O encontro de Demi Lovato com Pabllo Vittar encerrou a apresentação da cantora americana no Palco Mundo do Rock in Rio 2026. As duas dividiram “Cool for the Summer” na noite deste sábado, 12 de setembro, em um show que reuniu novidades dançantes, sucessos da carreira e demonstrações de carinho pelo público brasileiro.
Aos 34 anos, Demi apresentou uma mudança de direção em relação às últimas performances no país. A atmosfera roqueira de “HOLY FVCK” perdeu espaço para o pop eletrônico de “It’s Not That Deep”, com destaque para as coreografias e a presença das dançarinas.
O repertório, porém, também preservou momentos dedicados à voz. Entre as batidas e a movimentação de palco, “Skyscraper” e “Stone Cold” abriram espaço para interpretações mais intensas.
Leia em 30 segundos
- Participação especial: Pabllo Vittar cantou “Cool for the Summer” com Demi no encerramento.
- Nova fase: o álbum “It’s Not That Deep” conduziu a seleção musical.
- Abertura: “Fast”, “Kiss” e “Frequency” antecederam “Heart Attack”.
- Baladas: “Skyscraper” e “Stone Cold” destacaram a potência vocal da cantora.
- Relação com o Brasil: Demi agradeceu o apoio dos fãs desde o início da carreira.
Pabllo Vittar entra em “Cool for the Summer”
A participação brasileira ficou reservada para a última música. Pabllo Vittar subiu ao palco para dividir os vocais de “Cool for the Summer”, acrescentando um encontro especial ao desfecho da apresentação.
A escolha conectou a convidada a um dos maiores sucessos de Demi e à proposta dançante que atravessou a noite. Depois de alternar novidades e canções de diferentes momentos da carreira, a americana encerrou o show acompanhada da artista brasileira.
As duas também se encontraram fora da Cidade do Rock. Antes da apresentação, foram fotografadas em um restaurante na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Demi abre o show com pop eletrônico
De óculos escuros e figurino brilhante, Demi iniciou a apresentação com “Fast”, “Kiss” e “Frequency”. A sequência estabeleceu o ritmo da noite, com arranjos eletrônicos e músicas voltadas para a pista de dança.
Na quarta faixa, “Heart Attack” trouxe um dos sucessos mais conhecidos de seu repertório. A passagem conectou a produção recente à trajetória pop que consolidou sua relação com os fãs.
Lançado em 2025, “It’s Not That Deep” ocupou o centro da apresentação: dez das 13 faixas do disco entraram na seleção. A concentração de músicas do álbum mostrou o peso da nova fase na passagem pelo festival.
A mudança também apareceu na configuração do espetáculo. Na fase anterior, Demi se apresentava com uma banda formada por mulheres. Desta vez, as dançarinas assumiram o protagonismo ao seu lado.
Coreografias e potência vocal dividem a atenção
A dança ganhou espaço ao longo da apresentação, especialmente em “Low Rise Jeans”. Demi explorou movimentos sensuais e expressões descontraídas, acompanhando o tom das músicas recentes.
A voz permaneceu em evidência mesmo nos trechos mais movimentados. Com uso discreto de vozes de apoio nas partes coreografadas, a cantora alternou a execução das danças com passagens de maior exigência vocal.
O resultado foi uma apresentação organizada em torno de duas características de sua carreira: a disposição para o pop dançante e a interpretação de músicas que exigem intensidade.
“Skyscraper” e “Stone Cold” resgatam o lado emotivo
As baladas criaram uma mudança de ritmo. Em “Skyscraper” e “Stone Cold”, a interpretação vocal passou a concentrar a atenção, com menos dependência da movimentação que marcou os números eletrônicos.
As duas músicas trouxeram ao repertório o lado mais emotivo de Demi. Entre notas sustentadas e mudanças de intensidade, a cantora recuperou uma característica presente em diferentes etapas de sua discografia.
“Give Your Heart a Break” também apareceu na seleção. A faixa estabeleceu outra ligação com seu catálogo anterior, equilibrando o espaço ocupado pelas novidades.
Demi agradece aos brasileiros e relembra trajetória no país
A relação com o público brasileiro ganhou destaque nas falas entre as músicas. Demi agradeceu em português e declarou seu carinho antes de continuar a conversa em inglês.
“Tocar para vocês não é só uma questão de carreira, é um ponto alto da minha vida”, afirmou.
A cantora também ressaltou o apoio dos lovatics brasileiros desde o começo de sua trajetória. Ao falar dessa proximidade, prometeu que a ligação construída com os fãs continuará.
Na contagem apresentada pela própria artista, aquela foi sua 28ª apresentação no Brasil. A visita marcou sua 11ª passagem pelo país e a segunda participação na edição carioca do Rock in Rio.
A história começou em 2009, quando Demi abriu shows dos Jonas Brothers. Desde então, o público brasileiro acompanhou as transformações de sua carreira, do pop rock adolescente às baladas e aos trabalhos de sonoridade mais pesada.
Fase de “HOLY FVCK” fica fora da seleção
O retorno ao Rock in Rio aconteceu quatro anos depois da estreia no festival carioca, em 2022. Entre as duas apresentações, Demi também passou pelo The Town, em São Paulo, em 2023.
Desta vez, as músicas de “HOLY FVCK” ficaram de fora. A ausência reforçou a mudança em relação ao período marcado por guitarras e uma abordagem musical mais angustiada.
A seleção também deixou de lado faixas do início da carreira, como “This Is Me”, “Don’t Forget”, “Remember December” e “La La Land”.
Mesmo com o resgate de sucessos, o show concentrou espaço na produção recente. As referências ao passado apareceram intercaladas às músicas que apresentam a atual direção artística da cantora.
Turnê segue para São Paulo
Demi desembarcou no Rio de Janeiro em 10 de setembro e atendeu fãs no Aeroporto Internacional do Galeão. A passagem pelo festival abriu uma sequência de três apresentações nesta visita ao Brasil.
Depois do Rock in Rio, a cantora segue para São Paulo, onde tem shows marcados para os dias 15 e 16 de setembro, no Suhai Music Hall, com a turnê “It’s Not That Deep”.
