O Rock the Mountain, um dos principais festivais de música e arte do país, chega à edição de 2026 reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental. Realizado no Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes, em Itaipava, Petrópolis (RJ), o evento acontece nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, e 6, 7 e 8 de novembro, com a gestão ambiental integrada em todas as etapas, desde o planejamento à operação.
No terceiro ano do ciclo de certificação ISO 20121, norma internacional voltada à gestão sustentável de eventos alcançada por gerenciar de forma responsável os aspectos ambientais, sociais e econômicos (ESG) do festival, o Rock the Mountain parte dos resultados alcançados em 2025 para avançar em suas práticas. Ao longo de seis dias de programação e com 107 mil pessoas presentes, 100% dos resíduos gerados foram destinados adequadamente e encaminhados para reciclagem, compostagem e reaproveitamento, sem envio de material para aterro sanitário.
O balanço também registrou um avanço expressivo na reciclagem: foram 44 toneladas de materiais recicláveis, mais que o dobro das 21 toneladas registradas em 2024. Ao todo, 58,7 toneladas de resíduos tiveram destinação adequada.
Em 2025, foram neutralizados 807.765 metros cúbicos de emissões de gases de efeito estufa e a gestão correta e eficaz de resíduos e efluentes, por meio de coleta, destinação e tratamento evitaram a emissão de 162 toneladas CO₂ equivalentes.
Para 2026, o objetivo é manter o desvio de 100% dos resíduos dos aterros sanitários, neutralizar 100% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e elevar o cumprimento das metas de sustentabilidade para cerca de 90%.
“Não queremos apenas dizer que somos sustentáveis, queremos demonstrar isso com números, resultados e certificados. A sustentabilidade sempre fez parte da essência do festival, porque entendemos que as montanhas são a nossa casa e que respeitar a natureza é uma responsabilidade nossa. As auditorias da ISO 20121, os certificados Lixo Zero e a compensação das emissões de gases de efeito estufa reforçam esse compromisso e mostram que vamos além do discurso: medimos, comprovamos e buscamos evoluir continuamente. Temos um compromisso com o nosso público e com o meio ambiente”, explica Iris Pessoa, Coordenadora de Sustentabilidade do festival.
Com metas mensuráveis, auditorias e iniciativas que articulam gestão ambiental, inclusão e desenvolvimento local, o Rock the Mountain 2026 terá um modelo de produção em que a sustentabilidade esteja presente em todas as etapas do evento, do planejamento à destinação dos resíduos, deixando resultados concretos tanto para o meio ambiente quanto para a comunidade que recebe o festival.
Entre as novidades estão a exigência de um plano de gestão de resíduos para todos os estandes de patrocinadores e expositores e a coleta de informações sobre o meio de transporte escolhido pelos visitantes já durante a compra dos ingressos, permitindo maior precisão no cálculo das emissões.
O festival também promoverá treinamentos sobre sustentabilidade para fornecedores, equipes e outros profissionais envolvidos na operação, fortalecendo a aplicação das diretrizes ambientais em diferentes etapas da produção.
Como a maior parte das emissões está relacionada ao deslocamento até Itaipava, a participação do público é fundamental. Optar pelo ônibus oficial ou compartilhar caronas, levar a própria garrafa reutilizável para abastecer nos bebedouros e separar corretamente os resíduos nas lixeiras sinalizadas são atitudes que contribuem diretamente para reduzir o impacto ambiental do evento.
“A certificação nos desafia a evoluir continuamente, e isso é algo que valorizamos. Mais do que atender a requisitos, queremos aprimorar nossos processos e elevar cada vez mais o padrão de sustentabilidade do festival. Em 2026, nosso desafio é concluir com êxito mais um ciclo de certificação em Eventos Sustentáveis, reafirmando nosso compromisso com a melhoria contínua”, ressalta Daniel Scatena.
