Isabel Fillardis volta a cantar e faz estreia do show Refeita, em São Paulo

Isabel Fillardis
Isabel Fillardis

Saber fazer o caminho de volta é muito importante. E Isabel Fillardis sabe bem disso, tanto que não por acaso ela está retomando sua carreira de cantora. Antes de se tornar uma atriz conhecida do grande público, foi na música que ela iniciou sua vida artística. Ela foi integrante do grupo “As Sublimes”, que fez enorme sucesso nos anos 90. O nome é uma referência ao “The Supremes”, grupo vocal de Diana Ross. A música “Boneca de Fogo”, canção do grupo, chegou ao topo das paradas de sucesso. No entanto, a carreira de atriz falou mais alto, principalmente depois de estourar com a personagem Ritinha, de “Renascer”, que marcou sua estreia na TV.

Isabel Fillardis
Isabel Fillardis

Mas agora Isabel volta aos palcos no show “Refeita”, que faz sua estreia nacional dia 30 de março, no Blue Note São Paulo. “O desejo de voltar a cantar veio com a possibilidade de, talvez, não voltar mais a falar”, diz ela, que foi diagnosticada com um câncer na língua no final de 2013, logo após dar à luz seu terceiro filho, que poderia impedi-la de cantar ou mesmo falar normalmente. “Isso mexeu com a minha alma, com a minha alma de artista, mexeu com esse dom que recebi. E isso me fez retomar o caminho, porque foi na música que tudo começou para mim”, conta Isabel, emocionada.

O título do show, “Refeita”, reflete o momento em que Isabel, que chega aos 50 anos, está. É o momento de se rever, se refazer. “São canções que falam e contam um pouco da minha história. São referências musicais que eu tenho ao longo da minha trajetória no canto. Tem canções de artistas que são referências para mim, como Sandra de Sá e Tim Maia. Também faço algumas releituras, entre elas, uma música do Benito de Paula. No geral, vou apresentar um repertório de black music e R&b, americano brasileiro”, explica a artista.

Isabel reforça que, apesar de emendar uma novela na outra nos últimos anos — atualmente ela também roda o país em turnê com a peça “Abismo de Rosas” —, nunca deixou de cantar. “Minha relação com a música começou de uma forma muito genuína, ainda adolescente dentro de casa, com meu micro system… levando ele para o banheiro e imitando minhas cantoras favoritas: imitando Michael Jackson, Marisa Monte, Sandra de Sá…imitando Diana Ross. E por aí vai. Depois disso, comecei a cantar em viagem com amigos, na época de modelo: voz e violão. Os amigos levavam violão e eu sempre cantava junto. Todo mundo começou a elogiar, dizer que eu tinha uma voz bonita, mas eu sempre levei na brincadeira. Até que surgiu o convite para fazer audição para o grupo “As Sublimes”, que foi onde tudo começou para mim, artisticamente falando”, relembra ela.

A necessidade de se refazer é tanta, que Isabel também já começou a escrever sua biografia. Ainda sem título definido, planeja lançar no fim do ano e é ela mesma quem está escrevendo sua História. Também no segundo semestre, ela poderá ser vista nas telonas no filme “Madame Durocher”. O longa-metragem conta a história de Durocher, francesa que chegou ao Brasil em 1816 e tornou-se a parteira mais conhecida no Rio, atendendo indigentes, prostitutas e a família real portuguesa. “Essa sou eu, plural, uma artista que tenta não se limitar, mas que tem a música como norte”, finaliza Isabel Fillardis.

Serviço:

Refeita, show com Isabel Fillardis e banda
Dia 30 de março, às 22h30
Blue Note São Paulo: Avenida Paulista, nº 2073- 2º andar – São Paulo
Ingressos: Eventim (De R$ 50 a R$ 120).

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