Botecar Rio está de volta: 3ª edição do festival começa na próxima quarta-feira (11)

De 11 de novembro a 13 de dezembro, 40 dos melhores bares da cidade participam do festival com petiscos inspirados em músicas; votação popular vai escolher as cinco melhores criações

por Redação
Pescados na Brasa

Uma playlist de sabores vai tomar conta da cidade. É o Festival Botecar Rio, que acontece entre os dias 11 de novembro e 13 de dezembro, nos bares mais emblemáticos da cidade. Para a terceira edição carioca, 40 bares, entre tradicionais, contemporâneos e novas apostas da boemia, criaram petiscos inspirados em músicas, com o tema “Os sabores que tocam a gente”. Do samba e do pagode ao funk. Do forró ao rock. Da MPB às novas cenas independentes. O público tem pouco mais de um mês para botecar por aí e votar (via qr code) nos seus preferidos e colocar no páreo os cinco melhores, que serão divulgados no dia 15 de dezembro.

Estreando no Botecar, estão os bares Jurubeba, do chef Elia Schramm, e o Boteco Princesa, do chef Pedro de Artagão, que abrilhantam ainda mais a turma da zona sul. O Baltazar, em Copacabana, é o representante da nova geração e já chega fazendo barulho com o petisco inspirado na música Veneno da Lata, de Fernanda Abreu. Na mesma rua, o bar Os Imortais chega no festival com um petisco totalmente “hot” e, para reforçar a velha guarda, o Gracioso, na região central, entra no time.

O festival traz ainda bares que são patrimônios históricos da cidade, como Bar da Amendoeira, Bar Brasil, Bar da Portuguesa, Bar do Momo, Bar do Bode Cheiroso, Bar Urca, Bar Bracarense, Real Chopp e Velho Adonis. E sucessos absolutos da boemia carioca:  Aconchego Carioca, Adega do Pimenta, Baixela, Bar da Frente, Bar da Gema, Bar do Trotta, Bar Madrid, Bar Saudade, Boteco Quinta Categoria, Botica, Barão Chopp & Petiscos, Capiau, Casa Porto, Conserva, Enchendo Linguiça, Jobá, Kalango, Lá na Rosi, Pescados na Brasa, Petisqueira Martinho, Porco Amigo, Quitanda, Suru Bar, Suru Bafo e Zuza Fish Bar.

São 18 bares na Zona Sul, 16 na Zona Norte e 7 entre Lapa e Zona Portuária (dá 41, já que o Bar da Frente tem unidade em Copacabana e na Praça da Bandeira), para percorrer em 33 dias e experimentar os mais variados sabores.

Como será a votação no festival:

Com o tema “Os sabores que tocam a gente”, cada bar terá um petisco concorrente inspirado em músicas, principalmente de cantores e compositores cariocas, da gema ou do coração, contando e cantando a história da cidade. Com votação popular – e também de jurados especializados (50%, 50%) –, o público terá 33 dias para se deliciar com os melhores petiscos (entre R$ 20 e R$ 65), de criação livre.

O público e os jurados dão nota de 0 a 5, levando em consideração os seguintes itens: petisco, ambiente, atendimento e temperatura da bebida.

“É com grande entusiasmo que anunciamos a terceira edição do Botecar na cidade maravilhosa! Após explorar a “mineiridade” em edições anteriores, o Botecar volta ao Rio de Janeiro, celebrando a rica e diversificada cultura carioca. Nossa proposta é unir o melhor da gastronomia carioca com a riqueza da música e da cultura do Rio. Cada prato será uma homenagem aos artistas que compõem a identidade da cidade”, conta Antônio Lúcio Martins, idealizador do festival.

O Botecar é um festival de botecos que acontece em Belo Horizonte desde 2014 e reúne estabelecimentos da cidade para movimentar, valorizar e promover a gastronomia de raiz. O evento explora a cultura do boteco, que possui uma culinária específica, extremamente diversificada e criativa. Atualmente está em 10 cidades.  Estreou no Rio de Janeiro em 2024.

