Cinco anos após McCartney III, o ex-Beatle de 83 anos apresenta “The Boys of Dungeon Lane”. O álbum reúne 14 faixas gravadas entre Los Angeles e Sussex, com lançamento em 29 de maio pela MPL/Capitol Records. O trabalho reconstrói sua infância operária no bairro de Speke, em Liverpool. O single de estreia, “Days We Left Behind”, inclui referência direta a John Lennon.
Destaques
- “The Boys of Dungeon Lane” chega em 29 de maio pela MPL/Capitol Records, com 14 faixas originais
- O single “Days We Left Behind” referencia John Lennon e a Forthlin Road, onde os dois se conheceram
- McCartney tocou a maioria dos instrumentos pessoalmente, em sessões divididas entre Los Angeles e Sussex
- O lançamento integra um 2026 que inclui o documentário “Man on the Run” e o projeto cinematográfico de quatro filmes de Sam Mendes sobre os Beatles
A rua que deu nome ao álbum mais íntimo de McCartney
A Dungeon Lane fica nas proximidades do bairro operário de Speke, em Liverpool, onde McCartney cresceu no pós-guerra. Seu nome batiza o projeto que o músico considera o mais pessoal de sua carreira solo. Para McCartney, Liverpool permanece, por suas próprias palavras, a fonte central de tudo que escreve.
O single “Days We Left Behind” funciona como âncora emocional do disco. McCartney declarou em comunicado: “Esta é muito uma canção de memórias para mim. Sobre o que mais você pode escrever? São apenas muitas memórias de Liverpool.” A faixa cita John Lennon e a Forthlin Road, rua onde os dois se conheceram e começaram a escrever juntos.
O álbum transita por estilos distintos. O material de imprensa cita “rock no estilo Wings, harmonias no estilo Beatles, grooves no estilo McCartney, intimidade discreta e narrativas melódicas”. McCartney tocou pessoalmente a maioria dos instrumentos nas 14 faixas, em consonância com sua trilogia homônima.
O acorde desconhecido que Andrew Watt gravou na hora
A origem do álbum remonta a um encontro, há cinco anos, entre McCartney e o produtor Andrew Watt. Watt é reconhecido por revitalizar artistas consagrados, incluindo os Rolling Stones e Elton John. Durante uma sessão informal com violão, McCartney se deparou com um acorde que não reconhecia.
Ele experimentou, alterando uma nota e depois outra, até consolidar uma sequência de três acordes. Watt sugeriu que gravassem ali mesmo. Aquela sessão produziu “As You Lie There”, faixa de abertura do álbum. A gravação prosseguiu durante intervalos da turnê mundial de cinco anos de McCartney, em estúdios de Los Angeles e Sussex.
“Paul revisita esses momentos não como lendas ou folclore, mas como suas memórias pessoais”, afirma o comunicado. O álbum explora a criação no pós-guerra, a resiliência dos pais de McCartney e as primeiras aventuras com George Harrison e Lennon, antes da Beatlemania.
De documentário a Sam Mendes: o 2026 mais movimentado de McCartney
“The Boys of Dungeon Lane” não chega isolado. O lançamento integra um calendário expressivo para o músico em 2026, que inclui o documentário “Man on the Run” e o projeto cinematográfico de quatro filmes sobre os Beatles, dirigido por Sam Mendes.
O anúncio foi precedido por pôsteres de teaser avistados em Liverpool na terça-feira. Eles foram compartilhados por Mike McGear McCartney, irmão do artista, cujo filho Josh assinou a arte visual do projeto.
Serviço
- Álbum: “The Boys of Dungeon Lane”
- Lançamento: 29 de maio de 2026
- Gravadora: MPL/Capitol Records
- Single disponível: “Days We Left Behind”
FAQ
Quando sai o novo álbum de Paul McCartney?
The Boys of Dungeon Lane” será lançado em 29 de maio de 2026 pela MPL/Capitol Records. O álbum reúne 14 faixas gravadas entre Los Angeles e Sussex. O single de estreia, “Days We Left Behind”, já está disponível e inclui referência a John Lennon.
O que inspirou o título “The Boys of Dungeon Lane”?
O nome vem da Dungeon Lane, rua próxima ao bairro de Speke, em Liverpool, onde McCartney cresceu. O álbum explora memórias da infância no pós-guerra, a convivência com George Harrison e Lennon antes da Beatlemania e a resiliência de seus pais.
Quem produziu o novo álbum de Paul McCartney?
A produção ficou a cargo de Andrew Watt, reconhecido por trabalhos com os Rolling Stones e Elton John. O encontro entre Watt e McCartney, há cinco anos, originou “As You Lie There”, faixa de abertura do álbum. A origem foi um acorde desconhecido descoberto ao violão durante uma sessão informal.
