A peça conta a história de Antônio, mercador que contrai uma dívida com o agiota Shylock e afiança uma libra de sua própria carne como garantia. O não pagamento da dívida desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito.
Sucesso de crítica e público, acumulando mais 100 mil espectadores em um ano e meio, a montagem transporta a história da Itália do século 16 para um cenário contemporâneo.
Depois de temporadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte, com sessões esgotadas desde a estreia, em abril de 2025, o espetáculo “O Mercador de Veneza”, de William Shakespeare (1564-1616), volta ao Rio de Janeiro para uma curta temporada de um mês no Teatro Axia Casa Grande.
À frente do elenco, Dan Stulbach (no ar como o advogado Ademir na novela “Quem Ama Cuida”, de Walcyr Carrasco) dá vida ao icônico agiota Shylock, já interpretado por nomes como Al Pacino, Laurence Olivier e Pedro Paulo Rangel. A direção é de Daniela Stirbulov (diretora residente dos musicais “Tom Jobim”, de Nelson Motta e Pedro Brício; “Ney Matogrosso – Homem com H” e “Silvio Santos vem aí”, estes de Marilia Toledo e Emilio Boechat).
O projeto é uma coprodução de Kavaná Produções e Baccan Produções, produtores espetáculo “O Nome do Bebê” com Bianca Bin, em cartaz às quintas e sextas no mesmo teatro e no mesmo período.
Mergulhando em temas como preconceito e intolerância a todos aqueles que são estrangeiros, a montagem é uma reflexão acerca das transformações nas relações humanas e tensões sociais que transcendem séculos.
“Lidar com os desafios shakesperianos é abrir espaço para o risco, para o confronto com o que somos — e com o que podemos ser. E expandir o entendimento sobre a vida: as relações humanas em sua complexidade e contradições. Tudo está ali. Vilões e heróis se confundem nas máscaras sociais. A obra, atravessada por tensões religiosas e preconceitos, nos confronta com questões sobre intolerância, identidade e justiça – tão atuais quanto no tempo em que foi escrita.”, reflete a diretora, Daniela Stirbulov.
A CRÍTICA
“No centro dessa tempestade está Dan Stulbach, cuja atuação como Shylock é digna de prêmios.” (André Marcondes, Folha de São Paulo)
“Mais que uma adaptação fiel, trata-se de uma reinvenção dramatúrgica que escancara como os vícios do passado persistem em nosso presente.” (Claudia Chaves, Veja Rio)
“Com Dan Stulbach em performance arrebatadora, a encenação de O Mercador de Veneza, de Shakespeare, transforma o clássico em espelho do presente”. (Celso Faria, E-Urbanidade)
“A irrepreensível direção de Daniela Stirbulov faz deste Mercador de Veneza um espetáculo revelador, por sua potencial transposição cênica de uma clássica comédia dramática, entre a tradição e a modernidade. (…) um investimento estético capaz de dignificar o atual panorama do teatro em moldes brasileiros” (Wagner Correa, Escrituras Cênicas)
SINOPSE
A trama acompanha Antônio, um mercador que contrai uma dívida com o agiota judeu Shylock para ajudar seu amigo Bassânio. Como garantia, estipula-se a retirada de uma libra da carne de Antônio. Com o não pagamento da dívida, o contrato desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito.
A MONTAGEM
Sob a direção de Daniela Stirbulov, “O Mercador de Veneza” se desloca da Itália do século 16 para um cenário contemporâneo, em que questões como o antissemitismo, o preconceito racial, e as guerras motivadas pelo lucro e pelo capital ganham mais potência frente à narrativa. O agiota Shylock é alçado a protagonista nesta montagem, que busca narrar a história a partir de seu ponto de vista.
“Estar à frente da direção me possibilitou criar um universo contemporâneo. A história, escrita no contexto do capitalismo emergente do século XVI, foi transportada para os anos 1990 — década marcada pela aceleração da globalização e pelo surgimento de uma nova ordem mundial. Estabelecemos a Bolsa de Valores como espaço central, implantando a atmosfera das negociações financeiras do tempo presente e o dinheiro como motor principal das relações.”, conta a diretora.
No centro do palco, uma estrutura acrílica transparente elevada cria um tablado para os atores. No alto, um painel circular de led desenha palavras e frases ligadas à ação. Há um operador de câmera captando imagens em tempo real, também projetadas no painel. Há música executada ao vivo por uma baterista no palco.