A curadoria de bares do Botecar Rio é das jornalistas Marcella Sobral e Pitty Basilio. As fotos são do fotógrafo Fabio Rossi.

O Botecar Rio 2026 conta com o patrocínio da CAIXA e Governo do Brasil e Del Maipo. Realização: AL2 Eventos.

Veja a relação completa dos bares e petiscos abaixo:

SERVIÇO:

FESTIVAL BOTECAR RIO
De 11 de novembro a 13 de dezembro
Bares e petiscos: 

Aconchego Carioca 

O Show Tem Que Continuar: sanduíche com massa de tortilha, smash de carne moída picante, queijo, picles de jalapeño, saladinha ácida de rúcula, coentro e hortelã (R$ 41)

Inspiração: O Show Tem Que Continuar, canção de Sombrinha, Arlindo Cruz e Luiz Carlos da Vila, famosa pela gravação do grupo Fundo de Quintal. O samba é considerado um hino de resistência do Cacique de Ramos, bairro onde cresceu a chef Kátia Barbosa, no Rio de Janeiro. Fundadora do Aconchego Carioca, a chef é um símbolo de resistência da gastronomia brasileira.

Endereço: Rua Barão de Iguatemi 245, Praça da Bandeira. Telefone: 2273-1035. De terça a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 18h. @aconchegocariocarj

Adega do Pimenta 

Alma Boêmia: bolinho do clássico joelho de porco com maionese de salada de batata (R$ 44, 4 unidades; R$ 25, 2 unidades)

Inspiração: Alma Boêmia, de Toninho Geraes e Paulinho Rezende. Uma receita com gosto de Adega, de boteco e de Santa Teresa, homenageando a boemia, que faz parte da nossa história.

Endereço: Rua Almirante Alexandrino 296, Santa Teresa. Telefone: 2224-7554. De segunda a sexta, das 12h às 22h; sábado, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 12h às 18h. @adegadopimenta

Baixela

Delírio da Baixa Gastronomia: sanduíche de língua suína com molho à campanha no pão francês para acompanhar a batida da casa (R$ 35)

Inspiração: Delírio da Baixa Gastronomia, canção de Moacyr Luz.

Endereço: Av. Rainha Elisabeth 85, Copacabana. Telefone: (21) 97917-0998. Segunda e terça, das 12h às 22h; quarta e quinta, das 8h às 22h; sexta e sábado, das 8h à meia-noite; domingo, das 8h às 20h (almoço e petiscos a partir das 11h30; cozinha fecha 1 hora antes do horário de fechamento).  @baixela.rio

Baltazar 

Veneno da Lata: bolinho de pernil levemente picante, empanado no cabelinho de anjo e servido com couve crispy, acompanha molho de mostarda preta e mel, servido na lata (R$ 44). Quem quiser levar a lata pra casa, mais R$ 40

Inspiração: Veneno da Lata, Fernanda Abreu. Um pouco do suingue-balanço-funk que tomou conta da cidade no Verão da Lata. Vamo batê lata!

Endereço: Rua Ronald de Carvalho, 250, Copacabana. Tel.: 11 91665-0366. De terça a domingo, das 18h à meia-noite. @baltazar.bar

Bar Bracarense 

Bossa de Pernil: croquete crocante de pernil do Braca com geleia de tamarindo (R$ 40)

Inspiração: Pão e poesia, canção de Moraes Moreira e Fausto Nilo. Como um verso de Moraes Moreira ou a poesia de nosso querido cliente Alceu Valença. Um acorde perfeito entre a tradição brasileira do pernil e o arrepio inconfundível do tamarindo.

