Peça mais aclamada de Gláucio Gill (1932-1965), “Toda donzela tem um pai que é uma fera” vai ganhar uma nova montagem, a partir de 1º de fevereiro, na programação de reabertura do teatro que leva o nome do dramaturgo. Com direção de Débora Lamm e elenco que reúne Bruce Gomlevsky, Carolina Pismel, Danilo Maia, Leticia Isnard e Lucas Sampaio, e participação dos músicos Pedro Nego e Dom Yuri, a comédia vai ocupar o palco do Teatro Gláucio Gill, agora reformado e modernizado, depois de um ano de obras. Dirigido pelo ator e administrador Rafael Raposo, o espaço é mantido pela Funarj, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, do Governo do Rio de Janeiro.
Escrita em 1962, “Toda donzela tem um pai que é uma fera” é uma comédia recheada de reviravoltas que acontecem em Copacabana nos anos 50. A trama acompanha o coronel (Bruce Gomlevsky), que decide defender a honra da filha (Carolina Pismel), depois que a moça vai morar com o namorado (Lucas Sampaio). Por causa de um mal-entendido, o pai quer forçar a moça a se casar com o amigo mulherengo do namorado dela (Danilo Maia). A vizinha dos rapazes (Leticia Isnard) entra na história, aumentando ainda mais a confusão.
A primeira montagem do texto foi já em 1962, com elenco que reuniu o próprio Gláucio Gill, Daniel Filho, Joana Fomm, Arthur da Costa Filho e Renata Fronzi. A peça ficou em cartaz por mais de um ano, no extinto Teatro Santa Rosa, em Ipanema e, em 1964, foi montada em São Paulo, com Tarcísio Meira, Cláudio Marzo e Ítala Nandi. Em 1966, o texto foi adaptado para o cinema, em filme de sucesso dirigido por Roberto Farias.
“É um vaudeville ágil, brilhantemente bem-escrito, que nos faz pensar no caminhar da comédia teatral durante os anos. De onde viemos e onde estamos agora? São momentos diferentes da história, mas a essência da comédia é o que prevalece. Gláucio Gill nos mostra uma sociedade ainda muito sexista, onde o poder está exclusivamente na mão do homem. Aqui, a mulher aparece como dona de seus próprios desejos, a esperteza e o poder de decidir sobre as próprias vidas estão presentes no jogo cênico sem descaracterizar o jogo teatral”, explica a diretora Débora Lamm. Na equipe criativa também estão a cenógrafa Marieta Spada, a figurinista Fernanda Garcia e o iluminador Paulo Cesar Medeiros.
O Teatro Gláucio Gill reabre depois de obras de renovação na parte elétrica, hidráulica, reforma de mezanino, camarins, fachada, letreiro, banheiros e poltronas. “O teatro está com mais conforto e segurança, com novas cadeiras e fachada, além de assentos laterais modulares, que permite diferentes ocupações do espaço. Também teremos uma galeria de arte e reabriremos o teatro que temos no andar de cima, que será um cabaré. Em 2023, antes da reforma, estávamos com uma taxa de ocupação do espaço de 93% de sua capacidade, e queremos garantir uma programação da maior qualidade para esse público”, celebra o diretor do teatro, Rafael Raposo.
Ficha técnica:
- Texto: Gláucio Gill
- Direção: Débora Lamm
- Elenco: Bruce Gomlevsky, Carolina Pismel, Danilo Maia, Leticia Isnard e Lucas Sampaio.
- Músicos: Pedro Nêgo e Dom Yuri.
- Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
- Direção de movimento: Denise Stutz
- Direção musical: Pedro Nêgo
- Música original “Copacabana”: Pedro Nêgo e Débora Lamm
- Assistente de direção: Luis Antonio Fortes
- Cenário: Marieta Spada
- Figurino: Fernanda Garcia
- Assistente de figurino: Luniara Miranda
- Cenotécnico: André Salles
- Operadora de luz: Yasmin Lira
- Operadora de som: Gabriel Lessa
- Arte gráfica: Luciana Mesquita
- Fotografia: Dalton Valério
- Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
- Coordenação e direção de produção: Beta Laporage
- Assistente de direção de produção: Márcia Santos
- Assistentes de produção: Miguel Drocari e Marcio Netto
- Produção executiva: Cacau Gondomar e Sandro Rabello
- Realização: Voleio Cultural
Serviço:
- Temporada: de 1º a 24 de fevereiro de 2025
- Teatro Glaucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde, s/nº Copacabana
- Dias e horários: sábados e segundas às 20h; domingos, às 19h.
