A nova versão brasileira de ‘MAMMA MIA!’ estreou em 2023 e comprovou o fenômeno popular deste musical que foi lançado em 1999, em Londres, e se transformou em um dos espetáculos mais bem-sucedidos de todos os tempos, traduzido em 14 idiomas e alcançando 42 milhões de espectadores ao redor do mundo. Criado a partir do cancioneiro repleto de hits do grupo ABBA, o musical teve mais de 100 mil espectadores por aqui e faz uma nova temporada carioca no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro em agosto.
A montagem é assinada por Charles Möeller & Claudio Botelho, em um projeto que selou o reencontro da dupla com a produtora Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho. O espetáculo é apresentado pelo BTG Pactual, com patrocínio da Odontoprev, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.
‘’Mamma Mia!’ é um espetáculo icônico e atemporal. Um musical que emociona e convida a plateia a cantar e dançar conosco”, vibra Aniela Jordan.
‘Nunca vou esquecer da sensação de catarse que tive quando vi ‘Mamma Mia!’ em Londres, há muitos anos atrás. Estava muito frio lá fora, mas dentro do teatro estava todo mundo naquele calor da Grécia, uma plateia em êxtase, é realmente contagiante’, diz Charles Möeller, que ressalta a excelência e a absoluta pertinência do texto do musical.
O musical se passa em uma ilha grega e conta a história de Sophie, uma jovem que está prestes a casar e convida três ex-pretendentes de sua mãe para o evento, na tentativa de desvendar o mistério que ronda a sua paternidade. É neste clima de romance e comédia em que aparecem as conhecidíssimas cançoes do ABBA, como ‘Dancing Queen’, ‘Mamma Mia’, ‘The Winner Takes it All’, ‘Money, Money, Money’, entre muitas outras.
Formado por mais de 20 artistas, o elenco traz de volta o trio das ‘dínamos’ formado por Claudia Netto (a protagonista Donna, mãe de Sophie), Totia Meireles e Gottsha, que interpretam Tanya e Rose, amigas de uma vida inteira. Maria Clara Gueiros, que interpretou Tanya na temporada de estreia, volta ao musical e vai alternar a personagem com Totia.
Um novo olhar para um novo clássico
Assim como em todos os musicais da Aventura e da Möeller & Botelho, a nova versão de ‘Mamma Mia!’ não é uma réplica, ou seja, tem uma encenação original, sem compromisso com a montagem estrangeira. Após 17 anos, Charles Möeller voltou a assinar a Cenografia e o Figurino de um espetáculo, além – é claro – da direção. No passado, a função lhe rendeu prêmios como Shell, APCA, Mambembe e Apetesp, em espetáculos como ‘O Casamento’ (1997), ‘O Concílio do Amor’ (1989) e ‘Ópera do Malandro’ (2003).
Com a pandemia, Charles voltou a pintar e a desenvolver maquetes e estudos de cenários, mergulhando novamente na direção de arte, função que nunca deixou de desenvolver em todos os seus espetáculos. Para recriar a ilha grega em que se passa a ação, ele projetou uma cenografia que remete ao casario praiano do local, com casas brancas recortadas e um estudo profundo sobre tonalidades de azul, predominante no projeto.
Ainda que muitos conheçam o espetáculo por conta da força e da popularidade das cançoes do ABBA, ‘Mamma Mia!’ é um musical escrito por uma mulher na década de 90 que antecipou temas muito presentes do debate público nas décadas seguintes. Questões como empoderamento feminino e liberdade sexual são o ponto de partida da história central da peça, construída em cima de um embate entre a mãe defensora da liberdade com a sua filha, que quer casar e seguir uma vida mais convencional.
‘A protagonista (Donna) é uma mãe muito moderna. Ela fala para a filha não casar e viver a vida, se aventurar. É uma mulher que não dependeu da instituição masculina para criar a sua filha e viver a sua vida. Tem gente que não conhece o musical e diz que é uma bobagem, mas isso é uma mentira: ‘Mamma Mia!’ é um musical escrito por uma mulher, em um texto tecnicamente perfeito, feminino e feminista’, ressalta o diretor
MAMMA MIA!
