Uma mulher de família tradicional, de 75 anos, pode ter o desejo de romper com seu casamento de 50 anos para viver uma nova vida? ‘Dora e Theo’ coloca em foco os desejos de uma mulher de 75 anos que entende que não suporta mais esconder seus impulsos vitais. Dora, vivida pela experiente e premiada Stela Freitas (completando 55 anos de carreira), quernviver e resgatar sua feminilidade, seu vigor, sua paixão. Por isso, não aguenta quando fazem uma festa surpresa de Bodas de Ouro. Ela não pode mais disfarçar, como disfarçou a vida toda, a vontade de mudar. Então, ela vai embora. É na casa de seu amado neto que ela encontra acolhimento. Theo, vivido por Hugo Germano, tem 23 anos e admira Dora, mas entende que não conhece sua avó de verdade, a Dora que se revela para ele. Eles vivem um embate de gerações, aprendem a respeitar a idade um do outro, vivendo momentos ímpares, cômicos e profundos. São poucas as histórias que dão luz aos desejos de uma geração com mais de 75 anos. Geração essa que continua sentindo desejos. Dora quer novos e ressignificar seu modo de enxergar a vida.
O novo texto da premiada dramaturga Renata Mizrahi é calcado na transformação da avó ao conviver com o neto e na transformação do neto ao conviver com a avó. Ele apresenta diálogos ágeis e dinâmicos, uma marca da autora. Dessa forma a plateia se engaja e se atravessa com a história como se estivesse a vivendo junto com os personagens. A direção é da autora com Priscila Vidca completando 13 anos de parceria. Juntas elas já realizaram as premiadas: “Os Sapos” , “Silêncio!”, “Gabriel Só Quer Ser Ele Mesmo”, além de “O Poeta Aviador” e “Vale Night”. O cenário será de Doris Rollemberg, figurino de Guilherme Reis, iluminação de Elisa Tandeta, trilha sonora de Renata Mizrahi e Priscila Vidca e direção de produção de Sandro Rabelo, também parceiro de Renata há 15 anos.
A autora Renata explica a origem: “Escrevi Dora e Theo, há 10 anos, logo após a estreia do meu curta-metragem Bodas (com Othon Bastos e Suzana Faini). No curta, Dora está se separando do marido Caio, em plena festa de Bodas de Ouro. No final, ela vai embora. Muitas pessoas que viram me perguntaram: para onde Dora foi? E eu brincava: fugiu para a casa do neto. Com o tempo fui imaginando como seria essa situação. E daí surgiu a peça.” Priscila Vidca, que assina a direção junto Renata, complementa: “Dirigir em parceria é conciliar e se colocar, é provocar e ser provocado, é abdicar do ego e trabalhar pelo espetáculo. Ao longo de mais de 13 anos dirigindo ao lado da Renata, entendi que dirigir em parceria é buscar o caminho do meio, compreendendo que o espetáculo que vai ser apresentado não é o espetáculo da Priscila ou o espetáculo da Renata e o espetáculo de nós duas. Ele é continuamente negociado, experimentado, alterado, levando em si o melhor de cada uma e de nós duas Em DORA E THEO encontramos dois personagens no auge da crise após uma ruptura e a partir daí, vem a escuta a descoberta, os significados e resignificação, encontros e crescimentos. Tal qual no caminho construído dirigindo espetáculos ao lado da Renata.”
