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“A vida passou por aqui” reestreia no teatro Prudential

por Waleria de Carvalho
A Vida Passou por Aqui

Envelhecer não é tarefa das mais fáceis. Se for de forma solitária fica ainda pior. Por isso fazer e preservar amizades é um grande investimento sem nenhum custo financeiro. A peça A Vida Passou Por Aqui, que reestreia nesta quinta-feira (1º de dezembro), às 20h, no Teatro Prudential, na Glória, no Rio de Janeiro, aborda sentimentos como amor, dor, solidão e, claro, amizade. Escrita por Cláudia Mauro, que também integra o elenco da ao lado de Édio Nunes, e dirigida por Alice Borges, a peça conta a história de uma profunda e sólida amizade entre uma mulher e um homem de camadas sociais diferentes – Silvia (Claudia Mauro), professora e artista plástica, que viveu grande parte da vida às voltas com as crises em seu casamento e um enorme sentimento de solidão, e Floriano (Édio Nunes), boy e faxineiro, de hábitos simples e inteligente por natureza, que sempre levou sua vida com leveza e bom humor.

Depois de quase meia década de convivência, Silvia é uma mulher solitária que se recupera de um AVC, e Floriano o único amigo ainda presente. Aos poucos, ele contagia Silvia com sua alegria de viver e senso de humor, que acabam devolvendo a saúde e os movimentos à amiga. Juntos, se divertem e rememoram os altos e baixos de quase 50 anos de amizade. A montagem estrutura-se nas idas e vindas entre passado e presente. Valendo-se basicamente do trabalho corporal, os atores passeiam por cinco décadas – dos anos 1970 até os dias de hoje, e por todas as mudanças em suas vidas.

Com duas incursões bem sucedidas na dramaturgia escrevendo os musicais “Cabaré Melinda” e “Randevu do Avesso”, encenados em 2009 e 2013, respectivamente, a atriz Claudia Mauro estreia seu terceiro texto, “A Vida Passou Por Aqui”, baseada em sua experiência com a família. Claudia lança um olhar otimista sobre o envelhecimento e as angústias da vida e da passagem do tempo. A peça – que levou o prêmio de melhor texto pela APTR e foi indicada ao prêmio Cesgranrio de Teatro e Botequim Cultural – celebra a alegria e a amizade, e a importância das relações construídas com generosidade e altruísmo.

QUANDO OS PAIS SAEM DE CENA

“Então, a vida passou por mim e disse: ‘Chegou a hora. Seus pais sairão de cena. Agora é com você, sua vez.’ Pausa. Em meio à mudança de casa da minha mãe – que havia sofrido um AVC – encontrei uma caixa cheia de agendas, que ela escrevia como diários. Estava ainda fazendo o “luto” daquela mãe – que corria atrás dos meus filhos, com uma energia vital incrível – e me acostumando com uma mãe numa cadeira de rodas, que ora me olhava profundamente, ora com distância, ora muito lúcida, ora bastante esquecida. Tive uma súbita inspiração e me lembrei de uma história linda entre ela e um grande amigo. Desandei a escrever um texto sobre amizade. Liguei para o meu pai e mandei as primeiras páginas escritas. Em alguns minutos ele me retornou e disse: ‘Filhota, você é boa de diálogos, hein? Vai em frente!’ E eu fui… Mais algumas páginas, alguns dias no computador, e veio a notícia. Dessa vez, meu pai. Partiu. Tomando vinho com os amigos, rindo e feliz, como ele queria e merecia. Então, recomecei… e a história de amizade virou uma história para contar tantas outras histórias… Histórias de amor, de dor, de perdas e alegrias, histórias de família e de tantos personagens da minha vida.”, conta Claudia Mauro.

E o ator Édio Nunes, conhecido pela sua presença constante em espetáculos musicais de sucesso – tanto como ator quanto como diretor – complementa: “A minha amizade com a Claudia foi determinante para este projeto, porque falamos da vivência pessoal de ambos, fundamental para este trabalho. Fui muito motivado também por ser convidado a atuar num outro diapasão, longe do registro dos musicais, que posso chamar de minha zona de conforto. Um exercício estimulante e necessário como ator.”