- Um espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho
- Uma superprodução Aventura
- Charles Möeller – Direção, Cenário e Figurinos
- Claudio Botelho – Versão Brasileira e Supervisão Musical
- Marcelo Castro – Direção Musical
- Mariana Barros – Coreografia/Diretora Residente (SP)
- Vinícius Zampieri – Desenho de Luz
- André Breda – Desenho de Som
- Tina Salles – Coordenação Artística
- Bianca Caruso – Direção de Produção
- Aniela Jordan – Direção Artística e Produção Geral
- Luiz Calainho – Direção de Negócios e Marketing
Elenco: Claudia Netto (Donna Sheridan), Maria Clara Gueiros (Tanya), Totia Meireles (Tanya), Gottsha (Rosie), Sérgio Menezes (Sam Carmichael), André Dias (Harry Bright), Renato Rabelo (Bill Austin) Giovanna Rangel (Sophie Sheridan), Eduardo Borelli (Sky), Tabatha Almeida (Ali), Mari Marques (Lisa), Vicenthe Delgado (Pimenta), Murilo Armacollo (Eddie), Fegab (Grega), Talita Silveira (Grega), Leo Wagner (Grego/Padre Alexandrios), Vinicius Cafer (Grego), Lorena Fraga (Grega), Bruno Kimura (Grego), Guilherme Lopes (Grego), Thiago Garça (Grego), Hugo Lopes (Grego), Isabela Yunes (Grega), Yas Fiorelo (Grega), Bruna Lemberg (Swing), Henrique Reinesch (Swing).
TEMPORADA 2026
TEATRO RIACHUELO
De 20 de agosto a 13 de setembro.
Quinta, às 20h. Sextas, às 20h. Sábados, às 16h e 20h. Domingos, às 15h.
Ingressos (1º lote): De R$ 50 (balcão) a R$ 250 (Plateia VIP)
Classificação indicativa: 12 anos
Vendas pelo Ingresso.com
Fim de Partida estreia na Glória

Fim de Partida
O dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989) escreveu “Fim de Partida” nos anos 1950, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial. Nesse cenário pós-apocalíptico, ele apresenta os personagens Hamm e Clov, símbolos de um mundo em ruínas físicas e emocionais. Mais de sete décadas depois, a peça ainda dialoga com o atual estado do mundo, o que motivou esta nova montagem que estreou em São Paulo com imenso sucesso e uma temporada inteira com lotação esgotada. O espetáculo chega ao Rio de Janeiro a partir de 20 de agosto no palco do Teatro TotalEnergies, na sala Adolpho Bloch.
Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França são dirigidos por Rodrigo Portella em um projeto produzido por Fernando Libonati, da Pequena Central.
Em cena, Hamm (Marco Nanini) e Clov (Guilherme Weber) possuem uma trágica dependência física e emocional, em um vínculo atravessado pela violência e pela crueldade cotidiana, em uma tragicomédia ácida e também melancólica.
Presos em um espaço claustrofóbico, os personagens enfrentam uma realidade desprovida de sentido, marcada por repetições, jogos de poder e uma espera que nunca se resolve.
‘Costumo dizer que Beckett, fica orbitando a cabeça dos atores contemporâneos, pois oferece um imenso desafio com os múltiplos caminhos que a sua obra permite’, conta Nanini, que já pensava em encenar algum texto do autor irlandês quando aceitou de pronto a provocação de Guilherme Weber, responsável pela sugestão para atuarem juntos em ‘Fim de Partida’. Juntos, eles já estiveram nas montagens célebres de ‘Os Solitários’ (2002) e ‘A Morte do Caixeiro Viajante’ (2004).
Logo, eles reuniram Helena Ignez, icônico nome do cinema brasileiro, com quem Nanini contracenou no início da carreira, e Ary França, com quem dividiu o palco no premiado ‘O Burguês Ridículo’ (1996).
