Escrita por Roberto Freire e dirigida por Lourenço Marques, a peça Quarto de Empregada retorna ao palco em uma nova montagem que promete mexer com o público, trazendo à tona questões de fragilidade, esperança e a luta pela verdade. A obra será apresentada no Teatro Rogério Cardoso, dentro da Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, todas as sextas e sábados de abril às 20h e domingos às 19h.
A história se passa durante uma noite de espera e desilusão. Suely, uma jovem grávida, aguarda seu namorado Argemiro, que diz ser militar de carreira e com quem planeja viver. Sua colega de quarto, Rosa, uma idosa marcada pelas durezas da vida, percebe a farsa e tenta ajudar Suely, convencida de que Argemiro jamais aparecerá. A peça desvenda a dura realidade dessas duas mulheres, expondo verdades dolorosas e sonhos despedaçados dentro da atmosfera claustrofóbica do “quarto de empregada”.
O texto não apenas explora a solidão e o desespero dessas mulheres, mas também denuncia as tensões sociais e as expectativas de gênero presentes na época. Escrita um pouco antes do início da ditadura militar, “Quarto de Empregada” foi censurada devido à sua crítica implícita à opressão e à repressão política, tornando-se um símbolo da resistência cultural e uma reflexão sobre a condição da mulher e da classe trabalhadora no Brasil.
“É uma grande honra para nosso grupo trazer uma peça tão marcante e que dialoga tanto com o momento que vivemos nos dias atuais. Um texto potente e muito necessário, como todo grande clássico é.” ressalta o diretor da peça, Lourenço Marques, sobre o espetáculo e a temática.
De classificação livre, a peça oferece uma oportunidade única de refletir sobre o passado e as complexas relações humanas em uma sociedade marcada por silenciamento e repressão.
SERVIÇO:
Peça: Quarto de Empregada
Texto: Roberto Freire
Direção: Lourenço Marques
Co-Direção: Luma Louzada
Produção: Esther Brollo
Adaptação: Elizia Gomes
Elenco: Ava Erzen, Elizia Gomes, Leticia Catalá, Luma Louzada e Sônia Corrêa
Local: Teatro Rogério Cardoso – Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio de Janeiro
Datas: Todas as sextas e sábados de abril, às 20h; domingos às 19h
Classificação: Livre
Ingressos: Inteira: 50 reais / Meia 25 reais / ingressos a venda na bilheteria do teatro ou pelo link: https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/c75d76d3b22e0367cb06d8bf56bf8a9e6e9eb9f4
Informações: 21 97491-0107
‘Nasci para ser Darcy”, com Grace Gianoukas, será apresentado no SESC Madureira, na tarde de sábado, dia 12
Nasci pra ser Dercy – Foto: Heloísa Bortz
Com voz off de Miguel Falabella, o monólogo presta homenagem a Dercy Gonçalves, artista que rompia padrões e inaugurou uma representação genuinamente brasileira em nossos palcos. ‘Nasci pra ser Dercy’ é estrelado por Grace Gianoukas, vencedora dos prêmios APCA e SHELL (2024), de melhor atriz, e I Love PRIO (2024), de melhor performance.
O premiado monólogo “Nasci pra ser Dercy”, estrelado por Grace Gianoukas e escrito e dirigido por Kiko Rieser, presta uma homenagem a Dercy Gonçalves, uma das maiores atrizes do século 20. Desde a estreia, há dois anos, o espetáculo é enorme sucesso de crítica e público – visto por mais de 40 mil pessoas – por todas as cidades em que passa com sua turnê nacional. E, no sábado (12/04), às 15h, chega ao Teatro do Sesc Madureira. Grace Gianoukas foi vencedora dos prêmios SHELL e APCA de melhor atriz (2024), I Love PRIO do Humor, de melhor performance, e Kiko Rieser vencedor do Prêmio Bibi Ferreira (2023), na categoria Melhor Dramaturgia Original, por “Nasci pra ser Dercy”. O espetáculo, produzido pela Ventilador de Talentos, ainda foi indicado ao Prêmio Cenym de melhor monólogo, e prêmio Miguel Arcanjo, melhor direção, peça e atriz.
