Neste sábado (24), tem Sombrinha e Bloco das Carmelitas no Casarão do Firmino

Carmelitas, em Santa Teresa — Foto: Fernando Maia / Riotur

Faltando menos de 30 dias para o Carnaval, o Casarão do Firmino está naquele clima de folia. Neste sábado (24), a partir das 16h, a maior e melhor casa de samba do Rio de Janeiro, vai receber o cantor e compositor Sombrinha e o Bloco das Carmelitas com o início da escolha do samba 2026. Quem abre os trabalhos é Banda do Casarão com muito samba e clássicos da MPB. Nos intervalos DJ Nicolle Neumann, agitando a pista com aqueles hits que não deixam ninguém ficar parado.

A festa tem Chopp 0800/ liberado das 16h às 17h30. A entrada é colaborativa, então você paga o que quiser e puder para contribuir com o evento. Mais informações e dúvidas, chame no Whatsapp através do número (21) 99826-2068. Classificação: 18 anos.

Fundador do lendário Fundo de Quintal, Sombrinha ajudou a transformar o samba nos anos 1980, criando uma nova linguagem que ecoa até hoje. Sua obra ultrapassa 400 músicas gravadas e foi eternizada por ícones como Zeca Pagodinho, Alcione, Beth Carvalho e Jorge Aragão. Sucessos como: é tempo pra ser feliz (1988), Além da razão (1988), Alto lá (2000), Fogo de saudade (1986), Malandro sou eu (1985), Mutirão de amor (1983), Não quero saber mais dela (1984), O show tem que continuar (1988), Oitava cor (1988) e Só pra contrariar (1986), são algumas destas obras que o cantor e compositor vai apresentar no show no Casarão do Firmino. Sombrinha completou 50 anos de carreira no ano passado.

Sombrinha – Foto: Leonardo Aversa.

BLOCO DAS CARMELITAS E O CARNAVAL DE RUA NO RIO

O Bloco das Carmelitas saiu pela primeira vez no segundo semestre de 1990 para homenagear Laurinda Santos Lobo, socialite cuja casa abrigou as mais badaladas festas do Rio de Janeiro, no bairro de Santa Teresa, nas primeiras décadas do século XX. Composto inicialmente por peladeiros que jogavam futebol no terreno ao lado da referida casa de Laurinda (hoje o Parque das Ruínas), no ano seguinte o bloco já abriu e fechou a folia no bairro, com duas saídas – uma na sexta que antecede o carnaval e outra na terça-feira gorda –, o que se repete até hoje.

Como Santa Teresa surgiu a partir da fundação do Convento das Carmelitas, os foliões e amantes do bairro deram o nome de Carmelitas ao bloco e criaram a lenda de que, todo ano, uma freira pula o muro do convento para brincar o carnaval na sexta e volta para a clausura na terça, virando tradição no bloco homens e mulheres vestirem hábitos de freira na cabeça, para que a “fujona” possa brincar em paz, sem ser facilmente reconhecida. Além das fantasias de freiras, passou a fazer parte do bloco também uma grande boneca, que se apresenta para o público como a carmelita mais animada.

Quando ainda não dispunha de patrocinadores, o bloco se mantinha através da venda de camisetas. Para criar essas camisetas, convidou cartunistas, designers e artistas plásticos, entre os quais se incluem Aliedo, Cassio Loredano, Jô Oliveira, Selarón, Ana Durães e Marcia Cisneiros. Com a chegada dos patrocinadores, a venda das camisetas deixou de ser determinante para o custeio dos desfiles, mas as camisetas continuam a ser parte importante de nossa identidade.

Pela maneira irreverente e bem-humorada de produzir cultura, o Carmelitas é considerado um dos mais charmosos blocos da cidade e parte importante da história da folia carioca. É também um dos blocos com mais retorno de mídia.

No início dos anos 2000, o carnaval de rua do Rio de Janeiro cresceu extraordinariamente e o Carmelitas, preocupado com os problemas que o sucesso começou a trazer, se uniu a outros blocos para fundar a Sebastiana, Associação de Blocos do Centro, Zona Sul e Santa Teresa, pioneira na colaboração com as autoridades e associações de moradores para que o carnaval não perdesse o charme nem roubasse a paz das ruas que o abrigavam. Tal demonstração de responsabilidade chamou a atenção também de empresas e meios de comunicação, que passaram a apoiar os blocos sobrecarregados com custos inimagináveis quando eles surgiram.

Sem perder a espontaneidade, hoje o Carmelitas e os outros blocos da Sebastiana realizam desfiles organizados e aproveitam para dizer com bom humor o que pensam sobre a sociedade e a cidade e para dar exemplos de sustentabilidade, como a proposta do Carnaval Limpo, que consiste em contratar equipes para recolher o lixo acumulado durante os cortejos.

Casarão do Firmino

Sobre a Casa, um “Palácio do Samba”, como é popularmente conhecido, localizado no berço da boemia carioca, no bairro da Lapa, entre o Centro e a zona sul do Rio de Janeiro, o Casarão do Firmino é conhecido pelas tradicionais rodas de samba que reúnem grandes nomes do cenário musical, pessoas de todos os cantos do Rio de Janeiro, além de turistas brasileiros e estrangeiros.

O idealizador do Casarão é o empresário Carlos Firmino, de 42 anos, que dá nome ao espaço cultural, que ocupa uma área coberta e ampla, de fácil acesso, situada na efervescência cultural do Rio. O Casarão também é símbolo de resistência. Os eventos buscam resgatar a essência do samba, com entradas gratuitas ou colaborativas, em que cada frequentador contribui se quiser e com quanto puder. O principal objetivo é manter vivo o ritmo que mexe com pessoas do mundo inteiro.

“Amarra a marimba e espalha a fofoca!” O bordão já é uma marca. A expressão criada por Carlos Firmino para divulgar as atrações do Casarão, hoje, é repetida por artistas e frequentadores assíduos do espaço mais concorrido da boêmia Lapa. E não apenas a frase ganhou fama. A fila que se estende pela rua da Relação e toma a calçada da esquina, na Lavradio, reforça que Palácio do Samba é ponto de encontro de cariocas e turistas.

Aliás, o local parece estar mesmo na moda. É cada vez mais comum encontrar no estacionamento decorado – são samambaias, lâmpadas, placas e pinturas que celebram orixás e homenageiam Nelson Mandela – atores, atrizes, jornalistas, influenciadores digitais e grandes nomes do mundo do samba. Recentemente, Jorge Aragão, Moacyr Luz, Xande de Pilares, Pique Novo, Sombrinha, Feyjão, Marquinhos Sensação, Gustavo Lins, Netinho de Paula, Grygor passaram pela casa.

SERVIÇO:

Show com Sombrinha e Bloco das Carmelitas.

  • Abertura fica por conta da Banda do Casarão e nos intervalos DJ Nicolle Neumann.
  • Data: 24 de janeiro de 2026, sábado.
  • Local: Casarão do Firmino
  • Endereço: Rua da Relação, 19- Lapa/ Centro do Rio.
  • Horário: A partir das 16h, com Chopp 0800/liberado das 16h às 17h30.
  • Entrada: Colaborativa.
  • Mais informações e dúvidas, chame no Whatsapp através do número (21) 99826-2068.
  • Classificação: 18 anos

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