O Alienista – Uma Fábula Patafísica sobre o Cientificísmo Oxidosistêmico

O ALIENISTA foi um dos grandes sucessos de público e crítica de 2022, com 17 indicações ao Prêmio Nacional CENYM, onde foi VENCEDOR nas categorias: Melhor Espetáculo, Melhor Diretor, Melhor Adaptação Teatral, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Cia de Teatro de 2022.

O espetáculo circulará pela Grande São Paulo totalmente renovado, novas cenas, músicas e elenco que fazem parte da atualização realizada pelo diretor do espetáculo Gustavo Paso.

A Obra da CiaTeatro Epigenia vem ocupar uma lacuna no cenário teatral contemporâneo:
Arte e Entretenimento” Maria Eugênia de Menezes Especial para o Estadão

O poder em todas as suas formas, o jogo da corrupção política, protocolos de saúde estapafúrdios, o absurdo da decadência humana, a falta de empatia, o massacre aos direitos humanos. Todas essas características juntas nos são familiares nos dias de hoje, apesar de parecerem distópicas. 

Contemplado no Edital de Difusão Cultural da Lei Paulo Gustavo, da Secretaria do Estado da Cultura de São Paulo e com texto de Gustavo Paso e Celso Taddei, livremente inspirado no conto homônimo do imortal Machado de Assis, a nova montagem da CiaTeatro Epigenia, que comemora 24 anos de fundação, leva para o palco um elenco de 14 atores/cantores. Ao todo, serão 16 apresentações, passando por 8 municípios do Estado de São Paulo, com apresentações gratuitas ou com preços simbólicos.

A CiaTeatro Epigenia possui um sentido humanista muito claro já no nome. Alguns aspectos notáveis do trabalho do grupo merecem destaque. Eles trabalham com uma ideia de repertório muito bem estruturada. Há, nas suas escolhas e propostas, um conceito de teatro e a busca de uma visão nítida do seu público e da sociedade. Em paralelo a Epigenia investe na especialização permanente dos atores e na formação de plateia. Se o repertório encenado pela equipe é olhado com atenção, percebe-se claramente o contorno desta lógica, a favor da transformação humana do humano. Tania Brandão – Crítica teatral

“Trazer a inspiração da obra de Machado de Assis é trazer a possibilidade de ser para além de nossos meios e tempo. Um homem negro, filho de escravos alforriados, epilético, que mal pode estudar ate sua adolescência, viveu dentro de um pensamento europeu de que somos fruto do nosso meio! Um determinismo limitante que ele rompeu a ponto de ter sido um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras! É um dos principais nomes de nossa literatura e rompeu limites territoriais. Machado é um exemplo para o mundo atual, pois mostrou o que podia realizar mesmo com tanta adversidade. Esperamos poder inspirar esse pulsar, essa vitalidade e essa fé de que todos temos essa potência de romper o que nos determinam!” – destaca Luciana Favero – atriz e produtora do espetáculo.

Qualquer semelhança é uma infeliz coincidência na versão de “O Alienista” da companhia teatral que chega à maioridade colecionando críticas positivas e ampliando sempre seu público fiel com espetáculos ousados, instigantes e de qualidades textual, dramatúrgica e cênica. Com essas marcas e, mais uma vez, sob a direção de Gustavo Paso, um dos mais premiados diretores do teatro brasileiro na atualidade.

“Conscientes de que está muito mais difícil criar uma analogia por meio de um mundo distópico com nossa vida, nos apoiamos no absurdo mundo da patafísica para entender a realidade, ou pelo menos para que o teatro possa, mais uma vez, servir de trampolim para espelhar essa sociedade destruída e desalmada que alguns insistem em tentar consolidar”, explica Gustavo Paso – diretor, dramaturgo e fundador da Cia Epigenia.

