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Festival Panorama completa 30 anos

Com patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Cultura, edição celebra os criadores da dança carioca no dia 20 de dezembro e faz em janeiro sua primeira edição de verão com grandes nomes da dança brasileira

por Redação
João Saldanha, Carlos Laerte, Gatto Larsen e Roberto Anderson. Andrea Jabor, Teresa Tequechel, Esther Weitzman, Maria Alice Poppe e Márcia Rubin. Izabel Stuart, Denise Stutz e Monica Burity

Um dos mais importantes festivais de arte do corpo, dança e performance da América Latina, o FESTIVAL PANORAMA celebra seus 30 anos com uma edição presencial potente, repleta de atrações, depois de dois anos em formato online. A programação será de 13 a 28 de janeiro de 2023, mas as comemorações começam ainda este ano, nesta terça-feira, dia 20 de dezembro, com uma noite de abertura no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, no Humaitá. No palco onde nasceu o Panorama, em 1992, e sob direção do coreógrafo João Saldanha, dezenas de criadores de várias gerações da dança se reúnem numa ação artística afetiva de homenagem à dança carioca, com exibição de documentos, depoimentos e memórias.

Participam desta noite – de forma presencial ou por meio de depoimento pré-gravado – os seguintes artistas: Alice Ripoll, Ana Amélia Vianna, Andrea Jabor, Carlos Laerte, Carmen Luz, Charles Siqueira, Clarice Silva, Cristina Moura, Dani Lima, Denise Stutz, Esther Weitzman, Frederico Paredes, Gatto Larsen, Giselda Fernandes, Gustavo Ciríaco, Guy Darmet, Izabel Stuart, Jackie Motta, João Carlos Ramos, Marcela Levi, Márcia Milhazes, Márcia Rubin, Márcio Cunha, Maria Alice Poppe, Mayla Eassy, Monica Burity, Nyandra Fernandes, Paulo Caldas, Paulo Mantuano, Renato Cruz, Roberto Anderson, Sonia Destri Lie e Teresa Taquechel. O encontro tem entrada franca e será transmitido ao vivo pelo canal do youtube e no Facebook do Festival Panorama.

Em janeiro, o Panorama ocupará espaços icônicos da cidade, como os teatros João Caetano e Nelson Rodrigues, o Museu de Arte do Rio (MAR), a Praça Tiradentes e as Arenas Dicró e Fernando Torres, revisitando sua própria história na cidade e evidenciando temáticas e práticas das danças de ontem, de hoje e de amanhã. “A edição de 30 anos celebra o corpo como matéria-prima da dança e da performance e discute a relação que temos com a história do Rio e do Brasil”, diz Nayse López, diretora artística do Panorama desde 2005.

O festival apresentará peças, performances e intervenções urbanas que colocam em cena alguns dos mais emblemáticos espetáculos dos últimos anos, trazendo de volta ao Rio de Janeiro sucessos dos grandes criadores da dança brasileira, como Alejandro Ahmed, Cristian Duarte, Alice Ripoll e Marcelo Evelin, além de inéditos de novos nomes da dança como Tieta Macau e Idylla Silmarovi.

O festival homenageia sua fundadora, a coreógrafa Lia Rodrigues, fazendo a estreia em teatros cariocas de “Encantado”, o mais recente trabalho. Nos dias 13 e 14 de janeiro, no Teatro João Caetano, o público poderá assistir ao sucesso do ano na dança brasileira, depois de sua aclamada turnê mundial que passou pelos festivais de Outomne e Kunsten e pela Brooklin Academy de Nova Iorque, e de uma belíssima temporada no Centro de Artes da Maré e semanas de temporada lotada em São Paulo. Lia é fundadora do Festival Panorama e será homenageada nesta edição histórica.

No Teatro Nelson Rodrigues,  Alejandro Ahmed apresenta “Z”, obra músico-coreográfica do artista, que ficou surdo e nessa peça expressa a relação de seu corpo com o som. Fundador da companhia Cena 11, uma das mais importantes da dança brasileira, Alejandro não dança em cena no Rio de Janeiro há 20 anos e retoma sua relação com o palco em uma peça potente e emocionante. Outro grande destaque é “The Hot One Hundred Choreographers”, solo de Cristian Duarte, que revive a história da dança numa peça com trechos de 100 diferentes coreógrafos, dos clássicos e contemporâneos aos pop.

Também estão na programação do festival: “Looping: Rio Overdub”, versão carioca do espetáculo de Felipe Assis, Rita Aquino e Leonardo França, que volta ao Rio para fazer o público dançar a democracia na praça; “Barricada”, projeto de Marcelo Evelin que parte de uma aglomeração improvisada para formar um organismo único e plural; e “Suave”, de Alice Ripoll e Cia. Suave, espetáculo que marcou a chegada do passinho e da dancinha do funk aos palcos mundiais da dança. A companhia Original Bomber Crew apresenta “Treta”, que encurrala o público numa performance que mistura skate, grafite e dança urbana para falar da desigualdade no Brasil; e Paula Maracajá recria o universo mágico do clássico infantil da dança em “tudo que não invento é falso”, inspirado na obra de Manoel de Barros.

“O eixo curatorial desta edição emergencial e de volta ao espaço urbano depois de dois anos de edições pandêmicas online é a história que nossos corpos contam. Que história da dança construímos e que histórias do Rio e do Brasil ainda precisam ganhar sua própria narrativa dentro da dança?”, questiona Nayse López.

Corpos e coreografias negras, indígenas, femininas, LGBTQIAP+ e PCDs – que em 1992, quando o festival foi criado, ainda quase não habitavam a dança contemporânea – ganharam corpo, literalmente. Reforçando a vocação de levar a dança também para debates teóricos desde sua primeira edição, o Festival Panorama realiza o seminário “Corpos da História”, com curadoria de Nayse López e Camilla Rocha Campos. Em dois ciclos de conversas, os diferentes corpos, cores e movimentos são trazidos para o centro do debate sobre a construção da sociedade brasileira. Mesmo após 30 anos e uma pandemia que redefiniu os conceitos de presença e colaboração, desenvolver estratégias de contingência ainda é urgente e determinante para os circuitos da cultura e das artes performáticas.

E além de ocupar palcos e importantes espaços públicos, em janeiro, o Panorama vai ganhar as paredes da cidade com projeções surpresa de dança que serão anunciadas futuramente.

A edição 30 anos do Festival Panorama tem apoio da Samambaia Filantropias, do Consulado Francês no Rio de Janeiro e do Instituto Goethe.

O Festival Panorama mantém a tradição de democratizar a arte: todas as atrações têm entrada franca ou preços acessíveis (até R$ 30).

NOITE DE ABERTURA PANORAMA 30 ANOS | 20 DE DEZEMBRO

Panorama 30 Anos – Memória viva da dança carioca

Uma noite única reunindo grandes nomes da dança da cidade em uma ação artística de homenagem aos 30 anos da dança carioca. Dirigida pelo coreógrafo João Saldanha, vai ocupar o teatro onde o Panorama nasceu em 1992 com uma noite de muita emoção, exibição de documentos, depoimentos e memórias.

20 de dezembro (terça-feira)

Horário: 19h. Abertura do teatro às 17h.

Entrada franca.

Haverá distribuição de senhas para a entrada na sala de espetáculos a partir das 18h. Também será possível assistir ao espetáculo na TV do lounge.

Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto – Rua Humaitá, 163, Humaitá – Rio de Janeiro.

Link para transmissão ao vivo: https://www.youtube.com/festivalpanorama

Site oficial: http://panoramafestival.com/

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