“Balanço” no SESC Copacabana

Balanço
Balanço - Foto: Natália Anjos

Ir para frente e para trás, só que no tempo. É com essa ideia de movimento que a montagem inédita “Balanço” se define num primeiro momento. Estreando na direção, por meio do edital Sesc Pulsar: Corpo Negro 2024, a bailarina Tamires Costa tem Alison André e Samara Vicença como parceiros na cocriação e performance na cena. Com temporada de 9 a 12 de maio sempre às 20h no Teatro Arena do Sesc Copacabana, a montagem propõe o trânsito por danças da diáspora africana e a corporificação das matrizes de movimentos artísticos das Américas, em especial nos que têm sua base na dança a dois.

A dança toma como ponto de partida o samba de gafieira que, nesta criação, é um lugar onde podemos ir e voltar – e, assim, balançar. Balançamos desde o colo, antes mesmo de aprender a andar. Esse gesto é também passo de dança, uma tecnologia inventiva daqueles que através do corpo respondem ao projeto de dominação colonial, que atravessou o Atlântico na diáspora e se ressignificou do outro lado do planeta. De norte a sul deste continente se balança, desequilibra e, indo de lá para cá, ginga.

Balanço” é o desejo de dobrar o tempo e fabular memórias através de ancestralidades negras. Memórias que se constroem não só no ato de lembrar, mas nas estratégias de conseguir dançar e reconstruir presenças. Para isso, pergunta-se qual exercício de fabulação seria necessário para criar no corpo a retomada das semânticas, cujas vibrações ativem movimentos de ir e vir no tempo. Em cena, os movimentos são embalados por variações rítmicas que vão desde ritmos cariocas, como o samba, passando por músicas cubanas e indo até o soul dos Estados Unidos.

“Samara e Alison já realizam uma pesquisa dentro do samba de gafieira que se chama ‘Balanço Ancestral’, e então comecei a trazer questões para criar pontes com o trabalho deles e sentir onde isso também balançava em mim. Alison tem uma vivência rica nas danças afro-cubanas, o que contribuiu para o nosso processo de criação e trocas artísticas. E toda essa pesquisa sobre a nossa matriz latino-americana reverberou bastante na criação, e nos faz crer que este trabalho fala muito a partir de uma linguagem da dança diaspórica e da nossa matriz afro-latina”, resume a diretora Tamires Costa.

Também fruto da pesquisa “Corpo Tambor”, desenvolvida por Tamires desde 2017, o espetáculo teve metodologias, jogos e cartografias do referido estudo compartilhados em seu processo de criação, a fim de dialogar com as diferentes práticas que compõem o trabalho de samba de gafieira dos bailarinos. O que nasce a partir deste encontro é uma linguagem híbrida e transformada dessas pesquisas, imprimindo as reverberações desta troca e a insistência que os integrantes do projeto têm em suas associações como uma forma de pertencimento e o desejo de criar ancestralidades.

“A montagem fala de memórias. Não só as memórias das coisas que de fato aconteceram, mas das que inventamos – e isso faz desse projeto algo documental e, ao mesmo tempo, ficcional. Memórias que se constroem não só no ato de lembrar, mas nas estratégias de conseguir dançar e reconstruir nossas presenças. Para isso, nos perguntamos que práticas seriam necessárias para criar no corpo a retomada das semânticas, cujas vibrações possibilitem a ativação dos nossos invisíveis, do nosso sangue, do nosso espírito. Estamos muito felizes em poder balançar através dos tempos”, finaliza Tamires.

FICHA TÉCNICA:

  • Direção artística e Idealização: Tamires Costa
  • Performance e Cocriação: Samara Vicença e Alison Sodré
  • Produção Executiva: Corpo Tambor
  • Cenário e Figurino: Thais Peixoto
  • Iluminação: Jorge Oliveira
  • Trilha sonora: Tamires Costa
  • Preparação corporal: Alison Sodré, Paulo Mantuano e Tamires Costa
  • Fotografia: Natália Anjos
  • Assistente de Produção: Igor Arvelos
  • Assistente de figurino: Ernani Peixoto
  • Cenotécnico: Arnoldo Pereira de Souza  
  • Operador de Luz: Jorge Oliveira
  • Operadora de som e mixagem: Idaya Oliver
  • Costura: Selma Maria da Silva
  • Artífice: Adilson Da Conceição
  • Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Comunicação
  • Mídias sociais: Dandara Abreu
  • Designer Gráfico: Vitor Moniz
  • Apoio: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica
  • Patrocínio: Edital SESC Pulsar Corpo Negro 2024