MUITA SENSIBILIDADE

“Em 20 anos de amizade com a Claudia (Mauro), pude conhecer e conviver de perto com a sua família. Através dessa observação tão íntima, pude conduzir de forma delicada este texto sensível e emotivo, que resgata uma parte dessa história familiar. Minha intenção é levar o público para dentro deste universo poético – e ao mesmo tempo realista – da maneira mais sincera, verdadeira e simples.”, afirma Alice Borges.

A montagem estrutura-se nas idas e vindas entre passado e presente. Valendo-se basicamente do trabalho corporal e pequenas mudanças nos acessórios, os atores passeiam por quatro décadas – dos anos 1970 até os dias de hoje, e por todas as mudanças em suas vidas.

A trilha sonora acompanha a linha do tempo, desfilando um repertório variado e icônico que vai de João Bosco a Martinho da Vila, passando por Bill Haley & His Comets e o legendário “Rock Around The Clock”. As mudanças nos figurinos se revelam, sutis, nos detalhes e acessórios – as roupas se transmutam ao invés de ser efetivamente trocadas. O cenário divide o palco em uma área de sentar, ocupada por um pequeno sofá, e uma outra área que pode ser uma sala, um escritório ou uma mesa de bar. Os ambientes também transitam entre passado e presente através dos elementos adicionados pelos atores.

FICHA TÉCNICA
Texto: Claudia Mauro
Direção: Alice Borges
Elenco: Claudia Mauro e Édio Nunes
Cenografia: Nello Marrese
Figurinos: Ana Roque
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Trilha Sonora: Claudio Lins e Patricia Mauro
Coach: Larissa Bracher
Supervisão de Movimento: Paula Águas
Coreografias: Édio Nunes
Designer Gráfico: Marcos Ácher
Fotos: Dalton Valério
Contabilidade: LCG Assessoria
Produtoras Associadas: Alice Borges e Claudia Mauro
Produção: Junior Godim

SERVIÇO:
A Vida Passou por Aqui
Local: Teatro Prudential (Rua do Russel 804, Glória)
Data: 1 a 10 de Dezembro
Dias e Horários:
Quinta, Sexta e Sábado – às 20h00
Domingo às 18h00
Preços:
R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) – Plateia A
R$ 50 (Inteira) e R$ 25,00 (meia) – Plateia B
Duração: 90 minutos
Classificação:14 anos
Ingressos Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/78163/d/166737

PEÇA DENUNCIA O RACISMO E TEM ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES NO TEATRO CHICA XAVIER

Sucesso de premiação da Escola Fábrica de Atores, de Nova Iguaçu, “A jornada de um herói” finaliza a temporada de apresentações neste final de semana

A Jornada de Um Herói

A Jornada de Um Herói – Foto de Danilo Sérgio

Após um mês de apresentações no Teatro Chica Xavier, o espetáculo “A Jornada de Um Herói”, que é sucesso de público e já contabiliza mais de dois mil espectadores, chega ao fim desta temporada. A peça é uma denúncia contra o racismo e as desigualdades, que estará em cartaz neste final de semana, na sexta (2) e sábado (3), às 20h e no domingo (4), às 19h. Ingressos a R$30 inteira e R$15 meia.

O espetáculo da Escola Fábrica de Atores, de Nova Iguaçu, foi sucesso como esquete e garantiu seis premiações: Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Texto Original, Melhor Cenografia, Melhor Iluminação e Melhor Esquete, no FESTU em 2010. Para o diretor Alexandre O. Gomes, as premiações conquistadas evidenciam a entrega deste trabalho e motivaram que a peça reforce ainda mais denúncias como a falta de equidade, diversidade e inclusão. Esse espetáculo tem o incentivo do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Retomada Cultural RJ2.

“Esperamos trazer luz ao cotidiano quase invisível de pessoas das mais baixas classes sociais, muitas vezes privadas de educação e condições dignas de trabalho, exaltando as vidas e histórias dessas pessoas. Queremos colocar o dedo na ferida, mostrar o racismo estrutural e os abismos sociais ainda presentes no dia a dia e pretendemos plena comunicação com todas as classes a partir da temática que envolve o espetáculo, mostrando a importância do combate às desigualdades”, ressaltou Alexandre O. Gomes.

