Instituto Albatroz resgata três pinguins, abrindo a temporada de ocorrências da espécie na Região dos Lagos do Rio de Janeiro

Pinguins Temporada 2025 - Instituto Albatroz

O Instituto Albatroz, que executa o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BC/ES) da Petrobras em parte da Região dos Lagos (RJ), resgatou três pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus), os primeiros da temporada de inverno na região. Os animais estavam encalhados nas praias de Geribá e da Tartaruga, em Búzios, e em Arraial do Cabo. As aves foram levadas para o Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) da instituição, em Araruama. A realização do PMP-BC/ES é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama.

Os animais apresentavam hipotermia e foram cuidadosamente acomodados sobre cobertores e mantidos sob aquecimento controlado, o que é crucial para a recuperação da temperatura corporal. Eles também receberam fluidoterapia e medicamentos essenciais para estabilização. Uma característica peculiar foi observada em uma das aves: a parte de cima do bico é mais curta que a parte de baixo, causando um desalinhamento que pode afetar a habilidade do pinguim para se alimentar no ambiente natural. Este animal foi o primeiro a ser resgatado (03/07) e, além da hipotermia, apresentava peso abaixo do ideal e sinais claros de afogamento. Apesar das adversidades, o animal estava ativo.

Temporada de Pinguins

Entre os meses de junho e setembro, os pinguins-de-Magalhães estão em migração. Eles partem da Patagônia em busca de alimento e águas mais quentes. Durante este período, muitos animais acabam encalhados nas areias das praias da nossa região devido ao cansaço extremo ou doenças. Fracos e debilitados, chegam também com muito frio (hipotérmicos), necessitando de cuidados adequados.

Caso encontrem esses animais, vivos ou mortos, os banhistas devem acionar imediatamente o PMP-BC/ES através do telefone 0800 991 4800. A mesma atitude deve ser adotada ao avistar tartarugas marinhas, outras espécies de aves marinhas e mamíferos marinhos nas areias das praias.

É importante ressaltar que, ao encontrar um pinguim na areia, não se deve tentar devolvê-lo ao mar, alimentá-lo ou tocá-lo. “Não os coloque em recipientes com água ou gelo, pois eles já estão sofrendo com o frio. É fundamental ressaltar a importância de não tirar fotos com animais encontrados na natureza, especialmente aqueles que estão feridos ou debilitados. Esses animais já estão experienciando altos níveis de medo e ansiedade, e manipulá-los para fotos pode, não apenas intensificar essas sensações, como também agravar quaisquer ferimentos que possam ter”, ressalta a médica veterinária Daphne Goldberg, Responsável Técnica do Instituto Albatroz.

Projeto de Monitoramento de Praias 

O Instituto Albatroz, que conta com um Centro de Visitação em Cabo Frio, executa o Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES) da Petrobras em Cabo Frio, Búzios e parte de Arraial do Cabo, somando 25 praias espalhadas por 54 quilômetros de litoral. O monitoramento é feito diariamente a pé e com o uso de quadriciclos por técnicos e monitores.

O Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) foi desenvolvido para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da PETROBRAS de produção e escoamento de petróleo e gás natural. A realização do PMP-BC/ES é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama.

Instituto Albatroz

O Instituto Albatroz é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que desde 2003 trabalha em parceria com o poder público, empresas pesqueiras e pescadores para a conservação de albatrozes e petréis que se alimentam em águas brasileiras. O Instituto Albatroz coordena o Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que conta com bases em Cabo Frio (desde 2014), Santos (SP), Itajaí e Florianópolis (SC) e Rio Grande (RS).

Telefone de contato para acionamento do PMP-BC/ES na Região dos Lagos: 0800 991 4800

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