Endereço: Rua José Linhares 85 loja B, Leblon. Segunda, das 11h às 22h; terça e quarta, das 11h às 23h; de quinta a sábado, das 11h à meia-noite; domingo, das 11h às 21h. @bar_bracarense

Bar Brasil 

Lapa em 3 Tempos: releitura do centenário bolinho de carne da casa, com o tradicional molho e parmesão finamente ralado por cima pra ficar metido à besta (R$ 38)

Inspiração: Lapa em Três Tempos, samba de Paulinho da Viola. Apesar das voltas que a Lapa dá, a prosa sempre termina aqui.

 Endereço: Av. Mem de Sá, 90 – Lapa. De terça a sábado, das 11h à meia-noite; domingo, das 11h às 16h. @barbrasil

Bar da Amendoeira

Delícia do Tony: bolinho com massa de aipim e recheio de ragu de rabada com agrião e catupiry (R$ 42, serve 3 pessoas)

Inspiração: Rangell & Batucada. Cria do Complexo do Alemão, o cantor, compositor e cavaquinista Rangell comanda o grupo que faz a tradicional roda de samba do Bar da Amendoeira. Nada mais justo…

Endereço: Rua Conde de Azambuja 881, Maria da Graça. Telefone: 2501-4175. Segunda, das 9h às 16h; terça e quarta, das 8h às 22h; quinta, das 9h às 2h; sexta, das 8h às 22h; sábado, das 8h às 20h; domingos (somente em dezembro), das 9h às 16h. @bardaamendoeira01

Bar da Frente (Copacabana e Praça da Bandeira)

Sardinha Granfina: sardinha recheada com farofa de camarão feita com farinha de milho e dendê (R$ 26,90)

Inspiração: Peixeiro Granfino, música do icônico sambista portelense Candeia. Gravada também na voz de Tia Surica, grande representante feminina do samba, assim como Mariana Rezende, proprietária do Bar da Frente, na gastronomia carioca e boêmia.

Endereço: Rua Barão de Iguatemi 388, Praça da Bandeira. Telefone: 2502-0176. Terça e domingo, das 12h às 17h; de quarta a sábado, das 12h às 22h; domingo, das 12h às 17h. Segunda: fechado. Rua Almirante Gonçalves, 29B, Copacabana. Todos os dias, das 11h às 23h. @bardafrente

Bar da Gema 

Quem come quiabo não pega feitiço: fígado de galinha na manteiga com ervas e acompanha uma deliciosa farofa de milho com quiabo (R$ 38)

Inspiração: Nego Álvaro, músico negro, sambista, cantor e compositor. Sempre que ele come o frango com quiabo no Bar da Gema, cita o ditado popular das tradições afro-brasileiras: “quem come quiabo não pega feitiço”, batucando na mesa e cantarolando.

Endereço: Rua Dona Zulmira 134, Maracanã. Telefone: (21) 98390-5124. De terça a quinta, das 17h às 23h; sexta e sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h. @bardagema

Bar da Portuguesa 

Galope da Dondon: saladinha de feijão branco com bacalhau, kani, pimentão, cenoura, salsinha, azeitonas pretas, pimenta-biquinho, palmito e ovo de codorna cozido (R$ 45,90)

Música: Galope Rasante, de Zé Ramalho. Este ano, Dondon, a moça e anciã dos bares da cidade, grande representante da boemia, faz uma homenagem aos netos. 

Endereço: Rua Custódio Nunes 155, loja D, Ramos. Telefone: 3486-2472. De terça a sexta, das 17h à meia-noite; sábado, das 11h às 18h; domingo, das 11h às 17h. @bar_da_portuguesa

Bar do Bode Cheiroso 

Banquete de Malandro: mix de petiscos de balcão composto por ovos de codorna temperados em conserva, carne seca acebolada na farinha, linguiça mineira acebolada e jiló frito na manteiga e azeite com alho torrado (R$ 39,90)

Inspiração: “Lenço no Pescoço”, Wilson Batista. Uma homenagem à malandragem do Rio de Janeiro, década de 1930. Ela deu origem à “batalha” entre Wilson e Noel Rosa.