O espetáculo

Tudo teve início durante a pandemia de Covid-19, quando os estudantes do Laboratório de Estudo e Criação do Movimento, terceiro módulo da Escola Fábrica dos Atores & Materiais Artísticos, desenvolveram cenas curtas para serem apresentadas no mês de junho – de forma online – numa mostra chamada “Solos Reflexivos”. Dentre as cenas, estava “A jornada de um herói”, que de cara, mostrava ao grupo a necessidade de ganhar ainda mais espaço pela relevância das narrativas.

Após ser demitido de uma fábrica de carvão ao questionar a diminuição do seu tempo de almoço, que passa de dez para cinco minutos, ele vai atrás do seu Fundo de Proteção e Garantia ao Trabalhador Desempregado, como única opção de sustento de sua família. Tal como os heróis de Homero, José enfrenta monstros e diversos outros perigos ressignificados nas dificuldades cotidianas de um homem negro, pobre, semianalfabeto e desempregado, marcando uma verdadeira epopéia urbana em que os percalços de um ônibus cheio, uma fila quilométrica e um gerente de banco esnobe, escancaram na resistência de José, o seu heroísmo.

FICHA TÉCNICA

Direção: Alexandre O. Gomes
Direção de Movimento: Alexandre O. Gomes
Atuação: Mateus Amorim
Texto: Mateus Amorim
Figurino: Alessandra Fernandes
Cenário: Alessandra Fernandes
Iluminação: Alexandre O. Gomes
Operação de Luz: Amanda Sibanto
Contrarregra: Karen Menezes
Desenhos: Jean Carvalho
Preparação Vocal: Jane Celeste
Preparação Musical: Adilson Muniz
Trilha Sonora Original: Mateus Amorim
Design Gráfico: Samuel Santiago
Assessoria de Imprensa: Monteiro Assessoria – Laís Monteiro
Produção: WDO Produções
Direção de Produção: Wellington de Oliveira
Produtora Executiva: Alessandra Fernandes
Incentivo: Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Retomada Cultural RJ2.

SERVIÇO
Local: Teatro Chica Xavier
Endereço: Espaço Cultural Terreiro Contemporâneo – Rua Carlos de Carvalho, 53, Centro, Rio de Janeiro – RJ. Próximo a praça da Cruz Vermelha.
Data: de 2 e 3 de dezembro, 20h. 4 de dezembro, 19h.
Classificação: 12 anos
Ingressos: R$ 30 inteira, R$ 15 meia

ESPETÁCULO ‘SÍSIFOS’, DA COMPANHIA MINEIRA CANDONGAS, CHEGA AO TEATRO DULCINA, NO RIO

Ilustração: Edição CCOM Funarte / Imagens: 1. Crédito: Café Pingado Filmes 2. Crédito: Caldeira dos Santos

Sísifos

Sísifos – Foto: Cafe Pingado filmes

A Cia. Candongas, de Minas Gerais, apresenta a montagem Sísifos no Teatro Dulcina, no Centro do Rio, a partir de 1º de dezembro, às 19h. O espetáculo faz um paralelo entre a relação “vida x trabalho” estabelecida no mundo contemporâneo e o imaginário em torno de Sísifo, personagem da mitologia grega que, por enganar os deuses, é castigado com o trabalho eterno e repetitivo. Em cena, os personagens refletem sobre sua relação com o poder e a felicidade, enquanto trabalham carregando suas pedras diárias.

Com ingressos a preços populares de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada), as duas últimas apresentações, nos dias 3 e 4 de dezembro, contam com recursos de Libras, em homenagem ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 3 de dezembro.

A companhia busca convidar o público a refletir sobre sua condição humana, sua presença em seu meio e sua busca constante pela felicidade. A montagem é permeada de analogias e símbolos. Se passa em uma caverna, associada ao “Mito da Caverna” de Platão, entre outras referências, como o livro 1984, de George Orwell; e o “eterno trabalhar” do livro O Mito de Sísifo, de Albert Camus.

