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Teatro musicado com canções e arranjos originais conta história de duas mulheres numa ilha em guerra

por Jorge Rodrigues
Cão Gelado

CÃO GELADO é a nova montagem do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI, coordenado por Diogo Liberano. O espetáculo, com texto de Filipe Isensee e direção de Gunnar Borges, conta a história de duas mães que vivem numa ilha em uma guerra interminável. Enquanto uma tenta mobilizar as demais mulheres a protestar pelo fim do conflito, a outra espera que o filho retorne do front. O espetáculo tem apoio institucional do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Retomada Cultural RJ2.

Para assinar a direção e produção musical, o diretor convidou Azulllll e juntos apostam num teatro musicado, com canções e arranjos originais, mesclando sonoridades eletrônicas, industriais e brasileiras às vozes microfonadas do elenco. “É um texto cheio de imagens poéticas e representá-lo seria matar sua poesia. Optamos por ecoar a poesia e sonorizar as imagens”, conta Borges.

Com uma trilha do pop ao experimental, a música conduz e provoca a emoção do espectador através da poesia delicada e visceral do texto”, acrescenta explica.Azullllllll que opera e mistura sons ao vivo, de dentro da cena.

É a primeira direção de Borges desde que voltou ao Brasil depois de uma temporada em Portugal, onde participou de uma residência internacional no Teatro Municipal do Porto (Campo Alegre) e estreou uma performance com o Teatro do Frio. A encenação faz um encontro entre as pesquisas que o diretor desenvolveu em intercâmbio com artistas da cena portuguesa com as pesquisas de Azullllllll como produtor, arranjador e compositor, além de performer.

CÃO GELADO é a primeira dramaturgia do jornalista Filipe Isensee.

“É uma história de duas mulheres que convivem com a guerra e a reclusão. Enquanto uma escolhe o encontro, a outra prefere o recolhimento e a espera”, conta o autor. “É curioso que seja encenada agora, quando estamos fazendo escolhas parecidas coletivamente. A pandemia também é uma espécie de guerra.”

Em cena, além de Azullllllll, Jef Lyrio, Kênia Bárbara, Lucas Oradovschi/ Higor Campagnaro, Nívea Magno e Tomás Braune dão vida aos personagens da história.

SINOPSE
Duas mães. Uma ilha em guerra. Enquanto Alfonsina se recupera do luto e mobiliza outras mulheres do povoado, Ana espera o retorno do filho, trancada em casa. Sua única companhia é um cão morto, congelado por ela para que o filho, quando voltar, possa enfim se despedir.

EQUIPE DE CRIAÇÃO
Dramaturgia: Filipe Isensee
Direção geral: Gunnar Borges
Direção e produção musical: Azullllllll
Produção: Clarissa Menezes
Elenco : Azullllllll, Jef Lyrio, Kênia Bárbara, Lucas Oradovschi / Higor Campagnaro, Nívea Magno e Tomás Braune
Música original: Azullllllll, Jef Lyrio e Nívea Magno em colaboração com todo o elenco
Letras: Filipe Isensee
Preparação vocal: Azullllllll
Cenário: Julia Deccache
Cenotécnico : Djavan Costa e equipe
Iluminação: Bernardo Lorga
Figurino: Isadhora Müller
Figurinista assistente: Catarina Aranha e Jade Sassará
Costura: Railda Marques Lima
Costura de apoio: Selma Maria da Silva
Fotos: Nathalia Atayde e Carolina Calcavecchia
Assessoria de imprensa Alex Bakalla
Design gráfico: Lucas Canavarro e Gunnar Borges

Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde, s/n – Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Dias e horários: 10 de novembro a 25 de novembro (quintas e sextas-feiras) sempre às 20h.
Ingressos: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia)
100 Lugares
Acessos a Cadeirantes

Duração: 100 minutos
Classificação indicativa: 16 anos

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