Conectando fãs, artistas e propósito, o The Town anuncia mais uma vez o leilão beneficente “Fans For Change”, com novidades especiais para esta edição. Em 2025, além dos tradicionais objetos autografados pelos artistas do line-up, o público poderá dar lances em experiências inéditas, e nunca abertas ao público, que acontecerão nos cinco dias de festival. Alinhado ao Amazônia Live – Hoje e Sempre, toda a arrecadação será destinada a projetos do Instituto Socioambiental, que foram parceiros do Amazônia Live em 2016, e da Ação da Cidadania, ONG parceira da Rock World há anos e considerada uma das maiores redes de solidariedade do país. Ambas as iniciativas trazem projetos com forte presença no Pará e representam diferentes formas de apoiar os agentes que mantêm a floresta de pé: enquanto uma atua na restauração ambiental em áreas remotas, a outra promove segurança alimentar em dimensão estadual.
Pela primeira vez, os fãs poderão arrematar, antes do festival, pacotes completos que incluem ingressos, acessos exclusivos aos bastidores, experiências gastronômicas, entre outras vivências, todas para duas pessoas inclusas. O festival disponibilizou dois pacotes especiais.
Já é possível arretar a categoria Frontstage, que são experiências de assistir aos shows do frontstage do palco The One, incluindo ainda acesso liberado ao lounge exclusivo do The Town Club, jantar assinado pelo chef Giovanni Renê, Golden Tickets para os brinquedos Roda Gigante, Megadrop e Discovery e duas passagens no transporte executivo do Primeira Classe, apenas para saídas de São Paulo. São cinco combos disponíveis para lances, um para cada dia do festival.
O segundo pacote é o combo Artists Village, que dará acesso à exclusiva vila de camarins, que inclui open bar, DJ e serviços de beleza (para um dos dias do fim de semana), VIP Tour pelos bastidores do festival (sujeito à confirmação), dois vouchers para o Market Square e Golden Tickets para brinquedos como Tirolesa, Roda Gigante e Megadrop. São duas experiências disponíveis, uma para cada final de semana do evento.
“Mais do que um festival de música, cultura e arte, o The Town também é uma plataforma de mobilização por um mundo melhor. Em 2025, ampliamos o escopo do nosso leilão com experiências inéditas, que conectam ainda mais o público ao nosso propósito de impacto. O grande foco este ano está na Amazônia. Por isso, escolhemos projetos que atuam de forma contínua na região e que se somam aos apoiados pelo edital do Amazônia Live. Cada lance representa um gesto de compromisso coletivo com o futuro do planeta. Vamos unir a paixão pela música à importância de manter a floresta em pé, valorizar os povos que nela vivem e reduzir as emissões de carbono”, afirma Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, empresa que criou e organiza o The Town e o Rock in Rio.
Essas experiências únicas estarão disponíveis para leilão antes da abertura dos portões, permitindo que os vencedores aproveitem os benefícios durante os dias de The Town. Já os objetos autografados – guitarras, figurinos, acessórios usados pelos artistas, entre outros itens – serão leiloados após o encerramento do festival. Durante os cinco dias de The Town, os artistas do line-up serão convidados a assinar os itens nos bastidores, conectando ainda mais suas performances a uma causa transformadora.
A ação acontece em parceria com a plataforma Play For a Cause (Link), onde todos os lotes das experiências e itens autografados estarão disponíveis para lances. A primeira fase do leilão fica disponível para lances até os dias 01 e 08 de setembro. Os pacotes de experiências poderão ser arrematados com lances iniciais de R$ 1.379, enquanto os objetos físicos estão previstos para começar no dia 08 de setembro, com lances iniciais em R$ 2.023, valor simbólico em referência ao ano da primeira edição do The Town.
Desde que foi criado, em 2015, o leilão já arrecadou mais de R$ 1.552 milhão destinados a projetos sociais apoiados pela Rock World, em edições realizadas no The Town, Rock in Rio Brasil, Rock in Rio Lisboa e Rock in Rio Las Vegas. Em 2025, para participar, basta acessar o site da Play For a Cause, conferir os pacotes disponíveis e dar o lance.
Arrecadação destinada ao Instituto Socioambiental vai plantar as florestas do futuro na Terra do Meio, no Pará
O novo projeto de restauração ecológica na Terra do Meio, uma parceria do Instituto Socioambiental (ISA) com o festival musical The Town, consiste no plantio e acompanhamento de uma área de floresta amazônica invadida há cerca de 55 anos na Reserva Extrativista Rio Iriri, no Pará.
Ali, foram desmatados cerca de 4 mil hectares, prejudicando povos e comunidades tradicionais da região, que vivem em harmonia e conservam a floresta.
O plantio será realizado com a técnica da muvuca, um método ancestral de povos indígenas e tradicionais que utiliza um mix de 46 espécies de sementes nativas que garante mais de 2.500 árvores por hectare, com cerca de 83 kg de sementes por hectare.
O projeto prevê a mobilização de coletores da Rede Terra do Meio, que faz parte do Redário, articulação de redes de coletores de sementes apoiada pelo ISA . A entrega das sementes ocorre até novembro de 2025, seguida pelo preparo do solo e plantio até novembro de 2026, e, por fim, monitoramento e manutenção semestral da área de dezembro de 2026 a dezembro de 2027.
O projeto fortalece diretamente a Rede Terra do Meio e seu componente de restauração ecológica, composto por 312 coletores de sementes de seis territórios do mosaico de Unidades de Conservação e Terras Indígenas, sendo 53% mulheres.