A peça começa com Dora, uma mulher de 75 anos, de família tradicional, chegando na casa de seu neto Theo, um jovem de 23 anos, após fugir de sua festa de Bodas de Ouro, por não se sentir mais feliz em seu casamento e não querer mais passar o resto de seus anos vivendo de aparências. Dora pede para ficar um tempo na casa do neto até entender o que fará de sua vida. Durante os dias que eles passam juntos, um aprende com o outro. A juventude de Theo, suas inquietações e ansiedades e ansiedade, provocam Dora. Já a experiência de Dora, a maneira como ela consegue enxergar as coisas, ajudam Theo a enxergar a si mesmo. Ao mesmo tempo que ele não aceita certas ideias solidificadas e a provoca sobre o fato de realmente querer mudar. Após uns dias, Dora entende que precisa passar um tempo sozinha, resgatar a si mesma e ter forças para entender o que realmente quer. Com o típico humor ácido de uma matriarca que passou a vida fazendo coisas por aparências e querendo agradar os outros, ‘DORA E THEO’, coloca em cena a “libertação” dessa mulher de todas as amarras para entender quem ela é. E quem a ajuda? Seu neto de 23 anos, mas que também precisa se libertar de suas próprias amarras.
“Minha parceria com a Renata Mizrahi e com o Hugo Germano foi um encontro de almas. Além dele ser um ator brilhante, ele é uma pessoa maravilhosa e tem um jogo de cintura e uma empatia imediata. Eu tenho a certeza de que a gente vai fazer uma grande parceria nessa peça, que fala de afeto, é muito transformadora, então eu tô no auge da da minha alegria fazendo esse texto e com uma pessoa que eu adoro que é o Hugo Germano que delícia!’”, comemora a atriz Stela Freitas.
O ator Hugo Germano complementa: “uma troca teatral que está acontecendo nesse espetáculo. A cada encontro, a gente aprofunda os sentimentos, as relações e tudo aquilo que atravessa a cena. Mais uma vez, depois de “O Poeta Aviador”, em uma nova parceria com Renata Mizrahi e Priscila Vidca. Axé!”
FICHA TÉCNICA:
- Idealização e Texto: Renata Mizrahi
- Direção: Priscila Vidca e Renata Mizrahi
- Elenco: Hugo Germano e Stela Freitas
- Direção de Produção: Sandro Rabello
- Cenário: Doris Rollemberg
- Figurino: Guilherme Reis
- Iluminação: Elisa Tandeta
- Trilha sonora: Renata Mizrahi e Priscila Vidca
- Assistente de produção: Zóra Peres
- Fotos: Dalton Valério
- Artes: Luciana Mesquita
- Assistente de figurino: Patrick Pacheco
- Assessoria: Luiz Menna Barreto
- Realização: Diga Sim! Produções Artísticas.
SERVIÇO:
Local: SESC COPACABANA – SALA MULTIUSO. Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana, Rio de Janeiro – RJ (CEP: 22050-012)
Datas: de 05 A 29 de novembro. Quintas e sextas – 19h | sábados e domingos – 17h
Ingressos: R$ 40,00 Inteira / R$ 20,00 Meia / R$ 36,00 Convênio / R$ 31,00 Credencial Convênio Empresário / R$ 28,00 Credencial Plena / Gratuito público PCD. Venda de ingressos na bilheteria da unidade e pelo site ingresso.com
Capacidade: 80 lugares
Duração: 60 minutos
Gênero Comédia dramática
Classificação: 12 anos.
“O extermínio da cegonha” estreia no espaço Cultural Sérgio Porto

O extermínio da cegonha
Divertido, provocador e atual, o espetáculo “O Extermínio da Cegonha” volta à cena dia 23 de outubro (6ª feira) às 20h no Espaço Municipal Cultural Sérgio Porto, propondo um encontro entre gerações que pensam e sentem o mundo de maneiras muito diferentes e trazendo à cena tensões que atravessam tecnologia, memória, desejo e responsabilidade. Escrita e dirigida por Pedro Uchoa, que também integra o elenco ao lado de Higor Campagnaro, Julia Limp, Nara Parolini e Ricardo Lopes, a montagem tem como ponto de partida a investigação do poder da tecnologia e as consequências das interferências tecnológicas no comportamento da sociedade atual.