SERVIÇO:

“BALANÇO”

  • Apresentação: 9 a 12 de maio de 2024
  • Local: Sesc Copacabana / Teatro Arena
  • Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana
  • Horário: 5ª feira a domingo, sempre às 20h
  • Ingressos Gratuitos – retirados no local
  • Classificação Indicativa: Livre
  • Duração: 45 minutos
  • Instagram: @balanco__

Com duas indicações ao Prêmio Shell e sete ao Prêmio APTR, musical Kafka e a Boneca Viajante chega a Goiânia em três sessões

Kafka e a boneca viajante
Kafka e a boneca viajante – Foto de Ale Catan

Depois de ser visto por mais de 17 mil pessoas, em temporadas de sucesso por seis capitais brasileiras, o espetáculo Kafka e a Boneca Viajante chega a Goiânia em três sessões, nos dias 10, 11 e 12 de maio (sexta, sábado e domingo), no Teatro Goiânia. O musical traz na bagagem duas indicações ao Prêmio Shell e sete ao Prêmio APTR. Com dramaturgia de Rafael Primot, direção de João Fonseca e direção musical de Tony Lucchesi, a peça é inspirada no livro homônimo do escritor catalão Jordi Sierra i Fabra e traz Alessandra Maestrini, André Dias, Carol Garcia e Lilian Valeska no elenco

Idealizada pelo empreendedor cultural Felipe Heráclito Lima e produzida por Maria Angela Menezes e Amanda Menezes, a montagem tem patrocínio da BB Seguros. Os ingressos, com valores sujeitos à alteração sem aviso prévio, partem de R$ 39 (valor social) e R$ 75 (meia-entrada) à R$ 150 (inteira), com opção de bilhete solidário a R$100 mais um quilo de alimento não perecível. Estão à venda pelo site da sympla e na Komiketo Sanduicheria

“Estamos empolgados em levar esse espetáculo tão rico para Goiânia, temos um compromisso em levar cultura Brasil afora e a temporada de 2024 da peça reforça isso”, afirma Luciana Garrone, Gerente de Marketing Institucional e Mercadológico da Brasilseg, uma empresa BB Seguros. “Nos dá muita satisfação saber que contribuímos para que a peça alcance tanta gente, pois entre os nossos anseios em incentivar projetos culturais está o de ampliar a presença da arte nacionalmente e democratizar o seu acesso”, reforça Luciana

Os artistas trazem para o palco uma história inusitada sobre um dos escritores mais influentes do século 20, o tcheco Franz Kafka (1883-1924). A peça recria um episódio que teria levado o modernista a voltar a escrever, já no fim da vida. Ao caminhar por uma praça perto de sua casa, ele teria encontrado uma menina que chorava por ter perdido sua boneca. Sensibilizado pelo sofrimento da criança, ele passou a escrever cartas à menina como se fossem enviadas pela boneca, em que descrevia suas incríveis aventuras pelo mundo. A bela e intrigante história já foi contada em livros, contos e peças, mas até hoje não há provas de que realmente tenha acontecido – as cartas jamais foram encontradas, tampouco a dona da boneca

“Quando Felipe me procurou com a ideia de adaptar o livro do Jordi, eu já conhecia a história das cartas. O livro é curto, voltado ao público infanto-juvenil e conta essa história de uma maneira simples. O desafio foi fazer um espetáculo um pouco mais profundo, levando para o universo adulto. E aí resolvi trazer elementos da vida de Kafka para a história da própria garota, coisas que o escritor passou na infância dele, como a relação conturbada com o pai. E também referências a seus livros”, explica Rafael Primot

A narrativa não linear reforça o ritmo ágil da montagem, alternando passado, presente e futuro, assim como a realidade vivida pelo Sr. K (Kafka, vivido por André Dias), sua esposa Dora (Lilian Valeska) e a menina Rita (Carol Garcia) é atravessada pelo mundo ficcional das cartas, onde Brígida, a boneca interpretada por Alessandra Maestrini, indicada em São Paulo ao Prêmio Shell de melhor atriz, ganha vida