Assim como DoloresmQuando eu nasci, o Brasil já gargalhava com Dercy Gonçalves. À medida que eu fui crescendo, fui assistindo a seus trabalhos no cinema, na TV, suas participações memoráveis nos programas de auditório… No final dos anos 80, a partir de uma sugestão da atriz Christiane Tricerri, fui convidada pelo Jornal da Tarde para, ao lado de outras atrizes comediantes, assistir ao show de Dercy no teatro e conversarmos com ela no final. Foi ótimo! Ela nos tratou com muito carinho e disse uma coisa que eu nunca mais esqueci: “Evitem ficar tirando a roupa em qualquer trabalho. Enquanto vocês são jovens, muitas vezes a nudez é só exploração da imagem feminina, é só chamariz, não tem nada de arte. Deixem pra ficar nuas quando tiverem a minha idade.
Uma velha nua é uma transgressão, traz questionamento, e isso é arte.” Convivi com várias mulheres de sua geração e sei dos horrores de moralismo, machismo e opressão social que elas passaram, e por isso admiro Dercy profundamente, pela força, inteligência, empreendedorismo e extraordinário talento como atriz, autora e produtora.
O convite de Kiko Rieser para atuar em “Nasci pra ser Dercy” me trouxe uma grande oportunidade de pesquisar e conhecer melhor Dolores Gonçalves Costa, que, assim como eu, nasceu numa cidade do interior, onde muitas vezes se sentia extremamente deslocada e incompreendida. No entanto, ao contrário de mim, que sempre tive o apoio da minha família, ela teve que enfrentar o mundo sozinha, sem nenhuma
orientação, amparada apenas pela força de sua alma em expansão. Essa alma, guiada pelo seu desejo de liberdade e conhecimento, ela batizou como Dercy Gonçalves, uma grande guerreira que transformou sua dor em alegria para o povo brasileiro.
Grace Gianoukas, atriz
A avó de todos nós
Quando criança, eu queria que Dercy fosse minha avó. Dito isso em voz alta, minha avó Daisy ficou ofendidíssima, ou ao menos fingiu que ficou, como se eu quisesse substituí- la. Na minha cabeça – e foi isso que respondi – a coisa era simples: tendo apenas uma avó, havia ainda um outro posto vago, que poderia ser ocupado por aquela velhinha que me encantava com sua autenticidade e seu despudor em soltar verdades e palavrões conforme lhe vinham à cabeça. Acho que nunca havia visto até então, como tampouco vi depois, uma pessoa tão autêntica quanto Dercy Gonçalves. Faço parte da última das diversas gerações que Dercy atravessou e influenciou em 101 anos de uma vida intensa e prolífica, e é claro que descobrir uma senhora emplumada no alto de seus 90 anos mandando “tomar no cu” quem lhe desse na telha e se dirigindo ao presidente da República com um “ô, cara” tinha um sabor especial de transgressão. O estigma da “velha louca que fala palavrão” me fascinou.
Mais tarde descobri como essa definição é redutora, e até mesmo falsa, porque de louca Dercy não tinha nada. Pelo contrário, tinha consciência e método de sobra. Só depois que escolhi o palco como ofício, me deparei com a imensa importância que ela teve para o teatro e a autonomia das mulheres. Podemos dizer sem risco de exagero que Dercy revolucionou o teatro brasileiro. Das tantas faces dessa atriz colossal, a maioria segue desconhecida pelo país. Hoje, 17 anos após sua morte, acho escandaloso que ainda não tenha havido uma obra dedicada a ela na arte à qual ela dedicou toda sua existência: o teatro. “Nasci pra ser Dercy” é uma homenagem, mas também um resgate histórico e um alerta para que a memória da cultura brasileira não se perca, para que saibamos sempre quem são as pessoas que vieram antes de nós e, assim como nossas avós, pavimentaram o caminho para que hoje sejamos quem somos. Obrigado, Dercy!
Kiko Rieser, autor e diretor
SERVIÇO
‘Nasci pra ser Dercy’
- Sessão com Intérprete de Libras e Audiodescrição
- Endereço: Teatro do Sesc Madureira – Rua Ewbank da Câmara, 90 – Madureira – Rio de
- Janeiro/RJ
- Data: sábado (12/04)
- Horário: 15h
- Classificação: 14 anos
- Ingressos: R$ 15 (inteira), R$ 7,50 (meia/convênio), R$ 5 (credencial plena), gratuito
- (público PCG e menores de 16 anos).