Na trama, Isabel decide passar o feriado de finados em sua cidade natal com seu namorado, seu cunhado e sua irmã mais nova. Porém, um reencontro a princípio casual com Samuel, seu amigo da infância, desencadeia acontecimentos que trazem à tona fantasmas do passado, revelando conflitos e memórias irrebobináveis. A peça coloca uma lupa nos atritos entre a realidade analógica e digital, falando de uma geração que lida naturalmente com aplicativos e smartphones, mas que cresceu numa infância dividindo um telefone fixo com a família toda. A irmã caçula Madá, típica figura da geração Z, cria o contraponto do olhar do nativo digital, porém assim como os demais personagens e espectadores, vive numa sociedade onde a vida é registrada em stories e a emoção é medida por engajamento.
Além da crítica a esses novos comportamentos, outros assuntos também sobem ao palco, como responsabilidade emocional, silenciamento feminino, consciência de privilégios e as diferenças geracionais, que são o reflexo da evolução contínua da sociedade. Por meio de uma narrativa contemporânea, o espetáculo investiga os conflitos humanos atravessados por essas transformações invisíveis e revela como a transição analógica-digital redesenha o modo como criamos vínculos, gestos, ritmos, afetos – e como permanecemos na memória alheia.
O processo da escrita começou há mais de 10 anos, mas, sendo um texto que reflete com verossimilhança as vivências tecnológicas inerentes à maioria dos contemporâneos, o avanço da tecnologia, ponto central da história, fez com que a trama fosse algumas vezes adaptada. E como ela também vem redefinindo como vivemos em comunidade, a peça observa e acompanha essa realidade, fazendo com que o público seja provocado a refletir sobre como estamos vivendo, nos comunicando e construindo nossas relações.
“A cada gaveta, eu percebia que o mundo tinha avançado alguns passos e o texto precisava acompanhar esse deslocamento. Ele nasceu em outro momento histórico, quando muitas das questões digitais que hoje parecem centrais ainda estavam em formação. Ao longo desse tempo, o texto não ficou parado. Ele foi atravessado pelas transformações do mundo e pelas minhas próprias. O tempo trouxe um diálogo vivo com aquilo que eu ia escrevendo e funcionou como um coautor silencioso, tensionando ideias, aprofundando personagens e deixando que as imagens amadurecessem, até encontrarem a forma que têm hoje”, analisa Pedro Uchoa.
No processo de atualização do texto a tecnologia deixou de ser apenas pano de fundo e passou a ser estrutura dramática. Com isso, os conflitos geracionais ficaram mais evidentes e certas tragédias, que antes pareciam exagero, se tornaram plausíveis. “As renovações tecnológicas alteraram profundamente o comportamento humano, em uma velocidade tão vertiginosa que se tornou urgente registrar em cena este nosso tempo. Diante dessa aceleração, o teatro tem que assumir quase uma função provocativa, criando uma experiência que nos permita reconhecer o impacto dessas transformações em nossas escolhas, afetos e conflitos. Uma experiência que não compete com a tecnologia, mas contracena com ela”, aponta Uchoa.
Para o diretor e autor, é impossível falar da vida sem tratar de assuntos que nos urgem como sociedade. “A tecnologia hoje não é uma ferramenta, é um território. Então, quando usamos dramaturgicamente este território para criarmos uma dramaturgia que dialoga com o hoje, com nosso novo letramento, após criação de palavras que nem existiam no nosso dicionário, isso é também uma responsabilidade ética. Existe o desafio de tratar de assuntos tão atuais sem cair em respostas fáceis. A peça nasce desse desejo de pensar o presente com complexidade poética, mas sem simplificar de forma leviana os conflitos que nos atravessam”, pondera Pedro.
Com linguagem direta, a encenação mistura elementos de realismo e poesia, transita entre o trágico e o cômico, e propõe uma linguagem acessível e fragmentada, em sintonia com a subjetividade do tempo presente. Com início em um karaokê interativo – onde a plateia é instigada a cantar e enviar suas músicas via QR Code – o espetáculo já rompe com a quarta parede e convida o público a se tornar testemunha ativa de uma história que também poderia ser a dele. Ao mesmo tempo, instaura-se uma quebra de uma quarta parede digital, quando o público interage em tempo real com o perfil do espetáculo no Instagram para escolher sua música, ele participa fisicamente e virtualmente da experiência teatral.