Endereço: Rua General Canabarro 218, Maracanã. Telefone: 21 99257-4883. De terça a sábado, das 11h30 às 22h30; domingo, das 11h às 18h. @bardobodecheiroso

Bar do Momo 

Feijão da Dona Neném: uma deliciosa fava com carnes da feijoada, maxixe e farofa de cebola torrada (R$ 45)

Inspiração: O Feijão de Dona Neném, música de Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz, famosa na voz de Zeca. Foi o primeiro prato que Toninho, cozinheiro e sócio do Bar do Momo, preparou para o nosso grande boêmio. Toninho é o chef de cozinha responsável pelas unidades do Bar do Zeca Pagodinho.

Endereço: Rua General Espírito Santo Cardoso, 50, loja A – Tijuca. Telefone: 2148-2874. De segunda a sexta (terça fechado), das 12h às 22h; domingo, das 12h às 18h.. @bardomomooficial

Bar do Trotta 

Quem não chora não mama: espetinho de lasanha de carne com queijo, servido com farofa crocante de alecrim e vinagrete de tomate com manjericão (R$ 40)

Inspiração: Marcha do Cordão do Bola Preta, clássico samba do bloco centenário. Adolfo Trotta, o avô, gostava de assistir ao desfile do Bola Preta no Carnaval e comia um espetinho na saída do bloco. Para o festival, “italianizou” o petisco, já que essa é a alma da casa.

Endereço: Rua Santa Luiza 193, loja B – Maracanã. De terça a sexta, das 17h à meia-noite; sábado, das 12h à meia-noite; domingo, das 12h às 21h. @bardotrotta

Bar Madrid 

Tapa do Gonzagão: pão fillone Los Paderos, purê de aipim, cebola à dorê, mussarela gratinada e carne seca desfiada (R$ 30)

Inspiração: O Rei do Baião, álbum de Luiz Gonzaga, gravado no Rio de Janeiro em 1957. O nordestino Gonzagão ganhou projeção na cidade do Rio, nos famosos programas de calouros, e hoje empresta seu nome para a famosa Feira de São Cristóvão: Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Os clássicos sabores do nordeste, no pão, viraram tapa no bar de inspiração espanhola.

Endereço: Rua Almirante Gavião n°11-F e G, Tijuca. Telefone: 3594-8526. De quarta a domingo, das 11h às 18h. @barmadrid

Bar Saudade

Ebi Karaage: camarões crocantes à moda japonesa, com casquinha leve, acompanhados de molho tonkatsu, maionese japonesa e finalizados com katsuobushi (R$ 65)

Inspiração: Camarão que Dorme a Onda Leva, de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beto Sem Braço, famosa na voz da saudosa rainha Beth Carvalho.

Endereço: Rua da Matriz, 54 – Botafogo. De terça a domingo, das 12h à meia-noite. @obarsaudade

Bar Urca 

No recôncavo do bobó do Bar Urca: canoinha de bobó de camarão, com arroz e farofinha (R$ 35)

Inspiração: Tabuleiro da Baiana, Ary Barroso. O mineiro passou a vida adulta na cidade do Rio de Janeiro, onde ganhou fama. A canção foi uma “encomenda”, homenageia a Bahia, mas foi composta no Rio e gravada por personalidades como Carmem Miranda. Prato que se desenvolveu e floresceu na Bahia, conquistou o país e ganhou a nossa mureta.

Endereço: Rua Candido Gaffree 205, Urca. Todos os dias, das 8h às 23h. @barurca 

Barão Chopp e Petiscos 

Pé na Areia: dois bolinhos de polvo com camarão e bacon e dupla de bruschetta de queijos, tomate, alcaparras e azeite temperado (R$ 45,90)

Inspiração: Pé na Areia, canção de Diogo Nogueira. Essa não precisa explicar. Vamos para onde tudo pode acontecer, inclusive nada!

