Dr. Jorge Ivanoff fala sobre transtornos alimentares

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Os transtornos alimentares são condições psiquiátricas caracterizadas por alterações persistentes nas refeições ou em comportamentos relacionados aos hábitos alimentares.

Os três tipos mais comuns são os seguintes:

Transtornos alimentaresAnorexia Nervosa – normalmente tem um medo obsessivo de ganhar peso, recusa em manter um peso corporal saudável e uma percepção irreal da imagem corporal. Limitam a quantidade de comida que consomem e se consideram com sobrepeso, mesmo quando estão claramente abaixo do peso. A anorexia pode ter efeitos prejudiciais à saúde, como danos cerebrais, insuficiência de múltiplos órgãos, perda óssea, dificuldades cardíacas e infertilidade. O risco de morte incluindo suicídio é maior em indivíduos com essa doença.

Bulimia Nervosa – o transtorno alimentar é caracterizado por compulsão alimentar repetida, seguida por comportamentos que compensam os excessos, como vômitos forçados, exercícios excessivos ou uso frequente de laxantes ou diuréticos. O paciente teme o ganho de peso e sente-se gravemente infelizes com o tamanho e a forma do corpo. O ciclo de compulsão alimentar é, tipicamente, realizado em segredo, com sentimentos de vergonha, culpa e falta de controle. A Bulimia pode ter efeitos prejudiciais, como problemas gastrointestinais, desidratação grave e dificuldades cardíacas resultantes de um desequilíbrio eletrolítico.

Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica – Indivíduos que sofrem de Transtorno da compulsão alimentar compulsiva frequentemente perdem o controle sobre sua alimentação. Diferentemente da Bulimia nervosa os episódios de compulsão alimentar não são seguidos por comportamentos compensatórios, como purgação, jejum ou exercícios excessivos. Os pacientes podem ser obesos e risco de desenvolver outras condições, favorecimento do desenvolvimento de diabetes, hipertensão, obesidade e diversos tipos de canceres entre eles, de mama, intestino, endométrio.

O tratamento dos transtornos alimentares é sempre multidisciplinar e deve englobar, no mínimo, médico psiquiatra, psicólogo e nutricionista e, claro, toda a atenção familiar. Todos os profissionais envolvidos tentam melhorar a relação do paciente com a alimentação, com seu corpo e peso para diminuir os comportamentos prejudiciais, como compulsões alimentares, métodos compensatórios e restrição alimentar.


Por Dr. Jorge Ivanoff, Médico CRMSP 84.664, com especialização em Oftalmologia, Advogado, Mestrado em Oncologia, Pos Graduado em Psiquiatria.


1 – https://diabetes.org.br/conceito-e-tipos-mais-frequentes-de-transtornos-alimentares/
2 – https://www.saude.ce.gov.br/2019/09/05/especialista-orienta-como-identificar-e-tratar-transtornos-alimentares/

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