- Ingressos: R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia-entrada)
- Duração: 75 minutos
- Lotação: 100 pessoas
- Classificação Etária: 14 anos
- Venda de ingressos: IMPLY
- Horário da bilheteria: nos dias de apresentação, a partir das 15h. Sábados e domingos a partir das 14h
Uma comédia poética no Teatro Carlos Gomes
O céu da língua – Gregório Duvivier – Foto de Demian Jacob
Quem tem medo de poesia? Gregório Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo “O Céu da Língua”, uma comédia poética, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido.
Após estrear em Portugal com grande sucesso em novembro, o espetáculo chega ao Brasil para uma temporada no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, de 6 a 24 de fevereiro de 2025.
“Uma ode à língua portuguesa e ao poder da palavra”, disse a crítica Suzana Verde, no jornal O Observador. “É comédia da boa, apesar de por vezes ser difícil rir, estando tão assoberbados com tudo o que acontece em palco”.
No aniversário de 500 anos de Luis de Camões, foi a peça de um brasileiro que roubou a cena em Portugal. Gregorio Duvivier, que não estreava uma peça nova há cinco anos, fez essa peça para homenagear sua língua-mãe. Encontrou, ao fazer a peça, uma legião de pessoas que compartilham dessa paixão. “Gregorio Duvivier é um artista completo, no
sentido mais renascentista do termo”, disse Miguel Esteves Cardoso, o maior cronista de Portugal, no jornal O Público.
“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, pra isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”.
A direção é da atriz Luciana Paes, parceira de Gregório no espetáculo de improvisação Portátil – e nos vídeos do canal Porta dos Fundos. Se no seu solo anterior, Sísifo (2019), escrito junto com Vinicius Calderoni, Gregório subia uma grande rampa dezenas de vezes, agora, o que se tem é uma encenação desprovida de qualquer cenário.
No palco, totalmente limpo, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier, irmã do comediante, manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua devoção pelas palavras. “Acredito que o Gregório tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo”, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.
“O Céu da Língua” não é um recital. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia de Gregório não deixa de ser poética. “O stand-up comedy aqui é uma pegadinha pra falar de literatura”, como ela bem define. “A peça fica na esquina do poema com a piada”, arremata o ator.
“O Gregório comediante está no palco ao lado do Gregório intelectual com seu fluxo de pensamento ininterrupto e por isso a plateia embarca na proposta”, explica a diretora, que compartilha com o ator a paixão pelo nome das coisas. “Graças aos seus recursos de ator, Gregorio pega o público distraído. Ninguém resiste quando é surpreendido por alguém apaixonado.”
Gregório, desde a infância, carrega uma obsessão pela palavra, pela comunicação verbal, pela língua portuguesa. Assim o protagonista brinca com códigos, como aqueles que, em sua maioria, só são decifrados por pais e filhos ou casais enamorados.
As reformas ortográficas que tiram letras de circulação e derrubam acentos capazes de alterar o sentido das palavras inspiram o artista em tiradas bem-humoradas. O mesmo acontece quando ele comenta a ressurreição de palavras esquecidas, como “irado”, “sinistro” e “brutal”, que voltaram ressignificadas ao vocabulário dos jovens. E aquelas que só de ouvi-las geram sensações estranhas, a exemplo de afta, íngua, seborreia, ou outras, inventadas, repetidas à exaustão, como “atravessamento”, “disruptivo” ou “briefings”? Até destas Gregório extrai humor.
Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – “batata da perna”, “céu da boca”, “pisando em ovos”. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos. Para provar que a poesia é popular, Gregório chama atenção para os grandes letristas da música brasileira, como Orestes Barbosa e Caetano Veloso, citados em “O Céu da Língua” através das canções “Chão de Estrelas” (1937) e “Livros” (1997). A massa ainda há de comer o biscoito fino que fabrico”, disse Oswald de Andrade. Infelizmente a literatura no Brasil nunca encheu estádios. Mas a palavra cantada, essa sim, ganhou multidões. “Foi a nossa música popular quem conseguiu realizar o sonho oswaldiano de levar poesia para as massas”, festeja o ator.