Rodrigo Portella foi convidado para assumir a direção da empreitada e chega em um grande momento profissional com a consagração de alguns dos espetáculos que dirigiu recentemente, como ‘Tom na Fazenda’, ‘Ficções’, ‘Um Ensaio sobre a Cegueira’ (Grupo Galpão) e ‘Ray’. Ele divide o texto de ‘Fim de Partida’ em três fluxos:
‘O primeiro seria a relação simbiótica entre Hamm e Clov, mas numa segunda camada a peça pode ser lida como uma alegoria política. Hamm surge como um déspota, um tirano arbitrário, figura que alude à lógica da guerra e do militarismo, cuja autoridade se funda no poder bélico e opressivo. Clov é o corpo submisso, o soldado em vigília permanente, sempre de pé, incapaz de repouso, a serviço de uma engrenagem que não faz nenhum sentido. A cena torna-se, assim, um campo de poder em ruínas’, conta o diretor, que chama a atenção ainda para uma terceira camada de leitura: a do metateatro.
Evidenciada pela cenografia de Daniela Thomas, que coloca uma espécie de palco dentro do palco, em uma pequena caixa cênica retangular, a característica da metalinguagem que o texto propõe se estabelece:
‘Clov é o clown, o operador da cena, o ridículo, enquanto Hamm assume a figura do ator principal, o narrador canastrão que se sustenta na fabulação de si mesmo. O teatro se dobra sobre ele próprio: Há um teatro dentro do teatro, um palco dentro do palco’, resume Portella.
A equipe criativa do espetáculo conta ainda com parceiros que enfileiram uma série de projetos com Nanini, como a própria Daniela Thomas, o iluminador Beto Bruel, o figurinista Antonio Guedes, além do produtor Fernando Libonati, responsável pela produção artística dos espetáculos do ator nas últimas três décadas.
Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary Franca em
FIM DE PARTIDA
- De Samuel Beckett
- Direção: Rodrigo Portella
- Tradução: Fábio de Souza Andrade
- Direção de Arte e Cenografia: Daniela Thomas
- Iluminação: Beto Bruel
- Trilha Original e Direção Musical: Federico Puppi
- Figurino: Antonio Guedes
- Assistência de Direção: Zé Mancini
- Visagismo: Leila Turgante
- Comunicação: Pedro Neves
- Gerência de Projetos: Carolina Tavares
- Produção Executiva Montagem: Ártemis
- Produtor: Fernando Libonati
- Uma produção Pequena Central de Produções
Serviço:
Fim de Partida
Teatro TotalEnergies (Rua do Russel, 804 – Glória)
Estreia dia 20 de agosto
Quintas e Sextas, às 20h. Sábados, às 19h00 e Domingos, às 17h.
Duração: 90min.
Classificação: +16 anos.
Ingressos de R$ 25 (meia) a R$ 160
Vendas em Ingresso.com
Elias Andreato e Caio Manhente protagonizam Visitando Sr. Green

Visitando Sr. Green – Foto: Nana Moraes
Certas histórias são universais. ‘Visitando o Sr. Green’ narra o encontro entre um jovem e um senhor de 86 anos e vem conquistando plateias do mundo inteiro. A comédia do norte-americano Jeff Baron discorre sobre amizade, respeito às diferenças, velhice, solidão, homofobia. Sobre o ser humano e suas múltiplas camadas com muito bom humor. No Brasil, Paulo Autran esteve à frente de uma montagem histórica, com direção de Elias Andreato, que se reencontra com o texto 25 anos depois, agora assumindo o papel título. O sucesso se repetiu com o espetáculo fazendo uma temporada de seis meses em São Paulo com casa lotada, em 2025. Finalmente, ‘Visitando o Sr. Green’ está agora, no Teatro Vannucci, no Rio. Elias divide o palco com Caio Manhente. A direção é de Guilherme Piva e produção geral de Edgard Jordão e Rodrigo Piva.