Ficha técnica

  • Alessandra Maestrini – Brígida, a boneca
  • Carol Garcia – Rita, a menina
  • André Dias – Sr. K (Kafka), soldadinho de chumbo
  • Lilian Valeska – Dora, Gaivota
  • Rafael Primot – Dramaturgia
  • João Fonseca – Direção
  • Tony Lucchesi – Direção musical
  • Marcia Rubin – Direção de movimento
  • Carlos Nunes – Programação visual
  • Nello Marrese – Cenário
  • Paulo Cesar Medeiros – Iluminação
  • João Pimenta – Figurino
  • Everton Soares – Visagismo
  • Ale Catan – Fotos
  • Felipe Heráclito Lima – Idealização
  • Isabela Reis – Produção Executiva
  • Nádia Ethel – Produção em São Luís
  • Amanda Menezes – Direção de produção
  • Maria Angela Menezes – Coordenação de Produção
  • Sevenx Produções Artísticas – Administração
  • Bernardo Aragão – Técnico de som
  • Renato Lima – Técnico de luz
  • Eliana Ruth – Camareir

Serviço – Espetáculo Musical “Kafka e a Boneca Viajante” 

  • Datas: De 10 a 12 de maio de 204
  • Horário: Sexta-feira e sábado, às 21h; e domingo, às 19h
  • Local: Teatro Goiânia – Av. Tocantins com a Av. Anhanguera – Centro
  • Ingressos: Pelo site www.sympla.com.br ou presencialmente, na Komiketo Sanduicheria – Av. T-4 – n. 6000 – St. Serrinha
  • Preços*: R$ 150 (Plateia Superior e Inferior); R$ 39 (Plateia Superior Social)
    *Valores referentes à inteira. Há disponibilidade de meia-entrada
  • Classificação indicativa: Livre

“Primeiro HAMLET”, de William Shakespeare, estreia em São Paulo dia 11

Primeiro HAMLET
Primeiro HAMLET – Foto de João Caldas

A peça traz Chico Carvalho no papel de Hamlet. Essa é a sua sexta parceria com o diretor, sendo a segunda montagem de Shakespeare (a primeira foi A Tempestade).  Na opinião do ator, as personagens do dramaturgo inglês são como “um prisma cujas diversas faces são iluminadas por seus versos, daí sua riqueza imensurável”.  O elenco também conta com outros grandes atores. Elias Andreato interpreta Corambis (chamado de Polônio nas outras versões), Claudio Fontana faz o Rei Cláudio e, ao seu lado, como Rainha Gertred (Gertrudes, nas outras versões), está Luciana Carnieli.  Ciça de Carvalho é Ofélia.  Ivan Vellame faz o melhor amigo do protagonista, Horácio; André Hendges, o irmão de Ofélia, Laertes; Gabriel Sobreiro e Breno Manfredini são os colegas de Hamlet, aqui chamados de Rosencraft e Gilderstone; por fim, João Attuy interpreta tanto o Coveiro, quanto o invasor norueguês, Fortimbrás. Não menos importante, visto que o diretor tem especial apreço pela musicalidade em todos os seus trabalhos, Dan Maia executa a trilha sonora ao vivo.  

Uma das peculiaridades dessa montagem é a escolha do texto.  Poucas pessoas sabem que há três versões da mais famosa tragédia do bardo, chamadas respectivamente de Q1 (de 1603), de Q2 (de 1604) e de Fólio (de 1623), todas autênticas, conforme atestado pelos estudiosos da área.  Elas diferem sobretudo em extensão, sendo que a primeira tem metade dos versos do Fólio, a mais conhecida e montada entre nós.  A diferença de tamanho torna o “Primeiro Hamlet” mais ágil e menos metafísico.  “A convivência de múltiplas versões era comum no período Elisabetano-Jaimesco”, explica José Roberto O´Shea.  Já Gabriel Villela afirma ter escolhido a primeira delas, não por ser menos conhecida e inédita em São Paulo, mas porque “é a fonte primordial, de onde nasce água pura capaz de purificar, hidratar o rosto das almas, Hamlet!”.

