tomaram.

O mais velho tinha 13 anos em 1993, quando foi convidado a deixar a escola que frequentava, justo aquela única que ainda recebia crianças e jovens com autismo. Na época, estava começando a apresentar comportamentos mais desafiadores, comuns aos jovens nessa faixa de idade. Para mim, foi extremamente difícil. Foi como se eu tivesse colocado dois rapa-zes, dois meninos lindos, e em minha opinião, perfeitos, seres humanos completos, em um mundo despreparado para recebê-los. Minha revolta foi tal que larguei tudo o que fazia até então e comecei, com outras oito mulhe-res, também mães de autistas, o projeto Casa da Esperança.

Olhando para trás, foi um desafio gigantesco. Conseguimos uma pequena parceria com o poder público e montamos uma equipe multiprofissional para construir e socializar o conhecimento que adquirimos.

Quando o empreendimento completou dez anos, já havíamos construído uma bela sede própria, treinado professores da rede pública e inserido estudantes com autismo na rede regular de ensino. Novos desafios, porém, surgiam a cada dia. De todos os lugares do Brasil e mesmo outros países chegavam novas crianças. Os tratamentos que haviam se mostrado eficazes anteriormente não se aplicavam a todos os casos, o que exigiu de nós novas pesquisas.

JA NAO ESTAMOS SOZINHOS. ROMPEMOS O AUTISMO SOCIAL. PARTICIPAMOS DE UM GRANDE E VIGOROSO MOVIMENTO MUNDIAL DE LUTA PELA SAUDE, EDUCAÇÃO E DIGNIDADE DE PESSOAS AUTISTAS.

A Casa da Esperança é minha grande razão de viver. Hoje sei que nasci para isso. É o trabalho de minha vida, mas não é trabalho para uma vida apenas, e sim para muitas, bem mais importantes e nobres que a minha. Vidas que se consagram à tarefa de construir, a cada dia, pontes transitáveis e seguras entre pessoas autistas e não autistas. “  (trecho da entrevista dada por Fátima ao casal!)

Saiba mais em e como ajudar nas redes sociais da Casa da Esperança ou no link:

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