Palco Giratório e Sonora Brasil do Sesc retomam apresentações presenciais pelo Brasil

Após dois anos de edições virtuais em função da pandemia de Covid-19, o Sesc retoma o circuito presencial de apresentações dos dois maiores projetos de circulação cultural do país: o Palco Giratório e o Sonora Brasil, que completam 25 anos de criação em 2023. As apresentações começaram em abril e seguirão até novembro.

O Palco Giratório integra uma rede de intercâmbio cultural do Sesc em todos os estados por meio de espetáculos teatrais escolhidos por uma curadoria nacional. Já o Sonora Brasil realiza apresentações musicais comentadas de todas as linhas criativas, desde manifestações de povos originários até as novas experiências de fruição com uso de tecnologia, sempre com o olhar, a escuta e a valorização das territorialidades, da diversidade e das memórias.

“Ao longo de duas décadas e meia, os projetos ajudaram a levar cultura a todos os cantos do Brasil, contribuindo para formação de plateias e democratizando o acesso à arte da melhor qualidade, produzida por atores e grupos de todos os tamanhos e das mais variadas linhas criativas”, afirmou Janaína Cunha, diretora de cultura do Departamento Nacional do Sesc.

A longevidade do Palco Giratório ajuda a construir e a contar a história contemporânea das artes cênicas no Brasil. O circuito do projeto dá uma ideia da sua grandiosidade: as atividades passarão por 73 cidades de 24 estados e no Distrito Federal. A iniciativa inclui, no total, 238 apresentações cênicas de 464 artistas e 129 atividades educacionais, como oficinas e palestras, que colocam em destaque o teatro negro e a produção dos povos originários, das mulheres e de pessoas com deficiência.

O projeto Sonora Brasil dá continuidade às apresentações com o tema escolhido para o biênio 2022/2023: Culturas bantu: afro-sonoridades tradicionais e contemporâneas. Neste ano, há shows de Tinganá Santana (RJ), Nega Lú (MS), Marissol Mwaba e François Muleka (SC), Jorge Dissonância e Pedro Mendonça (SE), Ticumbi da Conceição da Barra, entre outros artistas (veja lista completa ao fim do texto). O projeto está seguindo roteiro semelhante ao do Palco Giratório por afinidade nos temas.

História

O Palco Giratório foi lançado em 1998 e, desde então, trouxe 380 grupos artísticos, oriundos de todas as regiões brasileiras, em mais de 10.000 apresentações a um público estimado em 5 milhões de espectadores em suas turnês pelo Brasil. No mesmo período, o Sonora Brasil, percorreu 210 cidades brasileiras, com 6.500 apresentações, além de produzir 16 documentários e quatro álbuns.

“Quando falamos sobre políticas públicas, leis e incentivos, percebemos que muitas delas não têm continuidade. O Palco Giratório e o Sonora Brasil chegam à sua 25ª edição porque tem o Sesc por trás, uma instituição com mais de 75 anos de existência, o que permite ao projeto ter essa robustez”, ressalta Janaína Cunha, diretora de cultura do Departamento Nacional do Sesc.

Veja abaixo a lista de espetáculos do Palco Giratório deste ano:

Cartas para Mercedes

Imalẹ̀ Inú Ìyágbà 

Preta Mina – O fim do silêncio, o eco do incômodo 

Cuidado com Neguin 

Provisoriamente não cantaremos o amor 

Vikings e o Reino Saqueado 

A invenção do Nordeste 

Clássicos de Palhaço 

E.L.A.

Narrativas Encontradas Numa Garrafa Pet 

Iracema 

Luna de Miel 

Adeus de Maria 

Senhora P 

Ninho

Veja abaixo alguns dos artistas participantes do Sonora Brasil 2023:

Tiganá Santana (BA)

Marissol Mwaba e François Muleka (SC)

Jorge Dissonância e Pedro Mendonça (SE)

Nega Lú (MT)

André Jamaica, Nina Rosa, Paulino Dias, Nego Álvaro, Thiago Kobe, Lúcio Rodrigues e Leonardo Pereira (RJ)

Ticumbi de Conceição da Barra (ES)

Primeiro Terno de Nossa Senhora do Rosário de Montes Claros (MG)

AFATABE- Associação dos Filhos e Amigos do Ashé Tatá Bokùlê (RR)

Jongo do Quilombo do Campinho (RJ)