Sobre a encenação

Os atores narram e dramatizam a tragédia shakespeariana sobre um palco coberto por troncos de árvores carbonizadas, ou o que sobrou de uma floresta queimada. J. C Serroni inspirou-se na paixão do autor por florestas, facilmente identificada no protagonismo que exercem em Sonho de Uma Noite de Verão, ou na força trágica que tem em Macbeth.  Uma cama, também carbonizada, é manipulada para sugerir diferentes ambientes, chegando a funcionar como um pequeno palco dentro do grande palco para acolher cenas emblemáticas da tragédia.  

Na concepção de Gabriel Villela, a devastação da natureza sobre a qual se desenrola a trama é uma alusão aos desafios impostos pelo Antropoceno.  O diretor diz ter ficado especialmente comovido com as queimadas no Cerrado, no Parque Nacional das Emas “que trouxe a terrível imagem de um Tamanduá carbonizado.  Essa foto girou o mundo, tornou-se um incêndio simbólico”.  Já o diretor-adjunto, Ivan Andrade, entende que esse texto, “como qualquer clássico, absorve questões do tempo em que está sendo montado.  Colocar Shakespeare, que, nas palavras de Harold Bloom, inventou o homem, em sobreposição a essa destruição causada pelo próprio homem deflagra a necessidade de reflorestamento não apenas das nossas florestas, como também do imaginário.  O colapso ambiental é humano, e é sobretudo da imaginação”.

Gabriel Villela conta que a escolha do elenco deu-se pela voz dos personagens: o desenho da voz de cada ator auxiliou na formação final desta equipe. “No Brasil, a voz foge de convenções inglesas, americanas; o nosso método é Dercy Gonçalves e Grande Otelo, é circo. Isso implica em outra lógica para essas escolhas e faz com que caiba o melodrama do circo na cena da peça dentro da peça, por exemplo”.  Para trabalhar as vozes, Villela contou com sua parceira de muitas décadas, Babaya Morais, além de Dan Maia, ambos responsáveis pela direção musical. A maior parte das músicas é cantada em latim ao vivo pelos atores. O ponto de partida é o cantochão gregoriano, que vai ganhando polifonia ao longo da tragédia.

Os figurinos são, como sempre, assinados por Gabriel Villela, e a luz é de Wagner Freire. 

Para Chico Carvalho, “o Hamlet aqui não é uma versão minha, mas, principalmente, produto da linguagem do Gabriel.  Estamos a favor de uma maquinaria, de uma linguagem.  Com essa premissa, a gente se livra um pouco dessa enrascada de tentar definir o personagem, porque ele é indefinível”.

Sinopse

O jovem príncipe Hamlet da Dinamarca depara-se com o espectro de seu pai, que revela que seu irmão Cláudio, tio de Hamlet, agora casado com Gertred – mãe do Príncipe, o envenenou. Atormentado com esta descoberta, Hamlet cria um plano para testar a veracidade do crime narrado pelo fantasma de seu pai e vingar seu assassinato.

Ficha Técnica

  • Autor: William Shakespeare
  • Tradução: José Roberto O´Shea
  • Direção e figurinos: Gabriel Villela
  • Diretor-adjunto: Ivan Andrade
  • Elenco: Chico Carvalho, Elias Andreato, Claudio Fontana, Luciana Carnieli, Ciça de Carvalho, Ivan Vellame, André Hendges, Breno Manfredini, João Attuy e Gabriel Sobreiro
  • Iluminação: Wagner Freire
  • Direção Musical, canto e arranjos vocais: Babaya Morais
  • Direção Musical, órgão, viola e arranjos instrumentais e vocais: Dan Maia
  • Cenografia: J C Serroni
  • Assistente de Figurinos: Nour Koeder, Emme Toniolo e Nayara Andrade
  • Costureira: Zilda Peres
  • Assistentes de cenografia: 
  • Cenotecnicos: 
  • Pintura e texturização: Cirqueira e Priscila Chagas
  • Coordenação equipe cenografia: 
  • Maquiagem: Claudinei Hidalgo
  • Assistente de Maquiagem: Patrícia Barbosa
  • Fotografia: João Caldas Fº
  • Assistente de Fotografia: Andréia Machado
  • Diretor de Palco: Márcio Félix 
  • Operador de luz: 
  • Camareira: Ana Lucia Laurino 
  • Produção Executiva: Augusto Vieira
  • Direção de Produção: Claudio Fontana
  • Apoio: Marcelo Araújo Hair