Desde 2022, o ISA, em parceria com a Rede Terra do Meio, Redário, Amomex (Associação de Moradores da Resex do Médio Xingu) e Amoreri (Associação de Moradores da Resex do Rio Iriri), vai recuperar em 2025 mais de 177 hectares, incluindo ações nas RESEX Rio Xingu, Rio Iriri e APA Triunfo do Xingu, no estado do Pará
Ação da Cidadania destinará as doações para o projeto HUB de Segurança Alimentar, em Belém, no Pará
O ambicioso objetivo da Ação da Cidadania é erradicar a fome no Brasil – um desafio que atualmente afeta 14,3 milhões de pessoas que estão em situação de insegurança alimentar no país, de acordo com a ONU. Este cenário pode se agravar nos próximos anos. A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) projeta que, até 2050, as mudanças climáticas poderão reduzir em até 30% a produção agrícola em diversas regiões do mundo. Dado que a economia brasileira depende fortemente da agricultura, essas consequências terão um impacto severo, afetando especialmente aqueles que já enfrentam a insegurança alimentar. Além disso, eventos climáticos extremos, como secas e inundações, têm se tornado mais frequentes e intensos, exacerbando ainda mais a crise alimentar. Garantir que as pessoas tenham acesso a alimentos é fundamental para que as comunidades consigam se adaptar às mudanças climáticas e agir. A meta da ONG é assegurar a distribuição de alimentos de forma eficaz, reduzindo o número de pratos vazios em todo o país e promovendo a segurança alimentar como um passo essencial para um futuro sustentável a partir de soluções integrativas e comunitárias.
Fundada em 1993, por Betinho, a Ação da Cidadania é uma organização social de combate à fome, à miséria e valorização da vida digna. A ONG acredita que cada prato cheio é uma conquista fundamental para enfrentar as diversas questões sociais que nos cercam. No último ano, desempenhou um papel de liderança no encontro do G20 no Rio de Janeiro, com a criação da Aliança Global Contra a Fome. Agora, se prepara para manter esse impulso durante a COP 30, onde terá um Hub de Segurança Alimentar ao lado do pavilhão oficial da Conferência.
O Hub de Segurança Alimentar é uma tecnologia desenvolvida pela Ação da Cidadania e um ecossistema que combate à fome e promove a segurança alimentar e nutricional, em busca da erradicação da pobreza e da redução das desigualdades sociais. Através de uma horta agroecológica, um banco de alimentos, uma escola de gastronomia social e uma cozinha solidária, cada Hub reproduz a cadeia de produção de alimentos de maneira funcional e sustentável, comprometendo-se com questões socioambientais e com o desenvolvimento comunitário. No momento, possui um Hub já instaurado e operante no Rio de Janeiro e está construindo mais quatro, incluindo um em Belém do Pará, que ficará como equipamento e legado da COP 30 para a cidade após o fim da Conferência das Partes deste ano. Além de produzir e entregar alimentos nutricionalmente balanceados, os Hubs contribuem com a ampliação de áreas verdes em grandes cidades, geram emprego e renda, promovem a produção agroecológica com foco educacional e fortalecem o desenvolvimento de indivíduos e comunidades.
Em 2023, 47,7% dos domicílios no Pará viviam algum grau de insegurança alimentar, sendo que 1 em cada 5 está em situação moderada ou grave. Apenas em 2023, 9,5% dos lares paraenses enfrentaram fome ou privação alimentar severa, mais que o dobro da média nacional. O cenário é ainda mais crítico quando analisados os recortes sociais: 69% dos lares comandados por pessoas pretas e pardas convivem com restrição de alimentos e, no caso da insegurança alimentar grave, 58,1% desses lares são chefiados por pessoas pardas, contra apenas 23,4% dos chefiados por pessoas brancas. A desigualdade de gênero também agrava o quadro: 59,4% dos lares chefiados por mulheres enfrentam algum grau de insegurança alimentar, chegando a 60,6% no caso da insegurança moderada, enquanto entre os lares chefiados por homens a proporção é de 39,4%. Quando se fala em região, as proporções de insegurança alimentar moderada e grave são maiores no Norte e no Nordeste. Cerca de 39,7% da população no Norte e 38,7% no Nordeste vivem com algum grau de restrição de acesso à alimentos. O Pará apresenta a maior proporção de domicílios com insegurança alimentar moderada ou grave do Brasil, 20,3% em 2023.
Enquanto o Brasil se prepara para sediar a COP 30, a ONG tem uma oportunidade histórica de avançar com o financiamento global para lutar contra a desnutrição e pela transição dos sistemas alimentares como prioridade para um mundo mais sustentável. A Ação da Cidadania acredita que uma falha em não abordar a insegurança alimentar não só atrasará o progresso em direção ao Objetivo Global Sustentável 2, que visa acabar com a fome em todas as suas formas, como também prejudicará outros Objetivos Globais. A ONG considera que lutar contra as mudanças climáticas, acabar com a pobreza extrema e empoderar as mulheres são objetivos que só poderão acontecer se as pessoas puderem comer. Dadas as consequências devastadoras da crise climática para a segurança alimentar, e o impacto dos sistemas alimentares no meio ambiente, é particularmente importante posicionar o financiamento da nutrição e da transição como uma das melhores maneiras de combater os impactos das mudanças climáticas na janela de tempo atual e durante a COP em Belém do Pará. Vale lembrar que, se nada for feito, Belém poderá enfrentar até 222 dias de calor extremo em 2050 – frente a menos de 50 dias no início do século – e, de acordo com o IBGE, o Brasil já desperdiça anualmente 46 milhões de toneladas de alimentos, dos quais 80% se perdem no manuseio, transporte e centrais de abastecimento.