“Desde a primeira cena o público deixa de ser apenas espectador e passa a compartilhar a experiência. Canta junto, ri, se reconhece e, aos poucos, percebe que é testemunha nas questões que a peça aborda. É um trabalho que mistura humor e vertigem, vulnerabilidade e tecnologia. Me interessa fazer um teatro que afete a plateia, que provoque uma reflexão nos mais profundos paradigmas e use o teatro para pensar a própria vida. Criamos toda noite uma espécie de pacto silencioso que se estabelece cada vez que toca o terceiro sinal, cada vez que um elenco invoca merda. Quando faço teatro, faço para o outro”, encerra Pedro Uchoa.
FICHA TÉCNICA
- texto e direção: Pedro Uchoa
- co-direção: Leonardo Bastos
- elenco: Julia Limp, Nara Parolini, Higor Campagnaro, Ricardo Lopes e Pedro Uchoa
- iluminação: Hugo Mercier
- cenário: Carila Matzenbacher
- trilha sonora: Pedro Leal David
- composição corporal: Carol Costa
- cabelos: Bruno Kobbi
- fotografia: Dalton Valério
- assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Comunicação
- programação visual & vídeos: Amarildo Moraes
- direção de produção: Gabriel Garcia
- realização: Proposta A6
Serviço
“O EXTERMÍNIO DA CEGONHA”
- Temporada: 23 de outubro a 15 de novembro de 2026
- Horário: Sexta-feira e Sábado, às 20h; Domingo, às 19h
- Ingressos: R$ 30 (meia-entrada) / R$ 60 (inteira)
- Link de Compra do Ingresso: https://bileto.sympla.com.br/
event/126895/d/413814/s/ 2693094 - Local: Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto
- Endereço: Rua Visconde de Silva, s/nº (ao lado do prédio 292) – Humaitá
- Tel.: (21) 3085-3549| teatrosergioporto.cultura@
prefeitura.rio - Informações sobre programação, acessibilidade, estacionamento e outros serviços:https://cultura.prefeitura.
rio/espacos-culturais/teatros/ espaco-cultural-municipal- sergio-porto/ - Confira a programação completa também no Instagram @espacosergioporto.rio
- Funcionamento: quarta a sexta-feira, de 14h às 22h; sábado e domingo, de 15h às 22h
- Classificação Indicativa: 14 anos
- Duração: 80 minutos
- Instagram: @exterminiocegonha
“Embarcação Perdue” estreia no Rio em novembro com história sobre perdas, encontros e aquilo que ainda pode ser recuperado

Embarcação Perdue
E se você pudesse encontrar, de alguma maneira, aquilo que perdeu? É a partir dessa provocação que nasce “Embarcação Perdue”, espetáculo que marca a estreia de Lucas Pimenta como autor e diretor de teatro e amplia para os palcos uma trajetória que vem desenvolvendo também no audiovisual. A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e BNY apresentam a montagem, que estreia em 5 de novembro, no Teatro Glaucio Gil, no Rio de Janeiro, onde permanece em cartaz até 27 de novembro. Com produção da Touché Entretenimento, que também faz com o projeto sua estreia no teatro de prosa, e patrocínio de BNY e Robert Half, a peça transforma perdas, ausências e reencontros em uma jornada que combina humor, absurdo e poesia.
Na trama, a chegada de uma misteriosa embarcação movimenta uma cidade ao anunciar uma possibilidade difícil de ignorar: tudo aquilo que foi perdido pode ser encontrado. A notícia desperta imediatamente o interesse de pessoas dispostas a seguir viagem, mas chegar a bordo não é tão simples. Antes da partida, uma série de entrevistas determina quem poderá embarcar e, ao revelar o que cada candidato deseja recuperar, expõe também histórias, desejos e ausências mantidos até então em silêncio.