Endereço: Rua Padre Januário, 83 Loja B – Inhaúma. De terça a sexta, das 17h à 1h; sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 22h. @baraochopppetiscos

Boteco Princesa Leblon

Sardinha a escabeche de jiló: sardinha empanada no fuga com escabeche de jiló (R$ 34,50)

Inspiração: Deixa Clarear, de Zeca Pagodinho.

Endereço: Rua João Lira, 148 – Leblon. De segunda a quarta, das 12h às 23h; quinta a sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 23h. @boteco_princesa

Boteco Quinta Categoria 

Resenha de Quinta: trio de pastéis de língua, moela e queijo coalho com cebola roxa (R$ 35)

Inspiração: Nossa Resenha, canção de Caetano Veloso e os Garotin. Nossa resenha não há quem detenha. Vem que no caminho a gente explica.

Endereço: Rua Paulo Barreto 25 Loja C, Botafogo. Telefone: 2286-2176. De terça  a sábado, das 12h às 22h; domingo, das 12h às 21h. 

Botica 

Rei da Passarela: moela, torresminho e picles de abacaxi: moela caldosa com vinagrete com picles de abacaxi e torresminho, servido com pão (R$ 49)

Inspiração: Entre o Torresmo e a Moela, canção de Aldir Blanc e Maurício Tapajós. Entre o sambódromo e o bicheiro, rei da passarela, Quero é sambar entre o torresmo e a moela.

Endereço: Rua Fernandes Guimarães, 30 – Botafogo. Terça, das 18h à 1h; quarta, das 12h à 1h; quinta a sábado, das 12h às 2h; domingo, das 12h às 23h. @obarbotica

Capiau Botequim

Língua na Brasa: língua de boi curada e assada na lenha de pessegueiro, servida com conserva de beterraba (R$ 42)

Inspiração: “Cariocas”, Adriana Calcanhotto. Carioca que é carioca não tem papas na língua. Fala o que pensa, conta causos, provoca e não perde a oportunidade de uma boa sacanagem. Inspirado na irreverência cantada por Adriana Calcanhotto, o Capiau leva essa língua afiada para a brasa: língua de boi curada e assada na lenha de pessegueiro, servida com conserva de beterraba. Uma língua quente, como toda boa conversa de botequim.

Endereço: Rua Miguel Couto, 124-A (esquina do Largo de Santa Rita) – Beco das Sardinhas, Centro. Terça a sexta, das 11h às 22h; sábado, das 11h às 18h; domingo, das 11h às 17h. Segunda: fechado. @capiaubotequim

Casa Porto

Tabu de Língua: tempurá de língua, acompanha vinagrete de abacaxi (R$ 35)

Inspiração: “Cariocas”, Adriana Calcanhotto. Adriana Calcanhotto já cantava que “Cariocas são sacanas”. E se tem uma coisa que o carioca gosta é de quebrar tabus. No Japão, onde o beijo de língua ainda é cercado de pudores, fomos buscar inspiração para mais uma provocação: servir língua bovina empanada em tempurá, acompanhada de vinagrete de abacaxi. Uma brincadeira que também desafia os preconceitos à mesa e celebra a cozinha carioca, formada pelo encontro de influências do mundo inteiro, que por aqui ganham novos sabores, misturas e interpretações. Afinal, o carioca nunca teve vergonha de botar a língua para fora.

