Promovendo novos olhares sobre o audiovisual, a Mostra de Cinema IFÉ chega à 6ª edição, entre os dias 10 e 13 de novembro de 2026. Realizada de forma híbrida, com atividades on-line (dias 10 e 11 de novembro) e presenciais no MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (dias 12 e 13 de novembro), a programação contará com 20 curtas realizados por criadores negros, indígenas e LGBTQIAPN+, divididos em quatro sessões temáticas. A mostra ainda terá Masterclasses, oficinas e painéis formativos. Todas as atividades são gratuitas.
Com o tema “Cosmologias do Possível”, a Mostra IFÉ – que no idioma iorubá significa amor – busca refletir sobre o cinema enquanto forma de criar mundos e novas possibilidades. As obras selecionadas valorizam diferentes maneiras de compreender e imaginar a realidade, explorando como identidades e memórias podem inspirar outras formas de existir e transformar o mundo.
Entre os filmes de destaque, estão os curtas “Cadu Barcellos – Cria não morre, vira lenda”, de Wagner Novais, que estreou este ano no Festival do Rio; e “Memórias com vista para o mar”, de Marton Olympio, que traz como protagonista o renomado ator José Araújo.
Já entre as Masterclasses, o destaque é de Chica Andrade com “Caminhos da Criação Audiovisual”. Chica é diretora, roteirista e produtora que, atualmente, dirige o longa documental “House of Hilton”, sobre a trajetória pessoal e política da deputada federal Erika Hilton.
“Chegar à 6ª edição da Mostra IFÉ é motivo de muita alegria e reforça a importância de manter esse espaço de valorização da diversidade e de incentivo a novas narrativas. Neste ano, é especialmente significativo contar com profissionais como Chica Andrade, nome de peso da cena do audiovisual, e José Araújo, ator com uma trajetória tão relevante. Esses convidados trazem diferentes experiências e perspectivas para o evento, contribuindo para ampliar o diálogo sobre o cinema brasileiro e suas possibilidades”, diz Ana Beatriz Silva, diretora da Mostra IFÉ.
A 6ª Mostra de Cinema IFÉ conta com o apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da RioFilme, órgão da Secretaria Municipal de Cultura, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). A direção é de Mariana Campos e Ana Beatriz Silva. A curadoria dos filmes é de Milena Manfredini e Rosy Nascimento.
Programas temáticos abordam memória, identidade, pertencimento e resistência
Os filmes da mostra estarão distribuídos em quatro programas temáticos, que abordam memória, identidade, pertencimento e resistência a partir de diferentes perspectivas. As exibições ocorrerão nos dias 12 e 13 de novembro.
No dia 12 de novembro, às 17h, o programa “Não é promessa, é ameaça” apresenta narrativas sobre pessoas que rompem com padrões tradicionais de gênero e sexualidade, ampliando as possibilidades de representação social e de imaginação de novos futuros. Integram o programa “A maior maldição do fim do mundo deles”, de Sereiano (2025); “Cartas para tia Sheila”, de Jhuly Anne e Mayara Liriano (2025); “Aquela criança com AIDS”, Hiura Fernandes (2023); “Para ver as meninas”, de Ventura Profana (2024) e “Guél Boy”, de Ayla Òbi (2026).
Também no dia 12, às 19h, ”Memória Espiralar” reúne obras sobre personagens que enfrentaram o apagamento histórico. A seleção inclui “Emerenciana”, de Larissa Nepomuceno (2023); “Confluência dos olhos d’água”, de Keila-Sankofa; (2027), “Cadu Barcellos – Cria não morre, vira lenda”, de Wagner Novais (2026); “Memórias com vista para o mar”, de Marton Olympio (2025) e “Luis do Charme”, de Tuanny Medeiros (2026).
No dia 13 de novembro, às 17h, o programa “O que a distância faz de nós” explora vínculos que atravessam fronteiras geográficas e temporais, conectando Brasil e África, passado e presente. As obras também refletem sobre como essas relações influenciam identidades e experiências. São elas: “Os nossos corpos estão se lembrando”, de Thamyra Thâmara e João Araió (2025); “Diálogo Bulbul”, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos (2025); “Fuga” (2024), de viníciux kalema da silva e Raphael Medeiros (2024); “Sangria”, de Rudyeri Ribeiro (2024) e “Não tem mar nessa cidade”, de Manu Zilveti (2024).