Sob o comando de um Capitão enigmático, forma-se uma tripulação de desconhecidos reunidos pela esperança de recuperar algo que a vida levou. Há quem procure a juventude, quem tente reencontrar a própria identidade, quem busque uma família e até quem queira recuperar a capacidade de sentir. O destino é o chamado “Lugar Nenhum”, e o percurso coloca progressivamente em dúvida se a viagem poderá, de fato, devolver o que ficou para trás ou se encontrará outras respostas pelo caminho.
É nesse universo que Márcio Vito, Marina Elias, Andrea Dantas, Leandro da Matta, Vitor Thiré, Giulie Oliveira, Hugo Lobo e Leon Marques dão vida aos personagens de “Embarcação Perdue”. Ao colocar experiências individuais de perda dentro de um mesmo espaço, a dramaturgia aproxima o insólito de questões profundamente reconhecíveis e constrói uma narrativa em que a comicidade não elimina a dor, mas oferece outra perspectiva para observá-la.
Dialogando com elementos do teatro do absurdo e com a tradição shakespeariana, o texto percorre temas como luto, identidade, memória, pertencimento e reconstrução sem abandonar o caráter lúdico da história. Humor, estranhamento e poesia convivem em uma jornada que parte da vontade de recuperar o passado para investigar o que acontece quando personagens tão diferentes são obrigados a dividir suas faltas, expectativas e frustrações.
A montagem representa uma mudança de linguagem na trajetória de Lucas Pimenta. Com carreira desenvolvida no audiovisual, ele assina em “Embarcação Perdue” sua primeira dramaturgia teatral e também sua estreia na direção para os palcos. Entre seus trabalhos está o curta-metragem “Tapete Persa”, escrito e dirigido por ele e selecionado para integrar a 24ª edição do San Diego International Film Festival. Lucas também é responsável pela produção do curta por meio da Smiley Pepper Films, sua produtora.
Na peça, aquilo que começa como uma busca individual se transforma pouco a pouco em uma experiência coletiva. Cada passageiro entra na embarcação movido por uma ausência particular, mas a convivência faz com que a tentativa de recuperar o passado divida espaço com outras perguntas: o que permanece depois de uma perda, quanto do que se procura ainda existe e de que maneira um reencontro pode também significar transformação?
A dramaturgia não pretende oferecer respostas únicas para essas questões. Ao reunir personagens atravessados por perdas de naturezas distintas, “Embarcação Perdue” cria um território de identificação sem determinar uma única maneira de viver o luto, a ausência ou a reconstrução. A própria viagem se torna, assim, menos uma promessa de retorno ao que existia e mais uma investigação sobre aquilo que pode ser encontrado durante o percurso.
A construção desse universo se completa com o trabalho de uma equipe criativa que contribui para dar vida à atmosfera singular da embarcação. Com direção geral e produção executiva de Renata Borges, o espetáculo tem texto e direção artística de Lucas Pimenta, cenografia de Nello Marrese, figurinos de Leandro Mariz, desenho de luz de Felicio Mafra, desenho de som de Gabriel D’Angelo e direção de movimento de Danilo Santana. Juntos, esses profissionais dão forma a um espaço cênico que transita entre o reconhecível e o fantástico, acompanhando o deslocamento dos personagens entre realidade, memória e absurdo. A equipe conta ainda com Alyzandra Pessanha na direção de produção, Alex Felippe na gerência de produção e GPress Comunicação na assessoria de imprensa.
“Embarcação Perdue” inaugura ainda uma nova frente na trajetória da Touché Entretenimento. Fundada por Renata Borges e conhecida por grandes e premiadas produções do teatro musical brasileiro, a produtora chega pela primeira vez ao teatro de prosa depois de títulos como “Beetlejuice”, “Uma Babá Quase Perfeita”, “Meu Filho é um Musical”, “Peter Pan – O Musical da Broadway ”, “Cinderella – O Musical da Broadway ”, “Querido Evan Hansen”, “Alguma Coisa Podre”, “Bob Esponja – O Musical”, entre outras montagens. Com o novo projeto, a Touché amplia sua atuação para outra linguagem teatral, mantendo a aposta em produções de forte construção artística.
