Grupo Filosofia & Arte apresenta a peça ‘As visitas – Uma ficção filosófica’, dia 27 de outubro, no Acaso Cultural

Peça une teatro, literatura e música ao vivo e segue em cartaz até 10 de novembro, em terças-feiras alternadas

por Redação
Grupo Filosofia & Arte apresenta a peça ‘As visitas - Uma ficção filosófica’, dia 27 de outubro, no Acaso Cultural

Há visitas que chegam sem avisar. Basta uma porta se abrir. É dessa imagem aparentemente simples – e de tudo o subentendido que ela carrega – que nasce “As visitas – Uma ficção filosófica”, primeira montagem teatral do Filosofia & Arte, grupo que há dez anos leva a filosofia para fora da sala de aula em shows, aulas-espetáculo e demais propostas criativas que já passaram por diversos palcos do Rio. Agora, sob o comando de Bia Antunes e Luame Cerqueira, o grupo apresenta sua primeira “ficção filosófica” (brincadeira proposital com a ficção científica), dia 27 de outubro, terça-feira, às 20h, no Acaso Cultural.

O espetáculo ficará em cartaz até 10 de novembro, em terças-feiras alternadas (27/10 e 10/11), sempre às 20h. O ingresso custa R$80 (inteira) e R$40 (meia).

Unindo teatro, literatura e música ao vivo, “As visitas — uma ficção filosófica” mostra o que acontece quando alguém, ou algo, chega sem avisar e muda tudo o que parecia certo. São presenças que embaralham o que é familiar ou o que é estranho, o que é real ou o que é ficção, o que vem de fora e o que já mora dentro de cada um.

Para dar corpo a essa ideia, Bia Antunes e Luame Cerqueira – que assinam juntos criação, dramaturgia, direção e atuação – se apoiam em contos dos autores Victor Giudice, Julio Cortázar, Unamuno e F. Scott Fitzgerald, cujas narrativas e personagens se cruzam em cena com textos autorais da dupla. A música ao vivo será conduzida em dias alternados por Christian Gazzetta (bandoneon) e Jean Charnaux (violão).

O ponto de partida é um conceito simples e, ao mesmo tempo, vertiginoso: somos visitados o tempo todo. Pelo amor, pelas musas dos poetas, por uma música que muda quem a escuta…

“Costuma-se pensar que visitamos e somos visitados apenas na condição de indivíduos, como se fôssemos pontos de partida das experiências. Mas o que somos não é uma essência fixa: já é efeito da maneira como relações e forças nos visitam sem hora marcada e nos atravessam. Das bactérias ao amor, são sempre visitas que nos constituem e, sobretudo, nos modificam. Somos visitados pelas artes, seja por uma música, um conto ou uma peça, e nunca mais voltamos a ser os mesmos”, diz Bia Antunes.

Em cena, a peça abre com um monólogo curto, adaptado de um conto de Victor Giudice, sobre uma pessoa que chega em casa e encontra tudo sempre desarrumado. A cenografia reforça essa ideia com uma porta, símbolo permanente de chegada e limiar.

“Seria contraditório se o processo de criação não seguisse o próprio tema da peça. Entre os autores e artistas que já fazem parte da nossa constituição, alguns foram nos visitando mais insistentemente e, naturalmente, foram conquistando seu lugar. Na literatura fantástica, como em Giudice e Cortázar, encontramos a vida encarnada em visitas que revelam que o mundo não é aquilo que habitualmente se supõe”, conta Luame Cerqueira, que completa: “Podemos dizer que há uma multiplicidade de referências, mas, acima de tudo, percebemos que nossa tarefa era ser mais do que anfitriões: ser a própria casa para receber essas visitas”.

A música é parte estrutural da dramaturgia, não apenas uma trilha. Christian Gazzetta (bandoneon) e Jean Charnaux (violão) interagem com a cena e se apresentam ao vivo, em cinco ou seis músicas inteiras que criam momentos contemplativos e vão construindo, aos poucos, uma ambiência própria.

Se em alguns momentos, a encenação ganha um tom mais filosófico ou musical, o objetivo nunca é explicar, mas sim encantar.