Elias Andreato não esconde o entusiasmo de revisitar esse texto tantos anos depois. “O reencontro com o Sr. Green é carregado de nostalgia e emoção. E muita saudade do meu amigo Paulo Autran. Voltar a ele, com nova1s perspectivas e em um contexto diferente, permite redescobrir nuances que talvez tenham passado despercebidas antes. Foi uma experiência transformadora dirigi-lo pela primeira vez e agora é uma nova aventura explorar o mesmo texto na companhia do talentoso Guilherme Piva”, celebra.
‘Visitando o Sr Green’ teve estreia mundial em 1996 e, desde então, vem sendo encenada sempre com grande sucesso. A peça já foi montada em mais de 50 países, em 26 línguas e 600 produções diferentes. São dois personagens em cena: um velho e solitário judeu ortodoxo, o Sr Green, e o jovem Ross, executivo de 29 anos, gay, mas ainda com questões em relação a sua sexualidade. A convivência entre eles faz nascer afinidades e explodir diferenças e preconceitos em uma relação complexa, cheia de conflitos, mas que também é capaz de gerar afeto e aceitação.
Guilherme Piva não hesitou em aceitar o convite para dirigir esta nova montagem. “O que me encanta é a forma como os temas são abordados. Ela fala de como nos afastamos do amor, seja ele qual for, por diferenças de crenças, dogmas da sociedade e da religião. E reflete como é preciso ressignificar para se encontrar a verdade mais profunda do nosso ser, que por muitas vezes deixamos de lado”, pondera. “É uma tristeza que esses temas ainda permaneçam atuais, por isso mesmo temos que falar sobre eles, mostrar que certos dogmas e pensamentos precisam evoluir com o tempo, senão ficaremos presos neles. O amor é atemporal, é o que todos procuram. Então, temas como religião, homossexualidade, holocausto, família precisam ser debatidos e aceitos pela humanidade. Aceitar as diferenças é aceitar o amor”, complementa.
Elias Andreato endossa a opinião do diretor: “o que mais me atrai no texto é a forma como ele explora temas universais como tolerância, perdão e o choque entre gerações e culturas, tudo com um tom muito humano e cheio de humor. O texto nos conduz por uma jornada onde os personagens, em sua humanidade e falhas, representam tantas pessoas que conhecemos em nossas próprias vidas”, exalta.
Caio Manhente faz sua estreia no espetáculo na temporada carioca. “Quando tive contato com o texto, fiquei maravilhado. É uma história sobre o afeto humano e como esse afeto pode transformar vidas tão diferentes. Em tempos de redes sociais e inteligência artificial, a oportunidade de abordar esse tema no teatro é um bálsamo. Sem falar na alegria que é dividir o palco com um gigante como o Elias”.
Guilherme Piva afirma que os ensaios são enriquecedores, com uma intensa troca de experiência com os atores. “Admiro os dois profundamente. E essa diferença de idade e de experiência me ajuda muito nesse texto, porque ele fala exatamente sobre isso. Sobre esse choque geracional. Um personagem é mais enrijecido, mais ortodoxo. O outro, mais maleável, mais contemporâneo. Os dois carregam as dores do seu tempo e o bonito é que, com a convivência, eles aprendem um com o outro e passam a se complementar nas faltas, fazendo uma transferência muito emocionante”, explica.
O texto ganha nova tradução de Gustavo Pinheiro, em uma co-produção de Edgard Jordão e Rodrigo Piva. A ficha técnica é repleta de grandes nomes do teatro: cenário – Chris Aizner, figurinos – Karen Brusttolin e designer de luz– Maneco Quinderé, entre outros.