Em 2026, a Vibra será responsável pela condução e ações de ESG do Rock the Mountain. Entre os objetivos para a nova edição do evento estão: Neutralização de Carbono; através da parceria com a Gás Verde, onde 100% das emissões de CO2 do evento, cerca de 2,3 mil toneladas serão neutralizadas através da emissão de certificados de origem de biometano (BioRECs); Alimentação Consciente, promoção de uma praça de alimentação (e backstage dos artistas) 100% vegetariana, reduzindo drasticamente a emissão de gases do efeito estufa; Hidratação Consciente, com bebedouros espalhados pelo evento ofertando água gratuita para o público; Gestão de Resíduos, com a implementação de um sistema eficiente de coleta seletiva e compostagem; Acessibilidade, garantindo que todas as pessoas tenham acesso ao evento, independentemente de suas necessidades; Mobilidade Sustentável, oferecendo opções de transporte compartilhado para reduzir a emissão de gases poluentes; Cenografia Sustentável, com projeto que reutiliza 80% dos materiais de anos anteriores; Doação de Alimentos, pela campanha de arrecadação de alimentos através do Ingresso Meia Solidária em prol de instituições sociais de Petrópolis; Reciclagem de Óleo, o óleo vegetal usado anualmente no festival é transformado em sabão e doado para o projeto Incluir Petrópolis, que apoia famílias atípicas e pessoas com deficiência; e Social Hub e Eco Hub, com espaços exclusivos para apoiar projetos socioambientais locais.
O Rock the Mountain também se preocupa em promover um festival verdadeiramente acessível. A grande novidade deste ano de 2026 é Zbeat, colete sensorial háptico (sensível ao tato) que transforma as batidas da música em vibrações percebidas pelo corpo. A tecnologia permite que pessoas surdas sintam o ritmo e as pulsações da música por meio do estímulo tátil, ampliando as possibilidades de vivenciarem os shows do festival. O acessório foi desenvolvido pela Zênite Studios, empresa especializada em acessibilidade comunicacional e parceira do Rock The Mountain.
Na parte artística, além das instalações de arte presentes no festival, na edição de 2026, um troll gigante idealizado pelo artista dinamarquês Thomas Dambo, com mais de 5 metros de altura, será construído especialmente para o evento, usando madeira reaproveitada e outros materiais reciclados e sustentáveis.
Durante os seis dias de festival, outras ações serão realizadas como a tradução em libras de todos os shows dos três palcos principais e audiodescrição dos palcos Estrela e Floresta; fones de abafamento de ruídos para público com TEA e outras condições neurotípicas; espaço PCD com vista para os dois palcos principais, Floresta e Estrela, e o Aurora; estacionamentos para cadeirantes (vagas limitadas); cardápio com audiodescrição via Qr Code em todos os bares e no espaço de alimentação; equipe de suporte especializada e uniformizada para acolher o público PCD; bar adaptado em todas as áreas de bares; banheiros PCD por todo o evento; cordões de copo disponíveis (em número limitado) na área PCD, mediante pulseira do espaço; e cordão de identificação de deficiências ocultas (em número limitado) mediante credenciamento.
Além disso, haverá uma Sala de Descompressão, destinada a pessoas com TEA ou que estejam em crise sensorial ou crise de outra natureza. O espaço, ampliado e com novos recursos, conta com a presença de profissionais da psicologia e terapia ocupacional.
“Nosso objetivo é fazer do Rock The Mountain um festival verdadeiramente sustentável e uma referência para o setor no Brasil. A conquista da certificação ISO 20121 já representa um reconhecimento internacional do trabalho que estamos desenvolvendo há anos para incorporar a sustentabilidade em todas as etapas do evento. É possível unir música, cultura e responsabilidade ambiental, buscando soluções concretas para reduzir o impacto do festival. É assim que queremos construir um futuro dos festivais: com experiências cada vez mais conectadas às pessoas e ao planeta”, afirma Ricardo Bräutigam, sócio-criador do Rock The Mountain.
Da reciclagem à redução das emissões
Os resultados de 2025 mostram como a gestão de resíduos pode transformar o impacto de um grande evento. Do total destinado, 44 toneladas de recicláveis foram separadas pela Cooperativa Ideal, responsável por uma atividade que gera renda para mais de 20 famílias de catadores. Outros 2,9 toneladas de resíduos orgânicos foram encaminhados para compostagem e transformados em adubo, enquanto seis toneladas de madeira tiveram como destino a produção de biomassa para geração de energia. O reaproveitamento também contemplou 200 litros de óleo de cozinha, transformados em sabão.
