Musical inédito “Os Bruzundangas” estreia no CCBB RJ

Os Bruzundangas
Os Bruzundangas - Foto de Roberto Carneiro

Quando Renato Carrera e Dani Ornellas decidiram oficializar sua companhia de teatro, o nome ainda não havia surgido – e nem tampouco o texto que faria essa estreia. Lima Barreto (1881-1922), então, se apresentou, saltando o livro “Os Bruzundangas” da prateleira de uma livraria para Renato, que leu a obra, se apaixonou e decidiu montá-la. Assim começou a história que deu nome à Bruzun Company, composta ainda por Hugo Germano e Jean Marcell Gatti, e os direcionou ao musical “Os Bruzundangas”, montagem inédita dirigida por Dani e Renato que estreia dia 11 de abril de 2024 às 19h no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.

Primeira adaptação da célebre literatura de Lima para o teatro, a peça é uma comédia satírica que bebe da fonte do teatro de revista, apresentando a vida brasileira nos primeiros anos da Primeira República com números de vedetes, questões políticas e canções, unido a uma dramaturgia que foi formatada através de várias crônicas sobre o mesmo assunto: a temática social brasileira sob um viés político. Bruzundanga é um país fictício, com o qual o nosso Brasil tem afinidades – diversos problemas sociais, econômicos e culturais. Em cena, os quatro atores cantam, dançam e interpretam suas aventuras por meio da ironia tipicamente carioca, embaladas por canções originais cantadas ao vivo.

“Este texto endossa uma questão muito nossa, da nossa língua, nossa brasilidade, nossa realidade, e com humor. Lemos o livro inteiro, juntos e em voz alta, para entender o que daria para transformar em dramaturgia a partir de um livro que é composto por crônicas do começo do século XX. Trabalhamos sempre em cima do ator e da palavra, compreendendo a fala daquela época, realizando uma pesquisa consciente do que falamos em cena. É mágico montar este texto e ter sua encenação estreando nos palcos do CCBB, que fica numa região onde o Lima Barreto, que era carioca, viveu. Andamos pelas ruas da região pensando que ele circulava por aqui, como nós fazemos hoje. É a mesma ambiência, mas 100 anos depois”, observa Renato Carrera.

Publicada postumamente em 1922, a obra de Lima contempla, sobretudo, a temática social, privilegiando os pobres, os boêmios e os arruinados, assim como a sátira que criticava de maneira sagaz e bem-humorada os vícios e corrupções da sociedade e da política. E este perfil veio ao encontro da demanda da companhia, que busca mostrar Lima Barreto de uma forma que ele não costuma ser mostrado.

“Não vemos uma foto do Lima sorrindo, por exemplo, só se fala que ele era alcóolatra e coisas do tipo, sendo que ele é um dos nossos maiores escritores. Na minha infância eu passava com meus pais pela porta do CCBB sem adentrar o espaço, que parecia não ser feito para pessoas como nós. Eu sou uma mulher preta e hoje estar estreando na direção teatral, com esta peça e neste teatro, sinto como um reforço do meu propósito de dar voz aos meus pais, que hoje já não estão aqui em matéria, e a tantas outras pessoas pretas e indígenas que foram enterradas no entorno deste prédio e nele não puderam entrar. É muito significativo para mim”, pondera Dani Ornellas.

À frente da direção musical, Maíra Freitas traz um colorido à encenação, onde imprime seu ritmo para as letras de… Lima Barreto. “De todas as letras, a única composta por mim é a que abre a montagem. Todas as demais foram tiradas de frases do livro, buscando a rima e a coerência de ideias exprimidas por Lima”, revela Carrera. “E quando a gente fala em musical o pensamento vai na Broadway, né? Mas como podemos pensar nisso se a terra primeira, onde nasceu a música, foi a África, território onde, até hoje, as crianças trabalham o movimento corporal desde muito cedo? Então desconstruir a ideia de um musical eurocêntrico e americano, e conseguir fazer a música brasileira ressoar em corpos brasileiros me interessa como musical”, complementa Ornellas, que acredita que as canções de Maíra Freitas respaldam esta ideia.

“Eu gosto de fazer a música partindo da letra, já temos alguma coisa resolvida e vamos ajeitando para caber na música. A ideia está ali e o desafio é escolher as palavras mais importantes, o que vamos sublinhar, onde a melodia fica mais aguda ou mais grave, onde acontece aquele momento que faz as pessoas pensarem. E várias músicas da peça tem isso. Para mim, música é educação, é o rito mais fácil pra ensinar. Falar simples, falar pouco, fazendo todo mundo cantar e entender o que você quer”, pontua Maíra, que levou em conta ritmos da época em sua composição. “Têm momentos de ser bem temporal, mas passando pelos ritmos brasileiros e passando por esses 100 anos de ritmos brasileiros, assim como tem o livro de Lima Barreto”, finaliza a diretora musical, cantora e compositora.