Nesta cumplicidade com a plateia, Gregório mostra gradativamente que a poesia não tem nada de hermética e que a nossa língua não deve nada a nenhuma outra. Muito pelo contrário. Temos um manancial de poesia desperdiçada em cada conversa jogada fora. “Minha pátria é a língua portuguesa”, diz Fernando Pessoa. Caetano continua: “e eu não tenho pátria, eu tenho mátria e quero frátria”. Gregorio constroi o espetáculo em torno dessa fraternidade, e nos lembra que, apesar de todas as nossas diferenças, temos uma língua em comum que nos irmana. E também pode nos fazer gargalhar.
“O Céu da Língua”
- Texto e interpretação: Gregório Duvivier
- Direção: Luciana Paes
- Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune
- Criação visual e projeções: Theodora Duvivier
- Iluminação: Ana Luzia de Simoni
- Figurino: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente
- Costureira: Riso Monteiro
- Fotos: Demian Jacob
- Designer Gráfico: Laercio Lopo
- Visagismo: Vanessa Andrea
- Administração: Andréia Porto
- Produção Executiva: Lucas Lentini
- Produção: Pad Rok Produções Culturais
- Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha
SERVIÇO
- Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes)
- De 06 à 24 de fevereiro
- Quintas e Sextas, às 19hs / Sábados e Domingos, às 18h
- Ingressos: R$ 80 | R$ 40 (meia)
- Classificação indicativa: 12 anos
- Duração: 70 minutos
Os Melhores do Mundo trazem o espetáculo recordista “Hermanoteu na Terra de Godah”, no Festival Humor Contra-Ataca Vol. 2 no Qualistage, na Barra
Hermanoteu – Foto de João Caldas
A consagrada companhia brasiliense volta ao Rio com sua obra, em cartaz desde 1995, na comemoração dos 30 anos da trupe. Se tem HUMOR CONTRA-ATACA VOL. 2, tem Os Melhores do Mundo e “Hermanoteu na Terra de Godah”! A trupe brasiliense, que comemora 30 anos em 2025, volta ao Rio com seu espetáculo mais consagrado no dia 31 de janeiro, às 21h, em noite com abertura de Bia Guedes.
“Hermanoteu na Terra de Godah” é o espetáculo mais conhecido da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo. Quando a cena de Hermanoteu e Isaac nos portões do Egito, anunciando o momento em que Moisés abre o Mar Vermelho ganhou a internet, a comédia foi demandada pelo público do Brasil inteiro, apresentada em Portugal e nos EUA e replicada dezenas de vezes por montagens amadoras em todo o país e no exterior.
Criada em 1995, reverenciada pelo público e ainda extremamente atual, essa despretensiosa sátira aos antigos filmes sobre o Antigo Testamento se utiliza de notórios fatos e personagens históricos para fazer humor com o dia a dia da nossa realidade. Nos palcos, a Cia. tem o orgulho de contar com a luxuosa e divertida participação de Chico Anysio, que interpreta Deus com textos em off.
31 de janeiro: Os Melhores do Mundo em “Hermanoteu na Terra de Godah”, com abertura de Bia Guedes;
7 de fevereiro: Fábio Rabin em “Ladeira Abaixo”, com abertura de Gui Albuquerque;
21 de fevereiro: Bruna Louise com abertura de Felipe Couceiro;
7 de março: Marco Luque com o novo show “É disso que eu to falando”, com abertura de Tatá Mendonça em “Cega na Comédia”;
14 de março: Rodrigo Marques com abertura de Hélio de la Peña;
21 de março: Fábio Porchat em “Histórias do Porchat”; com abertura de Priscila Castello Branco;
28 de março: Paulinho Gogó com abertura de Thiago Bobs.
Uma iniciativa do QUALISTAGE em parceria com Renata Castro Barbosa, o festival Humor Contra-ataca, em sua primeira edição, lotou a casa com nomes como Nany People, Flávia Reis, Rafael Portugal e outros, além de Paulinho Gogó e os Melhores do Mundo, que voltam para uma segunda dose, em uma onda de humor no QUALISTAGE.
