REBRACA fortalece política de acolhimento LGBTQIA+ no Brasil e se consolida como referência no enfrentamento à LGBTfobia

por Redação
REBRACA fortalece política de acolhimento LGBTQIA+ no Brasil

Fundada em 2020 em um contexto da pandemia de covid 19 pra proteger comunidades vulneráveis tais quais a LGBTQIAPN+ a Rede Brasileira de Casas de Acolhimento LGBTQIA+ (REBRACA) se torna uma urgência de implementar, no Brasil, uma política estruturada de acolhimento para pessoas LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas vítimas da LGBTQIAfobia. Em um país que lidera índices de violência contra essa população, a atuação da REBRACA se tornou vital para a defesa da vida, da dignidade e dos direitos humanos.

Atualmente, a REBRACA reúne 22 casas de acolhimento espalhadas por diferentes estados e nas 5 regiões do Brasil, que oferecem abrigo, proteção e apoio integral a pessoas LGBTQIAPN+ expulsas de seus lares, em situação de risco social e vítimas de discriminação, violência e abandono familiar. As casas filiadas à rede são mantidas por instituições da sociedade civil sem fins lucrativos, com reconhecida atuação na defesa e promoção dos direitos humanos da população LGBTQIAPN+, inspiradas da Casa Nem, a primeira casa de cuidados acolhimento para pessoas LGBTQIAPN no Brasil, que completará 10 anos em fevereiro.

A rede está sob a liderança de Indianarae Siqueira advinda do sul no Paraná, uma das pessoas trans pioneiras do movimento LGBTQIAPN+ no Brasil, com forte e histórica atuação na região sudeste . Sua trajetória de militância e incidência política reconhecida nacionalmente e internacionalmente
é fundamental para a consolidação da REBRACA como um espaço de articulação nacional, resistência e construção de políticas públicas voltadas ao acolhimento e à cidadania LGBTQIAPN+.

Organizacionalmente, a REBRACA é estruturada por meio de uma diretoria executiva e cinco secretarias regionais, que atuam de forma integrada para implementar e fortalecer a política de acolhimento LGBTQIA+ em todo o território nacional, respeitando as especificidades regionais e ampliando a capacidade de resposta às demandas locais.

Por se tratar de uma iniciativa da sociedade civil, a REBRACA avançou, em 2023, na articulação com o poder público federal, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, quando apresentou seu projeto de acolhimento como modelo de política pública. Essa articulação resultou na criação do Programa Acolher+, implementado em 2024, que beneficiou 12 casas de acolhimento LGBTQIA+ filiadas à REBRACA

O Programa Acolher+ teve como objetivo central assegurar recursos financeiros para garantir a segurança alimentar das pessoas acolhidas, fortalecendo a sustentabilidade das casas e a qualidade do atendimento oferecido. Além disso, o programa prevê a participação das casas de acolhimento e das pessoas acolhidas como prioritárias em varios outros projetos sociais do da União e governo federal como Minha Casa Minha Vida , Cozinha Solidária ,cessão de imóveis da União, permitindo que as instituições ampliem e potencializem seus serviços, consolidando o acolhimento como uma política pública estruturante.

A trajetória da REBRACA reafirma o papel estratégico da sociedade civil na construção de soluções concretas para o enfrentamento da LGBTfobia no Brasil, demonstrando que o acolhimento é uma política essencial para salvar vidas, promover direitos e garantir dignidade à população LGBTQIA+.

O Acolher + que como projeto piloto terminou em 10 de janeiro de 2026 foi reorganizado como Casas Da Cidadania LGBTQIAPN+ já com verba garantida e portaria lançada pelo governo para ser realizado em 2026 com a 1° casa sendo estruturada no Pará.

“Agradecemos ao Governo Federal nesse sentido e a nossa secretária nacional LGBTQIAPN+ Symmy Larrat e toda sua equipe” destaca Indianarae

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