A Patafísica como inspiração

A patafísica é uma crítica à lógica racional. Examina as leis que regem as exceções, nas palavras do romancista e dramaturgo francês Alfred Jarry é “a ciência das soluções imaginárias”. A patafísica de Jarry é algo além da metafísica e além da física. Pode também ser vista como paródia: uma celebração bem-humorada do paradoxo, que opera, de modo cômico, a desconstrução do real e sua reconstrução no absurdo. A patafísica explora “elementos dissonantes” de modo a criar não uma síntese, mas uma situação em que as incongruências podem coexistir. Atrás de toda a lógica, esconde-se o monstruoso.

SINOPSE

A peça se aprofunda na pesquisa do Dr. Simão Bacamarte, médico renomado e de currículo invejável (mesmo que ninguém entenda as especialidades do doutor na então metrópole imaginária), acerca da loucura. Ele cria um lugar para internar os loucos da cidade sob seus próprios critérios do que é ser louco ou não. Esses critérios mudam conforme o tempo e os interesses – sejam por poder, por dinheiro, por reconhecimento – e geram revolta, golpes, até a falência social e financeira da então Metrópole, que se transforma em Distrito e, em seguida, em um simples Vilarejo decadente e subserviente ao Império, nos idos anos do século XIX.

Assim presenciamos a ascensão e queda de um louco que chega ao poder e passa a tomar decisões sem consultar previamente os representantes da sociedade, pois estão todos enjaulados no hospício fundado por ele mesmo! Mas isso é apenas uma fábula e sabemos que fábulas não existem!

FICHA TÉCNICA
Livremente Inspirado na obra de Machado de Assis “O Alienista”
Texto: Gustavo Paso e Celso Taddei
Direção  e Cenografia: Gustavo Paso
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Adequação de Luz – para circuito e operação: Stella Politti
Desenho de Som: Labsom
Operação de Som: Julia Mauro e Kleber Marques
Trilha Original e Direção Musical: André Poyart
Trilha incidental e cena final: Gustavo Paso
Treinamento Vocal: Dodi Cardoso
Assistente Direção:  Zé Guilherme Bueno
Pintura Cenário: Eduardo Andrade
Adereços: Eduardo Andrade, Rebeca Oliveira, Mikaella Rodrigues e Gustavo Paso
Figurino: Graziela Bastos
Visagismo: André Florindo
Camareiro e Reparos de figurino: Eric Melo
Direção de Movimento Coro: Edio Nunes
Direção de Arte: Gustavo Paso

Elenco:
Roger Gobeth / Luciana Fávero / Bruno Ribeiro / Clóvis Gonçalves/ Fernando Vieira
Natividade / Tyller Antunes / Duda Carvalho / João Cortins / Elvis Zemenoi / Ingrid Valentinne / Rafael Americo / Mafe Wagapoff
Direção de Produção: Luciana Fávero
Produção Executiva: Mariana Gonzaga
Assistente de Produção: Bruno Ribeiro
Agendamento Educacional e Social: Andreia de Almeida
Assessoria de Imprensa – Alessandra Costa
Fotos: Ronaldo Gutierrez
Genrenciamento de Mídias Sociais: FeFél Prod
Coordenação Projeto: Paso D’Arte
Produção: EM CENA Produções
Realização: CiaTeatro Epigenia
Apoio: Kryolan

SERVIÇOS:
Espetáculo “O Alienista”

Teatro Municipal Glória Giglio – 410 lugares
02/07 às 20h ingressos R$30 e R$15 e
03/07 quarta às 16h gratuita.
Av. dos Autonomistas, 1533 – Vila Yara, Osasco – SP

Teatro Municipal São Sebastião – 252 lugares
04/07 às 15h – gratuito
Av. Dr. Altino Arantes, 2 – Centro, São Sebastião – SP

Teatro Clara Nunes – 377 lugares
17/07 às 20h R$30 / R$15 e
18/07 às 14h gratuita
R. Graciosa, 300 – Centro, Diadema – SP

Duração:100 minutos
Classificação: 14 anos

Compra de ingressos pelo sympla