- Atendimento: A venda dos ingressos acontece exclusivamente na Bilheteria do Sesc
- Madureira, a partir de sexta-feira (04/04); com atendimento de terça a sexta-feira, das
- 7h às 19h30, e sábado, domingo e feriado, das 9h às 17h30
- Informações: https://ventiladordetalentos.com.br
- Duração: 80 minutos
- Capacidade: 106 lugares
FICHA TÉCNICA – ‘Nasci pra ser Dercy’
- Texto e direção: Kiko Rieser
- Atriz: Grace Gianoukas
- Voz off: Miguel Falabella
- Diretor de Produção: Paulo Marcel
- Técnico de luz: Jânio Silva
- Técnico de som: Éder Sousa
- Contra regra/camarim: Venício Alvarenga
- Cenário e figurino: Kleber Montanheiro
- Desenho de luz: Aline Santini
- Trilha sonora original e arranjos: Mau Machado
- Canção-tema “Só sei ser Dercy”: Danilo Dunas e Pedro Buarque
- Visagismo: Eliseu Cabral
- Assistência de direção: André Kirmayr
- Preparação corporal: Bruna Longo
- Preparação vocal: André Checchia
- Assistência de figurino: Marcos Valadão
- Cenotécnica: Evas Carreteiro
- Design gráfico: Pierre da Rosa
- Assessoria de imprensa: Benu Comunicação
- Mídias sociais: Pierre da Rosa
- Fotos: Heloísa Bortz (estúdio) Priscila Prade (cenas/palco)
- Assessoria jurídica: Dr. Sérgio Almeida
- Realização e Produção Nacional: Ventilador de Talentos
- Produção associada: Rieser Produções
Festival Porto alegre em Cena está em cartaz no CCBB Rio
Caio do Céu – Foto: André Feltes
A mais recente edição do Porto Alegre em Cena, Festival Internacional de Artes Cênicas, ocorreu entre os meses de novembro e dezembro do ano passado, encerrando-se de forma histórica. Em razão das enchentes que afetaram parte do Estado e também o setor cultural, a programação da 31ª edição foi inteiramente voltada para as produções de espetáculos do Rio Grande do Sul.
Dentro da concepção de reconstrução, valorização e visibilidade das produções artísticas do Sul, o festival realiza uma ação inédita a partir do primeiro semestre de 2025: produções artísticas gaúchas terão apresentações marcadas para o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.
Caio do Céu faz temporada de 26 de março a 20 de abril de 2025. O espetáculo conta com parte da obra do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu e traz Deborah Finocchiaro e Kiti Santos ao palco.
Já o premiado espetáculo Onde está Cassandra? terá apresentações de 17 de abril a 12 de maio e celebra os 25 anos de carreira de Cassandra Calabouço. O elenco reúne cinco drag queens – incluindo a própria Cassandra – que resgatam a trajetória da artista. Com patrocínio master da BB Asset, ambas as temporadas ocorrerão nos teatros do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, tradicional e conceituado espaço de artes cênicas da cidade.
Segundo Mario Perrone, diretor Comercial da BB Asset, a gestora investe constantemente na promoção da cultura. “O apoio aos projetos de curadoria do CCBB faz parte da nossa história porque reconhecemos o valor da arte e a da cultura. Acreditamos que dessa maneira estamos contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e participativa”.
“Testemunha privilegiada da história do Porto Alegre em Cena, posso dar testemunho do quanto se trabalha para aumentar o espectro das parcerias culturais que podem ampliar a potência de um evento, expandi-lo para além de suas fronteiras regionais. Nesses mais de trinta anos, dialogamos com todos aqueles que demonstraram interesse pelo nosso trabalho regional. Vida longa ao projeto de circulação nacional. Que tudo se revele potente e importante. Bem-vindos!”, celebra Luciano Alabarse, coordenador geral do Porto Alegre em Cena.
O 31º Porto Alegre em Cena contou com mais de 80 espetáculos e ações culturais totalmente gaúchos e reafirmou a força e a diversidade da arte produzida no Rio Grande do Sul. Foram apresentados espetáculos de teatro, dança, circo, performances e ações formativas que se desdobraram em mais de 35 locais, levando a arte a diferentes espaços da cidade de Porto Alegre.