A montagem conta com patrocínio do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e seguirá em temporada pelos Centros Culturais Banco do Brasil Belo Horizonte e Brasília.

FICHA TÉCNICA:

  • Direção: Renato Carrera e Dani Ornellas
  • Direção Musical: Maíra Freitas
  • Direção de Produção: Bruno Mariozz
  • Elenco: Dani Ornellas, Hugo Germano, Jean Marcell Gatti e Renato Carrera
  • Cenografia: Daniel de Jesus
  • Figurino: Tereza Nabuco
  • Visagismo: Joana Seibel
  • Iluminação: Daniela Sanchez
  • Trilha Sonora Original: Maíra Freitas
  • Coreografia: Dudu Gomes
  • Assistente de Direção: Pedro Uchoa
  • Preparação Vocal: Carol Futuro
  • Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Comunicação
  • Programação Visual: Daniel de Jesus
  • Comunicação e Marketing: Rafael Prevot
  • Produção Executiva: Walerie Gondim
  • Assistente de Produção: Angélica Lessa
  • Fotografia: Roberto Carneiro
  • Produção: Palavra Z Produções Culturais
  • Idealização: Renato Carrera

O LIVRO “OS BRUZUNDANGAS”

O livro “Os Bruzundangas” é um diário de viagem de um brasileiro que morou uns tempos na Bruzundanga, uma jovem República que lutava num ambiente de colapso do modelo escravocrata, deposto em 1889, embora ainda persistisse o predomínio dos grupos ligados à grande lavoura. Um país onde proliferavam elites incultas que dominavam o povo, racismo, pobreza, obsessão por títulos doutorais, literatura cheia de enfeites linguísticos.

No capítulo “Um mandachuva” ele traça os contornos de um político anônimo, cujo perfil mantém a sua atualidade decorrido quase um século desde o esboço. O político vem de uma cidadezinha no interior do país, tendo tido sua formação restrita às suas atividades domésticas e profissionais, sem qualquer gosto por pensamentos mais altos como a arte e a cultura, mediocridade, desinteresse, provincianismo e descaso pelas audiências públicas. Alfredo Bosi afirma que a obra não é sobre um lugar fictício, mas sobre o Brasil do começo do século.

SERVIÇO:

  • Teatro II
  • Temporada: 11 de abril a 19 de maio de 2024
  • Quinta a sábado às 19h | Domingo às 18h
  • Inteira: R$ 30 | Meia: R$ 15, disponíveis na bilheteria física ou no site do CCBB (bb.com.br/cultura)
  • Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada
  • Classificação indicativa | 12 Anos
  • Duração | 90 min

O Impro Fight In Cena 2024, primeiro reality show de improvisação teatral competitivo no Brasil, será realizado, de 06 a 28 de abril, no Teatro Candido Mendes, em Ipanema

O evento, criado pela In Cena Produções e apresentado pelo ator e improvisador Fábio Nunes e pelo grupo Incênicos, ficará disponível no Youtube depois do fim da disputa

Campeonato de improviso - Fabio Nunes
Campeonato de improviso – Fabio Nunes – foto de Gabriel

Reality show pioneiro de improvisação teatral em formato curto competitivo no país, o Impro Fight In Cena (IFIC) será realizado, de 06 a 28 de abril, no Teatro Candido Mendes, em Ipanema, com prêmios que somam R$ 10 mil. Realizado pela In Cena Produções e apresentado pelo ator e improvisador Fábio Nunes, junto aos “Incênicos” (grupo de improvisadores da In Cena), o campeonato é baseado em jogos teatrais com regras pré-determinadas e promete uma experiência única. Estarão na disputa, os grupos Catando Cavaco, Os Impronunciáveis, Armacena Ilimitada, Improvisadores Analógicos (IA), IMPROETAS, Os Alexandroides, Lero Lero, Nosso Improviso, Cachorrada Impro Clube, Dream Team, ImproviZO e Imprudentes.

Com linguagem esportiva e baseado em jogos e sugestões da plateia, o evento será documentado em formato de reality, e estará disponível gratuitamente no YouTube após o término. “Serão apresentados vários jogos, que vão dar origem a histórias diferentes e personagens criados na hora. Para ser um bom improvisador é preciso saber criar boas histórias, cenas inéditas, é isso que os jogadores/atores devem ter em mente”, conta Fábio Nunes.

O IFIC terá uma fase inicial, dividida em grupos, e etapas eliminatórias. Os jogos de cada partida serão compostos por duas equipes, competindo em três modalidades: surpresa, mistos e comparados. As equipes, compostas por no mínimo 3 e no máximo 5 participantes, receberão premiação em dinheiro, troféus, medalhas e brindes. Prêmios individuais também serão distribuídos.