Se cada personagem embarca na esperança de reencontrar algo que perdeu, é na convivência e no cruzamento dessas histórias que a jornada ganha novos significados. Sem estabelecer o que merece ser recuperado ou o que precisa ficar para trás, “Embarcação Perdue” convida o público a olhar para as próprias experiências a partir de uma narrativa que encontra na fantasia uma maneira de abordar questões profundamente humanas. Entre o humor, a emoção e o inesperado, a montagem deixa uma pergunta que ultrapassa os limites da ficção: se cada pessoa tivesse a oportunidade de embarcar em busca de algo que perdeu, o que escolheria trazer de volta?
SERVIÇO:
Embarcação Perdue
- Temporada: 5 a 27 de novembro de 2026
- Local: Teatro Glaucio Gil
- Cidade: Rio de Janeiro (RJ)
- Texto e direção: Lucas Pimenta
- Elenco: Márcio Vito, Marina Elias, Andrea Dantas, Leandro da Matta, Vitor Thirré, Giulie Oliveira, Hugo Lobo e Leon Marques
- Produção: Touché Entretenimento
- Apresentação: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e BNY
- Patrocínio: BNY e Robert Half
- Dias e horários: Quarta a Sexta às 20h
- Ingressos: R$ 50 (inteira) R$25 (meia)
- Link de vendas: https://funarj.eleventickets.
com/#!/categoria/ beabb69402299f72e26268ef1ca24b de7f6e1821 - Endereço: Praça Cardeal Arcoverde, s/n, em Copacabana, Rio de Janeiro – RJ (CEP 22040-030)
- Duração: 90 minutos
- Classificação indicativa: 14 anos
FICHA TÉCNICA:
- Elenco: Márcio Vito, Marina Elias, Andrea Dantas, Leandro da Matta, Vitor Thiré, Giulie Oliveira, Hugo Lobo e Leon Marques
- Renata Borges – Direção Geral e Produção Executiva
- Lucas Pimenta – Direção Artística
- Alyzandra Pessanha – Direção de Produção
- Alex Felippe – Gerente de Produção
- Nello Marrese – Cenografia
- Leandro Mariz – Figurinista
- Gabriel D’Angelo – Desenho de Som
- Felicio Mafra – Desenho de Luz
- Danilo Santana – Direção de Movimento
- GPress Comunicação – Assessoria de Imprensa
- Produção: Touché Entretenimento
- Gaivota em nova temporada carioca
Gaivota em nova temporada carioca

Gaivota – Foto: João Gabriel Monteiro
Mais de um século após sua criação, Gaivota segue provocando o público ao revelar conflitos humanos que atravessam gerações e permanecem profundamente atuais. Escrita por Anton Tchékhov no final do século XIX, a obra retorna aos palcos pela Armazém Companhia de Teatro, versão cênica de Paulo de Moraes, como um retrato sensível das relações afetivas, das inquietações existenciais e da busca incessante por reconhecimento em uma sociedade marcada pela frustração e pela solidão. Na montagem, humor e melancolia se encontram para revelar personagens intensamente vivos, unidos por uma pergunta: como reconhecer a vida enquanto a estamos vivendo? A nova temporada carioca acontece até 1º de novembro, quintas e sextas às 19h, sábados e domingos às 17h (Não haverá espetáculo no domingo 25/10).
Ambientada em uma propriedade rural às margens de um lago, a peça acompanha personagens movidos por desejos interrompidos, ambições artísticas e amores não correspondidos. No centro da narrativa estão Konstantin Treplev (Jopa Moraes), jovem escritor que sonha transformar a linguagem teatral, e Nina (Lorena Lima), aspirante a atriz fascinada pela ideia de sucesso e realização artística. Ao redor deles, figuras consumidas pelo desgaste emocional expõem a fragilidade dos vínculos humanos.