Ficha Técnica
- Elenco – Elias Andreato e Caio Manhente
- Texto – Jeff Baron
- Direção – Guilherme Piva
- Tradução – Gustavo Pinheiro
- Designer de luz – Maneco Quinderé
- Assistente de luz – André Pierre
- Cenário – Chris Aizner
- Figurino – Karen Brusttolin
- Assistente de figurino – Maria Luisa
- Trilha Sonora – Guilherme Piva
- Operador de som – Carlos Ferreyra
- Programação visual – Alexandre Furtado
- Marketing Cultural – Gheu Tibério
- Assistente de marketing Cultural – Paula Rego
- Fotos – Nana Moraes
- Visagismo Fotos – Fernando Ocazione
- Administrativo – Ana Velloso
- Camareira – Magnólia Gomes
- Contrarregra – Danilo de Castro
- Assistente de Produção – Raí Nonato
- Cenotécnico e equipe – Marcos Santos…
- Produção Geral – Edgard Jordão e Rodrigo Piva
- Realização – Jordão Produções
SERVIÇO
Estreia: 08 de agosto (sábado)
Local: Teatro Vannucci – Shopping da Gávea
Horários:
Sábados: 18h
Domingos: 17h
Preços:
Plateia – R$ 150,00 (inteira) e R$ 75,00 (meia)
Balcão – R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia)
Ingresso popular – R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)
Classificação indicativa: 10 anos
Duração: 75 min
Alzheimer inspira humorista Daniel Sartório a registrar as histórias do pai em um especial

Antes que ele se esqueça
O humorista Daniel Sartório transforma um dos maiores patrimônios da própria família em um espetáculo. No especial “Antes que ele se esqueça”, já disponível no YouTube, ele divide o palco com o pai, Celso Trindade, para registrar os causos e histórias que marcaram sua vida. O projeto nasce após Celso receber inicialmente o diagnóstico de demência por corpos de Lewy, quadro que evolui posteriormente para Alzheimer, e ganha um significado ainda maior ao preservar lembranças que poderiam se perder com o avanço da doença.
A divulgação do especial reforça um debate que alcança milhões de famílias. Setembro concentra iniciativas voltadas à conscientização sobre a doença, ao diagnóstico precoce e ao apoio aos pacientes e seus familiares. Segundo o Relatório Nacional sobre a Demência, do Ministério da Saúde, cerca de 2,71 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais vivem com algum tipo de demência, número que pode chegar a 5,6 milhões até 2050. O Alzheimer representa aproximadamente 60% a 70% dos casos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mineiro e contador de histórias, Celso costuma reunir familiares e amigos para compartilhar episódios vividos ao longo dos anos. Daniel leva esse repertório para o palco e transforma essa característica em um registro da memória afetiva da família.
Durante a apresentação, os dois dividem a cena de maneira espontânea. Quando Celso esquece parte de uma narrativa, o filho retoma a história, conduz a conversa e permite que o causo continue. A interação revela, de forma leve e bem-humorada, como o afeto também integra o cuidado.
Segundo Daniel, o Alzheimer dá origem ao projeto, mas não ocupa o centro do espetáculo. “Meu pai sempre foi um grande contador de histórias. A superação não está em falar sobre o Alzheimer, mas em vê-lo fazendo aquilo que sempre amou. Quando ele esquece um trecho, eu ajudo, ele continua e a história segue. Assim acontece no palco e também na nossa vida”, explica o humorista.
O processo de criação do especial fortalece ainda mais a relação entre pai e filho. Ao recordar esse período, Daniel conta que passa a conhecer outras dimensões da história e da personalidade de Celso. “Foi um dos melhores momentos da minha vida. Eu conheci meu pai novamente. Ficamos muito mais amigos e a doença acabou nos aproximando de um jeito que eu nunca imaginei.”
Embora o diagnóstico motive a gravação, o conteúdo privilegia os episódios vividos por Celso, seu modo de narrar e a relação construída com a plateia. O projeto também convida outras famílias a registrar histórias que fazem parte de sua memória afetiva.
Para Daniel, o maior legado do especial está no tempo compartilhado ao lado do pai durante sua criação e quer preservar as histórias do meu pai e mostrar que nenhuma doença consegue apagar aquilo que construímos juntos. “Quando a memória começa a desaparecer, o acolhimento passa a ser a lembrança mais importante que um filho pode oferecer”, finaliza o humorista Daniel Sartório.
Serviço:
Especial: Antes que ele se esqueça
Onde assistir: https://www.youtube.com/watch?v=I0ULL6i0vTY
