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Meu Coração (ou de carinho e de sexo) na Sala municipal Baden Powel

Um relacionamento sem nenhum padrão

por Waleria de Carvalho
Meu coração (ou de carinho e de sexo)

Meu coração (ou de carinho e de sexo) Foto Sabrina de Paz

Quem nunca teve um relacionamento torto que atire a primeira pedra. Afinal é comum as pessoas se interessarem por pessoas completamente diferentes delas até ficarem com ela por um bom tempo. A atração física é prova de que um casal, aparentemente, sem ter nada a ver, constrói algum tipo de envolvimento. E claro que mágoas, ressentimentos e desencontros acabam sempre por fazer parte deste quadro que não é o ideal para nossas mães e, principalmente, para a nossa sociedade. Mas será que quando se trata de amor, sexo e carinho existe uma regra a ser seguida? Eu acredito que não, mas deixo para você, meu caro leitor, avaliar ao assistir a história de Wanda (Paula Furtada) e Claudemir (Carlos Augusto Marinho) na peça Meu Coração (ou de carinho e de sexo), em cartaz na Sala Municipal Baden Powell, em Copacabana.

Escrita e dirigida por João Cícero, a peça aborda a relação conflituosa de um homem e uma mulher de classes menos abastadas. O que seria uma união improvável acaba por consistir na relação de duas pessoas que parecem estar sempre em tempo diferentes apesar de se gostarem. Ainda pouco conhecidos do grande público, os atores conseguem atrair a atenção e os olhares da plateia são bem firmes mesmo diante de um cenário e figurinos simples (como a trama gira em torno de um casal com parcos recursos não poderia ser mesmo diferente). Com uma hora e meia de duração, a peça faz o espectador pensar no tipo de relacionamento que quer e, principalmente, o que não quer para a sua vida.

Meu Coração (ou de carinho e sexo) – em cartaz até o dia 1 de maio – é a primeira de uma trilogia sobre amores obsessivos, livremente inspirada na letra de Carinhoso, de João de Barro (1907-2006). As outras são Meus Olhos (ou leituras pornográficas) e Lábios Meus (ou o leito de amor e morte) ainda sem datas para estreias.

SERVIÇO

  • MEU CORAÇÃO (ou de carinho e de sexo)
  • Dias: até 1o. de maio de 2022 – sextas, sábados e domingos
  • Horário: sextas e sábados, às 19h30; e domingos, às 18h
  • Nos dias 22, 23 e 24/4 não haverá espetáculo
  • Ingressos: R$ 30 inteira. Meia entrada para estudantes e maiores de 60 anos
  • Vendas na bilheteria do teatro
  • Local: Sala Municipal Baden Powell
  • Endereço: Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360 – Copacabana – Rio de Janeiro
  • Classificação etária: 16 anos
  • Duração: 75 minutos
  • Instagram: espetaculomeucoracao

Tradicional cortejo da Companhia Mystérios pelas ruas da Zona Portuária une o sagrado e o profano

Saga de Jorge

Saga de Jorge (Foto: iego de Deus)

Com músicas inéditas de Zeca Baleiro, Lelena Anhaia, Ligia Veiga e Emerson Boy a Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades apresenta no dia 23 de abril, sábado, às 12h, o espetáculo teatral SAGA DE JORGEna Praça da Harmonia, bairro da Gamboa, Zona Portuária do Rio de Janeiro, mas, antes, tem cortejo saindo às 11h da Praça Mauá. Como uma trupe de saltimbanco, os atores e músicos circenses populares com figurinos e bailando com estandartes nas mãos ressaltam as raízes indígenas e africanas em coreografias de pernas de pau e música ao vivo.

O espetáculo teatral é baseado na versão alagoana da Folia de Reis – “O Guerreiro” – contando em forma de folguedo, semelhante aos reisados, com seus dançadores e cantores multicoloridos, a história de São Jorge contra os dragões da maldade e do caos, reconstituindo nesta celebração a figura mítica que se preservou nas mais diferentes culturas. Os textos de Ligia Veiga e Bado Todão são cantados e narrados, e seguem a métrica cordel dos poetas populares.

Com músicas de Lelena Anhaia, Zeca Baleiro, Moacyr Luz e Emerson Boy utiliza técnicas do teatro de rua, técnicas circenses (perna de pau) e danças populares para contar sua história.  Os figurinos e adereços são de Luciana Buarque e Milton Biazi.

SERVIÇO:

  • Dia 23 de abril, sábado
  • Cortejo e apresentação do espetáculo SAGA DE JORGE com a Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades. Textos de Ligia Veiga e Bado Todão. Direção Ligia Veiga.
  • Cortejo: 10h30 – concentração – saindo da Praça Mauá às 11h (trajeto pela Rua Sacadura Cabral até a Praça da Harmonia)
  • Apresentação do espetáculo: Praça da Harmonia, na Gamboa, RJ, às 12h
  • Duração: 2h30 (Cortejo + espetáculo)
  • Classificação: livre

Vida de Aleijadinho contada em ópera

Ópera Aleijadinho

Ópera Aleijadinho – Foto: Paulo Lacerda

Dando ênfase à sua vocação para a produção artística, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) – Palácio das Artes, de Minas Gerais, amplia sua atuação como uma das principais instituições produtoras de ópera no Brasil. Para dar prosseguimento a essa feliz trajetória e à diretriz de estímulo à criação nacional de ópera e à sua difusão, a instituição anuncia a sua nonagésima (90ª) produção operística — Aleijadinho, com estreia em 29 de abril de 2022.

