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Toni Platão & The Soft Parade Band interpretam o cancioneiro romântico de Herbert Vianna no Teatro Rival Refit

Noite marca lançamento do clipe de “Derretendo Satélites”, segundo single do projeto

por Redação
Toni Platão & The Soft Parade Band interpretam o cancioneiro romântic

O vozeirão que emite frases musicais para o público receber como se fosse uma bola de futebol bem no meio no peito. O timbre quente que embalou tantos sonhos juvenis à frente da banda de rock Hojerizah, fundada em 1983, e foi até copiado pelos seus pares na década de 1980. A voz que comenta futebol há 20 anos em emissoras de TV e rádio – sem esconder a sua devoção pelo Fluminense.

Toni Platão é versátil, interessante, amigo de muitos – e agora inventa mais essa: decidiu colocar toda a sua potência vocal à serviço da obra de um único compositor, contemporâneo. No show “O Amor Segundo Herbert Vianna”, Platão entra em campo com fair play, interpretando, ao seu modo, o rico cancioneiro romântico do autor, também cantor e guitarrista dos Paralamas do Sucesso, criado um ano antes do Hojerizah.

O próximo show de Toni Platão com este repertório será no sábado, 22 de outubro, às 19h30, no Teatro Rival Refit, Centro do Rio. Este show marca o lançamento do segundo single deste novo projeto do vocalista: o sucesso “Derretendo Satélites”, parceria de Herbert com Paula Toller, gravado originalmente por ela, em 1998.

Em hits como “Saber Amar”, clássico de um dos melhores discos dos Paralamas, de 1995, e “Quase um Segundo” (das mais revisitadas, de Cazuza a Leci Brandão, incluindo Gal Costa, Dani Black e Ney Matogrosso), Platão elege o formato intimista para mostrar como sente as letras profundas e universais e as melodias tão bonitas de Herbert.

A seleção partiu de 298 músicas do Herbert

A ideia de reunir essas maravilhas pintou durante uma viagem a Montreal, Canadá, em 2009, quando acompanhava a turnê da mulher, a coreógrafa Deborah Colker. Na época, estava envolvido com outro projeto, o disco “Negro Amor”, mas trocou duas palavrinhas com Zé Fortes, empresário dos Paralamas, que prontamente enviou para a sua casa toda a discografia da banda e também a solo do roqueiro que sobreviveu bravamente a um acidente de ultraleve aos 39 anos, nos idos de 2001.

A seleção partiu de 298 faixas. Platão levou dias para escutar tudo e fazer o primeiro corte, que definia também um recorte: ele queria só as românticas. O número caiu primeiro para 172, depois para 60 e poucas. “Comecei a trabalhar para descer para 20. Sozinho, ao violão. Simplifiquei as harmonias e a rítmica porque não sou lá um violonista muito eficiente”, comenta o intérprete, sempre com ar de menino. Um menino quase sessentão. Cris Caffarelli foi a primeira a entrar no time, tocando com maestria violão e teclado. Depois a rapaziada foi pintando nos ensaios e nasceu a The Soft Parade Band.

O roteiro traz músicas que toda uma geração sabe de cor. Aquelas belezuras que ilustram a vida real desde que estouraram nas paradas, lá nos anos 80 ou 90. Músicas que nunca saem de moda ou deixarão de tocar nas festinhas. “Óculos”, “Será que vai chover”, “Meu erro”, “Lanterna dos Afogados” e “Nada por mim” são algumas delas. O nome do show faz alusão a um livro fundamental de Clarice Lispector, “A Paixão Segundo G.H.”, de 1964. A paixão virou amor, não é, Toni?

João Barone, baterista dos Paralamas, escreveu afetuosamente sobre o show, que vai virar disco até dezembro próximo: “Andando pelas ruas, ninguém nunca viu uma placa sinalizando: ‘Cuidado! Amar é perigoso!’. Para isso – e sorte nossa – existem tantas e tão magníficas canções de amor. A fim de emoldurar esse cancioneiro, chega Toni Platão, de forma magistral, num misto de Lupicínio Rodrigues e Van Morrison, para nos alertar sobre ‘O Amor Segundo Herbert Vianna’. Mas, ledo engano, de nada vai adiantar tão bonito alerta. As pessoas inspiradas depois desse show continuarão se arriscando no amor. Melhor assim”.

Toni Platão & The Soft Parade Band é: Toni Platão (voz), Cris Caffarelli (teclado, violão e vocal), Gustavo Camardella (guitarra e voz), Mauricio Boriono (bateria e vocal) e Wlad (baixo).

Toni Platão canta “O Amor Segundo Herbert Vianna”

QUANDO: Sábado, 22 de outubro, às 19h30

ONDE: Teatro Rival Refit – Rua Álvaro Alvim, 33, na Cinelândia

QUANTO: Setor A, com ingressos a R$ 120 (inteira), R$ 84 (agente MAM) e R$ 60 (meia entrada para estudantes, funcionários Refit, assinantes O Globo e promoção para quem doar um quilo de alimento não perecível). Setor B, com ingressos a R$ 100 (inteira), R$ 70 (agente MAM), R$ 50 (meia entrada para estudantes, funcionários Refit, assinantes O Globo e promoção para quem doar um quilo de alimento não perecível) e R$ 35 (ONG).

Vendas online: https://bileto.sympla.com.br/event/76822
E MAIS: Para maiores de 18 anos

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