Serviço:

Sesc Vila Mariana

  • Endereço: Rua Pelotas, 141, Vila Mariana – São Paulo
  • Temporada: de 11 de maio a 16 de junho. Quinta a sábado às 21h e domingos às 18h.
  • Dias 7 e 8 de junho, sexta e sábado, haverá sessões extras às 15h. 
  • Em todas as 4 sessões dos dias 7 e 8 de junho haverá tradução em libras
  • Duração: 120 min – com 15 min de intervalo
  • Classificação etária: 14 anos

Ingressos: Os ingressos disponíveis no aplicativo Credencial Sesc SP, pelo Portal Sesc SP e nas bilheterias do Sesc em todo o Estado – R$ 15 (credencial plena); R$ 25 (estudante, servidor de escola pública, idosos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 50 (inteira) 

Viajando com Tapetes Contadores no Centro do Rio de Janeiro

Viajando com Tapetes Contadores
Viajando com Tapetes Contadores – Foto de Felipe Roehring

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, até o dia 16 de junho de 2024, o projeto Viajando com Tapetes Contadores, idealizado pelo grupo Os Tapetes Contadores de Histórias. Com 25 anos de uma trajetória singular, o coletivo apresenta sessões de contação de histórias para toda a família (sábados e domingos, às 15h), tendo como cenário uma exposição interativa inédita (aberta de terça a domingo). Toda a programação é gratuita. O projeto tem patrocínio da CAIXA e do Governo Federal.

As sessões de contação de histórias e a exposição interativa apresentam um panorama do sólido trabalho que o grupo Os Tapetes Contadores de Histórias vem construindo ao longo de mais de duas décadas de atuação, integrando diferentes saberes e fazeres artísticos: contação de histórias, criação e costura de cenários e objetos, arte educação e artes visuais – ocupando galerias e espaços de centro culturais tradicionalmente dedicados às exposições.  

Foi viajando pelo mundo e pelos quatro cantos do Brasil, colhendo contos por onde passaram, pesquisando culturais tradicionais, que o grupo hoje reúne 42 obras montadas em seu repertório. As narrativas costuradas e bordadas à mão pelo próprio grupo, em coloridos bonecos, vestimentas, tapetes, caixas, painéis e livros, ganham vida na voz e interpretação dos integrantes. 

Entre os textos interpretados no projeto Viajando com Tapetes Contadores, estão contos de tradição europeia, africana, latino-americana e brasileira. Dos autores brasileiros, que têm suas obras transpostas em cenários e personagens, estão Ana Maria Machado, Ricardo Azevedo, Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade. Após as sessões, as famílias são convidadas a manipular e a interagir com as obras.

De outras nacionalidades, há um poncho e um pergaminho, para narrar mitos gregos; e um grande bolo de aniversário, para um conto popular norte-americano. São apresentados também os tapetes do projeto francês Raconte-Tapis, além de painéis e livros de pano do peruano Manos que Cuentan. Ao lado de cada obra, estará exposto o livro correspondente. 

A exposição interativa fica aberta para visitação de terça a domingo. A visitação será mediada por monitores, que irão incentivar as famílias na experiência lúdica da leitura e da descoberta de novas histórias. 

Além da exposição e apresentações artísticas, haverá também uma oficina de formação na arte de contar histórias, voltada para jovens e adultos. Trata-se de um intensivo do processo criativo de 25 anos no planejamento e criação de cenografias têxteis a partir de narrativas orais. Com duração total de 12 horas, distribuídas em 4 encontros de 3 horas, os participantes são convidados a narrar, ler, estudar e se especializar nos recursos disponíveis para uma boa contação de histórias. 

“Há 20 anos, nós fizemos a primeira exposição interativa literária e têxtil no Brasil, no Conjunto Cultural da CAIXA, como era chamado na época, de Brasília e Rio de Janeiro. De lá para cá, foram 32 exposições interativas nas unidades da CAIXA Cultural de todo país”, diz Warley Goulart, integrante e fundador do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias. 

 

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