O festival também monitora suas emissões de gases de efeito estufa por meio de inventário elaborado com base na metodologia do GHG Protocol. Em 2025, o levantamento contabilizou 2.232 toneladas de CO₂ equivalente, ou seja, aproximadamente 21 quilos por pessoa presente.
O principal desafio está no deslocamento: viagens de público, artistas e equipes até Itaipava responderam por 96,6% das emissões contabilizadas. Apesar desse peso, as emissões associadas às viagens aéreas caíram de 2.309 toneladas de CO₂ equivalente, em 2024, para 1.416 toneladas, em 2025. As emissões calculadas foram compensadas por meio de certificados de biometano renovável da Gás Verde, maior produtora de biometano da América Latina e responsável por neutralizar as emissões de gases de efeito estufa do Rock The Mountain pelo terceiro ano consecutivo.
A evolução dos indicadores também aparece na execução das ações previstas na política de sustentabilidade. Em 2025, o festival cumpriu 83% das 78 ações avaliadas, seu melhor resultado desde o início do monitoramento, em 2022, quando o índice era de 70%.
Inclusão, diversidade e legado para Itaipava
A sustentabilidade do Rock the Mountain vai além dos indicadores ambientais e inclui iniciativas de inclusão, valorização da cultura e fortalecimento da comunidade local. Entre os dez princípios que orientam o festival estão o respeito à natureza, a integridade, a transparência e o compromisso de democratizar o acesso à cultura de qualidade.
Em 2025, o palco Coreto foi dedicado exclusivamente a artistas locais e o palco Aurora reuniu nomes em ascensão, o ingresso Meia Solidária incentivou a doação de alimentos e cortesias foram destinadas a listas de pessoas trans e pessoas com deficiência.
A acessibilidade também integrou a estrutura do evento, com rampas, espaço PCD, intérpretes de Libras, cardápio com audiodescrição, caixas em altura acessível e veículos adaptados. Um posto de acolhimento, com profissionais capacitados, recebeu denúncias de assédio e importunação.
Outras escolhas fazem parte da identidade do festival desde sua criação. Toda a gastronomia é vegetariana, cerca de 90% da cenografia é reaproveitada entre edições e o mobiliário é locado, contribuindo para reduzir o consumo de novos materiais.
O compromisso com o território também se traduz em melhorias permanentes no Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes. Ao longo das edições, a produção realizou obras de drenagem e aterramento em áreas sujeitas a alagamentos, ampliou pontes e promoveu o plantio de mudas e grama. A decoração contou ainda com mantas de crochê produzidas pelo projeto Crochêmigas, enquanto o Social Hub abriu espaço para dar visibilidade a iniciativas socioambientais da região.
Além disso, a cada edição o festival também deixa de legado diversas melhorias para o Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes, como reformas do gramado, da pista de skate, construção de um coreto, plantio de mudas, obras de drenagem, construção e reforma de cercas baixas para proteção dos gramados, chuveiros, obras de aterramento, etc.
Rock the Mountain
O Rock the Mountain é um festival de música e arte realizado em Itaipava, Petrópolis (RJ), que reúne natureza, liberdade, diversidade e gastronomia vegetariana em uma experiência ao ar livre. Com dez princípios orientadores e uma política de sustentabilidade estruturada em 11 frentes prioritárias, o festival trabalha temas como gestão de resíduos, energia, água, transporte, emissões e responsabilidade social. O evento possui certificação ISO 20121, norma internacional de gestão sustentável de eventos, e está no terceiro ano do ciclo de certificação. Mais informações no Instagram e site oficial do festival.
Para a edição de 2026, o Rock the Mountain trará um time de estrelas nacionais como Jorge Ben Jor, Anitta, Ivete Sangalo, Paulinho da Viola, Leci Brandão, o trio João Gomes, Jota.pê e Mestrinho com o projeto Dominguinho, Barão Vermelho, entre outros, e as atrações internacionais M.I.A, Jorja Smith, Midnight Generation, Los Mirlos e Mind Enterprises.