“Para nós, assim como para certos pensadores, a filosofia nunca foi do campo da explicação, mas uma expressão vital. Ela não serve para responder a perguntas já dadas nem para dizer o que as coisas são, e sim para intensificar a existência. Assim como as artes, a filosofia nos arranca do senso comum, do mundo estabelecido, mostrando-nos que a vida é do campo do transbordamento”, afirma Bia Antunes.

Luame completa dizendo que não se trata de traduzir uma linguagem em outra: o pensamento também pode se fazer por sensações, imagens, ritmos e afetos, e não apenas por discursos lógicos.

“Quem visitar a peça poderá até sair com mais entendimento, claro, mas o espetáculo só triunfará se o visitante for embora com os sintomas de quem recebeu uma intensa visita que, a despeito de sua vontade, vai durar. Queremos ser visitados, e convidar o público para essa mesma visita”, conclui Luame.

SINOPSE:
Em cena, a peça acompanha o instante em que algo bate à porta ou entra sem bater e nada mais volta a ser exatamente como era. É o estranho se instalando no que era familiar, a ficção se infiltrando no real, o de fora encontrando abrigo no que já morava dentro de cada um. A peça se apoia em contos de Victor Giudice, Julio Cortázar, Unamuno e F. Scott Fitzgerald, cujas narrativas e personagens se cruzam em cena com textos autorais do grupo, misturando filosofia, literatura, teatro e música ao vivo.

FICHA TÉCNICA:

Criação, dramaturgia e direção: Bia Antunes e Luame Cerqueira
Atuação: Bia Antunes e Luame Cerqueira
Música ao vivo: Christian Gazzetta (bandoneon) e Jean Charnaux (violão)
Produção cenográfica: Carla Berri e Marco Souza
Iluminação: Emerson Bonitinho
Som: Fernando Capão
Fotografia e vídeo: Vinícius Giffoni
Assessoria de imprensa: Mario Camelo e Gustavo Menezes (Prisma Colab)
Produção: Bia Antunes e Luame Cerqueira
Realização: Filosofia & Arte

OS CRIADORES:

Bia Antunes é filósofa e escritora. Doutora em Filosofia (UERJ/Université Toulouse II – Le Mirail, França), é coautora do livro “A Tela que Pensa: Filosofia, Cinema e Vida” (Tipografia Musical, 2024). Cofundadora do projeto Filosofia & Arte, desenvolve, desde 2014, espetáculos que articulam filosofia, literatura e música, apresentados em espaços como o Teatro Rival, o Teatro Cacilda Becker e o Teatro da Aliança Francesa (SP), além de ministrar cursos em parceria com instituições como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Museu da República e o Estação NET Rio. Em 2026, escreve, dirige e atua, ao lado de Luame Cerqueira, na peça teatral “As visitas — uma ficção filosófica”.

Luame Cerqueira é filósofo e escritor. Doutor em Filosofia pela UERJ, com estágio doutoral na Université Toulouse II – Le Mirail, França, é professor de Filosofia na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USU e coautor do livro “A Tela que Pensa: Filosofia, Cinema e Vida” (Tipografia Musical, 2024). Cofundador do Filosofia & Arte, desenvolve, desde 2014, cursos e espetáculos que articulam filosofia, literatura, música e cinema, apresentados em espaços como o Museu da República, SESC, Caixa Cultural, Teatro Rival, Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Sala Mário Tavares) e Teatro da Aliança Francesa. Em 2026, escreve, dirige e atua, ao lado de Bia Antunes, na peça teatral “As visitas — uma ficção filosófica”.

SERVIÇO:

As visitas — uma ficção filosófica
Temporada: terças alternadas, até 10 de novembro de 2026 (27/10 e 10/11)
Horário: 20h

Local: Teatro do Acaso Cultural
Endereço: Rua Vicente de Sousa 16, Botafogo, RJ

Classificação: 12 anos

Duração: 80 minutos

Valor: R$ 80 (inteira) | R$ 40 (meia)
Venda antecipada: www.sympla.com.br/filosofiaearte

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Site: filosofiaearte.com.br

 

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