Considerada um marco do teatro moderno, Gaivota rompeu com os modelos dramáticos tradicionais ao deslocar o foco das grandes ações para os conflitos íntimos e silenciosos de seus personagens. Com diálogos sutis, humor melancólico e forte carga psicológica, Tchékhov constrói uma obra em que o não dito ganha protagonismo, revelando tensões emocionais que continuam ressoando no presente.
A montagem dialoga diretamente com questões contemporâneas ao abordar temas como ansiedade, necessidade de validação, crise de pertencimento e pressão por reconhecimento social e profissional. Em uma época marcada pela exposição constante, pela competitividade e pela busca de visibilidade, os personagens de Tchékhov refletem angústias que permanecem presentes na vida contemporânea.
Ao discutir os embates entre tradição e renovação artística, Gaivota também lança um olhar sobre os desafios da criação cultural em tempos de transformação. O conflito entre diferentes gerações, linguagens e visões de mundo reforça a atualidade de uma obra que segue interrogando o papel da arte e das relações humanas diante das incertezas da sociedade.
Entre humor, desencanto e desejo, Gaivota permanece como um retrato profundo da condição humana – uma peça que atravessa o tempo ao transformar fragilidades íntimas em reflexão coletiva.
Sobre a montagem da Armazém Companhia de Teatro, o diretor Paulo de Moraes reflete que “um clássico não pode ser tratado com reverência. Ele permanece vivo justamente porque continua produzindo atrito, desconforto e conflito. Em Gaivota, o que mais me atravessa é a necessidade humana de pertencimento. Mais do que reconstruir Tchekhov, nosso desafio é descobrir como essa gaivota continua nos observando hoje.”
Ficha técnica
- Direção: Paulo de Moraes
- Dramaturgia: Maurício Arruda Mendonça, Jopa Moraes e Paulo de Moraes a partir da obra de Anton Tchekhov
- Montagem da Armazém Companhia de Teatro
- Elenco: Bruno Lourenço (Boris Trigórin), Felipe Bustamante (Dorn), Isabel Pacheco (Masha), Jopa Moraes (Konstantin), Lorena Lima (Nina), Patrícia Selonk (Irina Arkádina) e Sérgio Machado (Sórin)
- Cenografia: Carla Berri e Paulo de Moraes
- Iluminação: Maneco Quinderé
- Figurinos: Carol Lobato
- Direção musical: Ricco Vianna
- Preparação corporal: Paulo Mantuano
- Aulas de Tai Chi Chuan: Leandro Castilho
- Designer gráfico: Jopa Moraes
- Assessoria de imprensa: Ney Motta
- Fotografias e vídeos: João Gabriel Monteiro
- Produção executiva: Flávia Menezes
- Assistentes de produção: William Souza e Malu Selonk
- Direção de produção: Paulo de Moraes e Patrícia Selonk
- Produção: Armazém Companhia de Teatro
- Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Serviço
- Temporada: 22 de outubro a 1º de novembro de 2026, quinta e sexta às 19h, sábado e domingo às 17h (não haverá espetáculo no domingo 25/10).
- Local: Teatro Municipal Carlos Gomes – Praça Tiradentes s/n, Centro, Rio de Janeiro
- Valor do ingresso: R$ 80 (inteira) e R$40 (meia-entrada)
- Estudantes, professores da rede pública e maiores de 65 anos pagam meia entrada.
- Funcionamento da Bilheteria: Quartas das 14h às 18h, quintas e sextas das 16h às 20h, sábados e domingos das 14h as 18h
- Duração: 120 minutos
- Classificação: 16 anos
Sou formada em jornalismo pela Universidade Gama Filho, apaixonada por
eventos culturais, em especial o teatro, que nos faz viajar, pensar, sonhar,
sorrir, chorar e amar.