Encerrando as exibições presenciais, às 19h, “O direito de nomear o mundo” destaca narrativas ligadas à memória, à resistência coletiva e ao direito de cada povo contar a própria história. O programa reúne “Eu não nasci para isso”, de Erik Ely (2024); “Nosso modo de lutar”, de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó (2024); “Sombras de macumba na luz da memória”, de Mysteryo (2024); “Meu retorno da Calunga – E se Xica Manicongo voltasse à vida?”, de Alma Flora e Arda Paranhos (2026) e “Orun – O mundo dos Orixás”, de Thiago Xavier (2024).
Todas as sessões serão seguidas por bate-papos com os realizadores. Após as exibições, os filmes ainda permanecem disponíveis no site da mostra (www.mostraife.com.br), entre os dias 13 e 15 de novembro.
“Os filmes selecionados abordam questões fundamentais para pensar a sociedade contemporânea, como identidade, memória, ancestralidade e resistência. São narrativas que desafiam representações tradicionais, exploram os vínculos entre diferentes territórios e gerações e reafirmam a importância de cada pessoa e comunidade contar a própria história. Essa diversidade de olhares evidencia o cinema como espaço de expressão e criação de novos imaginários”, destaca Mariana Campos, diretora do evento.
Oficinas presenciais promovem formação gratuita
Ao longo de todas as suas edições, a Mostra IFÉ vem se consolidando como um espaço de incentivo para que jovens e estudantes, especialmente negros, indígenas e LGBTQIA+, da rede pública de ensino, vejam o audiovisual como uma opção de mercado para o seu desenvolvimento profissional. Assim, as atividades formativas seguem como uma das principais iniciativas da mostra.
Neste ano, serão oferecidas duas oficinas gratuitas, ambas realizadas no MUHCAB, das 14h às 17h. No dia 12/11, a figurinista e educadora social Jane Cabrocha ministra “Figurino – Identidade e Construção de Personagem”, que traz o papel do figurino na construção de narrativas audiovisuais.
Já no dia 13/11, a técnica de som Raquel Lázaro conduz a oficina “Som direto: A arte de captar histórias”, sobre os fundamentos do som direto no audiovisual, explorando equipamentos, técnicas de captação e os desafios de gravar diálogos e sons ambientes em diferentes situações.
“Nesta edição, buscamos oferecer experiências práticas que permitam aos participantes conhecer diferentes etapas da criação audiovisual. As oficinas de figurino e som direto foram pensadas para compartilhar conhecimentos técnicos e mostrar como cada elemento contribui para a construção de uma obra, aproximando o público dos processos criativos por trás das produções”, destaca Ana Beatriz Silva.
Masterclasses integram as atividades
Para a 6ª edição, a Mostra de Cinema IFÉ terá duas masterclasses on-line. A primeira será realizada no dia 10/11, das 19h às 21h, com o tema “Caminhos da criação audiovisual”. Quem comanda a atividade é Chica Andrade, diretora, roteirista e produtora, que tem entre seus trabalhos a série “Segura Essa Pose” (Globoplay) e o curta-metragem “Estamos Todos Aqui” (2017), premiado em diversos festivais. A partir de sua trajetória, Chica irá abordar temas como autoria, escrita e direção, além dos caminhos entre uma ideia e sua realização como obra audiovisual.
Chica Andrade também está à frente de “House of Hilton”, longa documental que retrata a trajetória da deputada federal Erika Hilton, desde a expulsão de casa na adolescência por sua identidade de gênero até sua ascensão na política brasileira. A obra combina registros documentais e cenas dramatizadas para abordar a violência enfrentada por pessoas trans, os vínculos de acolhimento e a luta por representatividade
Na segunda Masterclass virtual, que será no dia 11 de novembro, quarta, das 19h às 21h, o tema é “Roteiro e Construção de Narrativa”, com o roteirista e diretor Bruno Ribeiro, responsável por curtas premiados, como Gargaú (Melhor Curta, Doclisboa 2021) e Manhã de Domingo (Urso de Prata, Berlinale 2022). Nesta masterclass, os alunos vão refletir sobre a escrita de roteiros e a construção de narrativas para o audiovisual, com temas como o desenvolvimento de personagens, a criação de histórias e as escolhas que transformam ideias em mundos possíveis, explorando o roteiro como espaço de invenção, expressão e construção de novos imaginários.
Painéis formativos completam a experiência da mostra
Para completar a programação, a Mostra IFÉ também terá painéis formativos, que são encontros presenciais de formação e capacitação que têm como objetivo apresentar e analisar temas relacionados à cadeia da produção audiovisual e estimular uma reflexão sobre a representação de pessoas negras, LGBTQIA+ e indígenas no audiovisual contemporâneo.
