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Septeto vocal Ordinarius lança o álbum ‘Blanc’

Projeto completo chega às plataformas digitais no dia 11/03, junto com o lançamento do último single e videoclipe: “Paris, de Santos Dumont aos Travestis”

por Redação
Grupo Ordinarius

Um dos maiores compositores da música brasileira, Aldir Blanc nos deixou em maio de 2020 em decorrência de complicações da Covid-19. Poucos dias após o acontecimento, o septeto vocal e percussivo Ordinarius decidiu homenagear o artista, gravando um álbum em celebração à sua obra. Em 2021, o grupo mergulhou no universo de Aldir, lançou os primeiros singles do novo trabalho, como “Querelas do Brasil”, “Incompatibilidade de gênios”, com a participação especial de João Bosco e Hamilton de Holanda, “Mandingueiro” e “Saudades da Guanabara”. Agora, o Ordinarius finaliza o projeto com o single “Paris, de Santos Dumont aos Travestis” e lança o álbum completo ‘Blanc’ no dia 11 de março, nas plataformas digitais.

Segundo o septeto, Aldir Blanc foi um dos raros poetas essenciais da nossa música que levaram a outro nível o casamento entre letras e músicas. Seu repertório representa a riqueza da poesia, do humor e da inteligência nas letras de MPB.

“A ideia de gravar um álbum dedicado à sua obra nasceu durante uma live, na semana de sua morte, quando estávamos todos isolados em casa por conta da quarentena. Passear por seu repertório naquele momento foi algo muito poderoso e nos deu a dimensão de sua importância na nossa construção como músicos, como intérpretes. Além disso, nos pareceu muito interessante a ideia de um grupo vocal se dedicar a um projeto de cantar um letrista em parceria com diversos compositores, algo que nos parece inédito”, comenta Maíra Martins, cantora e produtora executiva do Ordinarius.

Um dos principais parceiros de Aldir Blanc, o cantor e compositor Moacyr Luz é coautor de quatro das 12 faixas do disco, incluindo o último lançamento. “Quando eu comecei a gravar as minhas primeiras músicas morava dentro de mim um desejo único: que fossem gravadas com orquestras, naipes de sopros, quarteto de cordas, todos os sons criados pelo homem através de seus instrumentos musicais. A minha admiração pelo Aldir era enorme, versos Rodrigueanos, rimas cariocas, tomadas de subúrbio e denúncias sociais. Me lembro da música “Amigo é pra essas coisas” e do grupo MPB-4 construindo com suas vozes acordes impressionantes. Agora, com mais de 60 anos, recebi uma sensação de resgate ao ouvir o disco do grupo Ordinarius cantando as músicas do Blanc e encontrar no roteiro algumas das nossas parcerias. Ouço as vozes, os graves, a natureza humana, as veias na garganta, a dissonante delicadeza de cada compasso e choro. Eu também sou ordinário! Não quero mais violinos em violas. Vou ouvir os passarinhos as cigarras, encantado cada vez mais com as vozes das pessoas sempre fascinante dos Ordinarius”, celebra Moacyr.

Paris e Rio de Janeiro

O clipe da música “Paris, de Santos Dumont aos Travestis” (Aldir Blanc/ Moacyr Luz) foi gravado junto com o duo francês Aurélie & Verioca. Juntos, porém a distância. A dupla na ‘cidade luz’ e o septeto no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca. A amizade entre eles teve início em 2015 e logo o Ordinarius as convidou para a participação em um show, depois o grupo e a dupla produziram juntos uma oficina em Paris.

“Nós conhecemos o Ordinarius em 2015 e foi amor à primeira vista! A gente já conhecia todos os arranjos do grupo, os clipes, adorava o repertório, o bom humor, o jeito de caprichar cada detalhe da produção. Nós fomos nos aproximando cada vez mais e agora aconteceu esse convite maravilhoso de participar do álbum “Blanc“, homenageando esse compositor incrível que a gente admira tanto. A brincadeira é que, de um lado, somos as francesas cantando palavras francesas com sotaque brasileiro… e do outro lado, os cariocas interpretando nomes brasileiros com sotaque francês. A gente se divertiu muito com essa mistura!”, relembram Aurélie e Verioca.

Com 12 faixas, o álbum ‘Blanc’ dá continuidade ao principal objetivo do Ordinarius, o de revisitar compositores e ritmos brasileiros como o choro, baião, samba e ijexá. Criado em 2009, o grupo carioca formado por Augusto Ordine, Maíra Martins, Antonia Medeiros, Beatriz Coimbra, Fabiano Salek, Matias Corrêa e Mateus Xavier, oferece um vasto repertório, utilizando a voz como instrumento principal e a percussão como sua perfeita combinação.

Em setembro de 2019, o Ordinarius inaugurou uma campanha recorrente de financiamento coletivo para as suas produções, o que vem possibilitando o lançamento das mesmas. Após finalizado projeto em homenagem à Aldir Blanc, o septeto volta suas atenções para o projeto dedicado à Pixinguinha, que teve sua primeira faixa, “Carinhoso”, lançada em fevereiro.

FAIXAS BLANC

  1. Querelas do Brasil (Maurício Tapajós/Aldir Blanc)
  2. Incompatibilidades de Gênios (João Bosco/Aldir Blanc)
  3. Chá de Panela (Guinga/Aldir Blanc)
  4. Resposta ao Tempo (Cristovão Bastos/Aldir Blanc)
  5. Aquele Um (Djavan/Aldir Blanc)
  6. Dois pra lá Dois pra cá (João Bosco/Aldir Blanc)
  7. Coração do Agreste (Moacyr Luz/Aldir Blanc)
  8. O Ronco da Cuíca (João Bosco/Aldir Blanc)
  9. Baião de Lacan (Guinga/Aldir Blanc)
  10. Mandingueiro (Moacyr Luz/Aldir Blanc)
  11. Saudades da Guanabara (Moacyr Luz/Aldir Blanc)
  12. Paris: de Santos Dumont aos travestis (Moacyr Luz/Aldir Blanc)

FICHA TÉCNICA
Ordinarius: Augusto Ordine, Maíra Martins, Mateus Xavier, Fabiano Salek, Matias Correa, Beatriz Coimbra e Antonia Medeiros
Arranjos, produção musical e edição de som: Augusto Ordine
Produção executiva: Maíra Martins
Mixagens: Matias Correa
Masterização: Paulo Brandão
Arte: Mateus Xavier

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