Os Melhores do Mundo em “Hermanoteu na Terra de Godah”, com abertura de Bia Guedes
- Sexta – 31 | JANEIRO / SEXTA
- Show às 21h
- Abertura dos portões: 19h
- Local: Qualistage
- Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
- Classificação etária: 18 anos – Menores de 18 anos, apenas acompanhados dos responsáveis legais. Sujeito a alteração por decisão judicial.
- A partir de R$ 45,00
- Vendas: https://qualistage.com.br/os-melhores-do-mundo
- Ou na Bilheteria Oficial
- Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, RJ – De Segunda a Sábado das 11h às 20h / Domingo e Feriados das 13h às 20h
- Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.
- Meia-Entrada: A meia entrada é destinada para estudantes, jovens até 21 anos, jovens de baixa renda, professores, pessoas acima de 60 anos, PCD e funcionários da COMLURB.
- Cliente Qualicorp: Desconto de 10% sobre o valor de Inteira, até 2 ingressos. Taxa de Serviço: 10%
- Capacidade da casa: 9 mil em pé / 3.500 sentados
Fabiana Karla e Tania Bondezan protagonizam “Radojka – Uma Comédia Friamente Calculada”, em cartaz até 23 de fevereiro no Teatro Sérgio Cardoso
Radojka – Uma Comédia Friamente Calculada – Foto de João Caldas
A insegurança laboral no serviço doméstico e a questão da idade no mundo do trabalho são os grandes temas abordados pela peça Radojka – Uma Comédia Friamente Calculada, dos autores uruguaios Fernando Schmidt e Christian Ibarzabal. A versão brasileira da peça, dirigida por Odilon Wagner, ganha uma nova temporada até 23 de fevereiro de 2025 no Teatro Sérgio Cardoso. Em cena, brilham as atrizes Fabiana Karla e Tania Bondezan, que ainda dividem a cena com Tadeu Tosta e Rafael Alvim.
A comédia estreou em 2016 em Montevidéu e, desde então, teve montagens bem-sucedidas no Uruguai, Chile, Argentina, Espanha, Colômbia, Peru, México, Costa Rica, República Dominicana, Porto Rico, EUA e Panamá. Além disso, conquistou os prêmios Estrella de Mar (2022), Carlos (2023) e ACE Awards (2023), na Argentina, e Bravo (2023), no México. E, em 2024, ainda deve estrear na Bélgica e no Paraguai. A primeira temporada de RADOJKA no Brasil estreou em março de 2024, com Marisa Orth e Tania Bondezan no elenco.
“O convite para montar essa obra veio do próprio autor Fernando Schmidt”, conta a atriz Tania Bondezan, que também assina a produção ao lado de Odilon Wagner. “Fernando me perguntou se eu tinha interesse em ler a peça e eventualmente montá-la. Eu morri de rir já na primeira leitura, encantei-me com a inteligência e com o humor do texto e já fui traduzindo. Então, mostrei a peça para o Odilon que também se encantou com o trabalho e se propôs a dirigi-lo”, explica a atriz.
Em 2025, Fabiana Karla passa a integrar o elenco da peça, ao lado de Tania Bondezan: “fazer este espetáculo tem sido um desafio delicioso. Estar ao lado de uma atriz incrível e inteligente como a Tania Bondezan é um presente dos deuses do teatro. A direção de Odilon Wagner é certeira e oferece vários caminhos para minha personagem, me tirando da zona de conforto e trazendo um humor com vários tons. Estou muito feliz!”.
Com humor cáustico, a peça acompanha duas cuidadoras, Glória e Lúcia, que trabalham em diferentes turnos para cuidar de Radojka, uma senhora sérvia que vive longe de sua família. Tudo funciona maravilhosamente bem até que, certa manhã, Glória descobre que Radojka faleceu, após um fatídico acidente doméstico.
A comédia é baseada nos planos delirantes que as cuidadoras tramam para não perder o emprego, o que acaba resultando em situações bizarras. O desespero de perder o emprego em uma certa idade, o duplo padrão, a ganância e a impunidade que certas situações dão como desculpa para quebrar nosso sistema de crenças e valores são temas apresentados pela obra.