A PRODUÇÃO
A produção do espetáculo é assinada pela Kavaná e pela Baccan Produções, sob a liderança de Cesar Baccan e Marcelo Ullmann, que também integram o elenco. Com atuação destacada pela qualidade, os produtores vêm consolidando uma trajetória marcada por obras de relevância artística e apelo de público, como “O Nome do Bebê”, com Bianca Bin, “A Pane”, com Antônio Petrin, e “Um Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen.
Mais do que viabilizar montagens, Baccan e Ullmann desenvolvem projetos que transitam entre o clássico e o contemporâneo, equilibrando rigor estético, comunicação com o público e consistência de produção, enquanto avançam com novos projetos em desenvolvimento.
DANIELA STIRBULOV – diretora
Daniela Stirbulov é diretora teatral, atriz e produtora de São Paulo. Mestre em direção teatral pela University of Essex (Londres); graduada em artes cênicas pela Universidade de São Paulo; e formada pelo Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI. Faz parte do Young Vic’s Directors Network e participou do Grupo de Estudos de Teatro Musical da ECA-USP.
Entre seus principais projetos estão “Oleanna”, de David Mamet; “Tom Jobim”, musical de Nelson Motta e Pedro Brício, diretora residente; “Cabaret” de Joe Masteroff, Fred Ebb e músicas de John Kander, assistente de direção e diretora residente; “Ney Matogrosso – Homem com H”, de Marilia Toledo e Emilio Boechat, codiretora e diretora residente; “Silvio Santos vem aí, uma comédia musical”, de Marilia Toledo e Emílio Boechat, com músicas de Marco França; codiretora e diretora residente; “O Mágico di Ó”, de Vitor Rocha e arranjos de Marco França, diretora; entre outros.
Serviço
REESTREIA: dia 07 de novembro (sab), às 21h
ONDE: Teatro Axia Casa Grande / Shopping Leblon
– Av. Afrânio de Melo Franco, 290/Lj A, Leblon / RJ (estacionamento no local)
HORÁRIOS: sábados às 21h e domingos, às 19h / INGRESSOS: plateia vip R$230 e R$115 (meia); plateia setor 1 R$210 e R$105 (meia); balcão setor 2 R$180 e R$90 (meia); balcão setor 3 R$160 e R$80 (meia) em https://www.eventim.com.br/
FICHA TÉCNICA
- Texto: William Shakespeare
- Direção: Daniela Stirbulov
- Tradução, Adaptação e Assistência de Direção: Bruno Cavalcanti
- Elenco / Personagem
- Dan Stulbach / Shylock
- Augusto Pompeo / Duque
- Amaurih Oliveira / Lorenzo e Príncipe de Marrocos
- Cesar Baccan / Antônio
- Gabriela Westphal / Pórcia
- Júnior Cabral / Graciano
- Marcelo Diaz / Lancelotte Gobbo
- Marcelo Ullmann / Bassânio
- Maria Clara Strambi / Jéssica
- Rebeca Oliveira / Nerissa
- Renato Caldas / Solânio e Tubal
- Thiago Sak / Salarino e Príncipe de Aragão
- Baterista em cena: Caroline Calê
- Cenografia: Carmem Guerra
- Cenotécnico: Douglas Caldas
- Desenho de Luz: Wagner Pinto e Gabriel Greghi
- Figurino e Visagismo: Allan Ferc
- Assistente de Figurino: Denise Evangelista
- Peruqueiros: Dhiego Durso e Raquel Reis
- Direção de Movimento: Marisol Marcondes
- Aderecista: Rebeca Oliveira
- Consultoria Sobre Shakespeare: Ricardo Cardoso
- Vídeo e Imagem: André Voulgaris
- Fotos: Ronaldo Gutierrez
- Design Gráfico: Rafael Oliveira Branco
- Mídias Sociais: Arthur Haus Assad
- Operação de Luz: Jorge Leal
- Operação de Som: Eder Sousa
- Assistente de Produção: Amanda Nolleto
- Motorista: Cosme Araujo
- Produção Executiva: Raquel Murano
- Direção de Produção: Cesar Baccan e Marcelo Ullmann
- Produção: Kavaná Produções e Baccan Produções
- Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Sephany