O público, estimado em 12.000 pessoas, demonstrou entusiasmo ao lotar teatros, ruas e espaços alternativos e representou a resistência, a força e a coragem após as trágicas enchentes que assolaram o Estado e comprometeram também as produções artísticas e o setor cultural.
“A excelente iniciativa do Festival Porto Alegre em Cena de levar espetáculos gaúchos para outros Estados brasileiros, representa romper fronteiras, estreitar laços, expandir horizontes,
valorizar artistas, compartilhar estéticas, pensamentos, criações e enaltecer teatro, arte e cultura em nosso país”, reforça Deborah Finochiaro atriz do espetáculo Caio do Céu.
Já para Mac, Diretor de Onde está Cassandra?, a importância e o ineditismo da ação têm também mais significados: “Acredito que levar espetáculos gaúchos para fora do estado neste momento pós-enchente é não só um feito artístico e de produção, é também um gesto importante de resistência e de reconstrução concreta e simbólica. O Festival Porto Alegre em Cena, ao abrir essas portas e sedimentar esse terreno, impulsiona a cena local e dá voz aos artistas que, assim como tantos outros gaúchos, estão se reerguendo diante das perdas, atravessando fronteiras e reafirmando em movimento nossa identidade e nossa produção artística.
SINOPSE DOS ESPETÁCULOS E FICHA TÉCNICA:
CAIO DO CÉU – O espetáculo transpõe o universo de Caio Fernando Abreu para o palco por meio de vozes femininas, crônicas, cartas, contos, poemas, textos teatrais, música ao vivo e projeções. Traz para a cena o próprio artista, por meio de vídeos, com trechos de suas entrevistas.
O roteiro prioriza parte da obra que valoriza a vida, apresentando também uma face pouco conhecida do autor: um homem vibrante e solar, que se revela desperto para o milagre da existência diante da iminência da morte – muitas vezes abordada com humor e profundidade.
Quanto ao conteúdo, os textos abordam questões extremamente atuais: o mal-estar do homem que se quer livre diante de uma sociedade fraturada, conservadora e preconceituosa. Caio F. dá espaço às minorias, às diferenças, aos seres que não se ajustam ao status quo. Aqui o elenco não se propõe a representar a persona física de Caio, mas simplesmente ser o seu porta-voz, investindo no trabalho físico e sonoro para ser o canal por onde passam as palavras, as reflexões, as imagens deste que é um dos grandes autores da literatura brasileira.
A peça estreou em 2017 no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, e desde então vem participando de Festivais nacionais e internacionais, conquistando plateias e prêmios no Brasil e em Portugal.
- Textos: Caio Fernando Abreu
- Concepção: Deborah Finocchiaro e Luís Artur Nunes
- Seleção de textos: Deborah Finocchiaro com a colaboração de Luís Artur Nunes
- Roteiro: Deborah Finocchiaro
- Direção: Luís Artur Nunes
- Assistência de Direção: Áurea Baptista e Jéssica Lusia
- Atuação e Violão: Deborah Finocchiaro
- Atuação, violoncelo, flauta, saxofone e teclado: Kiti Santos
- Músicas: Fernando Sessé e Gustavo Petry (com exceção de “Muros” e “Alento” de Deborah F. e trechos das músicas “Necessidade” e “Amor Nojento” de Laura Finocchiaro)
- Direção de Vídeo: Bruno Polidoro e Daniel Dode
- Pesquisa de Imagens: Bruno Polidoro
- Edição de Vídeo: Daniel Dode
- Entrevistas Caio Fernando Abreu: TVE RS e Marian Starosta
- Fotos Adicionais (cena Necessidade): Fernanda Chemale
- Participação em Vídeo: Marcelo Ádams
- Figurino: Antonio Rabadan
- Desenho de Luz: Leandro Roos Pires
- Operação de luz: Yasmim Lira
- Operação de Som e Imagens: Antonio Macalão
- Projeto Gráfico: Rafael Sarmento
- Social Media: Geovana Benites
- Produção: Companhia de Solos & Bem Acompanhados (Elisete Idalgo, Julia Oliveira e Deborah Finocchiaro)
- Coordenação de Produção e Direção Geral: Deborah Finocchiaro
- Realização: Companhia de Solos & Bem Acompanhados
ONDE ESTÁ CASSANDRA? – Cinco Drag Queens apresentam coreografias, cenas e números de lipsync para contar a trajetória de 25 anos da Drag Cassandra Calabouço. A peça apresenta novos e importantes desdobramentos na pesquisa do hibridismo entre a linguagem da dança e a estética performativa das figuras drag queen e do universo queer.