In Cena Casa de Artes

A In Cena Casa de Artes funciona em um espaço tem mais de 400 metros quadrados, em Botafogo, RJ, com quatro salas (Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro, Ruth de Souza e Amazonas), um estúdio (batizado de Gonzaguinha), camarim, vestiários e um amplo terraço – um local de convivência a céu aberto. É especializada na formação de atores para o teatro musical, e oferece cursos de preparação para musical, teatro infantil, teatro jovem, prática de montagem, prática de produção, entre outros.

Realizada toda segunda-feira, com aulas de Fabio Nunes, a Prática de Improviso apresenta a base de técnicas de improvisação, para descoberta de como criar histórias inéditas de início, meio e fim. Nas aulas, há o desenvolvimento da escuta, aceitação, positividade, generosidade e trabalho em equipe. A oficina é ideal para quem trabalha ou não com artes, visto que são abordados e desenvolvidos pontos importantíssimos para o dia a dia, como perder o medo de erros e inspirar pessoas ao redor. A apresentação de final de ano é uma experiência imersiva no universo da In Cena, na qual o aluno tem a oportunidade de se apresentar em um teatro profissional, com toda estrutura necessária, técnica e artística. As aulas tomam como base exercícios do sistema IMPRO, desenvolvido pelo inglês Keith Johnstone, e de experiências do professor com mestres da improvisação mundial.

Serviço:

  • Impro Fight In Cena 2024
  • Temporada: 06 a 28 de abril
  • Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica, 63, Ipanema – Rio de Janeiro -RJ
  • Telefone: (21) 3149-9018
  • Dias e horários: sábados e domingos, às 20h
  • Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada)
  • Duração: 1h30
  • Classificação etária: livre
  • Capacidade de público: 102 pessoas
  • Venda de ingressos:  https://bileto.sympla.com.br/event/91675/d/243619

A Idade da Peste emprega sua abordagem contundente contra o racismo em novas apresentações

Solo do Núcleo Caixa Preta tem atuação e direção da premiada atriz Cácia Goulart e dramaturgia do também premiado Reni Adriano  

A Idade da Peste
A Idade da Peste – Foto de Cacá Bernardes

O que aconteceria se uma mulher branca de classe média alta realmente se descobrisse branca? A que custo isso se daria, e qual o discurso possível dessa constatação? Foi a partir dessa provocação que o dramaturgo Reni Adriano e a atriz Cácia Goulart, artistas do Núcleo Caixa Preta conceberam o bem-sucedido solo A Idade da Peste.

O espetáculo estreou em 2022 no Sesc Pinheiros e agora ganha novas apresentações gratuitas nos Centros Culturais Olido (dias 11 e 12) e Penha (dias 24, 25, 27 e 28). A temporada de circulação é possível graças ao apoio da 17ª edição do Prêmio Zé Renato.

Na trama, Senhora C. assiste ao assassinato do filho da empregada, encurralado pela polícia, dentro da sua casa de classe média alta. O episódio desencadeia um profundo exame de consciência em que os desejos inconfessados da branquitude emergem como um marcador racial aterrorizante, questionando a própria possibilidade de justiça em um mundo feito à imagem e semelhança dos brancos.

Escrita por um dramaturgo negro para atuação de uma atriz branca, a peça mobiliza e tensiona os marcadores identitários raciais de modo a evidenciar que, antes de ser um “problema de negros”, o racismo é um flagelo de brancos. O exercício de franqueza de uma mulher branca sobre a perversão de seu próprio status identitário torna A Idade da Peste uma assombrosa reflexão em que pensar o racismo é um debate sobre o mal.

Mas engana-se quem espera da atuação de Cácia Goulart uma personagem branca se autoelogiando como “antirracista” ou performando mea culpa e comiseração. “Senhora C. não tem esse complexo de Princesa Isabel; não pretende ser reconhecida como a ‘branca redentora’ da causa. Pelo contrário: ela é consciente da infâmia do lugar racial que ocupa, sabe que esse lugar é indefensável”, reflete Cácia, que também assina a direção da peça.

Para ela, o risco da abordagem pelo viés escolhido seria a tentação de redimir a personagem, ou cobri-la de elogios por sua consciência racial. “Mas a desgraça dela é saber que não basta ter consciência: ela está, como branca, submersa na indignidade, uma vez que reconhece seu lugar na branquitude, mas é incapaz de desocupar esse lugar privilegiado”, conclui.

Para o dramaturgo Reni Adriano, esse assunto costuma ser violentamente rechaçado por pessoas brancas, porque instintivamente reconhecem que subjaz a esse tema-tabu uma dose dolorosa de vergonha e infâmia. “Mas o status da branquitude se perpetua e se atualiza justamente nesse silenciamento”, pondera. Além disso, o autor, que é negro, ironiza que escrever para uma atriz branca funcionaria como uma espécie de mascaramento para que brancos possam ouvi-lo de boa vontade.