Trata-se de uma ousada estreia mundial, encenada ao ar livre, em Ouro Preto, antiga Vila Rica, onde nasceu e viveu Aleijadinho, que terá como cenário a Igreja São Francisco de Assis onde se encontram alguns dos principais acervos de suas criações. Essa obra inédita, Aleijadinho, baseia-se em fatos da vida do Mestre Antônio Francisco Lisboa, reconhecido internacionalmente como referência do Barroco Mineiro cujas obras se encontram em diferentes cidades do Estado, especialmente em Ouro Preto e Congonhas. Após a estreia, a montagem cumpre temporada no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, dias 14, 16, 18 e 20 de maio de 2022.

A ópera Aleijadinho foi composta por Ernani Aguiar, com libreto escrito por André Cardoso. A regência é de Silvio Viegas e a direção cênica de Julianna Santos. A montagem conta com as participações da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico de Minas Gerais, da Cia. de Dança Palácio das Artes e dos Solistas convidados: Johnny França / Aleijadinho; Mar Oliveira / Manuel Francisco; Guilherme Moreira / Tomás Antônio Gonzaga; Pedro Vianna / Alvarenga Peixoto; Lício Bruno / Lobo de Mesquita; Luanda Siqueira / Joana e Mauro Chantal / Vicente Ferreira.

Para Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, com essa nova montagem a instituição reafirma o seu papel como uma grande formadora de público no campo operístico em Minas Gerais, difundindo programas e promovendo espetáculos. “Ao apresentar a vida e obra de Aleijadinho, aborda-se não somente a história de um dos maiores ícones da mineiridade, mas um movimento artístico que tomou o caminho da criatividade e da transfiguração de símbolos e valores para uma verdadeira arte nacional. É muito importante para a Fundação Clóvis Salgado realizar essa montagem a partir da história de Aleijadinho, difundindo a cultura mineira, fomentando a produção operística nacional, estimulando novas plateias e celebrando o Ano da Mineiridade”, destaca Eliane Parreiras.

SERVIÇO

ALEIJADINHO em Ouro Preto

  • Data: 29 de abril de 2022 — Estreia mundial
  • Horário: 20h
  • Local: Igreja de São Francisco de Assis. Largo de Coimbra – Centro
  • Ouro Preto – Minas Gerais
  • Acesso gratuito
  • Informações para o público: 31.3236-7401

Sesc lança prêmio para estimular as artes cênicas

Como forma de incentivar o setor cultural do país, o Sesc lançou no dia 18 de abril uma premiação para estimular a produção de espetáculos teatrais. O Prêmio Sesc de Artes Cênicas vai selecionar trabalhos inéditos, que receberão recursos destinados ao apoio da montagem. Ao contribuir com a produção de novos espetáculos, o Sesc incentiva o setor artístico brasileiro e movimenta este cenário cultural, que começa agora a se recuperar, depois de dois anos de pandemia. O valor total de R$ 340 mil será distribuído entre várias categorias e os interessados poderão se inscrever até o dia 8 de maio pelo site: www.sesc.com.br/premiodeartescenicas.

Artistas, produtores e coletivos de teatro, dança circo e outras modalidades de manifestações cênicas, que têm obras inéditas, poderão inscrever seus projetos. Eles serão enquadrados de acordo com a complexidade da produção. Ao todo, cinco propostas serão contempladas, sendo uma no valor de R$ 100 mil; duas com prêmio de R$ 70 mil; e outras duas com R$ 50 mil cada. Os criadores deverão indicar a categoria que melhor se adequa ao seu projeto.

“O Prêmio Sesc de Artes Cênicas é um divisor de águas para a instituição. A iniciativa marca a atuação do Sesc no fomento às artes cênicas, apoiando a criação e viabilizando a montagem de espetáculos ainda não apresentados”, comemora Lucia Prado, Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc. “O projeto busca assim contribuir com a retomada de atividades do setor artístico no país e com o processo de reabertura dos teatros da instituição, que ficaram fechados durante a pandemia, proporcionando ao público o acesso a experiências culturais inéditas produzidas por artistas residentes em seus Estados”, conta.

As produções inscritas no prêmio serão avaliadas pela comissão de seleção composta por profissionais do Sesc que atuam no planejamento e desenvolvimento da programação cultural da instituição. As propostas selecionadas terão quatro meses para montagem dos espetáculos, considerando a estreia e realização de três apresentações em teatros do Sesc ou equipamentos culturais parceiros a serem definidos.

Serviço| Prêmio Sesc de Artes Cênicas

  • Inscrições: até 8 de maio, em www.sesc.com.br/premiodeartescenicas
  • Premiação: R$ 100 mil (média complexidade), R$ 70 mil (baixa complexidade) e R$ 50 mil (solo ou monólogo)
  • Resultado final: 21 de junho

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2 comentários

Meu Coração | Sala Baden Powell – dica de teatro maio 3, 2022 - 9:02 pm

[…] – Waléria de Carvalho: https://sopacultural.com/meu-coracao-ou-de-carinho-e-de-sexo-na-sala-municipal-baden-powel/ […]

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Prorrogado: “MEU CORAÇÃO (ou de carinho e de sexo)” | Sala Baden Powell – dica de teatro maio 16, 2022 - 5:47 pm

[…] – Waléria de Carvalho: https://sopacultural.com/meu-coracao-ou-de-carinho-e-de-sexo-na-sala-municipal-baden-powel/ […]

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