O espetáculo é recheado por imagens e sonoridades potentes e presentes no imaginário coletivo, instaurando uma atmosfera leve e divertida sem deixar de ser forte e contundente em seus questionamentos. O título do trabalho “Onde está Cassandra?” é uma questão direta ao público, que tem a tarefa de descobrir quem é Cassandra no elenco que está em cena. Contudo, a pergunta também deflagra outros questionamentos: o que é drag?
- Direção, Coreografia e Trilha-Sonora: Cassandra Calabouço e Diego Mac
- Texto: Cassandra Calabouço e Gui Malgarizi
- Elenco: Alpine, a grande – Aline Karpinski, Cassandra Calabouço – Nilton Gaffrée Jr., LadyVina – Gabriel Tochetto, Maria Laura Granada – Lauro Gesswein, Zélia Martínez – Zé Passos
- Vozes: Alexa, Cassandra Calabouço, Dani Dutra, Daniela Aquino, Diego Mac, Gui Malgarizi, e Nilton Jr.
- Dramaturgia e Iluminação: Gui Malgarizi
- Figurino: Antonio Rabadan
- Produção e redes sociais: Giulia Baptista
- Equipe 31º Porto Alegre em Cena
- Coordenação Geral: Luciano Alabarse
- Coordenação De Produção: Letícia Vieira
- Direção De Produção Rio de Janeiro: Bruno Mros
- Gestão Cultural: Primeira Fila Produções
- Patrocínio Master: BB Asset
- Realização: Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Ministério Da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução
Estes espetáculos fizeram parte da programação do 31º Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas em edição histórica, que promove intercâmbios e temporadas dos espetáculos do Sul, para outras cidades do país. O festival conta com o financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Com patrocínio master da BB Asset, gestão cultural da Primeira Fileira Produções, e realização da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.
SERVIÇO:
CAIO DO CÉU
- De 26 de março a 20 de abril de 2025
- Teatro II
- De quarta a sábado às 19h, dom às 18h
- Sessão de 11 de abril com intérprete de Libras e Audiodescrição
ONDE ESTÁ CASSANDRA?
- Teatro I
- 17 de abril a 12 de maio de 2025
- De quinta a sábado às 19h, dom às 18h e segunda às 19h
- Sessão de 10 de maio com intérprete de Libras e Audiodescrição
Valores:
R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), à venda na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura
Descontos:
Clientes Banco do Brasil: desconto de 50% mediante pagamento realizado com os cartões Ourocard.
Assentos para acompanhantes de PCD e PMR podem ser comprados mediante apresentação do ingresso tipo PCD/PMR, disponíveis somente na bilheteria física.
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ)
Contato: 21 3808-2020 | [email protected]
Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).
Mais informações em bb.com.br/cultura
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Espetáculo Infantil “Por Quê” estreia no Teatro Eco Villa Rihappy
Por Quê – Foto: Raí Guará
Como criar crianças livres para serem o que quiserem? Este é o tema abordado na peça “POR QUÊ???”, que estará em cartaz aos sábados e domingos, de 5 a 27 de abril, às 11h, na sala Tom Jobim do teatro Eco Villa Rihappy, dentro do Jardim Botânico. Livremente inspirada no livro “Para Educar Crianças Feministas – um manifesto”, da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, o texto apresenta Chizalum, Nora e Tomás, duas meninas e um menino cheios de questionamentos sobre comportamentos impostos pela cultura. A autora Diana Herzog, que também é responsável pela direção do espetáculo, elaborou o roteiro a partir de depoimentos de diversas crianças e das atrizes e atores presentes durante o processo de ensaio. A orientação dramatúrgica fica por conta de Renata Mizrahi.