Endereço: Largo de São Francisco da Prainha, 4, sobrado, Saúde. Terça e quarta, das 12h às 22h; quinta a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 21h. Segunda: fechado. @casaporto.rio

Choperia Cotovelo

Língua na Cerveja: língua cozida lentamente em cerveja preta encorpada, servida com vinagrete da casa e pão francês crocante (R$ 35)

Inspiração: “Cariocas”, Adriana Calcanhotto. Carioca fala pelos cotovelos, mas é com a língua que faz as maiores sacanagens. Entre uma conversa fiada, uma fofoca e um chope bem tirado, a Choperia Cotovelo encontrou sua própria maneira de homenagear os versos de Adriana Calcanhotto. A língua bovina é cozida lentamente em cerveja preta encorpada, servida com vinagrete da casa e pão francês crocante. Porque no balcão de um botequim carioca, língua boa é aquela que bebe uma cervejinha.

Endereço: Rua da Carioca, 15, Centro. De segunda a sexta, das 11h às 22h; sábados e domingos, das 11h às 17h. @choperiacotovelo

Conserva Bar

Língua na prexeca: bolinho de língua moída, feita na cerveja preta com especiarias, bacon e mostarda do Conserva (R$ 25, espetinho com duas unidades)

Inspiração: Copacabana, Barão Vermelho. A inspiração veio do bairro cosmopolita e caótico que é “Copacabana você não me engana, Com seus bares e quitinetes. Dia e noite, noite e dia, Da Prado Júnior ao Posto Seis, A verdadeira Ilha da Fantasia”. Versão do famoso bolinho mineiro de nome duvidoso, substituindo o recheio de carne moída pela famosa língua do bar, um dos pratos mais pedidos no Conserva, localizado na icônica Av. Prado Júnior – citada na música.

Endereço: Avenida Prado Junior, 281 – Copacabana. Quarta e quinta, das 17h à meia-noite; sexta e sábado, das 12h à meia-noite; domingo, das 12h às 21h. @conservabar

Enchendo Linguiça

Farofa Carioca: farofa de ovos úmida e crocante, com a tradição da linguiça artesanal suína e a doçura da banana, servida com fatias de copa lombo assadas, acompanhadas de molho à base de cerveja (R$ 44) 

Inspiração: Moro no Brasil, Farofa Carioca. Essa mistura que é fundamental!

Endereço: Av. Engenheiro Richard 2, Grajaú. Telefone: 2576-5727. Segunda a quinta, das 11h à meia-noite; sexta e sábado, das 11h à 1h; domingo, das 11h às 21h. @enchendolinguica

Gracioso 

Como uma Onda: palitinhos de queijo coalho com mel de cana (R$ 44)

Inspiração: Como uma Onda, de Lulu Santos. A vida e o queijo vêm em ondas como um mar.

Endereço: Rua Sacadura Cabral, 97 – Saúde. Telefone: 99331-2480. Segunda a sexta, das 11h às 22h; sábado, das 11h às 18h. Domingo: fechado; feriados, das 11h às 18h. @gracioso_bar

Jobá

Okay, você venceu, batata frita: batatas fritas cobertas com costela desfiada crocante, cheddar cremoso e creme cítrico  (R$ 65)

Inspiração: música clássica da carioquíssima Blitz, “Você não soube me amar”, com verso mais clássico ainda, assim como o irmão Bar Jobi.

Endereço: Av. Ataulfo de Paiva 1174, loja A, Leblon. Telefone: 3189-6259. Terça a domingo, das 11h às 3h. Segunda: Fechado. @joba.botecocarioca

Jurubeba

Casal sem Vergonha: almofadinha de queijo gouda com goiabada picante, junto e misturado  (R$ 39)

Inspiração: Casal sem Vergonha, Zeca Pagodinho.

Endereço: Rua Real Grandeza 196, Botafogo. Quarta a sábado, das 12h à meia-noite; domingo, das 12h às 19h. @jurubeba.bar 

Kalango

Vatapá Carioca: vatapá de bacalhau com picles de cebola roxa, servido na barquete (R$ 38)

Inspiração: Vatapá, de Dorival Caymmi. O artista compôs essa canção, em referência à culinária baiana, no ano em que se mudou de Salvador para o Rio de Janeiro – cidade onde ficou até o fim da vida, 1938. O samba foi gravado pela primeira vez pelo grupo carioca Anjos do Inferno, em 1942. Quem quiser vatapá, que vá pro Kalango comer!

