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Chico Alves e Toninho Geraes cantam os novos afro-sambas em show dia 22 de setembro, no Teatro Rival Refit

Dupla se inspirou nos afro-sambas originais, de Baden Powell e Vinicius de Moraes

por Redação

“A vida é a arte do encontro”, já dizia Vinicius de Moraes. Inspirado no disco de Vinicius e Baden Powell, lançado em 1966 e considerado um divisor de águas na história da MPB, os cantores e compositores Chico Alves e Toninho Geraes prepararam o álbum “ALUAYÊ – OS NOVOS AFRO-SAMBAS” (Mills Records). A dupla vai cantar esse repertório ao vivo em 22 de setembro, no Teatro Rival Refit.

Autor de muitos sucessos nas rodas de samba Brasil afora, gravado por Beth Carvalho, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho, o mineiro Toninho Geraes tem seis discos autorais lançados e, desde “Preceito” (2009), ensaiava mergulhar nas águas profundas dos Orixás.

A vontade de compor novos afro-sambas, como “Benguelê”, “Mãe Rezadeira”, “Paixão é Maré”, “Rainha Ginga”, “Coisas da Minha Terra” e “Dor de Amor”, ganhou corpo e alma quando o sambista de Belo Horizonte cruzou versos e acordes com o capixaba Chico Alves, já com dois álbuns lançados, parceiro de Moacyr Luz, Toninho Nascimento e Wilson das Neves.

“Pedi essas melodias aos Orixás, me conectando com as melodias lá de cima”, revela Geraes. “Ele me mandava as melodias assobiadas e eu caprichava nas letras”, completa Chico. Essa viagem deslumbrante à linguagem dos afro-sambas, porém, carecia de uma sonoridade capaz de transportar o ouvinte ao universo habitado pelas nossas entidades musicais.

“Queríamos revisitar esse universo de Baden e Vinicius, mas não tínhamos ainda a pessoa certa para fazer isso junto conosco. Buscamos por aí até conhecer pessoalmente Jaime, Nair e Jurema, que trouxeram a estética que sonhávamos para o disco”, rebobina Chico.

Responsável pelos arranjos dos novos afro-sambas e pela direção musical do projeto como um todo, Jaime Alem lembra que pegou o violão logo que recebeu o convite. “Disse a eles que não só estava dentro, mas que faríamos um disco histórico porque todas as músicas são maravilhosas”, prevê Alem, conhecido por ter sido maestro da banda de Maria Bethânia por quase três décadas.

Jaime Alem faz parte do Trio JANAJU, ao lado das cantoras Nair Cândia e Jurema de Cândia Eles gravaram o disco e vão participar do show no Rival. A banda que acompanha Chico e Toninho é formada por Jaime Alem (violões e direção musical), Dirceu Leite (flauta e sax), Rômulo Gomes (contrabaixo), Felipe Tauil e Robson Batata (percussões) e Vitor Vieira (bateria).

ALUAYÊ – OS NOVOS AFRO-SAMBAS é um convite de Chico Alves, Toninho Geraes e Trio JANAJU ao terreno do sagrado, do mistério e da devoção. Ogum Yê!

ALUAYÊ – OS NOVOS AFRO-SAMBAS | Serviço:

QUANDO: 22 de setembro, quinta-feira, às 19h30

ONDE: Teatro Rival Refit – Rua Álvaro Alvim, 33, Centro do Rio

QUANTO: Setor A

R$ 100 (inteira); R$ 50 (estudante, maior de 65 anos, professor da Rede Municipal, funcionário Refit e assinante O Globo); R$ 70 (agente MAM) e R$ 35 (ONGs)

Setor B

R$ 80 (inteira); R$ 40 (estudante, maior de 65 anos, professor da Rede Municipal, funcionário Refit e assinante O Globo); R$ 56 (agente MAM); R$ 50 (promocional com 1kg de alimentos e lista amiga) ) e R$ 35 (ONGs)

E MAIS: A casa dispõe de 350 lugares, a censura é livre e as vendas são efetuadas na bilheteria do teatro e no https://bileto.sympla.com.br/event/76380/d/157371

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