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Dolores Club abre as portas na Lapa para os apaixonados por jazz, MPB e Bossa Nova

por Redação
Dolores Club

Fiel à sua aura de bairro boêmio, a Lapa acaba de ganhar nova casa de música. Dedicada à Bossa Nova, ao jazz e à MPB, o Dolores Club abre as portas no dia 5 de maio, na Rua do Lavradio, 10. Inicialmente, a casa funcionará apenas às quintas-feiras. O show de abertura será comandado por Donatinho, que fará uma apresentação baseada na obra do pai, o músico, cantor e compositor João Donato. O espaço presta também uma  grande homenagem às mulheres, em especial artistas que marcaram diferentes épocas. Por isso, o nome feminino que batiza o local.

Dolores é uma referência à cantora Dolores Duran, mas também à tia de Plínio Fróes, empresário à frente do estabelecimento e um dos principais articuladores da revitalização da Lapa nos anos 90. “Minha tia era culta, alegre e apaixonada pelo jazz. Ela dizia que a faixa 7 de um dos LPs de Miles Davis se chamava Dolores em sua homenagem. Falava isso e soltava aquela gargalhada que, para mim, era também música”, lembra Plínio.

Dolores Club

Dolores Club – Foto: Chrisce de Almeida

O Dolores Club é um anexo do Rio Scenarium, também de propriedade do Grupo Scenarium, mas com entrada individual. O salão, onde décadas atrás funcionou a gafieira Humaitá Atlético Clube, foi reformado em 2002 e guarda a aura de outra grande artista brasileira, a cantora Emilinha Borba, que se apresentou no local e cujo retrato emoldurava uma das paredes.

Para o novo empreendimento, o empresário investiu numa decoração temática. Cartões-postais românticos antigos e capas de disco da Bossa Nova agora fazem parte da ambientação, assim como uma geladeira antiga de madeira, de quatro portas, transformada em adega de vinhos após reforma na parte interna. O espaço conta também com um armário art déco, usado em navios, com roupas de Emilinha Borba e da cantora Adelaide Chiozzo. Os vestuários foram cedidos anos atrás ao Rio Scenarium, mas nunca foram expostos. No lounge, a grande atração é um piano de cauda adquirido da mansão da Urca de Abrahm Jabour, um dos maiores exportadores de café do mundo nos anos 50. O instrumento foi muito utilizado em apresentações de Elis Regina durante os famosos saraus organizados no local. Para que se possa admirar a beleza de seu mecanismo, ele conta com um tampo de vidro e iluminação interna.

Gastronomia

No Dolores Club, a gastronomia também acompanha o clima da era de ouro do jazz. O cardápio inclui quatro pratos típicos das culinárias Creoula e Cajun, servidas em New Orleans, nos Estados Unidos, cidade onde o jazz nasceu. Mas todos foram adaptados aos costumes e ao paladar dos brasileiros. Um deles é o Jambalaya a Dolores, uma paelha nativa com frutos do mar, legumes frescos, chorizo dourado e pimentas aromáticas. Outra opção é o La Creole a Billie, um filé de peixe marinado na cachaça envelhecida com limão galego grelhado ao molho cremoso de caju. É servido com  arroz molhado com polpa de tomates frescos, mini cubinhos de legumes frescos temperados e levemente apimentados. Tem ainda o Colombo a Peggy Lee, um picadinho de filé-mignon ao molho Cabernet, servido com arroz branco, ovo poché, farofinha de sementes, banana assada e batata frita rústica na manteiga de estragão. Por fim, a Pasta Manhatan é um rigatone à putanesca com acento cajun.

Para quem desejar apenas petiscar, algumas das opções são: Accras à Maysa – lâminas de bacalhau empanadas com salsinha, cebolinha e tabasco green. Salmão à pasión – carpaccio de salmão defumado ao molho de maracujá com cesta de pães variados. Cuchilhas à Jobim – Carpaccio de carne com torres de parmesão, rúcula ao molho de alcaparras com cesta de pães. Bruschetta Veneta – Tradicionais bruschettas italianas com influência da cozinha de New Orleans. E pastelitos de camarão ao creme de queijo rosé.

O ambiente tem, ainda, um clube de uísque dedicado aos apreciadores da bebida. Numa antiga vitrine de farmácia dos anos 1900, ficarão expostas garrafas de 12, 15 e 18 anos. O cliente poderá comprar uma delas, deixá-la guardada na casa e  continuar bebendo em outros dias. A garrafa será identificada com o nome do dono.

Com 450m² e capacidade para 120 pessoas, o Dolores Club funcionará a partir das 19h. Os shows começam às 21h. Quem quiser, poderá esticar a noite no Rio Scenarium, por meio de um acesso interno. O ingresso custa R$ 30, pelo Lets.Events. Na bilheteria, R$ 50. Lista amiga, R$ 25.

Para consolidar o novo espaço, os sócios Plínio Fróes e Nelson Torzecki convidaram Mônica Silva, CEO do Palcos do Rio, para ser a produtora musical do Dolores Club. Ela, que também é filha de uma Dolores, é parceira do projeto e convidará artistas para shows memoráveis.

SERVIÇO:

Dolores Club

  • Rua do Lavradio, 10, Lapa, Rio de Janeiro.
  • Funcionamento: somente às quintas-feiras
  • Horário de abertura: 19h
  • Shows: 21h
  • Sem hora para acabar
  • Local com acessibilidade.
  • Capacidade: 120 pessoas
  • Área do Salão: 450 metros quadrados
  • Entrada: R$ 30 (Lets.Events); R$ 50 (na hora); e R$ 25 (lista amiga)

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