Realizados no MUHCAB, o primeiro será “Quem Imagina o Futuro? Cosmologias do possível e os novos mundos do audiovisual” (dia 12/11, das 15h às 16h30). A conversa parte das experiências, memórias e conquistas de mulheres negras no audiovisual para pensar como transformar a presença feminina nesses espaços em permanência. Com a mediação de Magna Domingues, participam da conversa Edmeire Exaltação e Alma Flora.
Já o painel “Aqui é possível me ver – Espaços de difusão do audiovisual negro” (dia 13/11, das 15h às 16h30) terá mediação de Gleyser Ferreira. Com Alek Lean e Márcio Brito Neto, o encontro discutirá estratégias de circulação e formação do público do audiovisual negro.
SERVIÇO:
6ª Mostra de Cinema IFÉ
Data: De 10 a 13 de novembro de 2026
Local: Online e MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira
Endereço: Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa, Rio de Janeiro
Grátis.
Exibições de filmes:
Após a sessão, haverá bate-papo com os realizadores. Filmes serão exibidos no MUHCAB e ficarão disponíveis de 13/11 a 15/11, no site: www.mostraife.com.br
Dia 12/11, quinta
Local: MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira
17h – Programa “Memória Espiralar”
Filmes: “Emerenciana”, de Larissa Nepomuceno (2023); “Confluência dos olhos d’água”, de Keila-Sankofa; (2027), “Cadu Barcellos – Cria não morre, vira lenda”, de Wagner Novais (2026); “Memórias com vista para o mar”, de Marton Olympio (2025) e “Luis do Charme”, de Tuanny Medeiros (2026).
19h – Programa “Não é promessa, é ameaça”
Filmes: “A maior maldição do fim do mundo deles”, de Sereiano (2025); “Cartas para tia Sheila”, de Jhuly Anne e Mayara Liriano (2025); “Aquela criança com AIDS”, Hiura Fernandes (2023); “Para ver as meninas”, de Ventura Profana (2024) e “Guél Boy”, de Ayla Òbi (2026).
Dia 13/11, sexta
Local: MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira
17h – Programa “O que a distância faz de nós”
Filmes: “Os nossos corpos estão se lembrando”, de Thamyra Thâmara e João Araió (2025); “Diálogo Bulbul”, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos (2025); “Fuga” (2024), de viníciux kalema da silva e Raphael Medeiros (2024); “Sangria”, de Rudyeri Ribeiro (2024) e “Não tem mar nessa cidade”, de Manu Zilveti (2024).
19h – Programa “O direito de nomear o mundo”
Filmes: “Eu não nasci para isso”, de Erik Ely (2024); “Nosso modo de lutar”, de Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó (2024); “Sombras de macumba na luz da memória”, de Mysteryo (2024); “Meu retorno da Calunga – E se Xica Manicongo voltasse à vida?”, de Alma Flora e Arda Paranhos (2026) e “Orun – O mundo dos Orixás”, de Thiago Xavier (2024).
Masterclasses – online:
Inscrições via formulário: https://forms.gle/NetaagdGMemzKfcA7
Masterclass 1 – Caminhos da criação audiovisual- On-line
Data: 10/11, terça, das 19h às 21h
Inscrições via formulário: https://forms.gle/Q5CZ1PmALMqACLsp9
Masterclass 2 – Roteiro e construção de narrativa
Data: 11/11, quarta, das 19h às 21h
Oficinas presenciais:
Inscrições via formulário: https://forms.gle/RAq56iptwGyyesZy7
Local: MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira
Oficina 1 – Figurino – Identidade e Construção de Personagem, com Jane Cabrocha
Data e horário: 12/11, quinta, das 14h às 17h
Oficina 2 – Som direto: A arte de captar histórias, com Raquel Lázaro
Data e horário: 13/11, sexta, das 14h às 17h
Painéis formativos – online:
Retirada de ingressos pelo Sympla
Local: MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira
Painel 1 – Quem Imagina o Futuro? Cosmologias do possível e os novos mundos do audiovisual, com Magna Domingues, Edmeire Exaltação, e Alma Flora – 12/11, quinta, das 15h às 16h30
Painel 2 – Aqui é possível me ver – Espaços de difusão do audiovisual negro, com Gleyser Ferreira, Alek Lean, Márcio Brito Neto – 13/11, sexta, das 15h às 16h30
Mais informações: https://mostraife.com.br/
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