Com o espetáculo, o grupo ampliou o seu campo de estudos após a conclusão de uma pesquisa de cinco anos sobre o universo do Teatro do Absurdo e alguns de seus autores mais famosos, como Samuel Beckett, Eugène Ionesco, Fernando Arrabal e Qorpo Santo.

Para o grupo, a temática de Sísifos pode ser entendida da seguinte forma: “Uma população que se agarrou nesta região da América com o objetivo de abrir buracos, sem medo de entrar cada vez mais fundo em montanhas e rios em busca de riqueza ou da própria vida”. E continua: “Mas também tem as histórias de tiranias, hierarquias, intrigas, mentiras, revoltas, guerras, sublevações, inconfidências, assassinatos, escravidão, senzalas, casas grandes, corrida do ouro, febres, alienações e mercantilização das vidas, das terras e do poder”.

A obra tem dramaturgia elaborada por Guilherme Théo e Gustavo Bartolozzi. A direção é assinada por Cláudia Henrique, também integrante do grupo, e o elenco é formado por Gustavo Bartolozzi e Wesley Simões e a produção é de Juliana Ribas. Sísifos é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, por meio do Ministério do Turismo e da Secretaria Especial de Cultura, com patrocínio de empresa privada e apoio da Fundação Nacional de Artes.

A Cia. Candongas

Grupo mineiro de teatro nascido em 1994, tem a missão de fortalecer a identidade do Brasil não oficial por meio da arte. Além de peças teatrais, a companhia também promove o ensino da arte e outras ações socioculturais no Centro Cultural Casa de Candongas, situado no bairro Santa Cruz, na periferia de Belo Horizonte.

Serviço:
Espetáculo ‘Sísifos’, da Cia Candongas
Dias 1º, 3 e 4 de dezembro | Horário: 19h (quinta-feira e sábado) e 18h (domingo)
Obs.: as apresentações dos dias 3 e 4 contam com a presença de um intérprete de Libras
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Ingressos antecipados on-line: https://www.sympla.com.br/evento/sisifos/1792404
Classificação: 12 anos

Local: Teatro Dulcina
Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro, Rio de Janeiro (RJ)
(Próximo a Estação Cinelândia do Metrô)

MARTHA NOWILL ESTREIA O SOLO PAGÚ – ATÉ ONDE CHEGA A SONDA NO SESC POMPEIA

Pagu

Pagu – Foto de Rodrigo Chueri

Um manuscrito, ainda inédito, deixado pela escritora, poeta, feminista, desenhista, jornalista e militante Patrícia Rehder Galvão (1910-1962) é o ponto de partida para Pagú – Até Onde Chega a Sonda. O espetáculo tem direção de Elias Andreato e atuação de Martha Nowill – que também assina o texto.

Pagú – Até Onde Chega a Sonda estreia dia 01 de dezembro e faz curta temporada no Espaço Cênico do Sesc Pompeia até 16 de dezembro.

Em maio de 2018, a atriz e escritora Martha Nowill conheceu Rafael Moraes, um colecionador de arte, que lhe apresentou um manuscrito inédito de Patricia Rehder Galvão, a Pagú, escrito na casa de detenção em 1939, durante a ditadura de Getúlio Vargas. Rafael havia comprado o manuscrito e outros objetos pertencentes à artista, de um leiloeiro, 20 anos antes.
Martha Nowill viu ali potencial para a realização de um espetáculo, mas havia dificuldade em transformar o texto de Pagú, tão denso, poético e pouco narrativo, em teatro. Ela se associou à produtora Dani Angelotti e juntas, o projeto começou a ganhar forma.

Martha, na coordenação geral, convidou Isabel Teixeira, sua parceira em projetos anteriores, para o processo de dramaturgia. Através de uma técnica desenvolvida por Isabel chamada “escrita na cena”, Martha desenvolveu uma escrita biográfica, na qual ela, mãe de gêmeos nascidos na pandemia, se misturava com Pagú e seu manuscrito. Desse processo surgiu a dramaturgia, assinada por Martha, que traz trechos do manuscrito original de Pagú, entrecortados por relatos pessoais dela mesma, resultando em um encontro improvável e cheio de pontos de diálogo entre mundos separados por 63 anos.
Em cena, os dois femininos dividem e se misturam no espaço, o da atriz e o de Pagú. As personagens compartilham temas como o machismo, a maternidade, o feminismo, angústias e processos criativos. Dentro destes temas, Martha desenha humor em seus relatos pessoais, com um olhar sarcástico e uma “lente de aumento” para os fatos cotidianos que ainda carregam heranças do patriarcado.