Por que tem coisa que um pode e o outro não? Por que super-herói é coisa de menino? Por que meninas são tratadas como bonecas? Por que homem não chora? A partir de questionamentos como esses, o texto de Herzog provoca e convida o público a embarcar na busca de uma existência livre e igualitária, de forma sensível e bem-humorada. As três crianças protagonistas partem em uma jornada fantástica, atrás de uma carta voadora e, durante a aventura, descobrem a importância das suas forças e fragilidades.
“O capitalismo e a necessidade de vender tornaram as ‘caixas’ do que é ‘de menino’ e do que é ‘de menina’ mais delimitadas que nunca, porém, a maioria das crianças não se enquadra nessas caixas, no que é imposto de cima para baixo. O objetivo dessa peça é levar representatividade a essas crianças e mostrar que tudo que elas têm de diferente é, justamente, o que elas têm de riqueza. A natureza individual de uma criança não pode ser reprimida por preconceitos reproduzidos social e culturalmente”, explica Diana.
“POR QUÊ???” retorna aos palcos cariocas sete anos após sua estreia, porém com algumas mudanças. Entre elas a troca de um cenário por uma caixa preta como pano de fundo e a interação de dois kurokos, ajudantes análogos aos contrarregras inteiramente vestidos de preto, inspirados no tradicional teatro japonês, que compõem as cenas.Além das atrizes Jessica Lamana, Joana Lerner e do ator Jorge Neves, o espetáculo também conta com a atriz convidada Cátia Pinto.
A peça “POR QUÊ???”serviu de inspiração para a elaboração de um livro homônimo, lançado em 2023 pela editora Mauad Mirim, que traz as aventuras de três crianças cheias de questionamentos que iniciam uma jornada fantástica na qual descobrirão a importância de suas forças e fragilidades. Repleto de ilustrações e numa narrativa envolvente, o livro, escrito por Diana Herzog e ilustrado por Ana Cardoso, celebra a riqueza que há na diversidade inerente aos seres humanos eincentiva a liberdade, a igualdade e a superação de estereótipos. A publicação será vendida no hall do teatro e ao final de cada apresentação da peça será sorteado um exemplar entre a plateia.
“Em 2018, nós fizemos esse espetáculo porque eu e a Joana Lerner tínhamos filhos bebês e queríamos fazer teatro para eles, mas um teatro que trouxesse a possibilidade de um mundo melhor. E por isso, acabou sendo a primeira peça de muitos bebês. E hoje todos eles, assim como nossos filhos, cresceram e poderão rever a peça com outro olhar. É muita emoção poder compartilhar essa historia sete anos depois com crianças em torno de 6, 7, 8 e 9 anos e refletir sobre temas que propõem justamente esse diálogo entre gerações”, finaliza Diana.
SERVIÇO:
- Temporada: 5 a 27 de abril de 2025
- Horário: Sábados e Domingos às 11h
- Ingressos: R$ 35 (meia-entrada) e R$ 70 (inteira)
- Compra de ingressos: https://www.ingresso.com/evento/porque
- Local: Teatro Eco Villa Rihappy – Sala Tom Jobim (dentro do Jardim Botânico)
- Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico
- Classificação Indicativa: Livre
- Duração: 48minutos
- Instagram: @yonismagnificas
FICHA TÉCNICA:
- Texto: Diana Herzog
- Orientação Dramatúrgica: Renata Mizrahi
- Direção Geral: Diana Herzog
- Diretora Assistente: Maíra Kestenberg
- Elenco: Joana Lerner, Jessica Lamana, Jorge Neves e Cátia Costa
- Kurokos: Rodrigo Ladeira e Gustavo Maister
- Direção Musical: Isadora Medella
- Direção de Movimento: Orlando Caldeira
- Cenário e Adereços: Julia Marina
- Figurino: JuliVidela
- Iluminação: GuigaEnsa e Luiz André Alvim
- Direção de Produção: Ubukire Produções | Aline Mohamad
- Produção Executiva: Ubukire Produções| Anne Mohamad e Larissa Coelho
- Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Comunicação
- Administração Financeira: Larissa Coelho
- Realização: MS Arte e Cultura e Yonis Magníficas
- Programação Visual: Raquel Alvarenga
- Fotografia: Rai Guará