Endereço: Rua Arnaldo Quintela 44, Botafogo. Telefone: 3178-0811; (21) 97142-4944. De segunda a quinta, das 17h à 0h20; sexta e sábado, das 12h às 2h; domingo, das 12h às 22h. Terça: fechado. @barkalango

Lá na Rosi 

Boas Festas!: risole de pato e risole de bacalhau à brás, servidos com uvas verdes, frutos secos, uma rabanadinha com calda de vinho e um saquinho de prendas (R$ 35)

Inspiração: Boas Festas, canção popular de Assis Valente (1932). Baiano, veio para o Rio de Janeiro, onde compôs a maior parte de sua obra, ainda jovem. Boas Festas foi gravada inicialmente por Carmen Miranda, Carlos Galhardo e Pixinguinha. Posteriormente, por diversos artistas, como Caetano, Bethânia, Gil, Simone e Timbalada. Para entrar no clima das festas de fim de ano do jeito que a gente gosta

Endereço: Praia do Zumbi, quiosque 0, em frente ao número 75, Ilha do Governador. De quinta a sábado, das 17h30 às 23h; domingo, das 12h às 16h30. @lanarosibar 

Os Imortais

Só Hot, só Dog!: cachorro-quente com salsicha suculenta envolvida em molho chimichurri, servido no pão macio com manteiga de alho e especiarias, finalizado com uma generosa camada de queijo derretido (R$ 27)

Inspiração: Hot Dog, Buchecha. É que eu sou hot, hot dog. Comigo ninguém pode!

Endereço:  Rua Ronald de Carvalho, 147 e 154 (anexo) – Copacabana. Tel.: (21) 3563-8959/98319-0222. Segunda e terça, das 18h à meia-noite; de quarta a sexta, das 18h à 1h; sábado, das 12h à 1h; e domingo, das 12h à meia-noite. @osimortais.bar 

Pescados na Brasa

Rio 40 Graus: lombo de pirarucu no espeto empanado na farinha uarini (ovinha) assado de brasa, servido com farofa d’água com jambu, tucupi e molho teriyaki  (R$ 38,90)

Inspiração: Rio 40 Graus, de Fernanda Abreu. O Rio é uma cidade de cidades misturadas. Aqui, Belém se mistura com o Rio na brasa.

Endereço: Rua Vitor Meireles, 12, Riachuelo. Tel.: 97895-6221. Segunda, das 11h às 16h; de terça a sábado, das 11h às 23h; domingo, das 11h às 18h. @pescadosnabrasa  

Petisqueira Martinho 

Tamo junto e misturado: uma deliciosa sopa de frutos do mar, acompanhada de um pão especial  de alho e camarão (R$ 39)

Inspiração: Rio 40 Graus, Fernanda Abreu. Homenagem à Fernanda Abreu, personificação da alma carioca.

Endereço: Praia do Jequiá 33, Ribeira, Ilha do Governador. Telefone: 3298-5518. De terça e domingo, das 11h30 às 17h; quarta, das 11h às 23h; quinta a sábado, das 11h à meia-noite. @petisqueiramartinho

Porco Amigo

Eu só quero chocolate: paleta suína assada lentamente, prensada e frita, com molho de chocolate, vinho tinto e especiarias (R$ 35,90)

Inspiração: Chocolate, um clássico de Tim Maia. Eu só quero chocolate. Isso tá bom demais! Chama o síndico, Tim Maia!

Endereço: Rua São Manuel, 43 – Botafogo. Telefone: 21 2137-4963. De terça a domingo, das 12h à 0h. Segunda: Fechado. @porcoamigobar 

Quitanda

Arapuca: bolinho de aipim com carne de fumeiro – de porco – feita na casa, camarão e catupiry, servido com molho de pimenta de cheiro e tomate verde (R$ 20, a unidade)

Inspiração:Arapuca, a música do novo álbum “Beleza, Gente Boa”, do cantor e compositor João Martins, sócio e marido da chef do bar, Mariana Padrão. A canção fala dos bairros do subúrbio carioca. É arapuca da boa. 