Elias Andreato chegou ao processo para que com sua cuidadosa direção, e extensa experiência com solos, conduzisse a encenação.

Um pouquinho sobre Pagú

Jornalista, feminista, artista, escritora e desenhista, Patrícia Rehder Galvão (1910-1962) nasceu em uma família burguesa paulista, mas depois, seguindo as orientações do Partido Comunista se proletarizou e foi viver em Santos e no Rio de Janeiro. Dedicou boa parte de sua vida à militância política em Santos, São Paulo, Rio de Janeiro, além de ter viajado o mundo. Desde bem cedo, ela questionava os padrões patriarcais.

Pagú, apelido dado pelo poeta Raul Bopp, começou a escrever críticas contra o governo ainda na adolescência, aos 15 anos, quando se tornou colaboradora do Brás Jornal e assinava uma coluna sob o pseudônimo de Patsy. Sua estreia artística aconteceu em 1929, ao publicar seus desenhos politizados nas páginas da “Revista da Antropofagia”.

Apesar de Pagú só possuir 12 anos quando aconteceu a Semana de Arte Moderna, ela é considerada uma das grandes forças do Movimento Antropofágico – seu envolvimento começou sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Junto com Oswald, ela entrou para o Partido Comunista Brasileiro em 1931, quando foi presa pela primeira vez (ela foi presa mais de 20 vezes ao longo de sua vida). Ela e Oswald tiveram um filho, Rudá.

A autora fez importantes contribuições para o movimento feminista. No tabloide “O Homem do Povo”, por exemplo, questionava o papel da mulher na sociedade por meio de suas ilustrações. E no livro “Parque Industrial” (1933), denuncia mulheres exploradas por sua condição de gênero.

Publicou ainda o livro “A Famosa Revista” (1945), em colaboração com Geraldo Ferraz (com quem também teve um filho), e sua autobiografia “Paixão Pagu: A autobiografia precoce de Patrícia Galvão”, lançada em 2005 a partir de um texto até então inédito escrito em 1940. E “Safra Macabra”, uma coletânea de seus contos policiais escritos para a revista “Detective” em 1944, sob o pseudônimo de King Shelter, foi publicada em 1998.

Ficha Técnica
Pagú – Até Onde Chega a Sonda
Dramaturgia: Martha Nowill
a partir do manuscrito de Patricia Galvão – Pagú
Direção: Elias Andreato
Com: Martha Nowill

Cenografia: Marina Quintanilha
Trilha Sonora: Ed Côrtes
Iluminação: Elias Andreato e Junior Docini
Preparador corporal: Roberto Alencar
Figurino: Marichilene Artisevskis
Assistente de direção e fotografia: Rodrigo Chueri
Coordenação técnica: Junior Docini
Preparação vocal: Lucia Gayotto
Visagismo: Louise Helene
Designer: Luciano Angelotti
Produção Executiva: Fani Feldman
Assessoria de imprensa: Pombo Correio – Helô Cintra e Douglas Picchetti
Operação: Henrique Sanchez
Direção de Produção: Dani Angelotti
Idealização: Martha Nowill
Realização: Mil Folhas e Cubo Produções

Serviço
PAGÚ – Até Onde Chega a Sonda
SESC POMPEIA

Estreia quinta-feira dia 01/12
Temporada: de terça a sexta-feira, às 20h30, de 01 a 16/12
Dias 09 e 16/12, sessão também às 17h30
Local: Espaço Cênico

Classificação: 12 anos
Duração: 70 minutos
Acessibilidade: Local acessível para cadeirantes.
Sessão com Intérprete de Libras dia 15/12

Sesc Pompeia
Rua Clélia, 93, Pompeia – São Paulo
sescsp.org.br/pompeia
Facebook, Instagram e Twitter: @sescpompeia
Basilio

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