João Ventura no Dolores Club

Joao Ventura
Joao Ventura - Foto: Marco Antonio

O pianista, cantor e compositor João Ventura, apresentará em formato solo, voz e piano, o espetáculo Contraponto, no dia 22 de março, sexta-feira, às 21 horas. O show contará com as participações especiais do cantor, compositor e instrumentista Mu Chebabi e do multi-instrumentista, compositor e arranjador Dudu Oliveira.

O espetáculo baseado no projeto Contraponto, mistura grandes sucessos populares com peças eruditas, como Garçom (Reginaldo Rossi) e O Vôo do Besouro (Rimsky-Korsakov), ou Iracema (Adoniram Barbosa) e Nocturno (F. Chopin), ou Dia Branco em contraponto com Arabesque No. 1 (C. Debussy). Já no segundo show, João interpretará clássicos de Chico Buarque, como Tatuagem, Trocando em Miúdos, Folhetim, Eu Te Amo, entre tantos outros.

Foi durante sua trajetória com o projeto CONTRAPONTO, em uma apresentação em Portugal, que Madonna então o convida para tocar no Metropolitan em NY. Para a ocasião, a musa do pop encomendou dois contrapontos a João, um com a canção Let it Be (Paul McCartney), que João mesclou com a Ave Maria (C. Gounod) e o outro, com a canção Hallellujah (L . Cohen), misturada a Pour Elise (L. V. Beethoven). A parceria, que também virou amizade, continua, e em breve, os dois artistas estarão juntos em outro projeto.

Em 2022, o músico lançou João Mello & João Ventura – A Bossa do Brasil, álbum de oito faixas, sendo que seis são cantadas por João Mello (1921 – 2010), em LPs gravados nas décadas de 1950 e 1960; e duas canções no formato piano e voz, interpretadas por João Ventura. Com a ajuda da tecnologia e através da produção de Alê Siqueira, extraiu-se a voz de João Mello além de outros instrumentos da gravação original dos LPs (executados pelo lendário Tamba Trio). A partir disto, foi possível o encontro das vozes do avô e do neto, que fazem duetos em seis das oito faixas.

O caminho entre João Ventura e a música foi natural. Nascido em família de artistas, o menino se deparou com o piano ainda muito novo e a atração pelo instrumento foi instantânea. Começou a tirar músicas de ouvido, privilegiado por uma percepção acima do normal herdada principalmente do seu pai. Aos nove anos, começou a estudar música erudita, onde se manteve até os treze anos. Durante a adolescência, aprendeu um pouco de violão e canto. Desta forma, a tríade “piano, violão e canto” foi a tônica durante toda a adolescência, com o foco voltado para a canção popular. Aos 22 anos, ganhou o Festival Sescanção de Sergipe, com música de sua autoria, intitulada SAMBA DE CACIQUE.

Aos 23 anos, João voltou a estudar piano e música erudita, cursando o bacharelado em piano pela UFBA, onde também fez o mestrado. Atualmente, finalizou o doutorado em artes musicais pela UNL, Universidade Nova de Lisboa, em Portugal (onde reside). João tem dois álbuns no Spotify, já assinou a trilha sonora de um longa-metragem e desenvolveu um projeto que mistura o popular e o erudito, intitulado Contraponto. João também já realizou turnês na Europa e no Brasil com Toquinho.

SERVIÇO:

Dolores Club

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