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Pessoas refugiadas participam de desfile do Salgueiro

Desfile do Salgueiro na Sapucaí contará com pessoas refugiadas, celebrando integração, inclusão e solidariedade

por Redação

Uma parceria inédita entre o ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro levará para o sambódromo da Sapucaí, no próximo dia 22 de abril, um grupo de 20 pessoas refugiadas de cinco diferentes nacionalidades (Angola, Marrocos, República Democrática do Congo, Síria e Venezuela).

Elas participarão do desfile do Salgueiro, cujo samba-enredo deste ano celebra a resistência das comunidades afrodescendentes no Rio de Janeiro. A primeira participação de pessoas refugiadas em um desfile do Grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro acontecerá em prol de uma maior integração desta população na sociedade brasileira.

As pessoas refugiadas participarão do desfile em duas alas da escola e foram selecionadas pela Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro e pelas Aldeias Infantis SOS Brasil, organizações da sociedade civil que são parcerias do ACNUR no acolhimento, atendimento e proteção desta população no Estado do Rio e na capital fluminense. O grupo é bastante diversificado e reúne famílias, jovens, adultos, uma mulher trans, trabalhadores e estudantes. Todas as pessoas refugiadas vivem no Rio de Janeiro.

O grupo tem participado dos ensaios da escola com a comunidade do Salgueiro desde o mês passado, e no próximo domingo (17/04) estarão presentes no último ensaio que antecede o desfile da escola na Sapucaí. A concentração do ensaio acontece na Rua Conde Bonfim, altura da Rua José Higino às 18h. O último ensaio preparatório para o desfile que acontecerá dia 22 de abril, terá início às 20h

“Com esta parceria, enfatizamos a integração das pessoas refugiadas no Brasil. O desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro é um dos eventos mais icônicos do mundo, e assegurar a participação de pessoas refugiadas neste momento apoteótico é uma maneira de celebrar sua inclusão na sociedade brasileira e demonstrar que elas podem contribuir efetivamente com a comunidade que as acolhe”, afirma o Representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas.

“Nosso enredo fala sobre a resistência preta, e estamos pedindo respeito, valorização e reconhecimento a todas as minorias, o que inclui as pessoas refugiadas. O Brasil é um país que acolhe, e precisa dar oportunidade de crescimento a todos aqueles que chegam por aqui”, completa o presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, André Vaz.

Nove vezes campeã do carnaval carioca, a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro será a terceira a entrar na Sapucaí em busca do décimo título de sua história. Orgulhosamente, a agremiação é referência quando se fala em enredos com temática africana, tendo sido a primeira a protagonizar personagens pretos no Carnaval.

Em todo o Brasil, há mais de 62 mil pessoas refugiadas de mais de 50 nacionalidades. As nacionalidades mais representativas são da Venezuela (78%), Síria (7%) e República Democrática do Congo (3%), além de haver outros 150 mil pedidos da condição de refugiado em análise pelo Comitê Nacional para os Refugiados. Na cidade do Rio de Janeiro, há 1.216 pessoas refugiadas e mais de 1.500 no estado fluminense.

SERVIÇO

  • O que: Ensaio final da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, com participação de 20 pessoas refugiadas
  • Data e horário: 17 de abril, a partir das 18hs
  • Local: Rua Conde Bonfim
  • Contatos de imprensa:
  • IMPORTANTE: recomenda-se chegar às 18h ao local do ensaio para entrevistas com as pessoas refugiadas e representantes do ACNUR e do Salgueiro. As pessoas refugiadas não poderão ser entrevistadas durante o ensaio, que terminará por volta das 22hs.

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