“O fato de sermos um país em que negros não têm um dia sequer de descanso só é possível ao preço de que os brancos tenham uma dignidade muito frágil. Eu quero questionar essa dignidade frouxa dos brancos. Debater racismo com negros é fácil; o que eu quero é racializar os brancos em cena e situá-los no lugar de suas responsabilidades”, crava.

Para o Núcleo Caixa preta chamar à responsabilidade pelo desnudamento da branquitude implica um vasto exercício de solidariedade para com todos os que a branquitude degredou como o outro do branco. O parâmetro de humanidade à semelhança da branquitude, ao custo da violação da diferença até o paroxismo predatório de pôr em risco a sobrevida do planeta, aqui é repensado à luz de uma comunidade de destino engajada em outras possibilidades do humano, balizadas notadamente pelo perspectivismo das culturas negras e ameríndias.

Ficha Técnica

  • Dramaturgia: Reni Adriano
  • Direção, Cenografia/Figurinos e atuação: Cácia Goulart
  • Ator convidado- Voz OFF: Samuel de Assis
  • Assistente Direção: Inês Aranha
  • Desenho de Luz: Wagner Pinto
  • Música original: Marcelo Pellegrini
  • Vídeomapping: (Um Cafofo)
  • Vídeo de cena: Nelson Kao
  • Designer gráfico: Osvaldo Piva
  • Fotos: Cacá Bernardes
  • Produção: Núcleo Caixa Preta da Cooperativa Paulista de Teatro/Cácia Goulart

Serviço

A Idade da Peste, do Núcleo Caixa Preta

  • Duração: 80 minutos
  • Classificação: 16 anos
  • Ingressos: Gratuitos, retirar na bilheteria uma hora antes do espetáculo.

Centro Cultural Olido – Sala Olido

  • Av. São João, 473, Centro Histórico
  • Quando: 11 e 12 de abril, às 19h
  • Capacidade: 297 lugares
  • Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida 

Centro Cultural  Penha – Teatro Martins Penna

  • Largo do Rosário, 20, Penha
  • Quando: 24 a 28 de abril (exceto no dia 26), de quarta, quinta e sábado, às 20h, e no domingo, às 19h
  • Capacidade: 200 lugares
  • Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida 

O amor é o tema da peça  “Enquanto Houver Canções”

 Nova montagem do Grupo Rádio Ilusão, criado há 25 anos, está em cartaz, no Teatro Commune, em São Paulo, com texto e direção de Jorge Julião e elenco de atores na maturidade

Enquanto Houver Canções
Enquanto Houver Canções

Falar de amor com música a partir das experiências e histórias trazidas pelo próprio grupo, com atores de idades variando de 66 até 89 anos. Com esse rico repertório, o Grupo Rádio Ilusão traz ao palco do Teatro Commune, até dia 28 de abril, um projeto delicado em que as letras das canções embalam as lembranças.

São 22 atores em cena que discutem, ousam, assumem seus desejos e não aceitam limitações para falar de chegadas e partidas de pessoas que um dia amaram, sofreram, choraram, riram, odiaram, mas nunca ficaram indiferentes a esse sentimento: o amor. Ter a coragem de expor coração partido, amor desfeito e que pode voltar, enfim, a vida! Afinal, quer sentimento mais universal do que o amor?

Jorge Julião conta como surgiu a inspiração para o roteiro: “Fazendo exercícios com o grupo, percebi que a maioria trazia temas relacionados ao amor. Estudamos músicas e selecionamos juntos músicas que expressavam o que queríamos dizer. É um espetáculo baseado em canções, mas são faladas. O processo com os atores é muito colaborativo, eles têm vivências ricas, eu absorvo e jogo no papel o que eles trazem. As letras e as músicas valorizam cada gesto. Temos até Dolores Duran em ritmo de tango”.
A peça, como comenta Julião, tem a ajuda de compositores que colocaram suas almas nas canções. “Obrigado: Cartola, Mario Lago, Adoniram Barbosa, Ari Monteiro, Peter Pan, Dolores Duran, Custódio Mesquita, Lupicínio Rodrigues, Evaldo Rui, Maysa, Sílvio César, Miriam Batucada, Antônio Carlos Jobim, Vinícius de Moraes, Luiz Vieira, Roberto Carlos, Adriana Calcanhoto, Sady Cabral, Ivo Lancelloty”.

Serviço

“Enquanto Houver Canções”

  • Quando: até 28 de abril
  • Horários: sábados e domingos, sempre às 16 horas
  • Local: Teatro Commune
  • Rua da Consolação 1218, telefone (11) 3476-0792
  • Preço: R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia

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