Onde começa a história de Osvaldo Montenegro

O magnetismo de Osvaldo Montenegro sempre despertou curiosidade no público e na imprensa. Agora, um novo livro amplia esse olhar e mostra que a força que envolve o artista não começa no palco, mas dentro de casa. A obra foi escrita por quem acompanhou esse ambiente de perto por décadas. Deinha, a árvore do amor é assinada pela musicista e escritora Madalena Salles, amiga próxima da família e presença constante na trajetória dos Montenegro.

Madalena e Osvaldo se conheceram em Brasília, em 1975. Ela tinha 16 anos, ele 17. A aproximação aconteceu quando ele a convidou para se apresentarem juntos num programa de TV. Madalena, flautista erudita, teve imediata afinidade não só com o músico, mas também com os arranjos que ele criava. A partir dali, nunca mais se desencontraram. Foi um breve flerte que virou uma amizade sólida e uma parceria que atravessa décadas. A relação permanece ativa nos palcos até hoje.

A ideia do livro surgiu quando Madalena estava em uma de suas visitas à mae de Osvaldo, em São Paulo. Entre longas conversas e memórias compartilhadas, nasceu o desejo de transformar aquelas histórias em registro. “Eu comecei escrevendo o primeiro capítulo para que ela terminasse, como um incentivo. Ela gostou tanto que acabei finalizando e dando para ela de presente”, afirma a escritora. Entre diálogos reconstruídos, cartas guardadas e passagens inesperadas, surge uma crônica íntima e surpreendente sobre um dos nomes mais emblemáticos da música brasileira.

O livro também destaca a força das mulheres presentes nessa trajetória e a importância delas na dinâmica familiar. Com uma escrita leve e delicada, Madalena conduz o leitor por histórias que parecem ter saído de um livro de ficção. “A história é a dos meus ancestrais. Uma sucessão de fatos de amor e aventuras cavados na areia do tempo e que Madalena impediu que ficassem escondidos. Sorte a nossa”, declara Osvaldo.

Deinha, a árvore do amor, é um livro que não se limita a uma biografia. Ele abre uma porta para dentro de uma família que, sem buscar os holofotes, ajudou a formar parte do universo que acompanha o artista. Para o leitor, fica a sensação de que compreender Osvaldo é também compreender o cenário familiar que o antecede. E essa é justamente a grande descoberta que o livro oferece.

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