Endereço: Rua Andrade Pertence, 42D – Catete. Segunda, quarta e quinta, das 15h às 22h; sexta, das 12h às 22h; sábado, das 13h às 22h; domingo, das 13h às 21h. @quitandagastronomia

Real Chopp 

Camarão Relíquia do Real: Trio de pastéis de camarão (de verdade) com requeijão cremoso temperado (R$ 30)

Inspiração: Camarão que Dorme a Onda Leva, de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beto Sem Braço. Não penses que meu coração é de papel, não brinque com o meu interior.

Endereço: Rua Barata Ribeiro 319, Copacabana. Telefone: 2257-2645. De terça a sábado, das 8h à 1h; domingo, das 9h à meia-noite. @realchopprj

Suru Bafo

Croquete Maracangalha: Croquete com massa de vatapá, feito com castanha de caju, gengibre, dendê, camarão seco e leite de coco, recheado de camarão e dendê. Acompanha pimenta da casa (R$ 29)

Inspiração: Vatapá, de Dorival Caymmi. Inspirado na música Vatapá, segunda faixa do álbum Maracangalha, de Caymmi, que também tem uma linda versão interpretada por Gal Costa. Diretamente do álbum Maracangalha para a Lapa.

Endereço: Rua da Lapa, 128. Lapa. Tel.: 97986-5715. De terça a quinta, das 17h à 1h; sexta e sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 20h. @surubafo.rj

Suru Bar

Caldinho pra Ibeji: caldinho de feijão preto temperado com camarão seco (R$ 27)

Inspiração: Falange do Erê, de Arlindo Cruz. Homenagem a Cosme e Damião, representados na tradição afro-brasileira como os Ibejis. A referência vem da canção “Falange do Erê”, de Arlindo Cruz, eternizada também na voz de Zeca Pagodinho, em gravação dos anos 1990 para o álbum Mania da Gente.

Endereço:  Rua da Lapa, 151. Lapa. Tel.: 21 97986-5715. Segunda, 19h às 2h; quarta, 17h à 1h.; quinta e sexta, 17h às 2h; sábado, 12h às 2h; domingo, 12h às 21h. @surubar.rj

Velho Adonis

O mar serenou: moquequinha de frutos do mar, com banana-da-terra, farofa de panko com bacon, calabresa e um toque de dendê (R$ 49)

Inspiração: O Mar Serenou, canção do portelense Candeia, eternizada na voz da icônica Clara Nunes.

Endereço: Rua São Luiz Gonzaga 2156, Benfica. Telefone: 2026-4186. De Terça a quinta, das 10h às 22h; sexta e sábado, das 10h às 23h; domingo, das 10h às 19h. @velhoadonis

Zuza Fish Bar

Viola, Sardinha e Pão: sardinhas sobrepostas e fritas recheadas com pangrattato, alho, parmesão, damasco, salsinha e azeite, servidas com vinagrete de feijão fradinho com redução de laranja e hortelã (R$ 42)

Inspiração: Violão, Sardinha e Pão, interpretada por Nelson Gonçalves: uma ode à boemia, à música e à boa comida. O prato homenageia a canção de Adelino Moreira, compositor de grandes clássicos da música brasileira, na voz do grande Nelson Gonçalves, aproximando a tradição musical da proposta de petiscos de peixe e pão.

Endereço: Rua Marquês de Abrantes, 1 – loja A – Flamengo. Telefone: 98777-6385. Segunda a quinta, das 16h às 23h; sexta e sábado, das 12h às 23h. Domingo, das 12h às 17h. @zuzafishbar

 

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