E sobre a montagem, o autor Fernando Schmidt reflete: “É a nossa primeira experiência teatral no Brasil e esperamos que proporcione as mesmas gargalhadas que ouvimos em todas as montagens anteriores. Cada versão da peça integrou referências locais, mas sempre refletiu como é difícil conseguir um emprego depois dos 50 anos. Rir dos nossos problemas é uma forma de começar a superá-los. E se não, quem pode tirar o nosso riso?”.
Odilon Wagner, o diretor comenta: “Radojka é um dos textos mais divertidos que li nos últimos anos, era impossível não gargalhar com o humor ácido desse texto ágil e cheio de surpresas do começo ao fim. As duas cuidadoras se envolvem numa trama inusitada e que ao decorrer da peça parece não ter solução, mas as reviravoltas aparecem, como em toda boa comédia de situação, mudando o rumo da história”.
Os autores
Fernando Schmidt é dramaturgo e roteirista de cinema e televisão. Escreveu uma dezena de peças teatrais e mais de vinte peças colaborativas, encenadas em diversos países. Em 1994 estreou seu trabalho solo “Track”. Sete personagens em busca do amor”, premiado pelo Instituto Internacional de Teatro (UNESCO) como a melhor obra de um autor nacional daquele ano.
Pela peça “Quem foi o engraçado?”, ganhou o Prêmio Municipal de Dramaturgia em 2010. Em coautoria com Christian Ibarzabal, escreveu diversas obras. Uma delas é “Radojka”, vencedora do prêmio Estrella de Mar em 2022 e do prêmio Carlos 2023, de melhor texto teatral e melhor comédia da temporada, na República Argentina. Com versões na Espanha, México, Argentina, Colômbia, Peru, República Dominicana, Costa Rica, Chile e Uruguai, a obra já ultrapassou 300 mil espectadores.
Já Christian Ibarzabal é roteirista e dramaturgo. Fez cursos de roteiro com Fernando Schmidt no Uruguai e participou de seminários e workshops com Jorge Maestro, Pablo Culell, Carolina Aguirre e Leandro Calderone na Argentina. Desenvolveu roteiros para os programas de televisão Sinvergüenza (Teledoce, Uruguai), La Culpa es de Colón (Teledoce, Uruguai) e Something with you (Montecarlo, Uruguai).
Ficha Técnica
- Texto: Fernando Schmidt e Christian Ibarzabal
- Tradução: Tania Bondezan
- Elenco: Fabiana Karla, Tania Bondezan, Tadeu Tosta e Rafael Alvim
- Direção: Odilon Wagner
- Assistente de Direção Música e Trilha Sonora: Raphael Gama
- Arranjos: Jonatan Harold
- Cenário: Chris Aizner
- Figurinos: Marichilene Artisevskis
- Visagista: Eliseu Cabral de Jesus
- Desenho de Luz: Ney Bonfante
- Iluminação: Daniel Gonzales
- Desenho de Som: André Omote
- Sonoplastia: Nayara Konno
- Arte Gráfica: Lais Leiros
- Fotografia: João Caldas
- Mídias Sociais: Felipe Pirillo
- Direção de Palco: Tadeu Tosta
- Camareira: Consuelo de Cássia
- Contra-regra: Jonathan Alves
- Produção Executiva: Maristela Marino
- Produtores Associados: Tania Bondezan e Odilon Wagner
Sinopse
Neste insólito texto, Glória e Lúcia são cuidadoras que trabalham em turnos diferentes para cuidar de Radojka, uma idosa sérvia que vive longe da família. Tudo funciona maravilhosamente bem até que, em uma manhã, Glória descobre que Radojka, após um fatídico acidente doméstico, faleceu. É uma comédia inteligente, baseada nos planos delirantes que tanto Glória quanto Lúcia estão tramando para não perder o emprego.
Serviço:
Radojka – Uma Comédia Friamente Calculada, de Fernando Schmidt e Christian Ibarzabal
- Temporada: 17 de janeiro a 23 de fevereiro de 2025
- Às sextas e aos sábados, às 20h; aos domingos, às 17h
- Teatro Sérgio Cardoso (Sala Nydia Lícia) – R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista,
- Ingressos: de R$40 a R$120
- Vendas online em www.sympla.com.br e www.radojka.art.br
- Classificação: 12 anos
- Duração: 70 minutos
- Capacidade: 827 lugares
- Acessibilidade: teatro acessível para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.